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Apostila De Redes Wireless
Tipologia: Notas de estudo
Oferta por tempo limitado
Compartilhado em 16/06/2009
4.8
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Redes Wireless
Reginaldo Ferreira, Antonio Carlos, e Sergio.
Reginaldo Ferreira
Reginaldo Ferreira, Antonio Carlos, e Sergio.
Redes Wireless
Redes Wireless
Reginaldo Ferreira, Antonio Carlos, e Sergio.
Os links wireless entre computadores locais e o acesso à Internet são um avanço em direção ao amplo domínio da Internet sobre todo o universo conhecido. As conexões ativas em todos os lugares em um prédio, ou até mesmo um campus de faculdade inteiro ou um centro comercial, sem a necessidade de encontrar um local para instalar um fio, podem tornar a rede e as ferramentas conectadas à rede muito mais flexíveis. E um acesso rápido à Internet a partir de um cyber café, um saguão de um aeroporto ou um centro de convenção pode mudar a maneira como você trabalha e permanece online quando está distante da sua base habitual.
Neste módulo, se espera que você tenha duas coisas em mente: primeiramente, uma rede wireless local ideal deve ser absolutamente invisível – quando estiver funcionando, você nunca se deverá lembrar dela; o ideal é que você se preocupasse apenas em trocar mensagens ou visualizar o conteúdo de um site Web, em vez de ajustar a antena ou trocar a sua chave de criptografia.
Igualmente importante é que você esteja no comando. O computador e a rede devem fazer coisas da maneira que você deseja que façam, sem forçá-lo a ajustar sua vida ou forma de trabalho para atender as necessidades da máquina. Para isso é importante você se manter sempre informado e atualizado. Neste curso se mostram os princípios gerais que não são alterados porém sempre há a evolução. Os melhores lugares para aprender sobre novos recursos e funções de rede wireless, incluem o material de marketing e sites dos fabricantes de hardware de rede, e sites de terceiros, como o site 802.11b Networking News (http://802.11b.weblogger.com/).
Depois deste módulo, você terá uma idéia mais precisa para o funcionamento do Wi-Fi, e como usá-lo para que se beneficie mais do que a maioria das pessoas que utiliza redes wireless.
Até certo ponto, é viável lidar com suas redes wireless como um conjunto de caixas pretas que se pode ativar e usar, sem precisar conhecer a fundo seu funcionamento. Em um mundo ideal, funcionaria dessa forma.
Porém, o Ethernet wireless está atualmente como as transmissões por rádio estavam em 1923. A tecnologia existia mas as pessoas gastavam muito tempo ajustando seus equipamentos e as que entediam internamente eram capazes de obter melhor desempenho de seus rádios.
Para utilizar com mais eficiência a tecnologia wireless, é importante entender o que acontece dentro das caixas que compõem a rede. Este tópico descreve padrões e especificações que controlam as redes wireless, explicando também como os dados são transportados através da rede de um computador para outro.
O transporte de dados através de uma rede wireless envolve três elementos distintos: os sinais de rádio, o formato dos dados e a estrutura da rede. Cada um desses elementos é independente dos outros dois; portanto, é necessário se definir todos os três quando se define uma nova rede. No que se refere ao modelo OSI, o sinal de rádio opera na camada Física, enquanto o formato dos dados controla várias das camadas mais elevadas. A estrutura de rede inclui os adaptadores de interface e as estações base, os quais enviam e recebem os sinais de rádio.
Em uma rede wireless, os adaptadores de rede em cada computador convertem os dados digitais para sinais de rádio, os quais são transmitidos para outros dispositivos na rede, e convertem os sinais de rádio que chegam em dados digitais. O IEEE ( Institute od Electrical and Electronics Engineers ), produziu um conjunto de padrões e especificações para redes wireless, sob o título "IEEE 802.11", o qual define o formato e a estrutura dos sinais.
O padrão 802.11 original foi lançado em 1997, e cobre tipos diferentes de mídia wireless: dois tipos de transmissões de rádio (explicados mais adiante) e redes que utilizam luz infra-vermelha. O padrão 802.11b, mais recente, oferece especificações adicionais para redes Ethernet wireless. Um documento relacionado, IEEE 802.11a, descreve redes wireless que operam em velocidades mais elevadas em diferentes frequências de rádio. Vale a pena ficar atento ao progresso dos outros padrões mas, por enquanto, o 802.11b é o que deverá ser usado (neste curso adota-se este padrão), especialmente se se espera conectar a redes nas quais não se controlará todos os componentes de hardware.
