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protese Total UEA 2017
Tipologia: Notas de estudo
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Helinaldo Correa nasceu em Manicoré Amazonas em 19-11- Cursou até o 3 º período de Matemática na UFAM Campos Humaitá – Am Foi monitor de Prótese Parcial Removível entre Agosto a Dezembro de 2014 Atualmente cursa Odontologia na UEA Campos Manaus – Am.
Curriculum Lattes:http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4462273Y
Blogger: http://correamani.blogspot.com.br/ Wordpress: http://helinaldouea.wordpress.com Twitter: https://twitter.com/Aldohelinaldo Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id= Ebah: http://www.ebah.com.br/user/AAAAAqwHAAA/helinaldo-correa
Sumário
Limites anatômicos e moldagem anatômica Moldagem: ato ou efeito de moldar Se vamos moldar o paciente, é feita uma moldagem. Moldagem anatômica é um procedimento e a moldagem funcional é outro procedimento em Prótese Total. Pela moldagem se obtêm o molde. Se vai ser feita a moldagem é porque ainda se vai obter a impressão da cavidade oral do paciente. Molde: impressão em negativo do que é apresentado na cavidade oral do paciente Paciente dentado: no molde tem-se a imagem dos dentes em negativo; Paciente desdentado total, não tem dentes, então na imagem negativa vemos o rebordo até a região posterior ao túber, a região que vai delimitar os limites anatômicos, a área chapeável. Depois que se tem o molde, esse molde é vazado em gesso e obtém-se o modelo. É o resultado da moldagem Modelo: impressão em positivo É uma réplica do que é apresentado na cavidade oral. É onde se vai trabalhar. O rebordo, (ou dente no paciente dentado) é observado. Moldagem anatômica/preliminar/inicial Moldagem estática do rebordo alveolar e tecidos de suporte O procedimento de moldagem anatômica pode ser chamado também de moldagem preliminar ou inicial, são várias denominações para o mesmo tipo de procedimento. A moldagem anatômica é uma moldagem estática do rebordo alveolar e tecidos de suporte. “Estática” significa que não há reprodução da função dos tecidos moles do paciente Existe a moldagem funcional; na moldagem funcional tenta-se reproduzir a
Fica na região anterior
Zonas de suporte – Maxila A maxila e a mandíbula apresentam zonas de suporte que são as zonas onde podemos aplicar mais ou menos pressão quando a prótese for confeccionada. Algumas áreas da maxila são mais sensíveis. O tecido ósseo não pode ser tão comprimido quanto outros. 1 – Zona primária de suporte Na região posterior na oclusal do rebordo (como se fosse mais ou menos região de pré- molares e molares) 2 – Zona secundária de suporte Na região do palato duro 3 – Zona de vedamento periférico posterior Zona na região entre o limite do palato mole e palato duro 4 – Zona de alívio Deve-se exercer menos pressão. Durante o procedimento de moldagem é feito um procedimento para diminuir a compressão excessiva em algumas regiões (região anterior onde existem as rugosidades palatinas). Mandíbula
2 – Zona secundária de suporte É a região de fundo de sulco anterior 3 – Zona de vedamento periférico Toda a região de assoalho e fundo de sulco (toda a região em volta da prótese inferior) 4 – Zona de alívio Zona da crista óssea do rebordo A região mais superficial no rebordo é a região que tem que ser aliviada, porque se a carga for aplicada só ali, que ela irá reabsorver. Moldagem anatômica – Desdentados totais Feita tanto para paciente dentado quanto em paciente desdentado, só que as estruturas são diferentes. Quando vamos moldar um paciente dentado