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Guias e Dicas
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residuo solido , Notas de estudo de Engenharia Mecânica

meio ambiente

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 28/06/2010

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elenice-xx-11 🇧🇷

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ÍNDICE
1 Para compreendermos a reciclagem, é importante “reciclarmos” o conceito que temos de lixo, deixando
de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade........................................................................ 11
1 _ Bibiografia:........................................................................................................................................ 14
2 material de treinamento para funcionários da ECOAMPLA,.............................................................. 14
3 * www.wikpédia.com.br....................................................................................................................... 14
4www.reciclagemlixo.com.br................................................................................................................ 14
5 Unibanco Ecologia – Coleta seletiva de lixo....................................................................................... 14
6 Nova Enciclopédia Brasileira de Consultas e Pesquisas – Novo Brasil Editora – LTDA – 1980 – pág 917..........
7 Tratamento de Resíduos Sólidos (compêndio de Publicações) – Universidade de Caxias do Sul – 1991 –
pág 206...................................................................................................................................................... 14
8 Projeto Phoenix – Pesquisa de Resíduos Sólidos em Campinas – Prefeitura Municipal de Campinas –
Capituli I...................................................................................................................................................... 14
9 www.ambientalbrasil.com.br................................................................................................................ 14
10 www.candeeirodastrilhaswordpress.com.br......................................................................................... 14
11 http://ambiente.hsw.uol.com.br............................................................................................................ 14
12 http://biodanca.blogspot.com/2008/10/lixo-o-que-fazer.html.............................................................. 14
13 http://www.todabiologia.com/ecologia/reciclagem.htm...................................................................... 14
14 http://www.suapesquisa.com/reciclagem/............................................................................................ 14
15 http://www.lixo.com.br/index.php....................................................................................................... 14
16 www.colmagno.com.br/meioambiente/sou_terra_D.gif...................................................................... 14
17 www.verde.org.br/.../thumb_200309154010.jpg................................................................................. 14
18 Coleta Seletiva – Reciclando Materiais, Reciclando Valores” de Elizabeth Grimberg e Patricia Blauth
(publicado pelo Instituto Pólis, São Paulo, 1998) disponível em lixo.com.br. Imagem via Governo de Santiago/
RS..................................................................................................................................................... 14
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ÍNDICE

1 Para compreendermos a reciclagem, é importante “reciclarmos” o conceito que temos de lixo, deixando

de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade........................................................................ 11

1 _ Bibiografia:........................................................................................................................................ 14

2 material de treinamento para funcionários da ECOAMPLA,.............................................................. 14

3 * www.wikpédia.com.br....................................................................................................................... 14

4 www.reciclagemlixo.com.br................................................................................................................ 14

5 Unibanco Ecologia – Coleta seletiva de lixo....................................................................................... 14

6 Nova Enciclopédia Brasileira de Consultas e Pesquisas – Novo Brasil Editora – LTDA – 1980 – pág 917........

7 Tratamento de Resíduos Sólidos (compêndio de Publicações) – Universidade de Caxias do Sul – 1991 –

pág 206...................................................................................................................................................... 14

8 Projeto Phoenix – Pesquisa de Resíduos Sólidos em Campinas – Prefeitura Municipal de Campinas –

Capituli I...................................................................................................................................................... 14

9 www.ambientalbrasil.com.br................................................................................................................ 14

10 www.candeeirodastrilhaswordpress.com.br......................................................................................... 14

11 http://ambiente.hsw.uol.com.br............................................................................................................ 14

12 http://biodanca.blogspot.com/2008/10/lixo-o-que-fazer.html.............................................................. 14

13 http://www.todabiologia.com/ecologia/reciclagem.htm...................................................................... 14

14 http://www.suapesquisa.com/reciclagem/............................................................................................ 14

15 http://www.lixo.com.br/index.php....................................................................................................... 14

16 www.colmagno.com.br/meioambiente/sou_terra_D.gif...................................................................... 14

17 www.verde.org.br/.../thumb_200309154010.jpg................................................................................. 14

18 Coleta Seletiva – Reciclando Materiais, Reciclando Valores” de Elizabeth Grimberg e Patricia Blauth

(publicado pelo Instituto Pólis, São Paulo, 1998) disponível em lixo.com.br. Imagem via Governo de Santiago/

RS..................................................................................................................................................... 14

1 - Introdução

O colapso do saneamento ambiental no Brasil chegou a níveis insuportáveis. A falta de água potável e de esgotamento sanitário é responsável, hoje, por 80% das doenças e 65% das internações hospitalares. Além disso, 90% dos esgotos domésticos e industriais são despejados sem qualquer tratamento nos mananciais de água. Os lixões, muitos deles situados às margens de rios e lagoas, são outro foco de problemas. O debate sobre o tratamento e a disposição de resíduos sólidos urbanos ainda é negligenciado pelo Poder Público.

Lixo - “O que não presta e se joga fora. ”.

