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Guias e Dicas
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Relatório Líquidos e Sólidos, Provas de Automação

Relatório Líquidos e Sólidos

Tipologia: Provas

2016

Compartilhado em 15/05/2016

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deny-peres-4 🇧🇷

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TRABALHO
LÍQUIDOS E SÓLIDOS FORÇAS INTERMOLECULARES
ESTRUTURA DE LÍQUIDOS ESTRUTURA DE SÓLIDOS
Engenharia de Controle e Automação
Turma: P3NB
Professora: Sílvia Flores
Deny Luis Veloso Peres 1310201
Elton da Cunha Guimarães 1310246
Redivaldo Gonçalves Leite 1310761
Suany dos Santos Chagas 1310843
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TRABALHO

LÍQUIDOS E SÓLIDOS FORÇAS INTERMOLECULARES

ESTRUTURA DE LÍQUIDOS ESTRUTURA DE SÓLIDOS

Engenharia de Controle e Automação

Turma: P3NB

Professora: Sílvia Flores

Deny Luis Veloso Peres 1310201

Elton da Cunha Guimarães 1310246

Redivaldo Gonçalves Leite 1310761

Suany dos Santos Chagas 1310843

BELÉM-PA

1. Introdução:

A maioria das substâncias que abordaremos são moleculares. Na realidade, virtualmente todas as substâncias líquidas à temperatura ambiente são moleculares. As forças nas moléculas que originam as ligações covalentes influenciam a forma espacial molecular, as energias de ligação e muitos aspectos do comportamento químico. Entretanto, as propriedades físicas de líquidos e sólidos moleculares são relativas em grande parte às forças intermoleculares, as forças que existem entre as moléculas

Moléculas se atraemlíquido (atração = força forçaspropriedadesexplicam as diferenças entre os materiais.

2. Comparação entre líquidos e sólidos

Por meio do entendimento da natureza e da intensidade das forças intermoleculares, podemos começar a relacionar a composição e a estrutura das moléculas às respectivas propriedades físicas.

3. Forças intermoleculares.

A fase condensada

  • As forças que agem entre as moléculas são responsáveis pela existência de diferentes “fases” da matéria. Uma fase é uma forma da matéria que é uniforme em composição química e estado físico.
  • Envolve os três estados físicos (gasoso, líquido e sólido) água / carbono (sólido – diamante e grafite)
  • Fase condensada significa simplesmente uma fase sólida ou líquida.
  • Em fases condensadas as moléculas estão muito próximas umas às outras todo o tempo, e forças intermoleculares são muito importantes.

A ligação covalente que mantém uma molécula unida é uma força intramolecular.

A atração entre moléculas é uma força intermolecular.

Forças intermoleculares são muito mais fracas do que as forças intramoleculares (por exemplo, 16 kJ mol-1 versus 431 kJ mol-1 para o HCl).

Quando uma substância funde ou entra em ebulição, forças intermoleculares são quebradas (não as ligações covalentes).

3.1 Forças íon-dipolo

•A interação entre um íon e um dipolo (por exemplo, água).

•A mais forte de todas as forças intermoleculares.

•A ligação de moléculas de água a íons é chamada hidratação.

  • Como a hidratação vem da interação entre o íon e as cargas parciais na molécula polar de água, trata-se de um tipo de interação íon-dipolo.
  • Esta interação é característica de íons dissolvidos em solventes polares, tais como água e amônia líquida.
  • “Interações íon-dipolo são fortes para íons pequenos altamente carregados; uma conseqüência é que cátions pequenos, altamente carregados, estão freqüentemente hidratados em compostos.”

3.2 Forças dipolo-dipolo

•As forças dipolo-dipolo existem entre moléculas polares neutras.

•As moléculas polares necessitam ficar muito unidas.

•Mais fracas do que as forças íon-dipolo.

•Há uma mistura de forças dipolo-dipolo atrativas e repulsivas quando as moléculas se viram.

•Se duas moléculas têm aproximadamente a mesma massa e o mesmo tamanho, as forças dipolo-dipolo aumentam com o aumento da polaridade.

