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relatório norm, Provas de Cultura

Relatório de estágio surpervisionado

Tipologia: Provas

2017

Compartilhado em 29/11/2017

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laiza-goncalves-11 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA - UFPB
CENTRO DE CIENCIAS AGRARIAS E SOCIAIS - CCHSA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA ANIMAL - DCA
BACHARELADO EM AGROINDÚSTRIA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II: CAPRINOCULTURA
BANANEIRAS PB
2017
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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA - UFPB

CENTRO DE CIENCIAS AGRARIAS E SOCIAIS - CCHSA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA ANIMAL - DCA

BACHARELADO EM AGROINDÚSTRIA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II: CAPRINOCULTURA

BANANEIRAS PB

LAÍZA SOLIELY COSTA GONÇALVES

ESTÁGIO SUPERVISIONADO II: CAPRINOCULTURA

Bananeiras PB 2017

Relatório Final de Estágio ao professor Dr. Roberto Germano Costa, orientador da disciplina de Estágio Supervisionado II, do curso de Bacharelado em Agroindústria em cumprimento às exigências para obtenção da nota referente ao estágio do período letivo 2016.2.

INTRODUÇÃO

A caprinocultura vem aproximadamente de dez mil anos atrás, pela domesticação do homem, em quer resultou da cabra produzir alimento. Segundo Ribeiro (1998) os caprinos são do início da humanidade, onde foram relatados na bíblia, atestado em relatos históricos. Sua origem se deu início na Ásia Central, porém foi levada para diversas regiões da Europa. A cabra ( Capra hircus) é um animal importante tanto para estudos como para criação, pois é extremamente adaptável a diferentes ambientes, ela é uma espécie rústica, versátil e de fácil manejo, qualidades estas que fizeram técnicos e produtores a considerar uma oportunidade de promover o desenvolvimento rural sustentável, além de ser uma atividade pecuarista de fixação do homem no campo. No Brasil sua maior concentração está no nordeste com o maior rebanho de caprinos. São raças leiteiras como a Saanen e Pardo Alpina ambas consideradas as maiores produtoras de leite, podendo chegar até 2,5 kg de leite ao dia, essas raças são as usadas no Laboratório da Caprinocultura da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), no CCHSA (Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias). É o setor que possui uma série de atividades que irá ser abordado sobre o manejo com esses caprinos, a prática de manejo foi orientada junto a disciplina de estágio supervisionado II, através do acompanhamento dessas atividades (manejo geral) com caprinos, trazendo conhecimento da teoria para a prática, aprofundando os conhecimentos dos alunos envolvidos, durante o período que se deu início em Março de 2017 à Junho de 2017 com encontros todas as terças- feiras, que teve como o objetivo de envolver os discentes nas práticas de manejo, voltando para área de conhecimento, entendendo como são as instalações e de como são feitos os manejos desde da reprodução, as crias, manejo com cabras em experimento, manejo com alimentação, e a ordenha.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

1.1 Aspectos do estágio No laboratório de caprinocultura da UFPB do centro, são criados caprinos em confinamento, sistema semi-intensivo, em quer são separados machos e fêmeas, além de existir os apriscos e baías para confinamento dos cabritos, matrizes e reprodutores de reposição. As principais raças usadas no laboratório e que manejamos são as raças leiteiras: Saanen e Pardo Alpina, porém existe a raça de ovinocultura (75 cabeças), a Santa Inês. Entretanto nossa prática consistiu no manejo com a raça Saanen, Figura 1, por ser a raça utilizada no experimento “Utilização de glicerina bi-destilada na dieta de caprinos leiteiros”. O programa de manejo é o que garante a qualidade do leite e da vida dos animais envolvidos, já que o objetivo do laboratório é a produção do leite e de cabritos.

Figura 1: Cabras da raça Saanen do Laboratório de Caprinocultura da UFPB do CCHSA

Fonte: Crédito Laíza Soliely, 2017.

Figura 3: Apriscos de cabras em lactação

Fonte: Crédito Nadson Líbio

Figura 4 : Aprisco para as demais cabras do laboratório de caprinocultura

Fonte: Crédito Nadson Líbio

O laboratório conta ainda com o aprisco cabriteiro, em quer ficam alojados filhotes com 10 dias de vida, permanecendo até 60 dias, seguindo para o aprisco de separação, o aprisco para experimento, além de três grandes currais e por fim e mais afastado as baias de reprodutores, ambos contém comedouros e bebedouros, os bebedouros mais comuns são o conforme a imagem da Figura 5 , feitos de canos PVC e são disponíveis em quase toda área de confinamento desses animais.

Figura 5 : Bebedouros usados no Laboratório feitos de PVC

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017).

1.1.2 Manejo de controle zootécnico O primeiro passo após o nascimento de um caprino é a sua identificação zootécnica, com a aplicação de brincos, amarras entre outros, que serve para a identificação do animal, quanto ao seu dia e ano de nascimento e lote (GUIMARÃES, 2009), na nossa ocasião a identificação é através de amarras com placas metálicas com essas informações, além de vacinações, casqueamento, descorna, são feitas para ter controle sobre o rebanho. A identificação de idade de um animal é feita pela arcaria dentária, conforme Figura

Figura 6: Identificação da idade pela arcaria dentária

Fonte: (GUIMARÃES, 2009)

Figura 8: Cruzamento de monta controlada entre caprinos da raça Saanen

Fonte: Crédito Breno Marinho

Figura 9: exemplo da formar utilizada da inseminação artificial em caprinos

Fonte: (GUIMARÃES, 2009)

1.3 Manejo das crias Após o nascimento do cabrito é necessário estimula-lo a mamar o colostro, o manejo com cabrito é o mais delicado, inicialmente com o corte e cura do umbigo, marcação de identificação, após algumas semanas a descorna, seleção de lotes por idade. No laboratório após 10 dias do nascimentos os cabritos são levados e colocados no aprisco berçário (cabriteiro), onde ficam juntos a outros cabritos de mesma idade e recebem cerca de 250 ml de leite em mamadeiras duas vezes ao dia, Figura 11, além de ser ofertado o volumoso, que serve para estimular o desenvolvimento do rúmen desses filhotes. Ao chegar a idade de 60 dias são separados por sexo e levados para o aprisco para ser destinado a reposição ou de descarte (venda).