Esta é a definição encontrada nos dicionários. Mas lixo é muito mais do que isto. Podemos defini-lo como um dos maiores problemas ecológicos de hoje, um dos causadores do efeito estufa, destruição do solo, grandes áreas que poderiam ser utilizadas para construção de casas são usadas como aterros sanitários e outros problemas. O campo é o produtor de tudo que é utilizado nas cidades, as cidades somente transformam e consomem a energia, os materiais e os alimentos produzidos fora dela. Mas esta transformação gera resíduos: lixo e esgoto, que são resultados diretos da alimentação, da fumaça das chaminés de fábricas e do escapamento de veículos, resíduos industriais, entulho das construções. Esses detritos na maioria das vezes fica na cidade, poluindo assim a água, o ar e o solo. Não há retorno destes detritos para o campo. Em que locais este lixo é depositado? Que problemas ele pode trazer para o meio-ambiente, incluindo os seres-humanos? Os solos se esgotam, e se não houver a reposição dos elementos químicos indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer tipo de vegetal. Encontramos um problema: estamos indiretamente fertilizando a cidade, o que é desnecessário e prejudicial e adquire um caráter de poluição (principalmente das águas) enquanto esgota-se o solo do campo, local onde seria necessário a fertilização. Com esta deficiência no solo, aumenta o consumo de fertilizantes químicos, consumindo assim mais energia e mais matéria-prima. Uma das alternativas seria reciclar os recursos naturais renováveis, através da compostagem, enviando para o campo o composto, tornando desnecessária a fabricação de fertilizantes químicos e sua compra. E com os recursos naturais não-renováveis, como os metais, vidros e derivados de petróleo, reciclá-los industrialmente, voltando às fábricas como matérias-primas. O tratamento do lixo é um importante fator de desenvolvimento da comunidade, pois seu destino adequado inibe a proliferação de diversas doenças, melhorando as condições de vida do homem. Ao se decompor, o lixo orgânico produz milhares de bactérias patogênicas e acaba atraindo ratos, baratas, mosquitos e outros insetos que são transmissores de doenças. O lixo deixado nas ruas coloca em risco o meio ambiente e a própria segurança dos cidadãos. Devido à falta de educação ambiental das comunidades mais pobres e a falta de fiscalização efetiva do governo ocorrem muitos desmoronamentos, soterramentos e enchentes, fatores que na maioria das vezes se deve ao acúmulo de lixo em córregos, como pneus, sofás, e outros de grande volume, facilitando o extravasamento das águas. Outras alternativas são os aterros sanitários e a incineração. Estes são os assuntos que pretendo abordar neste trabalho.

2 - Lixo:

classificação, origem e características.

1. Por sua natureza física:

Este tipo de classificação é usado, para facilitar a escolha do tipo de embalagem e o tipo de transporte usado na coleta do lixo. Seco-inorgânica - papeis, plásticos, metais, couros tratados, tecidos, vidros, madeiras,Cerâmicas, guardanapos e tolhas de papel, pontas de cigarro. isopor, lâmpadas, parafina, cerâmicas, porcelana, espumas, cortiças. Molhado – orgânico - restos de comidas, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes, alimentos estragados, etc...

2. Pela sua origem:

Lixo Domiciliar: proveniente dos resíduos domésticos orgânicos, inorgânicos e descartáveis;

Lixo Comercial: gerado no comércio e no setor de serviços (orgânico, inorgânico e descartável);

Lixo Industrial: gerado a partir da indústria, subclassificado em perigoso, não-perigoso, inerte e não-inerte.

Lixo Vegetal: gerado a partir de canteiros, praças, poda de árvores, jardins lixo orgânico.

Lixo de Construção Civil: resíduos da construção civil, composto por materiais de demolições, restos de obras e escavações diversas.

Os resíduos de construção, estuque, telhas, metais, madeira, gesso, aglomerados, pedras, carpetes etc.

  • Culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa; resíduos de fabricação de produtos

biológicos, exceto os hemoderivados; descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados; meios de cultura e instrumentais

utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de engenharia genética.

  • Bolsas contendo sangue ou hemo componentes em volume residual superior a 50ml.
  • Peças anatômicas humanas (tecidos, membros e órgãos) que não tenham mais valor científico ou legal, e/ou quando houver

requisição prévia da parte do paciente ou de seus familiares.

  • Produto de fecundação sem sinais vitais, com peso inferior a 500g, estatura inferior a 25cm ou idade gestacional inferior a 20

semanas, que não tenham mais valor científico ou legal, e/ou quando não houver requisição prévia por parte da família.

  • Carcaças, peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal,

universidades, centros de experimentação, unidades de controle de zoonoses e similares, assim como as camas desses animais e suas

respectivas forrações.

  • Todos os resíduos provenientes de pacientes que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes que apresenta relevância

epidemiológica e risco de disseminação, tais como: kits de linhas arteriais endovenosas, e dialisadores quando descartados, além de

filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas, conforme RDC ANVISA 50/2002.

  • Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de

indivíduos ou animais com suspeita de contaminação causada por proteína priônica.

