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PROVAS NUTRIÇÃO IDECAN
Tipologia: Provas
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TEXTO I: Educação e capitalismo: aliados ou inimigos? (fragmento) Virou consenso no Brasil associar o nosso fracasso educacional com as maquinações do sistema capitalista/neoliberal. Segundo essa leitura, calcada em Marx, interessaria aos “poderosos”, à “elite”, que o proletariado não fosse instruído ou, no máximo, recebesse uma educação totalmente “alienante”, para que não questionasse suas mazelas nem incomodasse o status quo e apenas continuasse fornecendo sua mão-de-obra barata para a manutenção do sistema. Essa leitura da situação se tornou absolutamente hegemônica: vai da imprensa à academia, dos mais louvados pensadores do tema à correspondência enviada a este articulista por professores dos grotões do Brasil. Vejamos alguns exemplos. De Emir Sader. “A educação, que poderia ser uma alavanca essencial para a mudança, tornou-se instrumento daqueles estigmas da sociedade capitalista: ‘fornecer os conhecimentos e o pessoal necessário à maquinaria produtiva em expansão do sistema capitalista, mas também gerar e transmitir um quadro de valores que legitima os interesses dominantes.’ Em outras palavras, tornou-se uma peça do processo de acumulação de capital e de estabelecimento de um consenso que torna possível a reprodução do injusto sistemas de classes.(...) No reino do capital, a educação é, ela mesma, uma mercadoria. Daí a crise do sistema público de ensino, pressionado pelas demandas do capital(...)”. Lucyelle Pasqualotto: “Podemos analisar que a educação como vem sendo, historicamente, organizada está para atender ao capital, numa sociedade inerentemente excludente e contraditória.(...) Oferece diferentes níveis, modalidades, métodos educacionais, a fim de dar continuidade ao seu elemento diferenciador e, ao mesmo tempo, apregoando o discurso da unificação e universalização da educação. Discurso este que, em uma sociedade capitalista, onde os meios de produção, inclusive o conhecimento [,] são propriedade privada, quanto muito pode proporcionar uma educação mercantilizada, excludente e diferencial”. Amelia Hamze: “Proporcionar a qualidade de ensino e a gestão democrática da escola levaria a invalidação da sustentação do poder amparada pelo estado capitalista”. Essas teses, como de costume, são apenas frutos da verborragia dos “pesquisadores” que as produzem. Não vêm embasadas por nenhuma tentativa de comprovação quantitativa – até porque a maioria de seus autores se confunde com qualquer operação matemática ou estatística que requeira sofisticação maior do que calcular o troco do táxi e costuma, convenientemente, mascarar essas deficiências sob um discurso ideológico segundo o qual a própria quantificação, do que quer que seja, seria uma vitória da superestrutura neoliberal, mercantilista. É pena, porque essa teoria – de que o capitalismo requer a falta de educação, ou a educação de baixa qualidade – é facilmente conversível em uma hipótese testável. Se esses pensadores estiverem certos, espera-se que os países mais capitalistas sejam aqueles com os piores e mais excludentes sistemas educacionais, enquanto aqueles em que o capitalismo não conseguiu estender seus tentáculos malévolos deveriam ter populações formadas por cidadãos altamente instruídos e intelectualizados. Em realidade, o que ocorre é exatamente o oposto: quanto mais capitalista o país, melhor e mais abrangente é o seu sistema educacional. Por que no Brasil ainda se acredita no oposto? É a junção do mofo intelectual com a vigarice. Marx já cometia erros de interpretação da realidade quando escrevia seu Manifesto Comunista e O Capital , há 150 anos. O que se aplicava àquela realidade histórica, porém, não se aplica à nossa – o capitalismo mudou, e muito, neste século e meio. O período do início da Revolução Industrial era, sim, uma época em que a competência necessária ao trabalhador era mínima e sua jornada de trabalho