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Análise das alterações na prova pericial no Código de Processo Penal brasileiro, Provas de Direito

Este trabalho monográfico analisa as diversas alterações promovidas na prova pericial no código de processo penal brasileiro pela lei 11.690/2008, identificando suas inovações, demonstrando a constitucionalidade das modificações, caracterizando os sistemas de gestão de provas e os princípios que regem o processo penal brasileiro. Além disso, examina a gestão probatória realizada pelo juiz no processo penal brasileiro.

Tipologia: Provas

2012

Compartilhado em 28/11/2012

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CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC
Faculdade de Ciências Jurídicas – FADIMA
Núcleo de Ensino Pesquisa e Extensão – NEPE
Alexandre Beltrão Lessa
AS ALTERAÇÕES REALIZADAS NA PROVA PERICIAL A PARTIR DA
REFORMA DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL PELA LEI Nº 11.960/2008
Maceió/AL
2011
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CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC

Faculdade de Ciências Jurídicas – FADIMA Núcleo de Ensino Pesquisa e Extensão – NEPE

Alexandre Beltrão Lessa

AS ALTERAÇÕES REALIZADAS NA PROVA PERICIAL A PARTIR DA

REFORMA DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL PELA LEI Nº 11.960/

Maceió/AL 2011

Alexandre Beltrão Lessa

AS ALTERAÇÕES REALIZADAS NA PROVA PERICIAL A PARTIR DA

REFORMA DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL PELA LEI Nº 11.960/

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado à banca examinadora do curso de graduação em Ciências Jurídicas, do Centro Universitário Cesmac como exigência parcial para a obtenção do grau de Bacharel. Orientador: Prof. Ms. Lean Ferreira de Araújo.

Maceió/AL 2011

CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC

Faculdade de Ciências Jurídicas de Maceió – FADIMA Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão – NEPE

Autorizo__________________________________________________, aluno(a) do curso de Direito da Fadima, a entregar ao NEPE o TCC intitulado....................................................................................................................................... ..............................................., para avaliação da Banca Examinadora, conforme regulamento interno desta Faculdade. Informo, também, que acompanhei a elaboração do TCC, conforme cronograma abaixo:

CRONOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DO TCC

Meses Dias de orientação

Assinatura do Orientador Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Parecer do professor Orientador:






___________________________________________________________________________.

Nome legível do Orientador Assinatura do Orientador

CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC

FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS – FADIMA

NÚCLEO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – NEPE

TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Declaro, para os devidos fins de direito e que se fizerem necessários, que assumo absoluta responsabilidade pelo conteúdo apresentado neste Trabalho de Conclusão de Curso, isentando a Faculdade de Ciências Jurídicas – Fadima e o Núcleo de Extensão e Pesquisa – NEPE, a Banca Examinadora e o Orientador de toda e qualquer representação contra a monografia.

Estou informado de que poderei responder administrativa, civil e criminalmente em caso de plágio confirmado do trabalho apresentado para correção.

Maceió,_______de_________________de 2011.

________________________________

Aluno(a)

EPÍGRAFE

“Toda a força do processo está na prova, sendo ela a alma do processo”. Moscardo

RESUMO

Este trabalho monográfico tem como objetivo analisar as diversas alterações promovidas na prova pericial no que diz respeito à instrução probatória no Código de Processo Penal pela Lei nº 11.690/2008, identificando as suas inovações, demonstrar a constitucionalidade no tocante às modificações executadas na prova pericial, caracterizar os sistemas de gestão de provas e os princípios que regem o processo penal brasileiro de acordo com a Constituição Federal e o Código de Processo Penal, bem como examinar a gestão probatória realizada pelo juiz no processo penal brasileiro. Para a realização da pesquisa, o material utilizado será composto pela doutrina relevante, da legislação específica e da jurisprudência referente ao tema. A aquisição do material utilizado na pesquisa se fará basicamente por meio de livros. Com a reforma, às partes podem indicar assistentes técnicos e formular quesitos, requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para responder a quesitos ou questões a serem esclarecidas, ter disponibilizado o material probatório que serviu de base à perícia, o juiz poderá designar a atuação de mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente técnico, quando se tratar de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado. Concluímos que a concessão desses direitos é perfeitamente justa, pois proporciona às partes maiores possibilidades de controle em relação a produção de provas periciais, podendo ser nomeados assistentes técnicos que apresentarão laudos contestando estas provas, formular quesitos, requerer a oitiva dos peritos com a intenção de esclarecer qualquer dúvidas relativas às provas, etc. Tudo de acordo com os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

Palavras-chave : Prova Pericial. Alterações Realizadas. Lei 11.960/2008. Constitucionalidade.