total, o mais importante é mostrar os dentes. Num paciente que utiliza uma PPR, tem que ser moldado o dente e o tecido mole, porque ambas as estruturas são igualmente importantes. No desdentado total tem que ser moldado não só o rebordo, mas também a região de fundo de sulco. Se tiver apenas uma impressão da oclusal do rebordo, não serve para confeccionar uma PT, porque ela recobre toda a região de fundo de sulco e assoalho bucal, então as estruturas observadas num paciente desdentado total são bastante diferentes de um paciente dentado. Mínima deformação dos tecidos de suporte Existem técnicas de moldagem; sempre deve haver na moldagem mínima deformação dos tecidos de suporte. Se moldarmos e, por exemplo, a gengiva do paciente ficar diferente do apresentado na cavidade oral, existe algo errado. Para que haja essa mínima deformação deve ser usada uma técnica de moldagem adequada. Técnica de moldagem adequada Mínima pressão Máxima pressão
Pressão seletiva O objetivo é reproduzir os tecidos de suporte de maneira mais fiel ao que está na cavidade oral (modelo mais parecido possível com o que está presente na cavidade oral, para que seja confeccionada a prótese) Moldagem compressiva Registro dos tecidos moles sob pressão, ou seja, em posição deformada. Na técnica de moldagem compressiva, a moldagem é feita sobre pressão, ou seja, existe uma deformação da fibromucosa. Quando é feita a moldagem compressiva, a fibromucosa comprime mais em umas regiões e em outras menos (a gengiva deforma). Acelera a velocidade de reabsorção óssea deslocamento da prótese movimentação dos tecidos moles Se a moldagem for muito compressiva, quando a prótese for confeccionada, ela pode acelerar a velocidade de reabsorção óssea; não se pode aplicar muita força sobre o tecido na moldagem, porque a prótese vai exercer tanta pressão quanto foi exercido na moldagem e irá ocorrer reabsorção óssea. Como o objetivo é reabilitar o paciente para ele ter função e estética, sem alterar as estruturas que estão em sua cavidade, não devemos exercer muita pressão. Além disso, a moldagem excessivamente compressiva irá favorecer mais tarde o deslocamento da prótese porque quando o paciente faz os movimentos (fala, movimenta a língua), toda a musculatura movimenta e a prótese pode ser deslocada em função de invadir algum espaço que não deveria. Se for apertado o fundo de sulco, ele vai para uma região mais inferior, por exemplo, mas quando pararmos de fazer a pressão, ele volta para onde deveria estar, então se a musculatura for empurrada, ela vai empurrar de volta. A musculatura, por ser mais forte e dinâmica (não só empurra como se movimenta) irá causar deslocamento da prótese. Moldagem não compressiva Registro dos tecidos moles em suas posições de repouso, ou seja, sem qualquer deslocamento retenção e estabilidade.
Perfuradas Lisa A moldeira usada (lisa ou perfurada) vai depender do material de moldagem que será utilizado. Alguns só podem ser usados em moldeira perfurada e outros em moldeira lisa. Materiais de moldagem Alginato Godiva em placa Alginato Hidrocolóides irreversível Vantagens: Fácil manipulação Baixo custo Desvantagens: Instabilidade dimensional Quando moldamos não podemos esperar muito para vazar Baixa resistência ao rasgamento Molde é frágil; se manuseado de qualquer jeito, rasga. Se rasgar qualquer parte, o processo deve ser repetido. Reprodução de detalhes limitada Por isso só é usado para moldagem anatômica e não para a funcional. Para a funcional é usado um material que apresenta melhor reprodução de detalhes, é mais estável, mais resistente.