Você deve conhecer outros dois nomes no vasto jargão dos padrões de WLAN: WECa e Wi-Fi. O WECA ( Wireless Ethernet Capabilities Alliance ) é um grupo industrial que inclui todos os principais fabricantes do equipamento
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Os sistemas FHSS evitam a transferência de outros usuários, por usar um sinal transportador estreito, que altera a frequência várias vezes por segundo. Pares de transmissor e receptor adicionais podem usar padrões diferentes de salto no mesmo conjunto de subcanais no mesmo instante. Em qualquer instante determinado no tempo, cada transmissão provavelmente estará usando um subcanal diferente, de maneira que não exista interferência entre os canais. No caso de ocorrência de conflitos, o sistema reenviaria o mesmo pacote até que o receptor obtenha uma cópia limpa e envie uma confirmação de volta para a estação transmissora.
Para serviços de dados wireless, a banda de 2,4 GHz não licenciada é dividida em 75 subcanais, cada um deles com 1 MHz de largura. Cada salto de frequência adiciona uma sobrecarga ao fluxo de dados; portanto, as transmissões FHSS são relativamente lentas.
A tecnologia DSSS usa um método conhecido como sequência 11-chip Barker para espalhar o sinal de rádio através de um único canal com 22 MHz de largura, sem alterar as frequências. Cada link do DSSS utiliza um único canal, sem qualquer salto entre as frequências. Como mostra a Fig. 1.3 abaixo, a transmissão DSSS usa mais largura de banda mas energia menor em comparação a um sinal convencional. O sinal digital à esquerda representa uma transmissão convencional na qual a energia é concentrada dentro de uma largura de banda mais compacta. O sinal do DSSS à direita utiliza a mesma quantidade de energia mas a espalha através de uma banda mais ampla de frequências de rádio.
Fig. 1.3: sinais de rádio convencionais e DSSS
Evidentemente, o canal DSSS de 22 MHz é um pouco mais extenso do que os canais de 1 MHz usados no sistema FHSS.
Um transmissor DSSS quebra cada pedaço do fluxo de dados original em uma série de padrões de bits redundantes denominados chips , e os transmite para um receptor que reagrupa os chips de volta em um fluxo de dados idêntico ao original. A maior parte da interferência provavelmente ocupa uma largura de banda mais estreita do que um sinal DSSS e, além disso, cada bit é dividido em diversos chips; portanto, o receptor geralmente pode identificar ruídos e rejeitá-los, antes de decodificar o sinal.
Da mesma maneira que outros protocolos de rede, um link DSSS wireless troca mensagens de estabelecimento de comunicação dentro de cada pacote de dados para confirmar se o receptor consegue entender cada pacote. A taxa de transmissão de dados padrão em uma DSSS 802.11b é de 11 Mbps, mas quando a qualidade do sinal não suporta essa velocidade, o transmissor e o receptor usam um processo denominado dynamic rate shifting , para reduzir a velocidade até 5,5 Mbps. A velocidade deve ser reduzida quando existe uma fonte de ruído elétrico próximo ao receptor, ou quando o transmissor e o receptor estão afastados demais para suportar uma operação a total velocidade. Se a velocidade de 5,5 Mbps ainda for muito elevada, ela poderá ser reduzida novamente.
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De acordo com acordos internacionais, uma janela do espectro de rádio próxima a 2,4 GHz deve estar supostamente reservada para serviços industriais, científicos e médicos não licenciados, incluindo WLANs. A tabela abaixo mostra as atribuições de frequências em diversos países.
Tabela 1.1: Atribuições de frequência de espalhamento de espectro de 2.4 GHz não licenciadas
Normalmente, existe uma superposição suficiente entre os vários padrões nacionais a fim de permitir que o mesmo equipamento opere legalmente em qualquer lugar do mundo. Poderá ser necessário modificar seu adaptador de rede para um número de canal diferente quando se viaja para outro país, mas quase sempre haverá uma maneira de conectar, assumindo-se que exista uma rede dentro do intervalo do seu adaptador.
Nos EUA, os dispositivos Wi-Fi usam 11 canais. Muitos outros países usam 13 canais e o Japão usa 14. Mas na França somente 4 estão disponíveis. Felizmente, o mundo inteiro usa o mesmo conjunto de números de canal, como pode ser visto na tabela abaixo.