Grupo B – Químicos:

Tratam-se dos resíduos que contem substâncias químicas que apresentam riscos à saúde pública ou ao meio ambiente,

independente de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade, além dos resíduos dos medicamentos

ou insumos farmacêuticos com data de validade vencida, contaminados, apreendidos para descarte, parcialmente utilizados e demais

medicamentos impróprios para consumo. São divididos em:

- Resíduos Químicos que Oferecem Risco:

  • Produtos hormonais e antibacterianos de uso sistêmico;
  • Produtos hormonais e antibacterianos de uso tópico, quando descartados pelos serviços de saúde, farmácias, drogarias e

distribuidores de medicamentos.

  • Medicamentos citostáticos, antineoplásicos, digitálicos, imunossupressores, imuno-moduladores e anti-retrovirais. - Resíduos Químicos que não Oferecem Risco:
  • Todos os medicamentos não classificados acima, os antibacterianos e hormonais de uso tópico, quando descartados individualmente

pelo usuário domiciliar.

  • Os resíduos e insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados.
  • Desinfetantes.
  • Substâncias destinadas à revelação de filmes utilizados em raios X.
  • Resíduos contendo metais pesados.
  • Reagentes para laboratórios, isolados ou em conjunto, e outros resíduos contaminados com substâncias químicas perigosas.

Grupo C – Radioativos:

São considerados rejeitos radioativos quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em

quantidades superiores aos limites de isenção especificados na norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), para

licenciamento de instalações radioativas.

  • Resíduos contaminados com radionuclídeos. As fontes seladas não podem ser descartadas, devendo a sua destinação final

seguir as orientações específicas da CNEN.

Grupo D – Resíduos Comuns:

Resíduos comuns são todos aqueles resíduos gerados nos serviços de saúde abrangidos por esta resolução que, por conta de

suas características, não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento, identificação e tratamento,

devendo ser considerados como resíduos sólidos urbanos (RSU).

  • Espécimes de laboratório de análises clínicas e de patologia clínica, quando não enquadrados na classificação do grupo A.
  • Gesso, luvas, esparadrapos, algodões, gazes, compressas, equipos de soro e outros similares, que tenham ou não mantido

contato com sangue, tecidos ou fluidos orgânicos, com exceção dos que estiveram enquadrados na classificação do grupo A.

  • Bolsas transfundidas vazias ou que contenham menos de 50ml de produto residual (sangue ou hemoderivados).
  • Sobras de alimentos não enquadrados na classificação do grupo A.
  • Papéis de uso sanitário e fraldas, quando não enquadrados na classificação do grupo A.
  • Resíduos provenientes das áreas administrativas e resíduos de varrição, flores, podas e jardins.
  • Materiais passíveis de reciclagem e embalagens em geral.
  • Cadáveres de animais, assim como as camas desses animais e suas forrações.

Grupo E – Perfurocortantes:

Caixa de perfurocortante

São objetos e instrumentais que contem cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas, que cortam ou perfuram.

  • Lâminas de barbear, bisturis, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, lâminas e outros matériais provenientes de serviços de

saúde.

  • Bolsas de coleta incompletas descartadas no local de coleta, quando acompanhadas de agulha, independente do volume

coletado. Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde:

Conforme a Resolução da Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA - RDC Nº 306, de 7 de

dezembro de 2004, o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (RSS) é constituído por um conjunto de procedimentos de

gestão. Estes procedimentos são planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o

objetivo de minimizar a produção de resíduos de serviços de saúde e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro,

de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente.

O gerenciamento inicia pelo planejamento dos recursos físicos e dos recursos materiais necessários, culminando na capacitação

dos recursos humanos envolvidos.

Todo laboratório gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - PGRSS, baseado nas

características dos resíduos gerados.

O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as normas federais, estaduais e municipais, e ainda deve estar de acordo com os

procedimentos institucionais de Biossegurança, relativos à coleta, transporte e disposição final.

3 – Doenças do lixo.

Males provocados pelo lixo

O lixo é coletado ou pelas prefeituras ou por uma companhia particular e levado a um depósito, juntamente com o lixo de

outras residências da área. Lá pode haver uma certa seleção - sobras de metal, por exemplo, são separadas e reaproveitadas. O

resto do lixo é enterrado em aterros apropriados. A grande São Paulo descarta 59% de seu lixo por esse processo e para os lixões

seguem 23%. Além dos aterros sanitários existem outros processos na destinação do lixo, como, por exemplo, as usinas de compostagem, os incineradores e a reciclagem.

.

Tratamento e disposição do lixo

A poluição atmosférica causada pela queima do lixo a céu aberto e a contaminação de águas subterrâneas por substâncias

químicas presentes na massa de resíduos, são exemplos típicos da ação nociva que o lixo exerce sobre a saúde das pessoas e o meio ambiente.

Lixão

"Lixão" é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Os resíduos assim lançados acarretam problemas à saúde pública, como proliferação de vetores de doenças (moscas, mosquitos, baratas, ratos, etc.), geração de maus odores e, principalmente, a poluição do solo e das águas superficiais e subterrâneas através do chorume , comprometendo os recursos hídricos. Acrescenta-se a esta situação o total descontrole quanto aos tipos de resíduos recebidos nestes locais, verificando-se até mesmo a disposição de dejetos originados dos serviços de saúde e das indústrias. Comumente ainda se associam aos lixões fatos altamente indesejáveis, como a criação e pastagem de animais e a existência de catadores (os quais muitas vezes, residem no próprio local).

