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Raiva- MICROBIOLOGIA, Manuais, Projetos, Pesquisas de Microbiologia

Este trabalho,trata-se de uma pesquisa a respeito do virus da Raiva. Nele contém o contexto historico, sintomas e muito mais.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 28/05/2020

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amanda-nathaly 🇧🇷

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ANHANGUERA EDUCACIONAL
Faculdade Anhanguera Valparaíso de Goiás- (FVP)
Enfermagem- 3° semestre Matutino
Amanda Moraes, Amanda Nathaly, Elizabete Souza, Hevelyn Cabral, Juliana Borges,
Marcela da Silva, Michelle Santos, Nathalia Eulina, Rozinalva Lopes, Tayane Evangelista
RAIVA
Microbiologia
Valparaíso de Goiás
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ANHANGUERA EDUCACIONAL Faculdade Anhanguera Valparaíso de Goiás- (FVP) Enfermagem- 3° semestre Matutino Amanda Moraes, Amanda Nathaly, Elizabete Souza, Hevelyn Cabral, Juliana Borges, Marcela da Silva, Michelle Santos, Nathalia Eulina, Rozinalva Lopes, Tayane Evangelista

RAIVA

Microbiologia

Valparaíso de Goiás

2020 Amanda Moraes Leite Amanda Nathaly Miranda Cezario Elizabete Souza da Silva Mendes Hevelyn Cabral Lacerda Juliana Borges da Silva Santos Marcela da Silva Santos Michelle Santos Nascimento Nathalia Eulina Miranda Cezario Rozinalva Lopes Rodrigues Tayane Evangelista de Oliveira

RAIVA

Trabalho apresentado na Faculdade Anhanguera, no Curso de Enfermagem na disciplina de Microbiologia, com objetivo a Obtenção parcial de nota.

Valparaiso de Goiás

Introdução

A raiva é uma das mais antigas doenças reconhecidas pela humanidade, na maioria das vezes letal. Uma vez manifestados os primeiros sintomas, o tratamento limita-se, até o presente, a diminuir o sofrimento do paciente. É uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus, que compromete o Sistema Nervoso Central (SNC). Trata-se de uma encefalite, em geral de evolução rápida, dependendo da assistência médico-hospitalar recebida pelo paciente. O melhor remédio disponível para se evitar mortes por essa doença é a profilaxia, desde que se obedeçam a critérios racionais. O tratamento, quando mal indicado, desperdiça recursos, além de expor o paciente aos riscos da anafilaxia. É fundamental uma criteriosa análise das circunstâncias do acidente, seja por arranhadura, lambedura ou mordedura de animais susceptíveis. A anamnese do animal agressor é imprescindível para que a decisão a ser tomada seja correta e segura.

Conceito

A raiva é uma doença infecciosa aguda, causada por um RNA vírus do gênero Lyssavirus da família Rabhdoviridae, que afeta os mamíferos onde compromete o Sistema Nervoso Central (SNC). O vírus inicialmente se instala e se multiplica nos nervos periféricos, depois no sistema nervoso central passando para as glândulas salivares onde se multiplica e se propaga. A raiva afeta tantos os animais como também o ser humano, assim sendo considerada uma zoonose. O vírus causa uma encefalite, que é a inflamação do parênquima do encéfalo, onde sua característica é a evolução rápida. Essa doença é considerada grave, já que quando diagnosticada a sua taxa de mortalidade é de quase 100% por não ter um tratamento verdadeiramente eficaz em grande escala. A única maneira de limitar o desenvolvimento dessa doença é através da vacina. Existe esquemas de vacinação pré-exposição e pós exposição.

Histologia

A raiva existe há mais de quatro mil anos e é considerada a primeira enfermidade que os animais, no caso, o cão, poderiam transmitir aos seres humanos, com severidade de ser praticamente 100% letal. A palavra raiva tem origem em “rabere”, do latim, que significa “fúria” ou “delírio”, e “rabhas”, do sânscrito, que é “tornar-se violento”. Na Grécia, foi dado o nome de “Lyssa” ou “Lytta”, que quer dizer “loucura ou demência”. É conhecida desde a Antiguidade, quando a referiam como uma doença que acometia cães e homens, tornando-os “loucos”. Conhecida por ser uma doença muito temida por todos por conta de sua transmissão, ao quadro clínico e à sua evolução que é consideravelmente agressiva e rápida. Civilizações antigas acreditavam que a doença era causada por forças sobrenaturais, pois os animais como lobos e cães ficavam loucos, acreditando que estavam possuídos por demônios. Outros pensavam que era causada por um veneno contido na saliva dos animais.

