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Raiva ....
Tipologia: Notas de estudo
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A Raiva é uma doença altamente contagiosa, incurável e,
conseqüentemente, fatal.
Agente Causador vírus Rhabdoviridae
Período de incubação
No homem, varia de 2 a 10 semanas, em média 45 dias. Porém, há relato na literatura mencionando um período de incubação de até 6 anos. Depende da quantidade de vírus inoculado, proximidade do sistema nervoso central e gravidade da lesão. Em animais silvestres este período é bastante variável, não havendo definição clara para a grande maioria deles.
Transmissão
A forma mais comum de transmissão é através de contato com
saliva de animal raivoso, seja por mordeduras ou lambeduras de
mucosa ou de pele com solução de continuidade. As arranhaduras
também têm potencial de contaminação, devido à salivação intensa
dos animais doentes, que muitas vezes contaminam suas patas. O
contato indireto não é considerado veículo de transmissão, mas há
pouca discussão a este respeito na literatura. Outras formas de
contágio, embora raras, são: transplante de córnea, via inalatória, via
transplacentária e aleitamento materno. Teoricamente, é possível a
transmissão de raiva por contato íntimo intradomiciliar ou em
unidades de saúde através de secreções infectantes. Entretanto, não
há casos registrados com essa epidemiologia.
A fonte de infecção é o animal infectado pelo vírus rábico. Em
áreas urbanas, é principalmente o cão (quase 85% dos casos),
seguido do gato. Em áreas rurais, além de cães e gatos, morcegos,
macacos e mamíferos domésticos como: bovinos, eqüinos, suínos,
caprinos, ovinos. Os animais silvestres são os reservatórios naturais
para animais domésticos.
Período de transmissibilidade
Ocorre antes do aparecimento dos sintomas e durante o período da
doença. No cão e gato este período se inicia de 5 a 3 dias antes dos
sintomas.
Na fase inicial há apenas dor ou comichão no local da mordidela, náuseas, vômitos e mal estar moderado ("mau humor"). Na fase excitativa que se segue, surgem espasmos musculares intensos da faringe e laringe com dores excruciantes na deglutição, mesmo que de água. O indivíduo ganha por essa razão um medo irracional e intenso ao líquido, chamado de hidrofobia (por isso também conhecida por este nome). Logo que surge a hidrofobia, a morte já é certa. Outros sintomas são episódios de hostilidade violenta (raiva), tentativas de morder e bater nos outros e gritos, alucinações, insônia, ansiedade extrema, provocados por estímulos aleatórios visuais ou acústicos. O doente está plenamente consciente durante toda a progressão. A morte segue-se na maioria dos casos após cerca de quatro dias. Numa minoria de casos, após esses quatro dias surge antes uma terceira fase de sintomas, com paralisia muscular, asfixia e morte mais arrastada. A morte é certa em quase 100% dos casos. Em todo o mundo, somente 3 casos da doença tiveram um desfecho positivo, ou parcialmente positivo: um nos Estados Unidos da América, outro na Colômbia e o terceiro e mais recente no nordeste do Brasil, sendo que os pacientes eram adolescentes entre 12 e 16 anos.
Quadro clínico da raiva em animais
Nos cães e gatos o quadro clínico inclui:
Inicialmente ocorrem alterações de comportamento, agitação, anorexia. Em três dias, os sintomas se acentuam. O animal fica agressivo, atacando o próprio dono. Apresenta incoordenação motora, paralisia dos músculos da deglutição e da mandíbula (salivação e dificuldade de deglutição). Pode caminhar grandes distâncias. O latido bitonal é um sinal importante. A doença dura de um a 11 dias. O animal morre por convulsões e paralisia.
Nos rebanhos bovinos, o quadro clínico é um pouco diferente:
Sintomatologia inespecífica, inapetência, lacrimejamento, isolamento do rebanho e andar cambaleante. Após alguns dias, incoordenação e contrações de musculatura do pescoço, levando a uma dificuldade de deglutição (impressão de engasgo). Com o agravamento do quadro de paralisia, a morte pode ocorrer entre três e dez dias.
Após mordedura ou laceração por animal selvagem, suspeito ou desconhecido, a ferida deve ser lavada cuidadosamente com água e sabão. A raiva tem um período de incubação muito longo, podendo chegar a dois anos, o que permite que a pessoa seja vacinada.