VAZAMENTO DE CHORUME

Formas de Destino do Lixo:

A destinação adequada do lixo pode levar o homem a uma melhor qualidade de vida, uma vez que não haverá necessidade de tantos locais para depósito de lixo.. Então, vejamos o que se pode fazer com o lixo.

A destinação do lixo é um problema que paira sobre todos os governos, na medida em que a sociedade produz mais lixo do que o poder público pode descartar ou tratar apropriadamente. Nos dias atuais, uma das soluções para esse tipo de problema é a reciclagem, pois, mesmo que mais aterros sejam criados, seu esgotamento é muito rápido. Sendo assim a melhor solução para a destinação do lixo é termos menos lixo, daí a reciclagem ser indispensável.

  • Aterro Sanitário; - Compostagem; - Incineração; - Reciclagem de Lixo – Coleta Seletiva;

5 – Aterro Sanitário

É um processo utilizado para a disposição de resíduos sólidos no solo, particularmente, lixo domiciliar que fundamentado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, permite a confinação segura em termos de controle de poluição ambiental, proteção à saúde pública; ou, forma de disposição final de resíduos sólidos urbanos no solo, através de confinamento em camadas cobertas com material inerte, geralmente, solo, de acordo com normas operacionais específicas, e de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais.

Antes de se projetar o aterro, são feitos estudos geológico e topográfico para selecionar a área a ser destinada para sua instalação não comprometa o meio ambiente. É feita, inicialmente, impermeabilização do solo através de combinação de argila e lona plástica para evitar infiltração dos líquidos percolados, no solo. Os líquidos percolados são captados (drenados) através de tubulações e escoados para lagoa de tratamento. Para evitar o excesso de águas de chuva, são colocados tubos ao redor do aterro, que permitem desvio dessas águas, do aterro.

A quantidade de lixo depositado é controlada na entrada do aterro através de balança. É proibido o acesso de pessoas estranhas. Os gases liberados durante a decomposição são captados e podem ser queimados com sistema de purificação de ar ou ainda utilizados como fonte de energia (aterros energéticos).

Segundo a Norma Técnica NBR 8419 (ABNT, 1984), o aterro sanitário não deve ser construído em áreas sujeitas à inundação. Entre a superfície inferior do aterro e o mais alto nível do lençol freático deve haver uma camada de espessura mínima de 1,5 m de solo insaturado. O nível do solo deve ser medido durante a época de maior precipitação pluviométrica da região. O solo deve ser de baixa permeabilidade (argiloso).

O aterro deve ser localizado a uma distância mínima de 200 metros de qualquer curso d´água. Deve ser de fácil acesso. A arborização deve ser adequada nas redondezas para evitar erosões, espalhamento da poeira e retenção dos odores.

Devem ser construídos poços de monitoramento para avaliar se estão ocorrendo vazamentos e contaminação do lençol freático: no mínimo quatro poços, sendo um a montante e três a jusante, no sentido do fluxo da água do lençol freático. O efluente da lagoa deve ser monitorado pelo menos quatro vezes ao ano.

O aterro controlado se caracteriza basicamente pelo simples enterramento do lixo, não se levando em conta os problemas ambientais resultantes da sua decomposição. Este termo é usado erradamente como sinônimo de aterro sanitário, muito embora o método elimine os aspectos indesejáveis dos depósitos de lixo a céu aberto. Os chamados aterros controlados se originam, na maioria das vezes, da desativação de lixões. Os lixões, também chamados de vazadouros, bota-fora, etc., se limitam a simples depósitos de lixo a céu aberto. Os metais que aí ficam, não voltam à condição original de componentes da biosfera disponíveis para novos ciclos biológicos. Viram resíduos que podem ser reutilizados industrialmente, mas incapazes de se reintegrar à natureza. O efeito estufa deriva dessa impossibilidade de reciclar o excesso de carbono que é introduzido na biosfera a partir de materiais soterrados. Além dos inconvenientes de ordem estética, os problemas ambientais decorrentes da disposição do lixo referem-se prioritariamente à poluição e/ou contaminação das águas superficiais e subterrâneas. A constante lixiviação do lixo pelas águas de chuva, assim como a sua decomposição resultam na formação de um líquido de cor acentuada e odor desagradável, de elevado potencial poluidor, comumente denominado chorume ou sumeiro. Este líquido é basicamente formado por:

  • umidade natural do lixo;
  • água de chuva;
  • água de constituição de determinados componentes do lixo, liberada na sua decomposição;
  • água gerada no processo de decomposição biológica;
  • substâncias orgânicas e inorgânicas solúveis, naturalmente presentes no lixo; e
  • substâncias orgânicas solubilizadas pela ação de microrganismos no processo de decomposição.