  • INTRODUÇÃO.................................................................................................
  • TEORIA GERAL DAS PROVAS...................................................................... Capítulo I
  • 1 SISTEMAS DO PROCESSO PENAL.............................................................
  • 1.1 Sistema acusatório.............................................................................................
  • 1.2 Sistema inquisitivo.............................................................................................
  • 1.3 Sistema misto.....................................................................................................
  • 1.4 Sistema processual penal adotado no Brasil......................................................
  • 2 PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL............................................................
  • 2.1 Conceito.............................................................................................................
  • 2.2 Princípio da presunção de inocência..................................................................
  • 2.3 Princípio da ampla defesa..................................................................................
  • 2.4 Princípio da plenitude da defesa........................................................................
  • 2.5 Princípio do contraditório..................................................................................
  • 2.6 Princípio do juiz natural.....................................................................................
  • 2.7 Princípio da publicidade....................................................................................
  • 2.8 Princípio das provas ilícitas...............................................................................
  • 2.9 Princípio da economia processual......................................................................
  • 2.10 Princípio do devido processo legal....................................................................
  • 2.11 Princípio do favor rei, favor innocentiae, favor libertatis ou in dubio pro reo
  • 2.12 Princípio que ninguém está obrigado a produzir prova contra si mesmo..........
  • 2.13 Princípio da iniciativa das partes.......................................................................
  • 2.14 Princípio do duplo grau de jurisdição................................................................
  • 2.15 Princípio do juiz imparcial.................................................................................
  • 2.16 Princípio do promotor natural e imparcial.........................................................
    • indisponibilidade da ação penal......................................................................... 2.17 Princípio da obrigatoriedade de ação penal pública e Princípio da
  • 2.18 Princípio da oficialidade....................................................................................
  • 2.19 Princípio da intranscendência............................................................................
  • 2.20 Princípio da vedação da dupla punição e do duplo processo pelo mesmo fato
  • 2.21 Princípio da busca da verdade real....................................................................
  • 2.22 Princípio da oralidade........................................................................................
  • 2.23 Princípio da indivisibilidade da ação penal privada..........................................
  • 2.24 Princípio da comunhão da prova.......................................................................
  • 2.25 Princípio do impulso oficial...............................................................................
  • 2.26 Princípio da persuasão racional.........................................................................
  • 2.27 Princípio da colegialidade..................................................................................
  • 3 CONCEITO E SENTIDO DE PROVA.............................................................
  • 3.1 Conceito.............................................................................................................
  • 3.2 Sentido de prova................................................................................................
  • 3.3 Objetivo de convencimento no processo...........................................................
  • 4 OBJETIVO E OBJETO DA PROVA................................................................
  • 4.1 Objetivo da prova...............................................................................................
  • 4.2 Objeto da prova..................................................................................................
  • 4.3 Prova do direito..................................................................................................
  • 5 MEIOS DE PROVA...........................................................................................
  • 5.1 Conceito.............................................................................................................
  • 5.2 Tipos de provas..................................................................................................
  • 5.3 Prova ilícitas......................................................................................................
  • 5.4 Classificação das provas ilícitas........................................................................
  • 5.5 Provas derivadas das ilícitas..............................................................................
  • 5.6 Fonte independente das provas ilícitas..............................................................
  • 5.7 Inutilização da prova ilícita................................................................................
  • 5.8 Admissão de provas ilícitas...............................................................................
  • 6 ÔNUS DA PROVA............................................................................................
  • 6.1 Conceito.............................................................................................................
  • 6.2 Incumbência do ônus da prova..........................................................................
  • 6.3 Produção de provas de ofício.............................................................................
  • 7 MOMENTOS DA PROVA................................................................................
    • PROVA.............................................................................................................. 8 SISTEMAS DE AVALIAÇÃO, APRECIAÇÃO OU VALORAÇÃO DA
  • 8.1 Objetivo.............................................................................................................
  • 8.2 Sistema da íntima convicção..............................................................................
  • 8.3 Sistema da prova legal.......................................................................................
  • 8.4 Sistema da persuasão racional...........................................................................
  • 8.5 Restrições à valoração probatória......................................................................
  • 8.6 Exceções ao princípio do contraditório.............................................................
  • 8.7 Inconstitucionalidade das exceções mencionadas no art. 155, caput , do CPP...
  • 8.8 Inutilidade do art. 155, Caput , do CPP..............................................................
    • PROVAS EM ESPÉCIE.................................................................................... Capítulo II
  • 9 EXAME DE CORPO DE DELITO E PERÍCIAS EM GERAL.......................
  • 9.1 Exame de corpo de delito...................................................................................
  • 9.1.1 Conceito.............................................................................................................
  • 9.1.2 Obrigatoriedade do exame de corpo de delito...................................................
  • 9.1.3 Distinção entre corpo de delito e exame de corpo de delito..............................