  • A partir de experimentos: os pontos de ebulição de compostos com ligações H-F, H-O e H-N são anomalamente altos.
  • Forças intermoleculares são anomalamente fortes.

A ligação de H necessita do H ligado a um elemento eletronegativo (mais importante para compostos de F, O e N).

–Os elétrons na H-X (X = elemento eletronegativo) encontram-se muito mais próximos do X do que do H.

–O H tem apenas um elétron, dessa forma, na ligação H-X, o H + apresenta um próton quase descoberto.

–Consequentemente, as ligações de H são fortes.

As ligações de hidrogênio são responsáveis pela:

–Flutuação do gelo

  • Os sólidos são normalmente mais unidos do que os líquidos;
  • Portanto, os sólidos são mais densos do que os líquidos.
  • O gelo é ordenado com uma estrutura aberta para otimizar a ligação H.
  • Consequentemente, o gelo é menos denso do que a água.
  • Na água, o comprimento da ligação H-O é 1,0 Å.
  • O comprimento da ligação de hidrogênio O…H é 1,8 Å.
  • O gelo tem águas ordenadas em um hexágono regular aberto.
  • Cada + H aponta no sentido de um par solitário no O.

Ligação de hidrogênio

4. Estruturas dos líquidos

A ordem dos líquidos

Fase gasosa movimenta-se quase que totalmente livre, forças intermoleculares são mínimas, movimento altamente desordenada.

Fase sólida uma moléculas não pode movimentar-se livremente de sua posição, só oscila em torno de uma localização média.

Fase líquida fica entre os extremos das fases gasosa e sólida moléculas móveis, mas não podem escapar uma das outras completamente.

Algumas propriedades dos líquidos

4.1 Viscosidade

•Viscosidade é a resistência de um líquido em fluir.

•Um líquido flui através do deslizamento das moléculas sobre outras.

•Quanto mais fortes são as forças intermoleculares, maior é a viscosidade.

4.2 Tensão superficial

•As moléculas volumosas (aquelas no líquido) são igualmente atraídas pelas suas vizinhas.

As forças de London também podem ser fortes o suficiente para causar alta viscosidade, as cadeias longas de hidrocarbonetos oleosos e gorduras são emaranhados como espaguete cozido, e por causa das forças de London, as moléculas se movimentam entre si com dificuldade.

As ligações de hidrogênio, são as mais fortes (força intermolecular) água é mais viscosa que o benzeno, pois as moléculas de benzeno escorregam entre si e na água as ligações de hidrogênio precisam ser quebradas.

Tensão Superficial

5. Estruturas dos sólidos

Quando a temperatura é tão baixa que as moléculas, no líquido, se movimentam muito lentamente de forma a superar as forças intermoleculares, este tende a se solidificar. A natureza do sólido depende do tipo de forças que mantém os átomos, íons ou moléculas juntos.

5.1 Sólidos Cristalinos.

Arranjo definido e bem ordenado de moléculas, átomos ou íons.

•Os cristais têm uma estrutura ordenada, que se repete.

•A menor unidade que se repete em um cristal é uma célula unitária.

•A célula unitária é a menor unidade com toda a simetria de um cristal inteiro.

•Uma pilha tridimensional de células unitárias é a rede cristalina.

Os sólidos cristalinos tem tipicamente superfícies planas bem definidas, chamadas de faces do cristal, que fazem ângulos definidos umas com as outras. Essas faces são formadas por camadas ordenadas de átomos. Sólidos amorfos não têm faces bem-definidas a menos que tenham sido cortados ou molhados.

  • O arranjo de átomos, íons e moléculas dentro de um cristal é determinado por difração de Raios –X.

Célula unitária

5.2 Classificação dos sólidos cristalinos

A classificação dos sólidos cristalinos é feita em função da ligação que mantém seus átomos, íons ou moléculas unidas.

  • Sólidos metálicos também chamados simplesmente metais, consistem de cátions mantidos unidos por um mar de elétrons.
  • Sólidos iônicos são construídos pela atração mútua de cátions a ânions.

•Sólidos reticulares consistem de átomos ligados aos seus vizinhos covalentemente através da extensão do sólido.