Caracteriza-se, desta forma, o chorume por um elevado teor de matéria orgânica biodegradável, representando uma demanda potencial de oxigênio, quando encaminhado para cursos d´água. A redução dos teores de oxigênio dissolvido poderá atingir níveis incompatíveis com a sobrevivência de organismos aquáticos. Ainda sob o ponto de vista ambiental, o chorume caracteriza-se como fonte potencial de microrganismos patogênicos, comumente presentes no lixo domiciliar. A lixiviação do lixo pelas águas de chuva contribui de forma significativa para o enriquecimento do chorume em substâncias químicas nocivas, eventualmente presentes no lixo (metais pesados, tóxicos, etc.).

Partes de um aterro

Este corte mostra a estrutura de um aterro de resíduos sólidos

urbanos. As setas indicam o fluxo do chorume.

As partes básicas de um aterro, conforme mostrado na figura , são:

  • sistema de revestimento : separa o lixo e o chorume subseqüente do lençol freático
  • células (velhas e novas) : onde o lixo é armazenado dentro do aterro
  • sistema de drenagem da água da chuva : coleta a água da chuva que cai no aterro
  • sistema coletor de chorume : coleta a água infiltrada através do próprio aterro e contém substâncias contaminantes ( lixiviação )
  • sistema coletor de metano : coleta o gás metano que é formado durante a decomposição do lixo
  • cobertura ou tampa : lacra o topo do aterro Cada uma dessas partes é projetada para tratar problemas específicos encontrados em um aterro. Ao abordar cada parte do aterro, vamos explicar como o problema é resolvido.

Sistema de revestimento O grande objetivo de um aterro, e um dos maiores desafios, é conter o lixo de modo que ele não cause problemas ao ambiente. O revestimento evita que o lixo entre em contato com o solo externo e, principalmente, com o lençol freático. Em aterros de resíduos sólidos urbanos, o revestimento normalmente é algum tipo de plástico sintético durável e resistente a perfurações (polietileno, polietileno de alta densidade, polivinilclorido). Geralmente tem espessura de 30 a 100 milímetros. O revestimento plástico também pode ser combinado com solos de argila compactados como um revestimento adicional. O revestimento plástico também pode ser envolvido por uma manta de tecido ( manta geotêxtil ) que evitará que o revestimento plástico rasgue ou seja perfurado devido às camadas próximas de cascalho e rocha.

Células (velhas e novas) Talvez o produto mais precioso e o principal problema de um aterro seja o espaço aéreo. A quantidade de espaço está diretamente relacionada à capacidade e à vida útil do aterro. Caso se aumente o espaço aéreo, pode-se expandir a vida útil do aterro. Para isso, o lixo é compactado em áreas, chamadas células , que contém material de apenas um dia. No aterro de North Wake County, uma célula tem aproximadamente 15,25 metros de comprimento por 15,25 metros de largura por 4,26 metros de altura (15,25m x 15,25m x 4,26m). A quantidade de lixo na célula é de 2.500 toneladas, compactadas em 890,5 quilogramas por metro cúbico. Essa compressão é feita por máquinas pesadas (trator, escavadeira, rolo compressor e graduador) que passam sobre o monte de lixo várias vezes. Feita a célula, ela é coberta por cerca de 15 centímetros de solo, que depois é compactado. As células são dispostas em fileiras e camadas de células adjacentes ( cargas ).

caldeiras na empresa de produtos químicos. O excesso de gás terá que ser queimado. Não vale a pena investir na conversão do excesso de gás em líquido para a venda.

Cobertura ou tampa

Como mencionado acima, cada célula é diariamente coberta por 15 centímetros de solo compactado. Essa cobertura isola o lixo compactado do ar e evita que pragas (aves, ratos, insetos voadores) se aproximem do lixo. Esse solo ocupa pouco espaço. Como o espaço é um produto precioso, muitos aterros testam lonas impermeabilizadas ou coberturas pulverizadas com emulsões de argamassa ou papel. Essas emulsões podem cobrir o lixo com eficiência, ocupando pouco mais de meio centímetro em vez de 15.

Uma lona experimental proporciona cobertura diária das células do aterro

Quando uma parte do aterro é finalizada, ela é coberta permanentemente com uma capa de polietileno de 40 milímetros e também com uma camada de solo compactado com cerca de 60 centímetros. É colocada vegetação nesse solo para evitar a erosão por chuva ou vento. São plantadas grama e puerária. Não são utilizadas plantas, árvores ou arbustos, com raízes profundas para que não entrem em contato com o lixo enterrado e não haja lixiviação.

Monitoramento dos lençóis freáticos

Em muitos pontos em volta do aterro há estações de monitoramento dos lençóis freáticos. São canos submersos para coleta de amostras de água para a análise quanto à presença de produtos químicos da lixiviação. É medida a temperatura no lençol freático. Como a temperatura aumenta quando resíduos sólidos se decompõem, um aumento da temperatura no lençol freático pode indicar vazamento de chorume na água. Se o pH no lençol freático tornar-se ácido, pode ser uma indicação de vazamento de chorume.

Um cano para monitoramento do lençol freático fica no centro. Os dois marcadores amarelos em ambos os lados deixam o cano mais visível para que os operadores dos equipamentos não atinjam a estação de monitoramento.