  • 9.1.4 Divisão do exame de corpo de delito.................................................................
  • 9.1.5 Substituição do exame de corpo de delito por prova testemunhal.....................
  • 9.1.6 Substituição do exame de corpo de delito por confissão...................................
  • 9.2 Perícias em geral................................................................................................
  • 9.2.1 Conceito.............................................................................................................
  • 9.2.2 Perito oficial e não oficial e o exame pericial....................................................
  • 9.2.3 Prestação de compromisso.................................................................................
  • 9.3 Outras perícias...................................................................................................
  • 10 INTERROGATÓRIO DO ACUSADO..............................................................
  • 10.1 Conceito.............................................................................................................
  • 10.2 Natureza jurídica................................................................................................
  • 10.3 Obrigação, dispensa e nulidade.........................................................................
  • 10.4 Momentos do interrogatório..............................................................................
  • 10.5 Procedimentos do interrogatório........................................................................
  • 10.6 Interrogatório por videoconferência..................................................................
  • 11 CONFISSÃO.....................................................................................................
  • 11.1 Conceito.............................................................................................................
  • 11.2 Natureza jurídica................................................................................................
  • 11.3 Valor probatório.................................................................................................
  • 11.4 Silêncio do acusado...........................................................................................
  • 11.5 Confissão extrajudicial......................................................................................
  • 11.6 Divisão da confissão..........................................................................................
  • 11.7 Retratação da confissão.....................................................................................
  • 11.8 Confissão ficta ou presumida.............................................................................
  • 12 DO OFENDIDO................................................................................................
  • 12.1 Conceito.............................................................................................................
  • 12.2 Sanções ao ofendido..........................................................................................
  • 12.3 Valor probatório.................................................................................................
  • 12.4 Perguntas ao ofendido.......................................................................................
  • 12.5 Obrigação de ouvir o ofendido..........................................................................
  • 12.6 Obrigação de prestar depoimento......................................................................
  • 12.7 Comunicação dos atos processuais....................................................................
  • 12.8 Assistência ao ofendido.....................................................................................
  • 12.9 Preservação da intimidade.................................................................................
  • 12.10 Inutilidade e inconstitucionalidade dos atos processuais...................................
  • 13 TESTEMUNHA................................................................................................
  • 13.1 Conceito.............................................................................................................
  • 13.2 Capacidade para ser testemunha........................................................................
  • 13.3 Valor probatório.................................................................................................
  • 13.4 Prestação de compromisso.................................................................................
  • 13.5 Características do testemunho...........................................................................
  • 13.6 Dispensa da obrigação de depor.........................................................................
  • 13.7 Proibição de prestar depoimento.......................................................................
  • 13.8 Informante..........................................................................................................
  • 13.9 Contradita...........................................................................................................
  • 13.10 Perguntas à testemunha......................................................................................
  • 13.11 Influência do réu na prestação de depoimento...................................................
  • 13.12 Apresentação coercitiva e sanções à testemunha...............................................
  • 13.13 Depoimento de autoridades, de militares e de funcionários públicos................
  • 13.14 Depoimento de enfermos, idosos e ausentes.....................................................
  • 14 RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS...........................................
  • 14.1 Conceito.............................................................................................................
  • 14.2 Valor do reconhecimento...................................................................................
  • 14.3 Reconhecimento fotográfico..............................................................................
  • 14.4 Reconhecimento por videoconferência..............................................................
  • 14.5 Tipos de reconhecimento...................................................................................
  • 14.6 Procedimentos do reconhecimento....................................................................
  • 15 ACAREAÇÃO...................................................................................................
  • 15.1 Conceito.............................................................................................................
  • 15.2 Admissão da acareação......................................................................................
  • 15.3 Valor da acareação.............................................................................................
  • 15.4 Procedimentos da acareação
  • 16 DOCUMENTOS................................................................................................
  • 16.1 Conceito.............................................................................................................
  • 16.2 Momentos para apresentação dos documentos..................................................
  • 16.3 Tipos de documentos.........................................................................................
  • 16.4 Fotocópia do documento....................................................................................
  • 16.5 Proibição às provas ilícitas................................................................................
  • 16.6 Providência de ofício.........................................................................................
  • 16.7 Autenticidade dos documentos..........................................................................
  • 16.8 Documentos em língua estrangeira....................................................................
  • 16.9 Valor das públicas-formas..................................................................................
  • 16.10 Desentranhamento dos documentos...................................................................