Na dúvida, pode-se usar os canais 10 e 11, que são legais em todos os lugares.
É bom lembrar que cada canal tem uma largura de 22 MHz e, portanto, se sobrepõe a diversos outros canais que estejam acima ou abaixo dele. A banda de 2.4 GHz inteira tem espaço para apenas três canais completamente separados. O uso de canais adjacentes gera interferência. Para minimizar este tipo de interferência, deve-se tentar coordenar o uso do canal com os gerentes da rede mais próxima. Se possível, cada rede deve usar canais com diferença de 25 MHz entre si (6 canais). Por exemplo, para três canais, as melhores opções seriam os canais 1, 6 e 11.
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Um pacote de dados que inclua informações de endereço e de controle na frente dos bits que compõem o conteúdo da mensagem, seguidas por uma sequência para verificação de erros, é chamado de frame. Tanto as redes com fio quanto as wireless dividem o fluxo de dados em frames, contendo várias informações sobre o estabelecimento de comunicações, junto com os dados originais.
É importante ressaltar que cada item adicionado aos dados originais, aumenta o tamanho do pacote e, automaticamente, aumenta o tempo necessário para a transmissão. A velocidade nominal inclui esses dados adicionais. Em outras palavras, mesmo que se tenha uma conexão a 11 Mbps, sua velocidade de transferência de arquivo real deverá ser de apenas 6 ou 7 Mbps.
A especificação 802.11b controla a maneira como os dados são transportados através da camada física (o link do rádio), definindo uma camada Media Access Control (MAC) que manipula a interface entre a camada física e o restante da estrutura da rede.
Em uma rede 802.11, o transmissor adiciona um preâmbulo de 144 bits a cada pacote, incluindo 128 bits, utilizados pelo receptor para se sincronizar com o transmissor, e um campo start-of-frame de 16 bits. Isso tudo é seguido por um campo de 48 bits, contendo informações sobre a velocidade de transferência dos dados, o comprimento dos dados contidos no pacote e uma sequência de verificação de erros. Esse cabeçalho é conhecido como preâmbulo PHY , pois controla a camada física do link de comunicações.
O cabeçalho especifica a velocidade dos dados que o seguem; portanto, o preâmbulo e o cabeçalho sempre são transmitidos em 1 Mbps. Assim, mesmo que um link esteja operando em 11 Mbps plenos, a velocidade efetiva será consideravelmente mais lenta. Na prática, pode-se esperar, no máximo, 85 por cento da velocidade nominal.
Esse preâmbulo de 144 bits é remanescente dos sistemas DSSS mais antigos e lentos, tendo permanecido na especificação para garantir a compatibilidade dos dispositivos 802.11b com os padrões mais antigos mas, na prática, ele não faz nada de útil. Existe uma alternativa opcional que usa um preâmbulo de 72 bits, mais curto.
Em um preâmbulo mais curto, o campo de sincronização possui 56 bits combinados com o mesmo campo start-of-frame de 16 bits, usado em preâmbulos longos. O preâmbulo curto é incompatível com os hardware 802.11 antigo.
Uma rede leva o máximo de 192 milisegundos para manipular um preâmbulo longo, se comparado aos 96 milisegundos para um preâmbulo curto. Em outras palavras, o preâmbulo curto reduz a sobrecarga em cada pacote pela metade, o que constitui uma significativa diferença no que se refere ao throughput (quantidade de dados transmitidos em uma unidade de tempo) de dados real, especialmente para fatos como fluxo de serviços de áudio, vídeo e de voz na Internet.
Alguns fabricantes usam o preâmbulo como padrão, enquanto outros usam o preâmbulo curto. Geralmente, é possível alterar o comprimento do preâmbulo no software de configuração de adaptadores de rede e pontos de acesso (AP – Access Point).
Para a maioria dos usuários, o comprimento do preâmbulo é um dos detalhes técnicos com os quais não é preciso se preocupar, pois ele é o mesmo para todos os dispositivos da rede. Há dez anos, todos nós precisávamos nos preocupar com a configuração dos "bits de dados" e "bits de parada", toda vez que efetuávamos uma chamada através do modem.