  • Sólidos moleculares são conjuntos de moléculas discretas mantidas por forças intermoleculares.

5.3 Estruturas dos sólidos

Células unitárias Três tipos comuns de células unitárias.

–Cúbica primitiva, átomos nas extremidades de um cubo simples, cada átomo é compartilhado por oito células unitárias.

–Cúbica de corpo centrado (ccc), átomos nos vértices de um cubo mais um no centro do corpo do cubo. Os átomos das extremidades são compartilhados por oito células unitárias, e o átomo central está completamente incluso em uma célula unitária.

–Cúbica de face centrada (cfc), átomos nas extremidades de um cubo mais um átomo no centro de cada face do cubo. os átomos das extremidades são compartilhados por oito células unitárias, e os átomos das faces são compartilhados por duas células unitárias.

Células unitárias

Células unitárias

5.4 Empacotamento denso de esferas

•Os sólidos têm forças intermoleculares máximas.

•As moléculas podem ser modeladas por esferas.

•Os átomos e íons são esferas.

•Os cristais moleculares são formados através de empacotamento denso de moléculas.

•Racionalizamos a força intermolecular máxima em um cristal através do empacotamento denso de esferas.

•Quando as esferas são empacotadas da maneira mais densa possível, há pequenos espaços entre as esferas adjacentes.

Os cátions em um metal estão ligados por sua interação com o mar formados pelos elétrons que eles perderam.

Modelo cátions esferas que se ”empilham” de modo a formar uma estrutura com a mínima perda de espaço. Estrutura de empacotamento compacto.

Os cátions em um metal estão ligados por sua interação com o mar formados pelos elétrons que eles perderam.

Modelo cátions esferas que se ”empilham” de modo a formar uma estrutura com a mínima perda de espaço. Estrutura de empacotamento compacto.

Estrutura Hexagonal Compacta - HC

Exemplos: Zn e Mg

•Estrutura Cúbica de Face Centrada – CFC (empacotamento compacto)

Exemplos: Al, Cu, Ag, Au

Estruturas que não tem empacotamento compacto

•Estrutura Cúbica de Corpo Centrado – CCC

Exemplos: Fe, Na e K

•Estrutura Cúbica Primitiva

Exemplo : Po

5.6.1 Sólidos Metálicos – Propriedades

A fragilidade dos metais pode ser explicada em termos da estrutura de empacotamento.

  • As faces dos cubos que se formam nas estruturas CFC estendem-se através do cristal São chamados planos lisos e sob pressão podem escorregar ou deslizar uns sobre os outros. Logo, metais com esta estrutura (CFC) são maleáveis e podem ser dobrados, achatados ou moldados a marteladas. Ex: cobre.
  • A estrutura hexagonal não possui este plano liso, com o zinco e cádmio, então tendem a ser quebradiços.

Brilho é devido à mobilidade dos elétrons

Quando a luz atinge a superfície do metal, a radiação “empurra” os elétrons móveis para à frente e para trás elétrons oscilantes liberam luz de mesma frequência (luz vermelha refletida por uma superfície metálica é vermelha, luz azul é refletida como azul) – espelho.

•A ligação metálica é relativamente forte como consequência à maioria dos metais possuem alto ponto de fusão e são utilizados como materiais resistentes, elásticos e fortes.

Mobilidade dos elétrons também explica a maleabilidade e ductibilidade dos metais. Modelo (cátions num mar de elétrons). Com um pequeno esforço os cátions são empurrados passando pelos seus vizinhos e rapidamente os elétrons se ajustam a essa nova posição.

  • “O brilho, a maleabilidade e a ductibilidade em um metal são explicados pela mobilidade dos elétrons de valência.”

5.6.2 Sólidos Metálicos – Características.

Metais sob pressão com estrutura CCC podem fornecer estruturas compactas HC ou CFC.

•Os buracos nos retículos são muito importantes, pois podem ser preenchidos com átomos menores para formar ligas.

•Se uma depressão entre três átomos for ocupada por outro átomo forma-se um buraco tetraédrico. *fig. 5.28) Existe 4 átomos nos vértices de um tetraedro regular.