 Mordedura, arranhadura e lambedura - A mais comum é pelo depósito da saliva, contendo vírus rábico, em pele ou mucosa. A introdução do vírus ocorre pela mordedura ou pela arranhadura do animal, assim como pela lambedura de pele com ferimento já existente ou de mucosa mesmo íntegra. A lambedura de mucosas (boca, narinas e olhos), por estas serem mais finas e friáveis que a pele, pode propiciar a introdução do vírus da raiva. A arranhadura por unha de gato, que tem o hábito de se lamber, pode ser profunda, introduzindo o vírus. Os receptores do vírus rábico no organismo encontram-se na pele e nas mucosas.

  • Via respiratória - Pela inalação de aerossóis, contendo o vírus da raiva, provavelmente pela penetração pela mucosa da orofaringe ou das vias aéreas superiores.  Zoofilia - Práticas sexuais com animais (bestialíssimo) pela penetração do vírus pela pele e mucosa da região genital  Inter-humana - Quando se desconhece que a primeira pessoa morreu de raiva (caso índice), possivelmente não se faz a suspeita do caso secundário, transmitido pelo anterior. Na literatura científica há descrição de 2 casos na Etiópia: mãe após ser mordida pelo filho (que faleceu de raiva) no dedo da mão; e do filho que beijou a boca de sua mãe repetidas vezes, quando esta já estava com raiva. Deve ser lembrado, no entanto, que frente a um caso de raiva humana, os comunicantes devem ser avaliados individualmente e ser indicada a Profilaxia da Raiva Humana pós-exposição, quando necessária.  Transplante de córnea - Foram descritos na literatura científica, 8 casos de raiva, em décadas passadas, em pessoas que receberam córneas de doadores que morreram de raiva, sem que se suspeitasse que o óbito tivesse sido provocado por essa doença. Houve casos de doador envolvido em acidente automobilístico, acreditando-se ser a morte ocasionada por esse motivo e não por um distúrbio comportamental da raiva. Deve-se ressaltar o caso de um paciente que após o transplante de córnea teve um período de incubação longo, pois chegou a receber 2 doses de vacina, haja vista que o primeiro receptor da córnea do mesmo doador faleceu pela doença.

Sinais e sintomas

Logo após o período de incubação, na fase prodrômica começam a surgir os primeiros sinais e sintomas clínicos inespecíficos da raiva, que duram em média 2 a 10 dias. Nesse período o paciente vai apresentar os sintomas como:  Mal-estar geral;  Febre moderada;  Anorexia;  Cefaleia;  Náuseas;  Dor de garganta;  Entorpecimento;  Irritabilidade;  Inquietude;  Sensação de angústia. Após essa primeira fase onde surge os primeiros sintomas o vírus começa a se intensificar no SNC, causando ansiedade, nervosismo, insônia, apreensão, agitação, agressividade e depressão, alterações do comportamento, exacerbação das características próprias da personalidade. Muitas vezes as pessoas agressivas tornam-se mais irritadiças e as tímidas ficam mais deprimidas. Surgem também manifestações de fobias, como hidrofobia, aerofobia e fotofobia, pois com as convulsões o paciente começa a ter aversão a água, ruídos de água, de ar e luz. Pode ocorrer também hiperventilação, hipersensibilização, hipóxia, afasia, incoordenação e rigidez na nuca. Os sintomas continuam, o paciente apresenta sialorreia intensa, olhar vago e lacrimejante, aumentado cada vez mais a desidratação. Todos os sinais e sintomas vão se intensificando, tornando-se cada vez mais agressivos, no desenrolar do curso normal da doença até o óbito.