  • 17 INDÍCIOS..........................................................................................................
  • 17.1 Conceito.............................................................................................................
  • 17.2 Valor probatório dos indícios.............................................................................
  • 17.3 Diferença entre indício e presunção...................................................................
  • 17.4 Contraindícios....................................................................................................
  • 18 BUSCA E APREENSÃO...................................................................................
  • 18.1 Conceito.............................................................................................................
  • 18.2 Natureza jurídica................................................................................................
  • 18.3 Momentos para a realização da busca e apreensão............................................
  • 18.4 Tipos de busca e autorização para realização de busca em domicílio...............
  • 18.5 Situações permitidas para se fazer busca em domicílio.....................................
  • 18.6 Sentido de domicílio..........................................................................................
  • 18.7 Permissão para realização e proteção à busca pessoal.......................................
  • 18.8 Necessidade de mandado judicial para autoridade policial...............................
  • 18.9 Determinação e requerimento da busca e requisitos do seu mandado...............
  • 18.10 Situações de dispensa do mandado de busca pessoal........................................
    • pessoal................................................................................................................ 18.11 Formalidades e procedimentos para realização de busca em domicílio e
  • 18.12 Apreensão em território sob jurisdição alheia...................................................
    • 11.690/2008........................................................................................................ REFORMA DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL PELA LEI Nº
  • 19 INTRODUÇÃO.................................................................................................
  • 20 DISPOSIÇÕES GERAIS DAS PROVAS.........................................................
  • 20.1 Princípio do livre convencimento motivado ou persuasão racional..................
    • na fase de inquérito policial............................................................................... 20.2 Vedação à condenação levando em consideração apenas provas produzidas
  • 20.3 Provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.................................................
  • 20.3.1 Provas cautelares................................................................................................
  • 20.3.2 Provas antecipadas.............................................................................................
  • 20.3.3 Provas não repetíveis.........................................................................................
  • 20.4 Estado das pessoas.............................................................................................
  • 20.5 Ônus da prova....................................................................................................
  • 20.6 Produção antecipada de provas..........................................................................
  • 20.7 Legalidade para produção antecipada de prova.................................................
  • 20.8 Diligências de ofício..........................................................................................
  • 20.9 Inadmissibilidade das provas ilícitas.................................................................
  • 20.10 Provas ilícitas e o princípio da proporcionalidade.............................................
  • 20.11 Provas ilícitas por derivação..............................................................................
  • 20.12 Limites à doutrina dos frutos da árvore envenenada.........................................
  • 20.12.1 Limitação da fonte independente.......................................................................
  • 20.12.2 Limitação da descoberta inevitável....................................................................
  • 20.12.3 Limitação da contaminação expurgada ou da conexão atenuada......................
  • 20.13 Desentranhamento e destruição da prova ilícita................................................
  • 20.14 Julgado descontaminado....................................................................................
  • 21 DO EXAME DE CORPO DE DELITO, E DAS PERÍCIAS EM GERAL.......
  • 21.1 Prova pericial.....................................................................................................
  • 21.2 Perito..................................................................................................................
  • 21.3 Prestação de compromisso.................................................................................
  • 21.4 Indicação de assistente técnico..........................................................................
  • 21.5 Admissão do assistente técnico..........................................................................
  • 21.6 Oitiva dos peritos e indicação de assistentes técnicos.......................................
  • 21.7 Disponibilização do material probatório............................................................
  • 21.8 Perícia complexa................................................................................................
  • 22 DO OFENDIDO................................................................................................
  • 22.1 O ofendido.........................................................................................................
  • 22.2 Perguntas ao ofendido........................................................................................
  • 22.3 Intimação do ofendido.......................................................................................
  • 22.4 Comunicação ao ofendido.................................................................................
  • 22.5 Sala separada para o ofendido...........................................................................
  • 22.6 Atendimento multidisciplinar ao ofendido........................................................
  • 22.7 Preservação da intimidade do ofendido.............................................................
  • 23 TESTEMUNHAS..............................................................................................
  • 23.1 Separação das testemunhas................................................................................
  • 23.2 Sistema de inquirição direta...............................................................................
  • 23.3 Seqüência da inquirição das testemunhas..........................................................
  • 23.4 Inquirição por videoconferência........................................................................
  • 24 DA SENTENÇA................................................................................................
  • 24.1 Sentenças absolutórias.......................................................................................
  • 24.2 O réu não concorreu para a infração penal........................................................
  • 24.3 Não existe prova de ter o réu concorrido para a infração penal.........................
    • dúvida de sua existência.................................................................................... 24.4 Circunstâncias que excluam o crime ou isente o réu de pena ou houver
  • 24.5 Efeito da absolvição do acusado........................................................................
    • CONCLUSÃO...................................................................................................
    • REFERÊNCIAS.................................................................................................