era desumana. Para apertar parafusos em uma linha de montagem esfumaçada por dezesseis ou vinte horas por dia, em repetição incessante, era apenas necessário alguém que soubesse ler, se tanto. O capitalismo do século XXI, porém, é outro. O conjunto de habilidades e conhecimentos necessários é muito maior – até para trabalhar em uma linha de montagem de uma fábrica é preciso capacidade analítica para lidar com um maquinário cada vez mais sofisticado. E, quanto mais capitalista e desenvolvido um país se torna, mais diminui a importância das áreas fabril e de produção de commodities e aumenta o peso de setores de serviços e de alta tecnologia, em que o principal insumo é o cérebro das pessoas. A única maneira de produzir uma mudança efetiva na educação é através da revolução social, e acreditar que o esforço individual de um professor ou diretor pode fazer qualquer diferença diante de forças sociais e históricas tão poderosas já seria uma rendição ao espírito atomista, ilusório, que é a marca do capitalismo. A falência intelectual pavimenta o caminho do conformismo e cinismo de cada um. Essa prisão mental em que nos encontramos acaba por prender em amarras o próprio país. Esperando pela revolução social, abandonamos a possibilidade da revolução mais maravilhosa que existe: a que se dá pelo conhecimento. Silenciosa e pacífica, é a verdadeira redentora: perto de dominar a eternidade representada pelo saber, desapropriar uma fábrica ou fazenda parece brincadeira de criança. E essa é uma revolução em que não há perdedores. Todos os setores se beneficiam de uma população mais instruída. Em um mundo globalizado, a idéia de que a elite gostaria de confinar a população à ignorância para não ver sua posição ameaçada é fajuta. Se o empresário não tiver trabalhadores competentes, será destruído pela competição das empresas de outros países, com gente qualificada. (Gustavo Loschpe – Veja, 14 de maio de 2008) 01) De acordo com o primeiro parágrafo do texto é correto afirmar que: A) O autor utilizou-se de raciocínio lógico para dar mais credibilidade ao que afirma. B) O autor não associa o fracasso educacional ao sistema capitalista. C) O autor afirma que no reino do capital, a educação é, ela mesma, uma mercadoria. D) Emir Sader vê como uma hipótese, a questão da educação como alavanca para a mudança. E) Segundo Lucyelle Pasqualotto, a educação está organizada para a unificação e universalização. 02) Considerando as idéias do texto, pode-se afirmar que: I. O autor associa a falta de educação ao sistema capitalista. II. O autor vai contra as teses apresentadas no primeiro parágrafo.
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III. O autor afirma que, de acordo com os pensadores citados, os países capitalistas oferecem os piores sistemas educacionais. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): A) I B) I e II C) II e III D) II E) III 03) Todas as afirmativas expressam intenções comunicativas do texto, EXCETO: A) É preciso, com urgência, uma reforma educacional no Brasil. B) A sociedade se beneficia com uma população mais instruída. C) Um país que não tem trabalhadores competentes, não consegue competir com outros países. D) O capitalismo do século XXI exige habilidades e conhecimentos maiores. E) No Brasil acredita-se que educação e capitalismo caminham lado a lado. 04) Em certo momento do texto, o autor faz uso da primeira pessoa do plural: “ Essa prisão mental em que nos encontramos acaba por prender em amarras o próprio país.” Isso indica: A) Que o autor critica a situação e se ausenta de culpa. D) Que a autora assume a responsabilidade por suas idéias. B) Que o autor e leitor se incluem na situação. E) Que o autor ironiza o leitor. C) Que autor e leitor prendem em amarras o próprio país. 05) Os argumentos apresentados pelo autor do texto são predominantemente: A) Depoimentos de autoridades no assunto tratado. D) Opiniões de caráter pessoal. B) Exemplos retirados de experiência profissional. E) De base estatística. C) Pesquisas