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Regulando e reduzindo Voltagens, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

Regulagem e redução de tensões elétricas

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 28/02/2014

Ronaldo89
Ronaldo89 🇧🇷

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Entendendo os reguladores de tensão
Em algumas ocasiões necessitamos de uma tensão especifica, porém somente temos uma mais elevada.
Existem vários métodos para reduzir e estabilizar uma tensão. Neste pequeno artigo estudaremos dois métodos.
Parte 1: Reduzindo a tensão com resistores
O método mais fácil para conseguir esta redução na tensão é utilizando um resistor para provocar uma queda
de tensão. Os resistores diminuem a tensão transformando parte dela em calor de forma proporcional ao seu
valor nominal expresso em ohms, multiplicado pelo valor da corrente que o percorre.
A fórmula pela qual podemos determinar o valor da queda de tensão proporcionada pelo resistor é expressa
através da lei de Ohm: E = R x I.
"E" é a diferença de tensão expressa em Volts que foi reduzida, "R" é o valor do resistor (em Ohms), I é a
corrente que atravessa o resistor (em Ampères).
Para entendermos como funciona esta queda de tensão, vamos supor o seguinte exemplo:
Vamos supor que você possua um aparelho que ao ser ligado à uma bateria de 6 volts apresente um consumo
de 3 ampères e você necessite ligá-lo em uma bateria automotiva de 12 volts.
Os sistemas automotivos de 12 volts na realidade trabalham um pouco acima disso, em geral ao redor de
13,8 volts com o motor funcionando, assim como os carros com sistema de 6 volts na realidade trabalham por
volta de 6,8 volts.
Desta forma, nós temos uma tensão de 13,8 volts e precisamos fornecer apenas 6,8 volts a um equipamento
que consome 3 ampères.
A queda de tensão deverá ser de 13,8v - 6,8v = 7,0v. Precisamos reduzir a tensão em 7 volts com um resistor
onde flua uma corrente de 3 ampères.
A Lei de Ohm nos diz que E = R x I, ou escrevendo a formula de outra maneira: R = E/I.
Colocando os números, teremos:
R= 7(Tensão para reduzir) /3(Amperagem) e, finalmente R= 2,33 ohms.
2.33 ohms é o valor matemático do nosso resistor, mas o mais próximo à venda no mercado é 2,5 ohms, o
que nos dará uma voltagem de 6,3 volts.
Fácil não? Mas nem tudo acaba por aqui. Precisamos nos preocupar também com o calor que esse resistor
irá dissipar (a sua potência).
A redução de voltagem que ocorre dentro do resistor faz este aquecer-se (a voltagem é transformada em
calor), então precisamos ter certeza que ele suportará essa potência sem pegar fogo... Isso é o que o cálculo de
potência faz.
Em nosso exemplo, nós reduzimos a tensão em 7 volts sob 3 ampères.
Outra fórmula da Lei de Ohm nos diz que P= I x E, onde:
"P" é a potência (em watts), "I" é corrente (em ampères) e "E" é a diferença de voltagem (em volts).
Substituindo os valores teremos: P= 3(Amperagem) x 7(Tensão para reduzir) então P= 21W.
O resistor calculado na fórmula anterior deverá converter os 21 watts de potência em calor.
Isso que dizer que ele deve ter uma capacidade de potência "absolutamente mínima" de 21 watts. A potência
nominal do resistor deve ser pelo menos 50% maior que isso, para que haja uma margem de segurança e ele
não "frite" com qualquer sobrecarga.
Em nosso exemplo, podemos usar um resistor de 2,5 ohms x 40 watts para o trabalho. Observe que 21 watts
são um bocado de calor! É o equivalente ao calor gerado por uma lâmpada incandescente de 25 watts. Tenha
certeza de que o lugar onde você fixar o resistor não ofereça perigo de incêndio ou danos.
Um dos maiores problemas que temos ao usar resistores para reduzir voltagens é determinar quanta corrente
o equipamento irá consumir. A maneira mais pratica de determinarmos o valor da corrente é ligarmos o
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Entendendo os reguladores de tensão Em algumas ocasiões necessitamos de uma tensão especifica, porém somente temos uma mais elevada. Existem vários métodos para reduzir e estabilizar uma tensão. Neste pequeno artigo estudaremos dois métodos.

Parte 1: Reduzindo a tensão com resistores O método mais fácil para conseguir esta redução na tensão é utilizando um resistor para provocar uma queda de tensão. Os resistores diminuem a tensão transformando parte dela em calor de forma proporcional ao seu valor nominal expresso em ohms, multiplicado pelo valor da corrente que o percorre.

A fórmula pela qual podemos determinar o valor da queda de tensão proporcionada pelo resistor é expressa através da lei de Ohm: E = R x I. "E" é a diferença de tensão expressa em Volts que foi reduzida, "R" é o valor do resistor (em Ohms), I é a corrente que atravessa o resistor (em Ampères).

Para entendermos como funciona esta queda de tensão, vamos supor o seguinte exemplo: Vamos supor que você possua um aparelho que ao ser ligado à uma bateria de 6 volts apresente um consumo de 3 ampères e você necessite ligá-lo em uma bateria automotiva de 12 volts.

Os sistemas automotivos de 12 volts na realidade trabalham um pouco acima disso, em geral ao redor de 13,8 volts com o motor funcionando, assim como os carros com sistema de 6 volts na realidade trabalham por volta de 6,8 volts.