diretamente a elas, diferentemente o que ocorria anteriormente à reforma quando se faziam as

perguntas ao juiz que as repassavam à testemunha, podendo o juiz, caso perceba que a

presença do acusado esteja provocando humilhação, temor, ou sério constrangimento à

testemunha ou ao ofendido fazer a inquirição por videoconferência.

Houve também alterações nas sentenças absolutórias, sendo o réu absolvido caso fique

provado que o mesmo não concorreu para a infração penal, não existir prova de ter o réu

concorrido para a infração penal, que existam circunstâncias excludente do crime ou isentem

o réu de pena, bem como não exista prova suficiente para a sua condenação, além da cessação

das medidas cautelares e provisoriamente aplicadas contra o réu.

Este trabalho monográfico tem como objetivo geral analisar as diversas alterações

efetuadas na prova pericial no que diz respeito à instrução probatória no Código de Processo

Penal pela Lei 11.690/2008 e, como objetivo específico, identificar as inovações realizadas

pela Lei 11.690/2008 que reformou a instrução probatória no Código de Processo Penal,

demonstrar a constitucionalidade no tocante às modificações executadas, bem como

caracterizar os sistemas de gestão de provas e os princípios que regem o processo

penal de acordo com a Constituição Federal e o Código de Processo Penal e examinar a

gestão probatória realizada pelo juiz no processo penal brasileiro.

