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Segue em Anexo o Relatório sobre Corrosão
Tipologia: Provas
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Acadêmicos: Amanda Carneiro Elias. Déborah Teixeira dos Santos.
Engenharia Civil 2º Período Química dos Materiais Professora Tatiane
Anápolis – 2011
Relatório Nº 2 Título: Corrosão Química e Atmosférica. Acadêmicos: Amanda Carneiro Elias Déborah Teixeira dos Santos.
Nos procedimentos experimentais descritos neste trabalho acadêmico, buscou-se analisar quimicamente o conceito e efeitos de Corrosão. Primeiramente houve a experiência “Corrosão dos metais Fe, Cu e Mg por aquecimento no ar” na qual após serem aquecidos no ar verificam-se quais aspectos que tal aquecimento trouxe para os metais e a influência que a temperatura gera na corrosão. Já na segunda experiência tem-se o objetivo de observar a Corrosão Atmosférica do Ferro, perceber as reações que tal metal é sujeito quando colocado em contato a diferentes soluções. Finalizando com a terceira experiência que tem como objetivo analisar a Ação do ar sobre o Ferro, partindo de uma lã de aço exposta a uma coluna de ar. Sendo que as análises da segunda e da terceira experiência serão feitas após sete dias.
A corrosão é um processo físico ou químico presente no dia-a-dia de todos na qual representa o desgaste de materiais/metais. Os principais fatores que provocam a corrosão são o meio ambiente. Desta forma, a preocupação de profissionais de engenharia, por exemplo,
- Béquer; - Lâmina de Ferro (Fe); - Papel; - Suporte para os tubos; - Tubos de ensaio.
Aqueceu-se a extremidade de uma das placas de ferro (deixando a outra placa como referência), no caso, a ponta de um prego, na chama do Bico de Bunsen notou-se que a corrosão proporcionou uma mudança na coloração do mesmo. Em relação ao prego deixado com referência, verificou-se que a parte aquecida (sofreu oxidação) ficou mais escura. Além disso, houve mudança no aspecto do prego. A superfície do prego ficou com um aspecto mais liso. Considere a equação: 2Fe (^) (s) + O2 (g) Fe (^) 2O (^) 3 (s)
Nota-se que com o aquecimento do Ferro (Fe) formou-se o Óxido de Ferro III (Fe (^) 2O3). Em relação ao aquecimento, sabe-se que a temperatura influencia na corrosão de modo que se for elevada, irá diminuir a possibilidade de condensação de vapor d’água na superfície metálica e a adsorção de gases, minimizando a possibilidade de corrosão.
Aqueceu-se a extremidade de uma lâmina de cobre na chama do Bico de Bunsen, notou-se que a corrosão proporcionou mudança na coloração e no aspecto do cobre. A coloração no momento do aquecimento é uma cor rosado e esverdeado que logo vai se enegrecendo se aproximando da cor cinza já o aspecto é de liso, em relação à antes do aquecimento.
Considere as equações: Cu (^) (s) + ½O2(g) CuO (^) (s)
2Cu (^) (s) + ½O (^) 2(g) Cu (^) 2O (^) (s)
Nota-se que com o aquecimento do Cobre (Cu) formaram-se os Óxido de cobre II ou Óxido Cúprico (CuO) e Óxido de Cobre I ou Óxido Cuproso (Cu (^) 2O).
Aqueceu-se a extremidade de uma fita de magnésio diretamente na chama do Bico de Bunsen, realizando combustão e liberação de luz, ou seja, liberação de energia,
transformando-se em Óxido de magnésio (MgO),um sólido branco em forma de pó (cinza). Assim, percebe-se que houve corrosão extrema da fita de magnésio.
Considere a equação: 2Mg (^) (s) + O2(g) 2MgO(s) + luz
Colocou-se um prego em cinco tubos de ensaios diferentes, adicionando a estes diferentes soluções para assim estudar a corrosão do ferro quando exposto a diferentes ambientes, assim como na figura abaixo.
Figura 2 – Corrosão do ferro em diferentes soluções Após sete dias verificaram-se os seguintes resultados, considere a tabela abaixo: Tabela 1 – Tabela de Resultados da oxidação do ferro diante distintas soluções
Tubos
Solução Alterações Sofridas
Água de torneira
Formação de um depósito amarelo/ acastanhado de partículas pequenas. Ferrugem
que a do tubo 01
A tabela 1 foi utilizada para identificar as soluções em seus respectivos tubos de ensaio além de determinar as notórias alterações em cada um, mas a seguir de forma detalhada se explicará essas alterações:
- Tubo 01
A formação do depósito amarelo/acastanhado no fundo do tubo de ensaio é conseqüência da corrosão lenta do prego quando fica em contato com a água e oxigênio. Este processo pode ser explicado pela equação a seguir: 2Fe (^) (s) + O (^) 2(g) + H (^) 2O(l) → Fe (^) 2O3.H (^) 2O (^) (s)
Assim, verificou-se que o depósito amarelo/acastanhado insolúvel no fundo do tubo de ensaio, conhecida como ferrugem é um óxido de ferro III hidratado (Fe2O (^) 3.H2O).
O fato de não se encontrar mais ferro em estado sólido é devido ter acontecido a corrosão total. Explica-se pela equação a seguir:
Fe (^) (s) + 2HCl(aq) → FeCl (^) 2(s) + H2(g) A partir dessa equação, nota-se que houve liberação de gás hidrogênio já a coloração esverdeada é devido a formação do Cloreto de Ferro II ou cloreto ferroso (FeCl2).
- Tubo 03 O ácido sulfúrico provoca a corrosão total do ferro. Considere a equação a seguir: Fe (^) (s) + 2H2SO4(aq) → FeSO4(s) + H2(g)
Nota-se que há liberação de gás hidrogênio e uma camada de Sulfato de Ferro II (FeSO4) é formada sobre o prego.
A corrosão lenta do prego em contato com a água salgada é mais acentuada do que quando exposta a água da torneira. Há presença da dissociação do NaCl em água, além da liberação de gás, ainda que pouco. Considere a equação a seguir:
Fe (^) (s) + 2NaCl(aq) + 2H2O (^) (l) → FeCl (^) 2(s) + 2NaOH(aq) H (^) 2O(l)
Assim, o depósito referido se deve a formação de Cloreto de Ferro II ou cloreto ferroso (FeCl2). Neste tubo de ensaio o processo corrosivo é mais intenso que no tubo 01, pois a presença do sal (NaCl), consequentemente, íons dissolvidos, melhora a condução de eletricidade da água e a formação de ferrugem acelera.
Neste tubo temos a Lâmina de Testemunho, ou seja, o prego que não foi exposto a nenhuma solução a fim de ser objeto comparativo.
Pode-se observar, após sete dias, que a lã de aço que ficara no fundo de um tubo de ensaio colocado em um béquer com água sofreu ação da coluna de ar que estava presente. Verificou-se que o “Bom-bril” oxidou e o nível de água subiu. Considere as equações:
Equação de oxidação: 2Fe(s) → 2Fe 2+^ + 4e-
Equação de redução: O2(g) + 2H2O (^) (l) + 4 e-^ → 4OH- Equação Global: 2Fe(s) + O (^) 2(g) + 2H (^) 2O(l) → 2Fe(OH)2 (s)
A oxidação da lã de aço forma o Hidróxido de Ferro II (Fe(OH) 2 ) e o nível da água sobe, pois o oxigênio é consumido na oxidação, assim, a coluna de ar diminui e a coluna de água aumenta. Considere o esquema abaixo para melhor exemplificar:
Figu ra 3
. Acesso em: 22 de mai. 2011.