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Trabalho de G2 pedido pela professora Gabriela Almeida. A atividade consistiu na leitura do livro "A vida que ninguém vê" de Eliane Brum. Nossa missão foi lê-lo e após fazer uma resenha sobre o assunto. (Alguns artigos ficam melhor dispostos em PDF. Download disponível acima)
Tipologia: Notas de estudo
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Curso: Comunicação Social – Jornalismo Disciplina: Fundamentos de Jornalismo Aluno: Alison Rodrigues Soares Resenha: A VIDA QUE NINGUÉM VÊ A Obra de Eliane Brum é composta por 21 crônicas-reportagens escritas, primeiramente, no jornal Zero Hora no ano de 1999. A escritora busca mostrar histórias que não são destaque no cotidiano jornalístico e mostra, ao seu olhar, como têm importância. A sutileza da escrita e dos personagens são os núcleos desse livro da jornalista Eliane Brum. Com frases de efeito, períodos curtos, e linguagem literária, o livro se destaca por mostrar pessoas do mais primitivo convívio social que são simplesmente levadas ao esquecimento por alguns fatores pré-impostos (mesmo que de forma camuflada) por nós mesmos. Todas as crônicas colocam a simplicidade como protagonista. Desde a história de Antônio que ao ver suas tragédias de vida mostra sabedoria com frases tristes e curtas como “Esse é o caminho de pobre”; até a histórias belas e simples, como de Adail que queria apenas andar de avião. São tão marcantes, que, inclusive, ganharam “o dia seguinte”, por suas histórias terem continuações singulares. De forma a encantar o leitor, Eliane mostrou que as pessoas humildes podem ser importantes, que fugir da realidade às vezes é a única opção para pessoas sofridas e mostra que quem as julgam como “loucas” que realmente está devaneando. E nisso, mostra como nosso convívio social é excludente, intolerante, e, principalmente, hipócrita. Esse livro é ótimo para quem se interessa pela linguagem literária jornalística e bela indicação para apresentar esse tipo de linguagem. A jornalista Angélica Fabiane Weise, em texto sobre Jornalismo Literário no site Observatório da Imprensa descreveu (mesmo que indiretamente) de forma perfeita o que é o livro de Eliane Brum: “O jornalismo literário, além de trazer as informações completas, somadas a uma boa narrativa escrita, proporciona ao leitor uma visão mais ampla do acontecimento. Nesse contexto, o
jornalismo literário vai além da abrangência dos fatos e, sim, ultrapassa os limites das informações”^1 , diz Angélica. No caso do A Vida que Ninguém Vê, o foco justamente é na parte social, mas sem impor opinião alguma. Todo e qualquer pensamento social vindo do livro é fruto da realidade, e não de algum vulgo ativismo de Eliane Brum, e esse é outro requisito essencial do jornalismo literário que é primorosamente preenchido na obra. Acima de tudo, esse livro trata-se de crônicas jornalísticas que são ímpares experiências e lições de vida trazidas pela escritora. Traz a sociedade que ninguém quer ver e faz refletir os motivos disso. Esse legado é ainda mais importante do que qualquer norma técnica que especialistas possam discutir – apesar de ser um livro premiado com o prêmio Jabuti de melhor livro reportagem em 2007, pois é algo que saiu do povo para chegar às mãos do povo. Canoas, 10 de junho de 2015 (^1) WEISE, Angélica Fabiane. Para compreender o jornalismo literário. Disponível em <http://observatoriodaimprensa.com.br/diretorio- academico/_ed730_para_compreender_o_jornalismo_literario/>. Acesso em: 07 jun. 2015.