A camada MAC controla o tráfego que ocorre na rede de rádio, evitando as colisões e os conflitos de dados, ao usar um conjunto de regras denominado Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidance (CSMA/CA), e suportando as
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funções de segurança especificadas no padrão 802.11b. Quando a rede inclui mais de um AP, a camada MAC, associa cada cliente de rede com o AP que proporciona a melhor qualidade de sinal.
Quando mais de um nó na rede tenta transmitir dados no mesmo instante, o CSMA/CA instrui todos os nós conflitantes, exceto um, para recuar e tentar novamente mais tarde, e permite que o nó sobrevivente envie seu pacote.
O CSMA/CA também possui um recurso opcional que define um AP (a ponte entre a LAN wireless e o backbone da rede) como um ponto coordenador, capaz de conceder a prioridade para um nó de rede que esteja tentando enviar tipos de dados críticos com relação ao tempo, como de voz ou streaming media.
A camada MAC pode suportar dois tipos de autenticação para confirmar se um dispositivo de rede está autorizado a se associar à rede: autenticação aberta e autenticação de chave compartilhada. Quando se configura a rede, todos os nós na rede devem usar o mesmo tipo de autenticação.
A camada MAC também define diversas opções no adaptador de rede:
Quando já se tiver definido os links de rádio e o formato dos dados, o próximo passo será configurar uma estrutura de rede. Como os computadores usam os rádios e o formato dos dados para realmente trocar os dados?
As redes 802.11b incluem duas categorias de rádios: estações e pontos de acesso. Uma estação é um computador – ou algum outro tipo de dispositivo, como uma impressora – conectado a uma rede wireless através de um adaptador de interface de rede wireless interno ou externo.
Um ponto de acesso é a estação base para uma rede wireless e uma ponte entre esta rede e uma com fio tradicional.
Os adaptadores de rede para estações podem apresentar diversas formas físicas:
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Fig. 1.7: Uma rede de infra-estrutura simples
Uma rede de infra-estrutura com uma única estação base também é conhecida como Basic Service Set (BSS). Quando a rede wireless usa dois ou mais pontos de acesso, a estrutura de rede é um Extendend Service Set (ESS). Já foi citado que o nome técnico de um ID de rede é SSID, mas também pode aparecer como BSSID ou como ESSID dependendo do modo de operação.
Uma rede com mais de um ponto de acesso (ESS) causa novas complicações. Primeiramente, a rede deve possibilitar que uma única estação base manipule os dados de uma estação em particular, mesmo que a estação esteja dentro do intervalo de mais de uma estação base. Além disso, se a estação estiver se movimentando durante uma sessão de rede, a rede poderá precisar ignorar a conexão entre um AP e outro. Uma rede 802.11b trata esse problema associando uma estação com um único AP de cada vez, ignorando os sinais das estações que não estão associadas. Quando o sinal enfraquece em um AP e aumenta em outro, ou o volume de tráfego força a rede a promover um rebalanceamento de carga, a rede reassocia a estação com um novo AP que seja capaz de proporcionar um serviço aceitável. Isto é chamado de roaming.
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Este capítulo identifica os elementos que compõem uma rede wireless, oferecendo também conselhos para ajudar a decidir quais componentes melhor atenderão a necessidades específicas.
Dezenas de empresas produziram equipamentos que se qualificaram para a certificação do Wi-Fi. Para receber essa qualificação, cada dispositivo deve ser submetido a testes de interoperabilidade pelo laboratório de testes independente da Wi-Fi Alliance.
Os pontos de acesso e os adaptadores de rede de diferentes fabricantes podem ter aparências diferentes e seu próprio software de configuração, porém todos os circuitos internos de rádio são bastante parecidos e quase todos usam um dos poucos chips set padrão.
Em outras palavras, é possível usar qualquer combinação de adaptadores e pontos de acesso Wi-Fi, tudo junto na mesma rede. A palavra crítica nesta última sentença é possível. Um técnico, familiarizado com o funcionamento interno das redes 802.11b, é capaz de fazer uma rede com fornecedores mistos operar adequadamente.
Mas será que um leigo conseguiria? Provavelmente sim, mas não na primeira tentativa. A definição de todas as opções de configuração, de acordo com os valores corretos, pode levar bastante tempo e causar muitos aborrecimentos. Quase sempre os dispositivos de diferentes fabricantes terão diferentes configurações padrão. Por exemplo, alguns sistemas usam preâmbulos curtos como padrão enquanto outros usam preâmbulos longos; algumas configurações exigem chaves WEP na forma de caracteres ASCII, enquanto outras usam hexadecimais.