Desta forma, nós temos uma tensão de 13,8 volts e precisamos fornecer apenas 6,8 volts a um equipamento que consome 3 ampères.

A queda de tensão deverá ser de 13,8v - 6,8v = 7,0v. Precisamos reduzir a tensão em 7 volts com um resistor onde flua uma corrente de 3 ampères.

A Lei de Ohm nos diz que E = R x I, ou escrevendo a formula de outra maneira: R = E/I.

Colocando os números, teremos: R= 7(Tensão para reduzir) /3(Amperagem) e, finalmente R= 2,33 ohms. 2.33 ohms é o valor matemático do nosso resistor, mas o mais próximo à venda no mercado é 2,5 ohms, o que nos dará uma voltagem de 6,3 volts. Fácil não? Mas nem tudo acaba por aqui. Precisamos nos preocupar também com o calor que esse resistor irá dissipar (a sua potência).

A redução de voltagem que ocorre dentro do resistor faz este aquecer-se (a voltagem é transformada em calor), então precisamos ter certeza que ele suportará essa potência sem pegar fogo... Isso é o que o cálculo de potência faz.

Em nosso exemplo, nós reduzimos a tensão em 7 volts sob 3 ampères.

Outra fórmula da Lei de Ohm nos diz que P= I x E, onde: "P" é a potência (em watts), "I" é corrente (em ampères) e "E" é a diferença de voltagem (em volts). Substituindo os valores teremos: P= 3(Amperagem) x 7(Tensão para reduzir) então P= 21W.

O resistor calculado na fórmula anterior deverá converter os 21 watts de potência em calor. Isso que dizer que ele deve ter uma capacidade de potência "absolutamente mínima" de 21 watts. A potência nominal do resistor deve ser pelo menos 50% maior que isso, para que haja uma margem de segurança e ele não "frite" com qualquer sobrecarga. Em nosso exemplo, podemos usar um resistor de 2,5 ohms x 40 watts para o trabalho. Observe que 21 watts são um bocado de calor! É o equivalente ao calor gerado por uma lâmpada incandescente de 25 watts. Tenha certeza de que o lugar onde você fixar o resistor não ofereça perigo de incêndio ou danos.

Um dos maiores problemas que temos ao usar resistores para reduzir voltagens é determinar quanta corrente o equipamento irá consumir. A maneira mais pratica de determinarmos o valor da corrente é ligarmos o

equipamento a uma bateria de 6 volts e colocarmos em série um amperímetro. A leitura do instrumento mostrará o consumo de corrente naquela situação. Infelizmente, é comum que equipamentos não consumam uma quantidade fixa de corrente. O consumo de um rádio, usado em nosso exemplo, aumenta conforme aumentamos o volume.

Voltando ao nosso exemplo (rádio 6V. em um carro 12V.) ao invés de termos um consumo constante de 3 ampères, é certo que encontraremos um consumo que varia com o volume e tonalidade do rádio, variando entre 2 e 4 ampères.

Bem, se a corrente varia entre 2 e 4 ampères, e o resistor tem seu valor constante em 2,5 ohms, a voltagem entregue ao rádio oscilará entre 3.8 a 8,8 volts! Esta não é uma coisa boa... O que nós precisamos é de um resistor que varie seu valor constantemente e instantaneamente com as mudanças de consumo, de forma a manter constante a voltagem entregue ao equipamento...

Parte 2: Reguladores de Voltagem Poderemos encontrar vários circuitos integrados reguladores de tensão no mercado. Uns dos mais simples de usar são os da Linha 78XX. Para o nosso estudo, adotaremos o regulador 7806, que é um regulador de tensão onde a saída é de 6 volts e a corrente máxima é de 1 ampère. O 78T06 suporta uma corrente de até 3 ampères. Esse regulador é resistente, prático, barato e dotado de proteção interna contra sobrecarga e fornece uma saída de 6 volts com correntes de até 1 ampère. Ele é ótimo para alimentar equipamentos de baixo consumo. Se você tem outros circuitos que precisem ser alimentados com 6 volts e consumam até 0,75 ampère poderá fazer vários circuitos reguladores, um para cada equipamento consumidor.

Por outro lado, se você precisar alimentar equipamentos que exijam mais de 0,75 ampères, você poderá usar um transistor de potência (veremos isso logo abaixo). É aconselhável colocar pequenos capacitores de tântalo em paralelo com a entrada e a saída do regulador, para protegê-lo de algum possível ruído elétrico e estabilizar a saída sob certas circunstancia. O valor desses capacitores não é critico, podendo variar entre 0.1μ e 10μ com tensão mínima de 25volts. Um valor fácil de encontrar é 1μ, 35v Então, o esquema elétrico completo do nosso regulador fica assim:

O "7806" aquece um pouco quando opera. Assim, é conveniente usá-lo com um dissipador de calor, que pode ser tanto de uma simples placa de alumínio com uns 7 cm de lado. Aconselho também á usar pasta térmica entre o "7806" e o dissipador, é algo muito barato e maximiza a transferência de calor para o dissipador.

A limitação do nosso circuito acima é sua corrente máxima em regime constante - 0.75 ampères. É o bastante para alimentar um único instrumento de painel (como o medidor de nível de combustível), mas não o suficiente para o rádio ou outro acessório de maior consumo.