Existem 2 buracos tetraédricos por átomo, em um retículo de empacotamento compacto.

•Quando uma depressão em uma camada coincide com uma depressão na próxima camada buraco octaédrico. 6 átomos nos vértices de um octaédrico regular.

•Existe um buraco octaédrico para cada átomo em um retículo.

  • Buracos são formados em camadas adjacentes camadas vizinhas são iguais em HC e CFC números de buracos são iguais.

Quando uma depressão em uma camada coincide com uma depressão na próxima camada buraco octaédrico. 6 átomos nos vértices de um octaédrico regular.

•Existe um buraco octaédrico para cada átomo em um retículo.

  • Buracos são formados em camadas adjacentes camadas vizinhas são iguais em HC e CFC números de buracos são iguais.

Existem dois tipos de solução liga de:

–Ligas substitucionais (os átomos do soluto tomam as posições do solvente);

–Ligas intersticiais (o soluto ocupa sítios intersticiais na rede metálica).

As ligas substitucional:

–os átomos devem ter raios atômicos semelhantes, não devem diferir mais que 15%

–Com esta diferença, ocorre uma pequena distorção na rede ou retículo, o que dificulta o fluxo de elétrons. Com isto é mais difícil um plano deslizar sobre o outro. Esta liga possui condutividade térmica e elétrica mais baixa que o elemento puro, porém é mais forte e dura.

–Elementos do bloco d apresentam raios similares, logo se faz uso de um grande número de ligas, pois um tipo de átomo pode ser substituído por outro sem que a estrutura sofra uma mudança significativa na rede cristalina (distorção mínima). Ex: ligas de zinco e cobre (raios parecidos)

As ligas intersticiais:

–um elemento deve ter um raio significativamente menor do que o outro (para que caiba no sítio intersticial), por exemplo, um não-metal.

–Para formar uma liga intersticial, o raio atômico do soluto deve ser menor que 60% do raio atômico do elemento hospedeiro. Este elemento intersticial também interfere na condutividade elétrica, e torna a liga mais dura e forte que o metal hospedeiro. A liga é bem mais forte do que o metal puro (ligação fortalecida entre não-metal e metal).

–Exemplo: aço (contém até 2% de carbono).

As ligas intersiciais:

•Algumas ligas são mais macias que os metais que a compõe átomos grandes (Bi) ajudam a desestabilizar a rede, logo amacia o metal e abaixa o ponto de fusão.

  • Ex: ligas de bismuto, estanho e chumbo são usadas em sistemas de extintor de incêndio com o calor a liga derrete e então ativa os borrifadores.

“Ligas de metais tendem a ser duras e ter menor condutividade elétrica que o metal puro. Em ligas substitucionais, átomos de um metal do soluto tomam o lugar de alguns átomos de um metal de raio atômico semelhantes. Em ligas intersticiais, átomos do elemento soluto entram nos interstícios do retículo formado por átomos do metal com raio atômico grande.”

7. Conclusão:

Conclui-se que as forças intermoleculares entre moléculas neutras dependem das respectivas polaridades moleculares, tamanho e forma espacial. Que a viscosidade, uma medida da resistência do fluxo, e a tensão superficial, uma medida da resistência de um líquido em aumentar sua área superficial, são propriedades características dos líquidos.

E que as variações de entalpia que acompanham as mudanças de fase, as transições de fase entre os estados gasoso, líquido e sólido. Observou-se que sólidos podem ser caracterizados de acordo tanto com o tipo de unidade que o constitui quanto com as forças entre as unidades.

8. Referências Bibliográficas:

Brown, LeMay Bursten (2005) Química a Ciência Central, Pearson Prentice Hall, 9ª Edição Cap: 11 Forças Intermoleculares Líquidos e Sólidos pg.375 a 400.

Brown, LeMay Bursten, Química a Ciência Central, Forças Intermoleculares Líquidos e Sólidos Disponível em: https://danieleluna.files.wordpress.com/2010/09/cap11.pdf Acesso em -02 de junho de 2015.

MORRISON, Robert T.; BOYD, Robert N. (1996), Química Orgânica, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 13ª edição, pg.30, 31.