Quase sempre é mais fácil equipar a rede inteira com componentes de hardware de um único fabricante mas isso nem sempre é possível ou nem mesmo recomendável.
De qualquer forma, em algum momento será necessário integrar componentes de hardware e software de mais de um fabricante na mesma rede. As informações aqui contidas ajudarão a entender o que se precisa fazer para que tudo trabalhe em conjunto nessa situação.
Um adaptador de rede é a interface entre um computador e uma rede. Em uma rede wireless, o adaptador contém um transmissor de rádio que envia os dados do computador para a rede, e um receptor que detecta os sinais que chegam e os passa para o computador.
Deve-se considerar vários aspectos ao selecionar um adaptador de interface: o pacote físico, o tipo de antena, a compatibilidade com os pontos de acesso e outros nós da rede, e a compatibilidade com o sistema operacional do computador.
Na maioria dos casos, o adaptador se conecta a uma das portas de I/O de alta velocidade do computador. As exceções são os modernos notebooks que incluem interfaces 802.11b internas opcionais, os quais usam slots de expansão internos, como mini-PCI ou Apple AirPort, ou são montados nas placas-mãe dos computadores.
Adaptadores de rede em PC Cards são o tipo mais popular, pois a utilização mais frequente é a adição de computadores portáteis a LANs existentes. Praticamente todos os fabricantes de padrão 802.11b possuem, pelo menos, um adaptador de PC Cards em sua linha de produtos.
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Diversas marcas importantes de notebooks começaram a apresentar adaptadores de rede wireless on-board. A vantagem óbvia é que o adaptador interno não exige transporte e já vem configurado.
Se for esse o caso, é bom certificar-se de ter uma maneira fácil de desativar o adaptador quando não estiver em uso.
Muitos pontos de acesso e a maioria dos adaptadores de rede wireless acompanham as antenas onidirecionais cativas. Isso é satisfatório na maioria dos casos. Entretanto, se os adaptadores com antenas embutidas não proporcionarem um sinal suficientemente adequado, por qualquer motivo, uma antena externa poderá ser a melhor maneira de resolver o problema. Via de regra, espera-se que uma antena externa proporcione um sinal pelo menos 15 por cento mais forte do que com antena embutida.
Uma antena unidirecional focalizará a maior parte do sinal em uma direção sendo mais eficiente em certos casos; porém, uma antena direcional em um AP é capaz de prejudicar a qualidade dos links para os outros nós das rede, como mostrado na figura 2.3.
Fig. 2.3: Diferentes combinações de antenas direcionais e não-direcionais podem alterar a área de cobertura de uma rede.
Da mesma maneira que qualquer outro dispositivo que seja usado com o computador, um adaptador de rede wireless exige um driver específico que contenha controles e interfaces que permitam ao adaptador trocar dados com o computador. Normalmente, esses drivers deverão acompanhar o equipamento. Caso contrário, será necessário encontrá- lo em algum outro lugar (site do fabricante, por exemplo) ou escolher um adaptador diferente que suporte seu sistema operacional.
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Cada adaptador wireless usa um programa utilitário de configuração que controla o modo de operação, o número do canal e todas as outras opções de configuração que devem combinar com as configurações para os outros nós da rede. O fabricante geralmente fornece o programa em um CD ou disquete que vem junto com o adaptador.
Em condições ideais, um usuário comum nunca precisaria examinar o utilitário de configuração. Mas, eventualmente, se faz necessário modificar tais parâmetros. Portanto, tanto o utilitário de configuração quanto o display de status devem ser de fácil entendimento e utilização. Para isso, a pergunta chave deve ser satisfeita: Você consegue examinar a janela de configuração e entender como alterar as definições?
A especificação 802.11b inclui um esquema de segurança denominado WEP (Wired Equivalence Privacy) que usa uma chave de criptografia de 64 ou 128 bits. O formato de 64 bits é um padrão comum mas existem algumas diferenças entre as técnicas de criptografia de 128 bits oferecidas por diversos fabricantes. Portanto, nem sempre é possível que diferentes marcas de adaptadores e pontos de acesso troquem dados, quando seus recursos de segurança aprimorada estão ativos.
Se a segurança aprimorada for indispensável, poderá ser necessário adotar uma padronização, por uma única marca de hardware ou por um grupo de marcas que compartilhem o mesmo tipo de criptografia de 128 bits (como Cisco e Xircom, ou Orinoco e AirPort da Apple).