Figura 10: Reprodutor Saanen do Laboratório, "Leonardo"

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)

Figura 12 : Cabra sendo ordenhada manualmente

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017).

Após a chegada desses animais na sala de ordenha, os ordenadores, que são funcionários e alunos estagiários e voluntário do centro, devem lavar bem as mãos, não utilizar acessórios (relógio, brinco, colar, etc.), cabelo preso, saudável e com unhas cortados. O início se dá na pré-ordenha com a lavagem dos tetos em água corrente e a sua imersão em solução iodada (Pré-dipping) para a higienização em seguida à secagem com papel toalha. Para ocorrer o ato necessita seguir a linha de ordenha de cabras saudáveis à não saudável quanto a existência de mastite, que é uma inflamação da glândula mamária ocasionada por microrganismo que surgem pela falta de higiene e até mesmo pelos resíduos de leite no úbere, é uma doença que pode levar a morte do animal (RIBEIRO, 1998), logo a adoção dessa linha de ordenha no setor seguiu primeiro as cabras do experimento e logo após as demais cabras, seguindo a ordem em ambos lotes, de primeiro cabras primíparas, ou seja primeira cria, e cabras sadias, que não possuem mastite detectada, segundo cabras que já tiveram mastite e por último as cabras que já diagnosticadas pela mastite, conforme Figura 13 (SOUZA, ALVES, BENEVIDES, & OLIVEIRA, 2014). O diagnóstico da mastite clinica é feita após a lavagem do tetos com os três primeiro jatos de cada teto ao serem ejetados numa caneca de fundo preto, caso haja a presença de grumos, pus ou sangue no leite, se confirma a mastite clínica, o outro teste feito é o da mastite subclínica CMT ( Califórnia Mastitis Test ) Silva et al. (2015) aponta que o

CMT é o teste de comprovação caso exista dúvida ao teste da caneca, nesse teste os jatos de leite são recolhido numa raquete e adicionada uma solução de iodo, e verificado a gelatinização do leite.

Figura 13: Linha de ordenha de cabras de acordo com grau de mastite

Fonte: (SOUZA, ALVES, BENEVIDES, & OLIVEIRA, 2014)

O leite ordenhado é filtrado em uma tela ou pano, para acumular, caso haja, resíduos e sujidades, e armazenados em baldes fechados e levado para refrigeradores, e o leite de cabras com mastite é destinado a alimentação de cabritos a cada fim de ordenha, já que é descartado para consumo humano. Ao fim da ordenha os tetos são mergulhados em solução de glicerina iodada (Pós- dipping), segundo os autores Silva, Diniz, & Rosado (2015) essa imersão serve para auxiliar no fechamento do canal do teto, evitando as inflamações da mastite e infecções. Logo após a saída do último lote de cabras, se inicia a limpeza da sala de ordenha e lavagem dos utensílios usados com água corrente e detergente neutro.

1.5 Manejo alimentar A alimentação dos animais é dividida por duas partes, a volumosa e a concentrada. Após a ordenha ás 06:00 horas da manhã é fornecido aos animais o capim triturado e em seguida adiciona-se a ração concentrada sobre o capim para todos os animais, para as cabras em lactação a quantidade de concentrado ofertado é maior, numa proporção de 0,5 kg por animal, conforme Figura 14, que mostra o funcionário ofertando essa ração as cabras lactantes.

PRIMEIRO CABRAS

CABRAS SADIASPRIMIPARAS E^ SEGUNDO QUE JÁ TIVERAM^ CABRAS SADIASMASTITE;

TERCEIRO CABRAS

DIAGNOSTICADASCOM A MASTITE

Figura 15: Cabras do experimento do mestrado em confinamento

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)

Figura 16: Cronograma seguido no experimento

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)

A alimentação das cabras envolvidas no experimento foi a base de Milho, farelo de soja, Feno tifton, Glicerina, Ureia, suplemento mineral, calcário calcitico, porém essa ração foi dividida por tratamentos, a quantidade de milho, glicerina e uréia variavam de acordo com o tipo de tratamento, a Figura 17 mostra a mistura do milho com a glicerina e a Tabela 1, a quantidade usada a cada tipo de dieta para grupos de 4 animais, sendo medida pelo tipo de dieta recebida calculada pela sobras deixadas do dia anterior e o seu peso.

Figura 17: Mistura da ração concentrada Dieta 12%

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)

Tabela 1: quantidade de ração de acordo com o tipo de tratamento em proporção para 100 Kg

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017).

Figura 20: anotação das sobras de água e ração das cabras do experimento

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)

Figura 21: Produção de leite da ordenha matinal das cabras do experimento

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)

1.6.1.1 Coletas As coletas ocorreram a cada final de período, para análises de como cada cabra reagiu ao tipo da alimentação. Foram feitas coletas do leite, Figura 22, além da coleta das fezes, Figura 23, e pôr fim a coleta do líquido ruminal, conforme Figura 24.

Figura 22: Leite coletado de cabras envolvidas no experimento

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)

Figura 23: Coleta de fezes

Fonte: Crédito Laíza Soliely (2017)