Para a realização desta monografia será utilizado material composto pela doutrina

relevante, pela legislação específica e pela jurisprudência importante relativa ao tema. A

aquisição do material utilizado na pesquisa será feita basicamente por meio de livros, sendo

esta monografia dividida em três capítulos, abordando o primeiro capítulo a Teoria Geral das

Provas, onde estão inseridos os sistemas processuais penais, os princípios que regem o

processo penal, o conceito e sentido de prova, etc. O segundo capítulo abordará as Provas em

Espécie, como a prova pericial, o interrogatório do acusado, a confissão, entre outras. O

terceiro e último capítulo abordará as alterações realizadas pela Lei 11.690/2008 no sistema

probatório do Código de Processo Penal brasileiro.

Capítulo I

TEORIA GERAL DA PROVA

1 SISTEMAS DO PROCESSO PENAL

Sistemas processuais penais são métodos de investigação, acusação e julgamento

utilizados na persecução penal. Historicamente os sistemas penais se desenvolveram em três

tipos: sistema acusatório, sistema inquisitivo e sistema misto.

1.1 Sistema acusatório

Para restringir o exercício de arbítrio do Príncipe ou a vingança privada do ofendido

ou da tribo, face a um delito cometido, o sistema acusatório foi estabelecido na antiguidade,

entre os gregos e romanos, chegando até a idade média, no século XIII, onde foi substituído

pelo sistema inquisitivo. A acusação popular no sistema acusatório teve os gregos como seus

criadores, e os romanos como seus desenvolvedores no período da república, e utilizado

hodiernamente na Inglaterra (FEITOZA, 2009, p. 60).

O sistema acusatório possui as seguintes características: a) O processo é instaurado

somente pela iniciativa da parte acusadora; b) O acusado possui liberdade de defesa, estando

em posição de igualdade em relação à acusação; c) No sistema acusatório existe o

contraditório; d) Há separação nas funções de acusar, defender e julgar; e) O processo é

realizado oralmente ou por escrito; f) O processo é público, assim, pode ser fiscalizado pela

sociedade; g) O julgador pode ser rejeitado; h) Não havia direito a recurso, pois, a soberania

dos julgamentos era estabelecida pelos tribunais populares ou por meio do povo soberano

(jurados), a sentença se fazia coisa julgada, e eventualmente era concedidos graça ou perdão

(FEITOZA, 2009, p. 61).

O sistema acusatório foi instituído com a intenção de se evitar os abusos cometidos

pelo monarca que acusava, julgava e condenava o acusado como bem entendesse não levando

em consideração um julgamento onde o réu pudesse se defender plenamente de um delito que

supostamente teria cometido, além de impedir que as pessoas que fossem vítimas de um

crime, punissem por conta própria e indiscriminadamente o agressor “fazendo justiça com as

próprias mãos”. Desse modo, o processo penal ficou sob a responsabilidade do Estado, com

as funções de acusar, julgar e condenar o réu exercidas por pessoas distintas, tendo o acusado

o direito de se defender plenamente do crime que lhe era imputado, proporcionando uma

persecução penal mais justa e civilizada.

O sistema misto possui as seguintes características: a) O processo é instaurado pela

iniciativa do Ministério Público, exceto em alguns casos que é permitido a iniciativa do

ofendido; b) As funções de acusar, defender e julgar são realizadas por pessoas diferentes; c)

O sistema misto é dividido em duas partes:

  1. A investigação preliminar, que é inquisitiva, escrita e secreta, tem o objetivo de obter provas que se possa pedir a instauração do processo, sendo que, essas provas não têm

valor probatório na fase de julgamento. A realização dessas investigações cabe à Polícia Judiciária e ao Ministério Público;

  1. Fase de julgamento, que adquire todas as características do sistema acusatório, ou seja, há o contraditório, oralidade, publicidade, livre apreciação das provas, etc.;

d) O acusado é sujeito de direitos na fase de julgamento, na investigação preliminar tem

pouco ou nenhum direito; e) As provas têm sua valoração feita pela íntima convicção quando

houver Tribunal do Júri. No caso da livre convicção motivada, a valoração será feito por juiz

togado; f) No sistema misto é permitido recorrer (FEITOZA, 2009, p. 63).