6 – Compostagem

A compostagem é o processo de reciclagem da matéria orgânica formando um composto. A compostagem propicia um destino útil para os resíduos orgânicos, evitando sua acumulação em aterros e melhorando a estrutura dos solos. Esse processo permite dar um destino aos resíduos orgânicos domésticos, como restos de comidas e resíduos do jardim. A compostagem é largamente utilizada em jardins e hortas, como adubo orgânico devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão e evitando o uso de fertilizantes sintéticos. Quanto maior a variedade de matérias existentes em uma compostagem, maior vai ser a variedade de microorganismos atuantes no solo.

Para iniciantes, a regra básica da compostagem é feita por duas partes, uma animal e uma parte de resíduos vegetais. Os materiais mais utilizados na compostagem são cinzas, penas, lixo doméstico, aparas de grama, rocha moída e conchas, feno ou palha, podas de arbustos e cerca viva, resíduos de cervejaria, folhas, resíduos de couro, jornais, turfa, acículas de pinheiro, serragem, algas marinhas e ervas daninhas.

Alguns resíduos, como o sabugo de milho, de maçã, casca de citrus, talo de algodão, folhas de cana, folhas de palmeira, casca de amendoim, de nozes, pecan e amêndoa são de difícil degradação, porém, possuem muito nitrogênio e matéria orgânica. Recomenda-se que sejam picadas em pedaços menores para que se degradem mais facilmente.

Para manter sua pilha volumosa e com força, pode-se acrescentar terra, calcário ou húmus, já areia, lama e cascalho adicionam poucos nutrientes.

Para a boa degradação dos componentes de uma pilha é necessário evitar alguns resíduos, como o carvão mineral e vegetal, papel colorido, plantas doentes, materiais não biodegradáveis, fezes de animais de estimação, lodo de esgoto, produtos químicos tóxicos entre outros.

Fatores que influenciam na Compostagem

  • Aeração
  • O fornecimento de oxigênio é um fator importante durante a decomposição, principalmente, na primeira fase. A falta de oxigênio pode liberar odores desagradáveis, provenientes de produtos de decomposição anaeróbia como gás sulfídrico.
  • A aeração pode ser natural ou forçada para sistema estático de compostagem.
  • Neste caso a aeração natural pode ser feita através da difusão, de revolvimento ou introdução de tubos curtos e perfurados no interior da leira ou pilha. A aeração forçada é feita por introcução ou sucção de ar no interior da leira ou pilha.
  • Para sistema dinâmico, é comum aeração forçada com introdução de ar.
  • Matéria-prima
  • A compostagem é realizada com material orgânico putrescível.
  • O lixo doméstico é uma boa fonte de matéria orgânica e que corresponde a mais de 50% de sua composição.
  • Relação carbono/nitrogênio (C/N): 30 - 40/l, ideal para o desenvolvimento dos microorganismos.
  • Umidade: 45% a 70%. Abaixo pode inibir o desenvolvimento da atividade bacteriana e acima pode ocasionar deterioração.
  • Materiais com tamanhos menores se decompõem mais rapidamente.
  • Material indesejável do ponto de vista estético e de segurança de manuseio: pedaços de vidro, metal, plástico, etc.
  • Microorganismos
  • Normalmente, o material orgânico putrescível usado contém os microorganismos necessários durante o processo. Quando necessário, se adiciona composto maturado.

Usinas de Compostagem de Lixo no Brasil

Segundo dados do IBGE referente a 1989, publicados em 1992, existem 80 usinas de compostagem no Brasil, mas infelizmente a maioria delas está desativada por falta de uma política mais séria, além da falta de preparo técnico no setor. Inclusive, na maioria dessas usinas, as condições de trabalho são precárias, o aspecto do local é muito sujo e desorganizado e não existe controle de qualidade do sistema de compostagem e nem do composto a ser utilizado em solo destinado à agricultura.

Muitas usinas de compostagem estão acopladas ao sistema de triagem de material reciclável. Por isso é comum as usinas possuírem espaços destacados para esteiras de catação, onde materiais como papel, vidro, metal, plástico são retirados, armazenados e depois vendidos.

A qualidade do composto produzido na maioria das vezes é ruim tato no grau de maturação, quanto na presença de material que compromete o aspecto estético e material poluente como metais pesados.

A compostagem no Brasil vem sendo tratada apenas sob perspectiva de "eliminar o lixo doméstico" e não como um processo industrial que gera produto, necessitando de cuidados ambientais, ocupacionais, marketing, qualidade do produto, etc. Tanto isso é verdade que quando as usinas são terceirizadas, as empreiteiras pagam por lixo que entra na usina e não por composto que é vendido e o preço, que muitas usinas cobram, é simbólico. A compostagem no Brasil precisa ser encarada mais seriamente.

7 – Incineração

É um processo de combustão controlada para transformar resíduos sólidos, líquidos e gases combustíveis em dióxido de carbono, outros gases e água, reduzindo significativamente o volume e pesos iniciais. Da incineração do lixo resulta um residual sólido constituído basicamente de materiais incombustíveis que deverão ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados.