realizadas na área educacional. TEXTO II: Termômetro do bom ensino (fragmento) Escolher uma escola na qual matricular os filhos sempre foi, no Brasil, um processo mais intuitivo do que propriamente racional. Os pais costumavam tomar essa decisão baseados em visitas aos colégios e ancorados na experiência alheia. O único medidor objetivo no horizonte eram as taxas de aprovação das escolas no vestibular. E só. O cenário começou a mudar três anos atrás, quando o Ministério da Educação (MEC) passou a divulgar o resultado dos colégios no Enem, uma prova de conhecimentos gerais aplicada aos estudantes no fim do ciclo escolar. Com ela, houve um avanço. Tornou-se possível, afinal, comparar as escolas por meio de um ranking. Ele está, de fato, sendo usado com esse fim, segundo aponta um levantamento com base nos três últimos exames. Chamam especial atenção os números relativos aos dez colégios particulares com melhor desempenho desde 2005. Num período em que as matrículas no ensino médio minguaram 9% no país, o número de novos alunos nessas escolas campeãs subiu até 40%. Isso ajuda a mensurar o raio de influência da avaliação oficial na vida de pessoas como o publicitário Randal Soares. O fato de o Vértice, um colégio de São Paulo, ter surgido no topo do ranking nacional foi decisivo para que Soares tomasse a decisão de ali matricular os filhos Fernando, 15 anos e Isabela, 12. Ele resume um pensamento geral: “Ganhei uma espécie de bússola para rastrear o bom ensino”. Os especialistas chamam a atenção ainda para outro efeito positivo de avaliações como o Enem – esse, menos visível. Ao jogarem luz sobre o mau resultado de determinadas escolas, os rankings, de certo modo, obrigam-nas a melhorar. É uma questão básica de sobrevivência. Quem não elevar o nível das aulas, provavelmente perderá alunos. Isso já ocorreu com universidades, cuja qualidade de ensino é avaliada e comparada há mais tempo no Brasil. Essa competição entre as escolas particulares, impulsionada pelo Enem, se dá num contexto em que a disputa por novos alunos nunca foi tão acirrada. De um lado, o número de colégios de ensino médio se expandiu 6% nos últimos cinco anos. De outro, o total de estudantes despencou 9% – e eles se tornarão ainda mais escassos. Por uma razão simples: a cada ano, os brasileiros têm menos filhos. Diante desse cenário, as escolas ganham uma razão a mais para prestar atenção no Enem e nas demais avaliações do MEC. Com uma nota ruim, elas perdem fôlego para concorrer por novos alunos. Se vão bem na prova, têm um trunfo na mão. Não causa espanto o fato de muitos desses colégios bem-sucedidos no exame investirem em publicidade, com o objetivo de chamar a atenção para o resultado. Diz o especialista Ryon Braga: “A competição motivada pelos rankings tem funcionado há décadas como motor para o bom ensino em países desenvolvidos”. O Enem surgiu há dez anos com o propósito de medir o nível de conhecimento dos estudantes – e não propriamente para aferir a qualidade das escolas. Em um momento tão crucial para os pais quanto o da escolha de uma escola, os rankings representam, sem dúvida, um grande avanço. (Camila Pereira – Veja, 07 de maio de 2008) 06) Assinale a alternativa correspondente ao tema em torno do qual se organiza o discurso apresentado: A) Taxa de aprovação das escolas no vestibular. B) Comparar as escolas através de um ranking. C) Escolha da escola na qual irá matricular os filhos. D) Efeito positivo do Enem. E) O ranking funciona como motor para o bom ensino em países desenvolvidos. 07) Pode-se afirmar do título dado ao texto que: A) Representa um protesto a favor da educação. D) Demonstra que a educação é valorizada. B) Alude ao fato de que o nível de ensino tende a melhorar. E) Eleva a educação nas escolas particulares. C) Indica uma valorização moderna da educação. 08) O texto deve ser predominantemente classificado como: A) Um alerta a respeito da educação nas escolas públicas. B) Um crítica ao Enem. C) Um elogio às escolas particulares.
