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Quadro clínico de eclâmpsia, Transcrições de Obstetrícia

mapa mental do quadro clínico de eclampsia

Tipologia: Transcrições

2022

Compartilhado em 11/04/2022

pedro-mendes-maciel
pedro-mendes-maciel 🇧🇷

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CRISES CONVULSIVAS TÔNICO-CLÔNICAS GENERALIZADAS (sem alteração no SN) EM GESTANTES COM SINAIS E SINTOMAS DE PRÉ-ECLAMPSIA PRINCIPAL CAUSA DE MORTE MATERNA E PERINATAL (10% das mortes maternas em ECLÃ SOCIOECONÔMICAS DESFAVORESCIDAS ECLÂMPSIA DESCOMPENSADA países em desenvolvimento) FISIOPATOLOGIA = Agravo da PE quando a HAS na gestação acomete o SN, se manifestando em convulsões que ocorrem antes, durante ou depois do parto. E pode ocorrer antes da PE. Pode ocorrer piora da PA, hemorragia cerebral, EAP, IR, IRA e coagulopatias. A hipóxia secundária às convulsões maternas e ao DPP é a principal causa de morte perinatal na eclâmpsia. QUADRO CLÍNICO = Convulsões generalizadas associadas ao quadro de PE, geralmente gradual (ou súbita), iniciando com HAS e ganho ponderal excessivo (edema generalizado). Pode ocorrer oligúria ou anúria (IRA), IR, cianose, icterícia e sangramentos generealizados (queda dos BCF). Há hipertonia e hipertrofia uterina (contrações), levando à bradicardia fetal, podendo induzir o abortamento ou parto prematuro 1. TTO INICIAL Controle e manutenção da função cardiorrespiratória e oxigenação materna para controle da PA e correção da hipoxemia e acidose materna. 2. TTO FARMACOLÓGICO Sulfato de magnésio (pritchard) -> exerce função anticonvulsivante por efeito vasodilatador e bloqueio da excitação e transmissibilidade elétrica cerebral, sem deprimir a função neurológica. Em casos de persistência das convulsões, usar fenitoína. Usados para tto e prevenção. É contraindicado o uso de benzodiazepínicos pois a convulção é autolimitada e a droga deprime a função respiratória e neurológica. Hidralazina -> Para gestantes com PAD > 110mmHg mesmo após 20-30min sulfato de magnésio EV. 3. MEDIDAS GERAIS 1. Manter a paciente em DLE com dorso elevado 2. Assegurar permeabilidade das vias aéreas 3. Proteger a língua 4. Realizar nebulização com oxigênio (5L/min) 5. Fornecer ventilação quando necessário 6. Instalar monitor cardíaco 7. Manter acesso EV com soro glicosado a 5% 8. Evitar adm inadequada de fluidos 9. Colher sangue para avaliação laboratorial 10. Colher urina e manter sonda vesical de demora 4. MONITORAMENTO FETAL Estabilização materna, avaliando peso, IG e vitalidade fetal. bradicardias fetais transitórias por 3-5 min após as convulsões, contraindicando a interrupção imediara da gestação. Depois do episódio convulsivo, é comum ocorrer taquicardia fetal compensatória com desacelerações transitória que desaparecem em 20-30 min. ECLÂMPSIA NÃO COMPLICADA Convulsão sem outras intercorrências INCIDÊNCIA MAIOR EM CLASSES DEVIDO AO ACOMPANHAMENTO Convulsão associada a choque; coma; PRÉ-NATAL DEFICIENTE hemorragia cerebral; necessidade de assistência ventilatória. ECLÂMPSIA COMPLICADA Convulsão acompanhada de > 1 intercorrências = Coagulopatia; IR; se caracteriza por. em 3 grúpos: IC; Icterícia; IRA; PAD > 120mmhHg; CLASSIFICAÇÃO prognósticos Temperatura corporal > 38ºC. 1. FASE DE INVASÃO = Inicia de forma silenciosa ou precedida de grito ou aura com fibrilações em torno da boca seguida de contração em regiões faciais. A língua geralmente se exterioriza e os MMSS ficam em pronação com polegar sobre a mão fechada. Geralmente tem duração menor que 1 minuto 2. FASE DE CONTRAÇÃO TÔNICA = Tetanização de todo o corpo com opistotono cefalico. Masseteres se contraem com força fechando a boca e o rosto fica caótico e pletórico, com os olhos voltados para cima e pupilas dilatadas. 3. FASE DE CONTRAÇÃO CLÔNICA = Inspiração profunda seguida de expiração estertorosa. Pode ocorrer incontinência de urina e fezes. TRATAMENTO] dividido em cLínICO OBSTÉTRICO Sendo 1, Interrupção da gestação = Após a estabilização, independente da IG. Em casos de evolução materna desfavorável ou sofrimento fetal, é antecipada, tendo em vista que se prioriza a vida materna em relação a fetal. 2. Conduta obstétrica conservadora = Em casos de gestantes com E não complicada e fetos vivos inviáveis, estabilizando o quadro, reduzindo a mortalidade perinatal, prolongando a gestação até o momento de viabilidade do feto, com ternação sob vigilância contínua em torno da 34a semana (interrupção optada). 3. Parto a termo = Em casos de feto viáveis se opta pelo parto, aguardando 2-3h após a dose de ataque de sulfato de magnésio, sendo só feito após houver estabilização total do quadro da mãe, com ventilação, oxigenação, convulsivo, PA, volemia e equilíbrio ácido-básico adequados. comum