



Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Relatorio sobre Multimetro analogico e digital
Tipologia: Trabalhos
1 / 5
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!




Gustavo Gramuglia Fávero Mathias Thelen Maurício Kesrwani Rodrigo Queiroz Lara Núcleo de Física – Universidade Tecnológica Federal do Paraná Av. Brasil, 4232, Independência, Medineira, Paraná e-mail: [email protected] Resumo. O Multímetro permite medições de diferentes grandezas elétricas, assumindo funções como Ohmímetro, Voltímetro e Amperímetro. Foram realizadas três mensurações: a resistência de cada resistor comparando com sua resistência nominal (código de cores – valor tabelado), a diferença de potencial e a intensidade de corrente elétrica. Ambas as medições foram realizadas em escalas diferentes levando em consideração o erro do aparelho. Palavras chave: Multímetro. Medição. Ohmímetro. Voltímetro. Amperímetro. Introdução O multímetro pode ser utilizado como (1) Ohmímetro: para media a resistência de um resistor, (2) Voltímetro: para medir a diferença de potencial entre dois pontos de um circuito elétrico e (3) Amperímetro: para medir a intensidade de corrente elétrica em um trecho do circuito. Ele pode ser classificado como analógico ou digital. O multímetro analógico possui diversas escalas em seu painel frontal e tem como elemento básico o galvanômetro de bobina móvel que funciona através de forças magnéticas sobre espiras de corrente. O multímetro digital mostra, em um display, o valor medido com ou sem as casas decimais dependendo de sua precisão. Ele não possui bobina móvel. Antes de se efetuar qualquer medição, deve- se ajustar o seletor de funções na função correta, isto é, na grandeza a ser medida e a escala no valor superior ao ponto observado. Quando não se tem ideia do valor a ser medido, inicia-se pela escala de maior valor diminuindo-a até um valor ideal. Quando há necessidade de mudar de escala ou função, o multímetro deve ser desconectado do circuito evitando, assim, um possível dano ao aparelho. Para a medição de tensão elétrica as pontas de prova do instrumento devem ser conectadas aos pontos a serem medidos, ou seja, em paralelo, conforme a Fig. 1. Quando se deseja medir a corrente elétrica, o circuito deve ser interrompido e o instrumento inserido junto a ele, para que o fluxo de elétrons passe também pelo instrumento e este possa informar o valor da corrente. Logo, o multímetro deve ser ligado em série com o circuito, de acordo com a Fig. 1. Já para a mensuração de resistência elétrica, o resistor deve estar desconectado do circuito, como mostra a Fig. 2, pois o circuito apresenta certa resistência e o valor lido no multímetro não seria verdadeiro. Figura 1: Amperímetro em série e voltímetro em paralelo. Figura 2: Medição de uma resistência de 100 Ω. Existem elementos básicos em um circuito elétrico, como: fontes, fios condutores, chaves, resistores, capacitores, entre outros. A fonte de alimentação fornece baixas tensões em corrente contínua (CC) devido a dois componentes presentes no seu interior: o retificador e o transformador. O retificador transforma a corrente alternada (CA) em
corrente contínua (CC) e o transformador converte a voltagem da rede para, no máximo, 30 Volts. A Fig. 3 mostra o esquema de um circuito elétrico em série. Os componentes (a) e (b) representam a fonte de alimentação e um resistor, respectivamente, e a seta representa a direção da corrente i. Figura 3: Circuito em série com um resistor. Em uma associação em série as resistências são interligadas de forma que exista apenas um caminho para a circulação da corrente elétrica entre os terminais, dessa forma a corrente será a mesma para qualquer que seja o número de resistores. Já na associação em paralelo, a corrente elétrica possui mais de um caminho a ser circulado, então cada resistor irá possuir um valor de corrente diferente. Esta atividade experimental tem por objetivo medir, com uma escala adequada, a resistência elétrica, a intensidade de corrente e a diferença de potencial, de um circuito em série. Procedimento Experimental 1ª Parte: Uso do Ohmímetro. 1 – De acordo com a Tabela 1, anotou-se na Tabela 2 os valores da resistência nominal de cada resistor; Figura 4: Legenda do códigos de cores de um resistor. Tabela 1 : Código de cores de um resistor 2 – Utilizando o multímetro, mediu-se a resistência de cada resistor e o valor observado foi anotado na Tabela 2. Tabela 2: Medidas de resistência utilizando o ohmímetro. 2ª Parte: Uso do voltímetro. 3 – Utilizando o R 1 e o R 2 anotou-se os valores de suas resistências na Tabela 3. Após ligar os resistores em série, foi medido e anotado o valor da resistência equivalente (Req). 4 – Montou-se o circuito conforme a Fig. 5; 5 – A fonte de tensão foi ligada e ajustada para fornecer 10V; 6 – Com o multímetro em paralelo, mediu-se a diferença de potencial de cada resistor e anotou-se os valores na Tabela 3, considerando os possíveis erros. Tabela 3: Medidas de tensão utilizando o voltímetro. Figura 5: Resistores ligados em série. 3ª Parte: Uso do Amper. 11 – Utilizando a função amperímetro, na escala de mili-ampère, em uma de suas faixas mais altas.