Para atenuar a arbitrariedade do sistema inquisitivo, foi instituído o sistema misto, que

agrega tanto características do sistema acusatório quanto do sistema inquisitivo. Ele é

inquisitivo na fase de investigação onde as provas são colhidas para apuração da

materialidade e autoria do delito para que posteriormente se possa pedir a instauração da ação

penal, não havendo o contraditório na colheita dessas provas, e sendo realizada de forma

escrita e secreta. O sistema misto é acusatório na fase da ação penal onde o acusado pode

fazer uso dos princípios inerentes a este sistema como o do contraditório, ampla defesa,

oralidade, publicidade, etc. No sistema misto, as funções de acusar, julgar e condenar são

realizadas por pessoas diferentes. Em relação ao sistema inquisitivo, o sistema misto foi uma

evolução, dando ao acusado o direito de defender-se na fase de julgamento e separando o

exercício das funções na persecução penal, ficando o resquício do sistema inquisitivo na fase

do inquérito policial.

1.4 Sistema processual penal adotado no Brasil

O sistema processual penal adotado no Brasil agrega características tanto do sistema

acusatório, quanto do sistema inquisitivo. A Constituição Federal de 1988 adota o sistema

acusatório de processo penal, enquanto o Código de Processo Penal tem características do

sistema inquisitivo. Sendo que, na fase de inquérito policial, o sistema processual possui

características do sistema inquisitivo e, na fase de julgamento, o sistema processual possui

características do sistema acusatório. Desse modo, o sistema processual penal brasileiro é o

misto.

A Constituição Federal de 1988, no seu art. 2º, determina a divisão dos poderes nas

funções de legislar, julgar e administrar, sendo que, um poder não pode exercer a função do

outro, salvo exceções determinadas por lei. No processo penal isto acontece na função de

acusar que é do Ministério Público na ação penal pública (art. 129, I, CF), permitindo ao

particular fazer a acusação penal pública caso o Ministério Publico não o faça no prazo legal

(art. 5º, LIX, CF), estabelecendo o princípio da iniciativa das partes; disciplina a motivação

das decisões judiciais (art. 93, IX, CF); determina que os atos processuais deverão ser

públicos, salvo exceção (art. 5º, LX e 93, IX, CF); veda o juízo e o tribunal de exceção ( art.

XXXVII, CF); determina a presunção de inocência (art. 5º, LIV, CF); determina o

contraditório e a ampla defesa (art. 5º, LV, CF); proíbe ao juiz exercer mesmo que em

disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério (art. 95, parágrafo único, I,

CF), etc. (FEITOZA, 2009, p. 65-66). Com estes princípios constitucionais, o sistema

processual penal brasileiro caracteriza-se como acusatório.

Por outro lado, o Código de Processo Penal determina que a produção de provas seja

feita inicialmente no inquérito policial, conduzido por delegado de polícia, sem haver

contraditório, e sem publicidade, sendo o inquérito feito por escrito, e o condutor da

investigação não pode ser rejeitado. Assim, caracterizando-se como sistema inquisitivo

(NUCCI, 2010, p. 117). Ao juiz é concedido o direito de: em qualquer fase do inquérito

policial ou da instrução criminal, decretar prisão preventiva de ofício (art. 311, CPP); dar

início ao inquérito policial (art. 5º, II, CPP); ser destinatário de representação (art. 39, CPP);

expedir habeas corpus de ofício (art. 654, § 2º, CPP); ordenar, mesmo antes de iniciada a ação

penal, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes e, determinar, no

curso da instrução, ou antes, de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir

dúvida sobre ponto relevante (art. 156, I, II, CPP); ouvir outras testemunhas além das

indicadas pelas partes, caso ache necessário (art. 209, CPP), incluindo as pessoas que as

testemunhas se referirem, caso lhe pareça conveniente (art. 209, § 1º, CPP), etc. A concessão

de poderes ao juiz como visto é extensa, todavia, sua função é julgar com imparcialidade o

caso penal, devendo ser mantido distante em relação às partes (TOURINHO FILHO, 2010, v.

1, p. 124).

É de chamar a atenção à incoerência do sistema processual penal adotado no Brasil,

porque enquanto a Carta Magna prescreve o sistema acusatório de processo penal, o nosso