Todos os fabricantes de hardware Ethernet wireless oferecem algum tipo de suporte técnico para seus usuários. Entretanto, a qualidade e a utilidade do suporte variam amplamente de um fornecedor para outro. No mínimo, um nível adequado de suporte técnico deve incluir um manual de usuário preciso e escrito com clareza, um centro de suporte que responda a perguntas específicas por telefone e e-mail, um site com respostas a perguntas frequentes e um centro de download que ofereça as versões mais recentes dos drivers de dispositivo, os utilitários de configuração, e software de display de status, disponíveis para download gratuito.
Não esquecer a regra do LPM.
Quase sempre é útil aprender com a experiência das outras pessoas, com relação aos adaptadores wireless (ou qualquer outra coisa) antes de gastar seu dinheiro. Os fabricantes nem sempre (ou nunca) são imparciais. Grupos de usuários locais, publicações de revisões de produtos e discussões na Internet podem ser fontes úteis para a obtenção de informações sobre equipamentos wireless. Por exemplo, o site da Practically Networked (http://www.practicallynetworked.com) é um bom local para procurar revisões e avaliações dos usuários quanto ao dispositivo wireless.
Em uma rede ad-hoc, cada adaptador de rede troca dados com todos os demais nós por meio de links diretos, sem um AP atuando como um nó central. As redes ad-hoc são úteis para redes isoladas e de pequeno porte, e compartilhamento de arquivos ponto-a-ponto direto. Por exemplo, alguém que use um notebook e um computador desktop, pode configurar uma rede ad-hoc para transferir arquivos entre os dois.
As redes ad-hoc wireless são bem menos comuns do que redes de infra-estrutura, mas fazem parte da especificação 802.11b; portanto, quase todas as interfaces de adaptador de rede wireless e programas de configuração oferecem uma opção para rede ad-hoc.
As redes Wi-Fi tornaram-se amplamente populares mas não se trata da única tecnologia disponível. Também estão disponíveis diversos outros sistemas, incluindo Bluetooth (que proporciona conexões com intervalo muito curto para
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Fig. 2.6: Uma rede wireless simples sem nenhuma conexão externa
Qualquer AP pode atuar como uma estação base, adicionando links wireless a uma LAN com fio existente, como mostra a figura 2.7. O AP apresenta a mesma aparência que o restante da rede, como faz um hub subsidiário ou switch que conecta nós com fio à rede.
Fig. 2.7: Um ponto de acesso wireless conectado a uma rede Ethernet com fio
Nesse tipo de LAN híbrida wired-and-wireless , cada dispositivo na rede pode trocar dados com todos os outros nós da rede, independente de como está conectado.
Um AP que atue como uma ponte entre as seções com fio e sem da rede, geralmente possui uma única porta Ethernet RJ-45 de 10Mbps, 100Mbps ou 1Gbps para conectar um cabo à LAN com fio. Geralmente, existe uma porta serial adicional para um terminal remoto que pode ser usada pelo gerente da rede para inserir comandos de configuração e receber informações sobre o status.
Em uma nova LAN que inclui tanto conexões com fio quanto links wireless, a mlhor abordagem pode ser um único dispositivo que combine as funções de um ponto de acesso wireless com um hub ou switch com fio, como mostra a figura 2.8. Esse tipo de AP algumas vezes é descrito como roteador de banda larga.
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Fig. 2.8: Um ponto de acesso wireless combinado com um switch de banda larga controla tanto os segmentos wireless quanto com fio de uma rede híbrida
O roteador de banda larga possui tipicamente três tipos de conexões de rede:
Alguns roteadores também incluem um servidor de impressão.
Os principais benefícios de pontos de acesso e hubs combinados são a conveniência e a economia em um escritório residencial ou de pequeno porte, onde é fácil passar cabos entre alguns dos computadores da rede. Uma unidade combinada também pode constituir a maneira mais rápida de ampliar uma rede existente, tanto para os nós com fio quanto wireless em um local remoto.
Um gateway de banda larga é um AP que inclui uma porta para uma conexão direta com um DSL, ou modem a cabo, que fornece acesso de alta velocidade à Internet, como mostra a figura 2.9. Alguns dispositivos de gateway também incluem diversas portas RJ-45 Ethernet para conexões com fio com computadores locais.