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Relatório vazão - final, Provas de Engenharia Ambiental

Relatório técnico sobre técnicas de medição de vazão utilizadas em laboratório

Tipologia: Provas

2013
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Compartilhado em 15/02/2013

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AMBIENTAL
HIDRÁULICA II
TÉCNICAS DE ESTIMATIVA DE VAZÃO EM
CANAIS ABERTOS
Acadêmico:
Jullyana Aramaqui
Professor: Dr. Fábio Veríssimo Gonçalves
Campo Grande
Janeiro/2012
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AMBIENTAL

HIDRÁULICA II

TÉCNICAS DE ESTIMATIVA DE VAZÃO EM

CANAIS ABERTOS

Acadêmico: Jullyana Aramaqui

Professor : Dr. Fábio Veríssimo Gonçalves

Campo Grande Janeiro/

SUMÁRIO

    1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................................
    1. OBJETIVO
    1. MATERIAIS E MÉTODOS
    • 3.1. Método do Flutuador
    • 3.2. Método do Vertedor
    • 3.3. Método do Molinete
    • 3.4. Método da Caixa Calibrada........................................................................................
    • 3.5. Método Analítico – Equação de Manning
    1. RESULTADOS E DISCUSSÃO
    1. CONCLUSÃO
  • Figura 1 - Flutuador Hidrométrico LISTA DE FIGURAS
  • Figura 2 – Vertedores
  • Figura 3 - Molinete Hidrométrico
  • Figura 4 – Deslocamento do Flutuador
  • Figura 5 - Vertedor Triangular
  • Figura 6 - Vertedor Retangular
  • Figura 7 - Caixa Calibrada

As figuras 1, 2 e 3 ilustram exemplos de flutuador, vertedores e molinete, respectivamente.

Figura 1 - Flutuador Hidrométrico

Figura 2 – Vertedores

Figura 3 - Molinete Hidrométrico

2. OBJETIVO

 Medir a Vazão de escoamento do canal sob situações distintas, através dos métodos do flutuador, vertedor, molinete, volumetria e pela equação de Manning ;  Comparar os valores obtidos.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

O procedimento foi realizado no Laboratório de Eficiência Energética e Hidráulica em Saneamento (LENHS), onde foram utilizados os seguintes materiais:  Canal retangular concreto (18x0,406), com declividade constante;  Molinete Fluviométrico;  Garrafa pet 600 mL;  Cronômetro;  Vertedor Retangular;  Vertedor Triangular;  Caixa Calibrada.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

A vazão de escoamento foi estimada através dos métodos do flutuador, vertedor, molinete, caixa calibrada e também através da equação empírica de Manning. O escoamento se deu em um canal de dimensões e declividade uniformes, com os seguintes valores:  Largura do Canal: 40,6 cm (0,406m);  Altura do Nível d’água: 23,8 cm (0,238 m);  Comprimento do Canal: 18 m;  Declividade: 0,00328 m/m [(Altura de Início – Altura de Fim)/18];  Seção Transversal de Escoamento: 0,0966 m².

De posse dos dados, a vazão foi calculada de acordo com os métodos citados acima. Cada um dos métodos contou com técnicas e equações específicas, descritas a seguir.

Multiplicando pela área do canal, encontra-se a vazão através da relação:

3.2. Método do Vertedor

Foram utilizados dois tipos de vertedores: Um triangular e um retangular. As características e equações para cada vertedor estão descritas abaixo:

Figura 5 - Vertedor Triangular

A equação para vertedores triangulares é: /

A altura de elevação do nível na soleira do vertedor foi H = 0,08 m. Logo, aplicando a equação acima, a vazão encontrada foi: / (^) → / (^) →∴ 𝑸 𝟎 𝟎𝟎𝟐𝟓𝟑 𝒎³/ 𝒔

Figura 6 - Vertedor Retangular

Para vertedores retangulares, tem-se: /

Para H = 0,021 m e L – 0,36 m: / (^) → / (^) →∴ 𝑸 𝟎 𝟎𝟎𝟐 𝒎³/ 𝒔

3.3. Método do Molinete

O método molinete é baseado na rotação das hélices. Um pulsor contabiliza o número de rotações em um determinado intervalo de tempo. Cada molinete tem sua equação característica e, para o molinete utilizado a equação é:

O período de ensaio foi 40 segundos. Neste período, o molinete registrou 4 rpm. Isto é: →n = 0,1 rps. Logo: → ∴ /

Para uma área de 0,0966 m², a vazão escoada no canal é: →∴ 𝑸 0,00356 m³/s

3.4. Método da Caixa Calibrada

O método da volumetria consiste em contabilizar o volume escoado dentro de uma caixa de dimensões conhecidas por um determinado período de tempo. A caixa utilizada para o ensaio tem as dimensões:

Figura 7 - Caixa Calibrada

 Rh = Am/Pm → Rh = 0,  So = 0,00328 m/m

Logo: / / (^) → / / (^) ∴ /

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os valores das vazões estimadas pelos métodos acima estão dispostos na tabela abaixo:

MÉTODO Q (m³/s) Flutuador 0, Vertedor Triangular 0, Vertedor Retangular 0, Molinete 0, Volumetria 0, Equação de Manning 0,

Notou-se, os valores que apresentaram maior discrepância foram obtidos nos métodos de Volumetria e de Manning. A volumetria apresentou um valor fora do padrão observado por conta do mau calibramento da entrada de água.

Como descrito no tópico anterior, cada método de estimativa é baseado em um princípio diferente. Os valores obtidos nos vertedores são os que mais se aproximam um do outro, por utilizar o mesmo princípio. É um método recomendado para canais de vazão média, isto é, pequenos cursos d’água. A batimetria a vau, com o uso do molinete é o mais difundido em cursos naturais de água, por conta da precisão dos resultados obtidos. Geralmente, o uso de molinetes é utilizado em toda a largura do rio, em intervalos pré-definidos, onde a velocidade é calculada pelo método da meia seção. A técnica de flutuadores não deve ser utilizada em resultados concretos. Trata-se de uma técnica de estimativa inicial, por ser impreciso. Notou-se ainda que a equação de Manning não se aplica a essa prática, uma vez que é indicada para escoamento permanente e uniforme, onde os elementos geométricos do escoamento são constantes e a declividade do canal é a mesma da linha de energia. Estas condições são verificadas na maioria das vezes em canais construídos, raramente podendo ser aplicadas em cursos naturais. Por conta disso, é justificado um valor muito diferente em relação aos outros.