Instabilidade dimensional: manter em ambiente hermeticamente fechado com 100% de umidade O material sobre sinérese e evaporação, ou seja, ele é bastante sensível para perder água, absorver água do meio, e isso tudo altera sua instabilidade (perde água murcha, ganha água dilata); por isso depois da moldagem deve ser guardado num potinho com tampa fechada, com bolinha de algodão e um pouquinho de água (vazar o molde o mais rápido possível para não haver com essas alterações). Para fazer moldagem anatômica com alginato é preciso moldeira para desdentado perfurada porque o alginato não adere a moldeira, por isso precisa dessas perfurações para fixar a moldeira. Se for usada uma moldeira não perfurada, ele vai descolar da moldeira. Alginato moldeira perfurada Cera utilidade; lamparina; gral; medidor de alginato; lecron; espátula para alginato e gesso; medidor de água e gral para gesso. Cera utilidade para fazer indivualização ou cera azul ou rosa; 1- Seleção da moldeira por teste; verificar se a moldeira envolve as áreas que devem ser moldadas. Por exemplo, numa moldagem da maxila, se a moldeira parar na metade do palato duro do paciente, ela não estará envolvendo todos os limites que precisamos moldar, porque deve-se chegar até o limite entre o palato mole e o duro e túber e ficar próxima a região do fundo de sulco, não podendo empurrá-lo mas deve ficar próxima. Não pode entrar justa, raspando na gengiva, porque se ela ficar justa não haverá espaço para o material de moldagem. Uma moldeira grande numa boca pequena irá deformar as estruturas. Portanto a moldeira tem que recobrir tudo o que deve recobrir, sem empurrar demais os tecidos. Individualização da moldeira Cera – retenção adicional com alginato
moldeira (sempre que for feita a moldagem a moldeira deve ser segurada, porque senão ela desloca). Equalização do molde É realizada uma segunda moldagem utilizando essa moldeira e esse molde, usando o alginato numa consistência mais fluida. Preencher a moldeira com esse material mais fluido. Isso irá refinar a moldagem e permitir que os tecidos que foram deformados na primeira moldagem com o material mais consistente, que se recuperem e com o material mais fluido tem uma deformação menor. O material mais consistente deforma um pouco mais o tecido. Tirada a moldeira, o tecido se recupera. Faz-se a segunda moldagem com o material mais fluido que vai comprimir menos esses tecidos, havendo uma deformação menor. O objetivo da equalização é minimizar a deformação dos tecidos de suporte e também refinar a moldagem (se houver alguma bolha ou falha e a equalização corrigir, não há problema, mas se após a equalização permanecer a bolha, esse molde deve ser descartado); a equalização irá refinar e diminuir a deformação que ocorre nos tecidos quando se está moldando, mas não corrigir grandes erros cometidos. Alginato manipulado com consistência mais fluida Proporção – 1,5 água para 1 pó Na região inferior é a mesma coisa. É feita a seleção da moldeira, que deve recobrir toda a área chapeável (atingir os limites anatômicos até a região posterior do trígono – a prótese não recobre o trígono interior, mas sua região posterior é definida pelo trígono, pela papila piriforme, então tem que ser moldado até lá, moldar todas as estruturas); a moldeira tem que recobrir o rebordo na região vestibular, lingual e na região posterior. Depois é feita a individualização com cera em toda a borda da moldeira; após são feitas as retenções com Lecron e aplica-se algodão para aumentar ainda mais a retenção; manipulação do alginato na consistência mais rígida, mais espessa, para fazer a primeira moldagem e depois uma massa um pouco mais fluida para fazer a equalização.
Quando a moldeira é inserida na boca, muitas vezes a língua vai ficar em baixo da moldeira, então se pede que o paciente levante a língua, porque se ficar em baixo será moldada a língua e não a região interna do rebordo e de fundo de sulco. Paciente fica em repouso, esperar tempo de geleificação do alginato. Removido o molde é feita a equalização com alginato mais fluido, faz-se a moldagem de novo para permitir refinamento do material e alívio da pressão nos tecidos. Inspeção dos moldes Depois é feita a inspeção dos moldes, com relação ao que está na boca do paciente.
*Por ela ser um material um pouco mais resistente, afasta os tecidos que recobrem o rebordo (mas não pode ter retenção) *A godiva em placa é colocada numa plastificadora elétrica ou num grau de borracha com água quente. Deixa-se no local por 3 a 5 min para que seja feita a moldagem. Faz- se uma bolinha e coloca-se na moldeira. A moldeira de godiva não tem perfuração (é lisa); Preenche a moldeira e reaquece o material que pode ser colocado novamente na plastificadora e depois faz-se a moldagem.
. Rebordo superior com mucosa aderida e sem retenções
*Vazar devagar com pequenas quantidades, para que não hajam bolhas *Finalidade do modelo obtido: