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Radioterapia, Notas de estudo de Biomedicina

Radioterapia

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 20/11/2011

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camila-vieira-34 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI
CAMPUS MINISTRO REIS VELOSO – CMRV
DISCIPLINA : ONCOLOGIA
PROF.: FÁBIO MOTTA
5º PERÍODO BIOMEDICINA
RADIOTERAPIA
Camila Vieira
Camilla Sobreira
Dalrivania Costa
Herlice Veras
Hildilaura do Vale
Iara Góis
Mª dos Remédios Lustosa
Parnaíba –PI
Junho de 2011
RADIOTERAPIA
Introdução
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI

CAMPUS MINISTRO REIS VELOSO – CMRV

DISCIPLINA : ONCOLOGIA

PROF.: FÁBIO MOTTA

5º PERÍODO BIOMEDICINA

RADIOTERAPIA

Camila Vieira Camilla Sobreira Dalrivania Costa Herlice Veras Hildilaura do Vale Iara Góis Mª dos Remédios Lustosa

Parnaíba –PI Junho de 2011

RADIOTERAPIA

Introdução

O tratamento oncológico baseia-se em três modalidades terapêuticas: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Cirurgia e radioterapia são formas de tratamento para a enfermidade localizada ou regionalizada. A quimioterapia é empregada para o tratamento da enfermidade sistêmica. De acordo com a OMS, 2/3 dos pacientes com câncer utilizam radioterapia em alguma fase do tratamento da doença, quer de maneira isolada, quer associada a outras formas de terapia oncológica. Radioterapia é a modalidade de tratamento cujo agente terapêutico é a radiação ionizante, ou seja, aquela que, em razão de suas características físicas, tem capacidade de promover ionização no meio onde incide. Quando a ionização acontece no interior da estrutura celular, ocorrem alterações de macromoléculas indispensáveis a funções vitais, levando a célula à morte, ou à inviabilidade biológica. Histórico A radioterapia tem sido usada como um tratamento contra o câncer há mais de 100 anos, com suas origens a partir da descoberta dos raios X em 1895 pelo físico alemão Wilhelm Röntgen. O campo da terapia com radiações começou a crescer no início de 1900, em grande parte devido ao trabalho inovador da cientista Marie Curie, que descobriu os elementos radioativos polônio e rádio. Iniciou-se uma nova era no tratamento médico e na investigação diagnóstica. Bases físicas Radiações ionizantes são divididas em eletromagnéticas e corpusculares. As radiações eletromagnéticas, também chamadas de fótons, são representadas pelos raios X e raios gama. Fótons caracterizam-se pelo comprimento de onda e pela frequência. Quanto maior a frequência, menor o comprimento de onda, e maior será a capacidade de penetração da radiação no tecido. Radiações corpusculares são representadas pelos elétrons, prótons e nêutrons. Elétrons são empregados em situações específicas na radioterapia. Prótons e nêutrons ainda são utilizados de forma experimental. A interação da radiação com a matéria se faz por meio de três efeitos, dependentes de energia da radiação: efeito fotoelétrico, efeito Compton e formação de pares. O efeito fotoelétrico é característico da radiação de baixa energia, e depende do número atômico e do material absorvedor, tem grande importância