As cidades utilizam o processo e incineração ao terem esgotadas as possibilidades de emprego das outras soluções sanitárias tradicionais de destinação de lixo, tais como: aterro e compostagem. A incineração é um processo bastante caro, tanto pelo aspecto de investimento a ser feito, como pelo de sua operação e manutenção.

Os incineradores possuem a vantagem de poderem ser localizados em qualquer ponto, desde que bem projetados e operados. Não exigem grandes áreas, dão destino da forma mais segura, do ponto de vista sanitário, permitem uma destruição total de documentos que possam criar problemas sociais, morais, de segurança ou econômicos, inclusive de dinheiro tirado de circulação. Os incineradores de grande porte permitem o aproveitamento da energia sob a forma de vapor, água quente e eletricidade, quando construídos para esse fim.

A primeira instalação de que se tem conhecimento para o fim específico de resíduos sólidos é a de Nothinghan, na Inglaterra, posta em operação em 1874, portanto há mais de um século. É interessante observar que em 1920, já existiam mais de duzentas instalações de incineração de lixo na Inglaterra.

Em 1900, em Belém do Pará foi instalado um incinerador cujas operações foram encerradas no segundo semestre de 1978.

Em São Paulo, o primeiro incinerador entrou em operação em 1913, tendo sido desativado em 1949 e demolido em 1953. A capacidade nominal era de 40 toneladas de lixo por dia, dispondo de caldeira cujo vapor acionava um alternador, ventiladores para injeção de ar primária sob as grelhas e exaustor de gases para a tiragem forçada através da chaminé. Por ser impraticável a sua ligação à rede distribuidora o alternador só operou no primeiro dia, em conseqüência, as máquinas a vapor foram substituídas por motores elétricos alimentados pela rede distribuidora.

Atualmente existem em operação três incineradores municipais de lixo em São Paulo. Além desses incineradores para a queima de lixo coletado pelo município, existem no Brasil diversas unidades de menor porte instaladas em hospitais, indústrias e aeroportos.

Devido ao seu elevado custo, no Brasil, os incineradores atendem somente a destruição dos lixos que representam riscos à saúde, segurança e bem estar social. APENAS 1% DO LIXO É INSINERADO

8 – Reciclagem

Reciclagem é o reaproveitamento de certos materiais do lixo: papéis, latas, vidros e plásticos. Reciclar significa refazer o ciclo da vida continuamente , dando nova utilidade para os materiais que compõem os rejeitos da sociedade moderna, como garrafas e latas de refrigerante, jornais e revistas velhas, embalagens de cosméticos.Para cada tipo de material existe um símbolo de reciclagem.

Para compreendermos a reciclagem, é importante “reciclarmos” o conceito que temos de lixo,

deixando de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade.

A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado (matéria-prima secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. A palavra

escolas ou empresas, pode-se aumentar o número de recipientes destinados à coleta seletiva, identificando-os por cores e tipos de material: A usina de lixo é um conjunto de máquinas (esteira rolante, eletroímãs, peneiras, etc.) e funcionários que separam da massa principal de lixo, que será transformada em adubo, os objetos recicláveis. Segundo alguns especialistas, as usinas vendidas no Brasil têm tecnologia obsoleta, transferida dos países desenvolvidos para os países pobres.

Num programa de coleta seletiva, a usina é a própria comunidade, separando resíduos nos domicílios e estabelecimentos, e alguns funcionários que concluem esta separação, sem necessidade de maquinário especial, numa central de triagem. Do lixo que chega a uma usina recupera-se, em média, 3% de recicláveis. Na usina da Vila Leopoldina, em São Paulo, a recuperação de recicláveis é da ordem de 1,5 %!. Papel e papelão, presentes em grande quantidade no lixo urbano, são quase sempre perdidos por estarem sujos de resíduos orgânicos e misturados com papéis sanitários. A produção de rejeitos (tudo aquilo que não se aproveita da triagem, retornando ao lixão ou aterro, como as embalagens compostas de vários materiais ou a vácuo, papel carbono, isopor, tecidos, etc.) é de 42%, em média. Em São José dos Campos, SP, chega a 71%!

A eficiência das operações está diretamente ligada à competência e boa vontade dos funcionários nas esteiras, o que torna o processo muito vulnerável, e não conta com o auxílio prévio da população. Num programa de coleta seletiva recupera-se cerca de 90 % de recicláveis – os 10 % restantes são rejeito. O composto orgânico formado na usina contém cacos de vidro, tampinhas e outras miudezas inorgânicas que “escaparam” da triagem, e às vezes está contaminado com metais e líquidos tóxicos (que vazam de pilhas, por exemplo).

Um estudo realizado em 21 usinas de alguns estados brasileiros revelou a presença de metais pesados – como mercúrio, chumbo e cobre – no composto orgânico em diferentes estágios de maturação. Essa baixa qualidade do composto levou a usina de Araras, no interior de São Paulo, por exemplo, a estocar 9 mil toneladas deste composto, para as quais não havia compradores interessados. Segundo os pesquisadores, os níveis de contaminação poderiam baixar de duas formas: a) tornando o processo aeróbico, o que exige um acompanhamento mais especializado e um tempo de maturação maior e, basicamente, b) fazendo-se uma separação prévia dos resíduos através da coleta seletiva (Debates Sócio-Ambientais, 1995).