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18) Neste ano (2008), vimos que a Dengue se avolumou em relação a casos confirmados, principalmente no Estado do Rio de Janeiro. Sobre a Dengue, nas alternativas abaixo marque V para as verdadeiras e F para as falsas: (( )) A Dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna na forma clássica e grave quando se apresenta na forma hemorrágica. (( )) A Dengue é hoje a mais importante arbovirose que afeta o homem e constitui um sério problema de saúde pública. (( )) A transmissão se faz pela picada dos mosquitos aedes aegypti ou pelo contato direto de um doente ou de suas recreações com uma pessoa sadia. (( )) Na febre hemorrágica da Dengue, os sistemas iniciais são diferentes da dengue clássica e não evoluem rapidamente. A seqüência está correta em: A) V, V, V, V B) V, V, F, F C) V, F, V, F D) V, V, V, F E) F, F, V, V 19) Na política de Atenção Básica, os gestores dos sistemas municipais de saúde, são responsáveis pela organização e execução das ações em seu território. Das competências citadas abaixo, identifique a que condiz com a municipalidade: A) Acompanhar e avaliar o trabalho de Atenção Básica com ou sem Saúde da Família, divulgando as informações e os resultados alcançados. B) Estimular e viabilizar a capacitação e a educação permanente dos profissionais das equipes de saúde. C) Buscar a viabilização de parcerias com organizações governamentais, não governamentais e com o setor privado para fortalecimento de Atenção Básica no âmbito de seu território. D) As alternativas A, B e C se referem a competência do município. E) As alternativas A e B se referem a competência do município. 20) A implementação da Política Nacional de Humanização (PNH) da Atenção e da Gestão do SUS, pressupõe a atuação em vários eixos que objetivam a institucionalização, difusão e avaliação desta estratégia. Podemos citar como eixos desta proposta entre outros, EXCETO: A) No eixo das instituições, pretende-se que o PNH faça parte dos Planos Nacional, Estadual e Municipal, pactuado na agenda de saúde pelos gestores e pelos Conselhos. B) No eixo da gestão do trabalho, propõe-se o fortalecimento e a valorização dos trabalhadores, sua motivação, auto- desenvolvimento e crescimento profissional. C) No eixo da atuação, pretende-se a ampliação da atenção integral veiculadas em Unidades Básicas de Saúde sem vínculos inter-setoriais. D) No eixo da educação permanente, indica-se que a PNH componha o conteúdo profissionalizante na graduação, pós- graduação e extensão em saúde. E) No eixo da gestão da PNH, indica-se o acompanhamento e avaliação sistemáticos das ações realizadas, estimulando a pesquisa e às necessidades do SUS. **CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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27) O que são microrganismos psicrófilos? A) São microrganismos que crescem numa faixa de temperatura de 12 a 45°C, com ótimo de 37°C. B) São microrganismos que crescem em temperaturas acima de 37°C. C) São microrganismos que crescem numa faixa de temperatura de 0 a 20°C, com ótimo de í15°C. D) São microrganismos que não crescem abaixo de 5°C. E) São microrganismos que crescem numa faixa de temperatura de 25 a 45°C, com ótimo de 37°C. 28) Você trabalha em uma Unidade de Alimentação e Nutrição que atende a 1.380 usuários, servindo almoço e jantar 7 dias por semana. No almoço, é servido bife de carne bovina 4 vezes por semana e carne bovina cozida no jantar, 3 vezes por semana. Considerando que o per capita para o bife é de 100g e para a carne cozida é de 120g, calcular quanto será comprado de carne bovina(total) para a realização dessas preparações durante uma semana: (Considerar FR bife: 0,89; FR carne cozida: 0,92) A) 539,17kg. B) 1.160,15kg. C) 620,17kg. D) 465,12kg. E) 1.185,10kg. 29) A Lei Orgânica Municipal dispõe que para contratação de obra, serviço, compra, alienação e concessão deverá o município contratar licitação obrigatória, observando-se as normas expedidas: A) Pelo Poder Legislativo. D) Pelo Executivo Estadual. B) Pelo Congresso Nacional. E) Por Câmaras Setoriais. C) Pela União. 30) À guarda municipal, conforme determina a Lei Orgânica incumbe, as atribuições de proteção de bens, serviços e instalações municipais e suas regras de funcionamento serão descritas em lei. Esta lei deverá dispor sobre: A) Competência. D) Comunicação. B) Organização. E) As alternativas A, B e C completam o enunciado. C) Funcionamento. **CONHECIMENTOS GERAIS