O objetivo da radioterapia é incidir no tumor uma dose de radiação que o destrua, mas sem afetar tecidos normais circunvizinhos. O processo é realizado juntamente com métodos de imagem e leva em consideração inúmeros fatores, como a localização tumoral, a radiossensibilidade, a tolerância dos órgãos vizinhos, as características dos feixes de radiação, a dose total, o fracionamento, a intenção do tratamento, a associação com outras formas de terapia, as condições clínicas do paciente etc. Os campos de irradiação são traçados em função do volume alvo (tumor e tecidos normais subjacentes). A localização, a definição e relação tumoral com os órgãos vizinhos são determinadas por exames clínicos e métodos de imagem, em particular os estudos radiológicos e de tomografia computadorizada. Indicações Radioterapia pode ser empregada de forma curativa, adjuvante ou paliativa. Radioterapia curativa é utilizada no tratamento dos tumores radiossensíveis, carcinomas iniciais, de pele, de cabeça e pescoço, e do colo do útero. Quanto menor o estagio evolutivo da doença, maior a eficácia do tratamento. Radioterapia adjuvante pode ser realizada no pré-operatório e no pós- operatório, associada ou não à quimioterapia. Irradiação pré-operatória tem como objetivos: promover a redução tumoral, e diminuir o número de células viáveis no ato cirúrgico, reduzindo a possibilidade de implantes intra-operatórios. A irradiação pós-operatória promove o tratamento do leito de ressecção tumoral, impedindo a proliferação de resíduos, e reduzindo os índices de recidiva e melhora das taxas de controle local. Esta permite o exame histológico da peça cirúrgica e a determinação adequada dos fatores prognósticos a ele relacionados. Radioterapia adjuvante constitui a maioria das indicações da radioterapia no tratamento multidisciplinar e radioterapia pós-operatória é, em geral, preferível à radioterapia pré-operatória. A radioterapia paliativa tem finalidade remissiva, promovendo o alívio sintomático na enfermidade avançada, aumenta a sobrevida e melhora a qualidade de vida. Dose No tratamento radioterápico com fontes externas, emprega-se a dose total dividida em frações diárias. O tratamento ideal é aquele que concentra a dose efetiva no volume tumoral com proteção adequada das estruturas vizinhas. A dose total a

ser administrada ao tumor irá depender de todos os fatores relacionados no planejamento. A dose total possível de ser liberada a uma lesão tumoral é insuficiente para o seu controle. Esquemas alternativos de fracionamento podem ser utilizados nessa situação, como os tratamentos que dividem a dose diária em mais de uma fração, aumentando a dose total, e apresentando melhores resultados.

Modalidades de tratamentos radioterápicos

Teleterapia

A teleterapia emprega feixes externos de radiação, utiliza raios X

produzidos em equipamentos de ortovoltagem e em aceleradores lineares, ou

raios gama. De acordo com a energia de ativação, pode ser dividida em

radioterapia superficial, que utiliza raios X de até 80 kV e destina-se ao

tratamento das neoplasias de pele; radioterapia de ortovoltagem, que utiliza

raios X de 100 a 300kV e destina-se ao tratamento de lesões mais avançadas

da pele, metástases superficiais e alguns processos inflamatórios; e a

radioterapia de megavoltagem, que emprega fótons de energia superior a 1

MeV, e destina-se ao tratamento das neoplasias viscerais.

A maioria dos tratamentos radioterápicos utiliza megavoltagem, por não

interagir diretamente com a pele, ao contrário das outras.

Braquiterapia

Nesta modalidade, a fonte radioativa é colocada em contato direto ou a

distância muito próxima do tecido tumoral, permitindo que uma alta dose de

radiação seja liberada ao tumor, com proteção às estruturas vizinhas.

Sua utilização vem crescendo em função do desenvolvimento de novos

isótopos radioativos para uso clínico, melhoria nas condições de proteção

radiológica e integração multidisciplinar. Isótopos radioativos podem ser

introduzidos em uma cavidade corporal, no lúmen de uma víscera oca,

dispostos sobre uma superfície corporal ou inseridos na intimidade do tumor.

Taxa de dose

Representa a quantidade de radiação emitida por uma fonte radioativa

na unidade de tempo. Permite dividir a braquiterapia em baixa taxa de dose,

que libera até 2,0 Gy/hora, e alta taxa de dose, que fornece 0,2 Gy/minuto.

  • (^) ESTEVES, Sérgio Nadrade Barros; DE OLIVEIRA,Antonio Carlos Zuliani de Oliveira; CARDOSO, Herbani; TAGAWA, Eduardo Komai; D'IMPÉRIO, Márcio; CASTELO, Roberto. Braquiterapia de alta taxa de dose no tratamento do carcinoma da próstata: Análise da toxicidade aguda e do comportamento bioquímico. Revista Radiol Bras 2006, 39ª Ed 127-130.