Já o resíduo orgânico coletado seletivamente pode ser compostado em montes com umidade e arejamento adequados. Isso não exige máquinas, pois o material já vem separado pela população. Os materiais separados na usina, devido à sujeira e contaminação, valem muito menos no mercado de recicláveis que aqueles coletados seletivamente. Este valor é normalmente determinado por decreto, enquanto que o dos recicláveis oriundos de programas de coleta seletiva é negociado livremente com sucateiros e indústrias.

Uma usina costuma ser apresentada (e vendida!) a administradores municipais como um equipamento milagroso, que consegue “dar um fim ao problema do lixo” (segundo diversos prospectos e folders de propaganda), dispensando outras alternativas para seu tratamento e, ainda, gerando lucro. É bom lembrar que sua operação tem custo alto, exigindo troca periódica de peças e um tempo “de descanso” para manutenção. O retorno financeiro de uma usina é nulo. Não há nenhuma usina brasileira que seja, sequer, auto-sustentável. A receita da usina de Vitória, ES, por exemplo, cobre apenas 30 % de suas próprias despesas. Apesar destes evidentes inconvenientes, muitas usinas se mantém no País, operadas por empreiteiras remuneradas pelas prefeituras de acordo com o número de toneladas de lixo processadas. Se a produtividade deste serviço, e respectivo pagamento, fosse em função das toneladas efetivamente recuperadas, tanto de recicláveis quanto de compostáveis, talvez as operadoras tivessem mais interesse em aprimorar o rendimento da triagem, diminuindo os rejeitos do processo que acabam indo para lixões e aterros. Mais grave, porém, que todos estes aspectos operacionais, é o fato de que a instalação de uma “usina de lixo” numa cidade não contribui para uma reflexão em torno do desperdício e da geração de resíduos. Pelo contrário, alivia a consciência da comunidade, que se sente no direito, graças à nova parafernália tecnológica, de consumir livremente e descartar tudo aquilo que não quer mais…

Por último, considerando o fato de que a “usina não recicla nenhum material, apenas separa os materiais…” sugere-se que o termo mais apropriado para este tipo de instalação seja Centro de Triagem e Recuperação da Matéria Orgânica (CASTRO, 1996).

9 - Conclusão

É importante a conscientização da população, dos governos, das instituições públicas e privadas, enfim, de toda a sociedade da necessidade da correta destinação do lixo para melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente. Algumas atitudes deveriam ser tomadas em casa, na escola, como princípio básico da educação, como por exemplo, a separação de lixo orgânico, metais e plásticos, para estabilidade desta consciência. Poderia ser encaminhado ao prefeito um projeto para a coleta seletiva do lixo em nossa cidade, e a criação de uma Usina de Reciclagem. Com este projeto de reciclagem, seria minimizada a exploração de recursos naturais, diminuindo o impacto ambiental dos processos de consumo.

A produção de resíduos é inerente à condição humana e inexorável.

MAS A LATA DE LIXO NÃO É UM DESINTEGRADOR MÁGICO DE MATÉRIA!

O lixo continua existindo depois que o jogamos na lixeira.

Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção.

Como? Reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta

seletiva.

Tem coisas que a gente só não faz por não saber como.

Navegando no Lixo.com.br você vai ter uma idéia de como a coisa funciona. É importante conhecer o processo e as regras

quando queremos fazer a diferença.

A idéia é construirmos um mundo melhor, certo? Cremos que um futuro melhor seja o resultado de um presente mais

responsável.

Individualmente responsável.

Boa sorte!

10 _ Bibiografia:

• material de treinamento para funcionários da ECOAMPLA,

• * www.wikpédia.com.br

• www.reciclagemlixo.com.br

• Unibanco Ecologia – Coleta seletiva de lixo.

• Nova Enciclopédia Brasileira de Consultas e Pesquisas – Novo Brasil Editora – LTDA – 1980 – pág 917.

• Tratamento de Resíduos Sólidos (compêndio de Publicações) – Universidade de Caxias do Sul – 1991 – pág 206.

• Projeto Phoenix – Pesquisa de Resíduos Sólidos em Campinas – Prefeitura Municipal de Campinas – Capituli I.

• www.ambientalbrasil.com.br

• www.candeeirodastrilhaswordpress.com.br

• http://ambiente.hsw.uol.com.br

• http://biodanca.blogspot.com/2008/10/lixo-o-que-fazer.html

• http://www.todabiologia.com/ecologia/reciclagem.htm

• http://www.suapesquisa.com/reciclagem/

• http://www.lixo.com.br/index.php

• www.colmagno.com.br/meioambiente/sou_terra_D.gif

• www.verde.org.br/.../thumb_200309154010.jpg

• Coleta Seletiva – Reciclando Materiais, Reciclando Valores” de Elizabeth Grimberg e Patricia Blauth (publicado pelo

Instituto Pólis, São Paulo, 1998) disponível em lixo.com.br. Imagem via Governo de Santiago/RS