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RELATORIO DA AULA PRATICA DE DETERMINAÇÃO DE GLICOSE NO SORO
Tipologia: Notas de aula
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ACADÊMICO: Poleana de Almeida – 5073.
TEMA: Glicemia
DATA: 25/03/2010.
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA DE BIOQUÍMICA CLÍNICA
1.0 INTRODUÇÃO
A glicose é uma dextrose monossacáride cristalina, denominada D-glicose. A importância de se manter uma concentração constante no sangue deve-se ao fato de que é a principal fonte de energia química para a manutenção e o funcionamento dos diversos tecidos do organismo, sendo que células, como os neurônios, a utilizam como fonte exclusiva. A glicose pode ser advinda da nutrição exógena ou do metabolismo glicolítico endógeno, o qual converterá o glicogênio, novamente em glicose, e esta entrará na corrente sangüínea e será novamente utilizada. Os valores de glicose fora do padrão, principalmente em processos crônicos, trazem conseqüências negativas como degeneração progressiva e falência de órgãos importantes (Pica et al ., 2003). A melhor maneira de reduzir as complicações associadas às alterações na glicemia é tentando manter seu nível em concentrações normais (Bush, 2004), e para isso se faz necessário realizar medições da sua quantidade (Pica et al ., 2003). As concentrações de glicose no sangue, denominadas glicemia, devem permanecer dentro de uma faixa de segurança que em jejum podem estar entre 60 e 100 mg/dL. Concentrações abaixo de 60 mg/dL não são suficientes para abastecer as necessidades orgânicas podendo causar quedas de pressão arterial com possíveis vertigens, seguidas de perda de consciência. A glicemia também não deve subir demasiadamente por quatro motivos: 1) a glicose pode exercer uma pressão osmótica no líquido extracelular o que pode causar a desidratação da célula; 2) grandes quantidades de glicose na corrente sangüínea podem provocar sua excreção na urina; 3) isto provocará uma diurese renal com perda de líquidos e eletrólitos pela urina; 4) aumentos da glicose circulante, em longo prazo, podem causar lesões em muitos tecidos, sobretudo nos vasos sanguíneos, isto porque a glicose se une quimicamente ao grupo amino das proteínas sem a ajuda de enzima, processo denominado de glicosilação não enzimática e relaciona-se diretamente com a concentração de glicose no sangue. As concentrações de glicose sangüínea podem sofrer variações caso o indivíduo tenha uma deficiência na produção ou na utilização de insulina, hormônio que é excretado pelo pâncreas que tem função de carrear a glicose circulante no sangue, proveniente da digestão dos alimentos ingeridos, para dentro das células.
A falta da homeostasia do metabolismo da glicose ocasiona quadro clinico de diabetes mellitus sendo esta, a mais importante patologia que envolve o pâncreas endócrino, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade na população geral. Sabe-se que 90% das pessoas convivem com o diabetes do tipo 2 (DM2), ou não-dependentes de insulina, 8% a 9% do tipo 1 (DM1), ou dependentes de insulina, de origem autoimune, e 1% a 2% portadores de diabetes secundário ou associado a outras síndromes, é diagnosticado pela concentração de glicose plasmática. Como, em geral, a glicose plasmática se eleva após uma refeição, os valores de referência normais e o nível diagnóstico são definidos em relação ao momento de consumo de alimentos ou consumo de uma quantidade de glicose específica durante um teste oral de tolerância à glicose. Após uma noite de jejum, os valores de glicose abaixo de 110 mg/dL são considerados normais e acima de 126 mg/dL definem uma condição intermediária denominada tolerância diminuída à glicose em jejum. Os níveis de glicose plasmática ao acaso não devem ser maiores do que 200 mg/dL. Um nível de glicose plasmática duas horas pós-prandial (após uma refeição ou após uma carga de glicose) entre 140 e 199 mg/dL define uma condição conhecida como tolerância diminuída à glicose. Um nível acima de 200 mg/dL define diabetes mellitus. A determinação da glicose é útil no estabelecimento do diagnóstico e monitoração terapêutica do diabetes mellitus, na avaliação de distúrbios do metabolismo de carboidratos, no diagnóstico diferencial das acidoses metabólicas, desidratações, hipoglicemias e na avaliação da secreção inapropriada de insulina.
2.0 OBJETIVO
O objetivo desta prática foi determinar a glicemia de jejum e pós-jejum em um acadêmico voluntário.
3.0 MATERIAIS E MÉTODOS
Primeiramente realizou-se a coleta de amostra sanguínea de um voluntário em jejum. A amostra foi submetida à centrifugação para que houvesse a separação do soro. Foram selecionados 5 tubos de ensaio, sendo 3 para o teste (contendo 0,010 mL de amostra e 1,0 mL de reagente), 1 para o Branco (contendo apenas 1,0 mL do reagente) e 1 para o Padrão (contendo 0,010 mL de padrão de 1,0 mL de reagente). Estes tubos foram incubados por 10 minutos à 37oC.
Observa-se um aumento considerável no nível glicêmico de jejum, quando comparado a um após alimentação. O que já se esperava, já que após alimentações ricas em carboidratos, os níveis glicêmicos aumentam, já que, em indivíduos normais, as moléculas de glicose circulam até que sejam capturadas pela insulina e enviadas para células corporais.
5.0 CONCLUSÃO
Considerando-se uma faixa de segurança, em jejum, entre 60 e 100 mg/dL, concluímos que o paciente o qual cedeu a amostra está com um nível glicêmico normal. Além disso, verifica-se que após a alimentação houve um aumento no nível glicêmico de 81, 93 mg/ dL para 91,95 mg/dL, o que também é considerado normal.
BUSH, B.M. Nutrientes e Metabólitos. In:Interpretação de Resultados Laboratoriais para Clínicos de Pequenos Animais. São Paulo: Editora Roca, 2004.
CORDOVA, C. M. M; VALLE, J. P; YAMANAKA, C. N; CORDOVA, M. M. Determinação das glicemias capilar e venosa com glicosímetro versus dosagem laboratorial da glicose plasmática. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, 2009.
LIMA, W. A; GLANER, M. F. Principais fatores de risco relacionados às doenças cardiovasculares. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, 2006.
PICA, C. Q; MENEZES, J. R; ALBERTAZZI, J. A; CAMIÑA, R. M. Avaliação comparativa de glicosímetros portáteis através de curva glicêmica induzida. In: Congresso Brasileiro de Metrologia, 3, 2003, Recife: Sociedade Brasileira de Metrologia, 1-7.
SMITH, C; D. MARKS, A; LIEBERMAN, M. Bioquímica médica básica de Marks. Porto Alegre: Artmed, 2007.