δ (^) r =
δ (^) r =
δ (^) r =
δ (^) r =
δ (^) r =
Para (^) 100,1 Ω , o valor mais preciso foi 0,48 V na escala^ ( 0 — 20 ) V , pois apresentou o menor desvio percentual. Para 1,97 k Ω , o valor mais preciso foi 9,50 V na escala ( 0 — 20 ) V , pois apresentou o menor desvio percentual. Para (^) 2070,1 Ω , o valor mais preciso foi 9,98 V na escala^ ( 0 — 20 ) V , pois apresentou o menor desvio percentual. 3) Dos dados da Tabela 4, qual a melhor faixa para a leitura da corrente elétrica? Justifique. Resposta: Ponto A (^) ( 0 — 20 ) mA : δ (^) r =
(^) ( 0 — 200 ) mA : δ (^) r =
(^) ( 0 — 2000 ) mA : δ (^) r =
Ponto B (^) ( 0 — 20 ) mA : δ (^) r =
(^) ( 0 — 200 ) mA : δ (^) r =
(^) ( 0 — 2000 ) mA : δ (^) r =
Ponto C (^) ( 0 — 20 ) mA : δ (^) r =
(^) ( 0 — 200 ) mA : δ (^) r =
(^) ( 0 — 2000 ) mA : δ (^) r =
Para o ponto A, a melhor faixa de leitura foi 4,79 mA na escala ( 0 — 20 ) mA , pois apresentou o menor desvio percentual. Para o ponto B, a melhor faixa de leitura foi (^) 4,79 mA na escala (^) ( 0 — 20 ) mA , pois apresentou o menor desvio percentual. Para o ponto C, a melhor faixa de leitura foi (^) 4,79 mA na escala (^) ( 0 — 20 ) mA , pois apresentou o menor desvio percentual. 4) O que você observou em relação tensão e corrente no circuito utilizado? Resposta: O circuito utilizado foi em série. Da Tabela 3, pode-se observar que as tensões elétricas medidas em R1 e R2 foram diferentes e que se somarmos R1 com R2 resultará em uma resistência equivalente (Req) a qual sua diferença de potencial é igual à soma das tensões de R1 e R2, isto é, a tensão total fornecida pela fonte. Da Tabela 4, notou-se que os valores de corrente elétrica foram iguais em todos os pontos. Como a intensidade de corrente é constante, pode-se concluir que a tensão total se divide diretamente em relação ao valor da resistência e que Req = R1 + R2 + ... + Rn é válido. Demonstrado algebricamente abaixo: Sabe-se que: V (^) Total = I ∙ Req ( 1 ) e V (^) Total = V (^) 1 + V (^) 2 + … + V (^) n ( 2 ) Em (2):
V (^) Total = I ∙ R 1 + I ∙ R 2 + … + I ∙ Rn
De (1) e (3), segue que: Req = R 1 + R 2 + … + Rn Conclusão O experimento constou na utilização do multímetro para as funções de ohmímetro nas medidas de resistência, de voltímetro nas medidas de diferença de potencial e de amper nas medidas de corrente. Analisando o desvio percentual de cada medida, obteve-se o melhor valor obtido para cada resistor, o valor mais preciso para as quedas de tensões em cada resistor e a melhor faixa para a leitura da corrente elétrica. Observando a relação tensão e corrente no circuito utilizado conclui-se que a tensão total se divide diretamente em relação ao valor da resistência e a corrente é constante. Referências [1] SENAI, Eletricidade Geral – Vol 1; [2] Halliday, 8ª ed, Vol 3, capitulo 28.