Tratamento da Raiva

A ferida deve ser limpa com sabão e água antes de qualquer outra medida. Depois procurar auxílio médico para que sejam tomados os devidos cuidados. O médico deverá limpar bem a ferida novamente e remover quaisquer objetos estranhos. Mesmo com as pesquisas a cura para a raiva nunca foi encontrada. Mas existem tratamento que são medidas

Cuidados de enfermagem

De acordo com o protocolo de tratamento da raiva humana no Brasil (2011) para evitar complicações e fazer com que o tratamento seja eficaz, a equipe de enfermagem deve adotar medidas como:

Medidas de segurança e proteção:

 Manter grades laterais do leito elevadas,  Contenções sempre que possível,  Utilizar medidas de precaução universal e específica (isolamento de contato). Medidas de controle nas disfunções neurológicas:  Aplicar Escala de Coma de Glasgow.  Aplicar Escala de Ramsay.  Controlar a febre com aferição horária da temperatura e utilização de métodos físicos (compressas frias, manta térmica resfriada) se necessário, após administração de medicamentos prescritos.  Reduzir estímulos em procedimentos.  Posicionar paciente com cabeceira a 30º.  Manter cabeça alinhada em relação ao tronco.  Identificar fatores desencadeantes de crises convulsivas.  Controlar movimentos involuntários (comunicação e registro).

Medidas de conforto e de prevenção de ulcerações

 Utilizar colchão fenestrado ou piramidal ou pneumático.  Aplicar aliviadores de pressão e/ou filme transparente.  Aplicar massagem de conforto, evitando proeminências ósseas.  Aplicar a Escala de Braden.  Promover e manter a integridade da pele e mucosas.  Realizar mudanças de decúbito conforme a necessidade do paciente.  Mobilizar passivamente os diversos segmentos do corpo.  Umedecer e proteger região ocular, se houver abolição do reflexo palpebral (soro fisiológico e pomada oftálmica).

Nutrição

 Instalar sonda nasogástrica ou nasoenteral (com posicionamento gástrico em adultos).  Avaliar hidratação.  Promover e manter hidratação e alimentação por sonda. Monitorar administração de dieta enteral ou parenteral (controle de gotejamento e tempo de infusão).  Observar a função intestinal (movimentos peristálticos, distensão abdominal, alterações da frequência de evacuações e características).

Sistematização da assistência de enfermagem – SAE

 Praticar o processo de enfermagem em todas as suas etapas, conforme implementado na instituição.  Oferecer apoio emocional.  Estimular a comunicação terapêutica em enfermagem (estímulos verbais e não verbais). Realizar controle da troca de dispositivos, reduzindo o risco de infecções, conforme estabelecido pela Comissão de Controle das Infecções Hospitalares.  Demais rotinas de enfermagem

Referências

-“ONU anuncia maior iniciativa global contra a raiva”, agência Brasil, 2017>https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-09/onu-anuncia-maior- iniciativa-global-contra-raiva, acesso 31/03/2020 ás 09:00. -“Raiva: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção”, Ministério da saúde, 2013>https://saude.gov.br/saude-de-a-z/raiva, acesso 31/03/2020 ás 09:30. -“Raiva Humana”, Ministério da saúde, 2018>https://www.saude.gov.br/o-ministro/961- saude-de-a-a-z/raiva/41858-situacao-epidemiologica, acesso 31/03/2020 ás 09: -“Situação Epidemiológica da Raiva no Brasil”, Ministério da saúde, 2017>http://www.saude.sp.gov.br/resources/instituto-pasteur/pdf/wrd/2017/palestras/ situacaoepidemiologicadaraivanobrasil2017-andreperes02out17.pdf, acesso em 31/03/2020 ás 10:20.

  • Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 6 a^ ed. Brasília: MS; 2005. -Departamento de Vigilância Epidemiológica. Protocolo para tratamento de raiva humana no Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 18, n. 4, p. 385-394, dez. 2009. Disponível em <http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679- 49742009000400008&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 01 abr. 2020. -“Vacina contra raiva”, Redação minha vida 2020>https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/16702-vacina-contra-raiva acesso: 01 abr. 2020. -“Protocolo de tratamento contra a raiva no Brasil”, Ministério da saúde 2011>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_raiva_humana.pdf, Brasília, acesso: 01 abr. 2020. -“Raiva – Aspectos gerais e clínica”, Manual Técnico do Instituto Pasteur, 2009>http://www.saude.sp.gov.br/resources/instituto-pasteur/pdf/manuais/manual_08.pdf acesso: 01 abr. 2020.