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resíduos sólidos, Notas de estudo de Engenharia Química

gestão de resíduos sólidos: tipos, classificação, sistemas urbanos de controle de resíduos sólidos, tratamento e disposição final de resíduos sólidos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 25/06/2009

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felipe-vasconcelos-1 🇧🇷

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1. Introdução
É comum definir como resíduos sólidos todo e qualquer resíduo que resulte
das atividades diárias do homem na sociedade (Lima, 2001). Schneider et Al,
(2004) amplia o conceito de resíduo a tudo que é gerado como conseqüência não
desejada de uma atividade humana e, em geral, de qualquer ser vivo. Esta
definição pode ser simplificada como sendo o conjunto de resíduos resultantes
das atividades humanas e dos animais domésticos.
A organização mundial de saúde (OMS) caracteriza os resíduos sólidos
como qualquer coisa que o proprietário não quer mais, em certo local e em certo
momento, e que não apresenta valor comercial, corrente ou percebido.
Ao tratar os resíduos sólidos de maneira correta, por meio de modelos
tecnológicos, a associação brasileira de normas técnicas (2004) define resíduos
sólidos NBR 10004/2004 como os resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que
resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial,
agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos
provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em
equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados
líquidos cujas particularidades tornam inviável o seu lançamento na rede pública
de esgotos ou corpos de água, ou exijam, para isso, soluções técnicas e
economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.
Os impactos ecológicos não eram considerados nas sociedades primitivas,
porque a produção de lixo era reduzida e a possibilidade de assimilação ambiental
era grande. Após o desenvolvimento tecnológico na revolução industrial registrada
no mundo, passaram a exigir considerações capazes de limitar esses impactos. É
dentro desse tipo de sociedade que, em nossos dias, o problema deve ser
considerado, a fim de que esse sistema possa ser devidamente planejado,
tornando-se adequado e eficiente (LIMA, 2001).
Os resíduos sólidos constituem hoje uma das grandes preocupações
ambientais do mundo moderno. As sociedades de consumo avançam destruindo
os recursos naturais e os bens, os quais em geral têm vida útil limitada e são
transformados em resíduos, com quantidades crescentes, gerando impactos
diretos na qualidade de vida e saúde humana.
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1. Introdução

É comum definir como resíduos sólidos todo e qualquer resíduo que resulte

das atividades diárias do homem na sociedade (Lima, 2001). Schneider et Al,

(2004) amplia o conceito de resíduo a tudo que é gerado como conseqüência não

desejada de uma atividade humana e, em geral, de qualquer ser vivo. Esta

definição pode ser simplificada como sendo o conjunto de resíduos resultantes

das atividades humanas e dos animais domésticos.

A organização mundial de saúde (OMS) caracteriza os resíduos sólidos

como qualquer coisa que o proprietário não quer mais, em certo local e em certo

momento, e que não apresenta valor comercial, corrente ou percebido.

Ao tratar os resíduos sólidos de maneira correta, por meio de modelos

tecnológicos, a associação brasileira de normas técnicas (2004) define resíduos

sólidos NBR 10004/2004 como os resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que

resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial,

agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos

provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em

equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados

líquidos cujas particularidades tornam inviável o seu lançamento na rede pública

de esgotos ou corpos de água, ou exijam, para isso, soluções técnicas e

economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.

Os impactos ecológicos não eram considerados nas sociedades primitivas,

porque a produção de lixo era reduzida e a possibilidade de assimilação ambiental

era grande. Após o desenvolvimento tecnológico na revolução industrial registrada

no mundo, passaram a exigir considerações capazes de limitar esses impactos. É

dentro desse tipo de sociedade que, em nossos dias, o problema deve ser

considerado, a fim de que esse sistema possa ser devidamente planejado,

tornando-se adequado e eficiente (LIMA, 2001).

Os resíduos sólidos constituem hoje uma das grandes preocupações

ambientais do mundo moderno. As sociedades de consumo avançam destruindo

os recursos naturais e os bens, os quais em geral têm vida útil limitada e são

transformados em resíduos, com quantidades crescentes, gerando impactos

diretos na qualidade de vida e saúde humana.

2. composição e tipologia

Estima-se que a população mundial, hoje de mais de 6 bilhões de

habitantes, esteja produzindo de 0,5 a 1.0 Kg de resíduos sólidos doméstico por

dia (Mota. 1997, p.202). Tal fato vem agravando o desafio a ser enfrentado pelas

cidades, de assegurar o manejo adequado dos resíduos sólidos, uma vez que

houve uma mudança significativa também na composição dos mesmos. Esta

mudança de composição restringe sobremaneira a adoção de soluções

tradicionais de tratamento, preconizadas na década de 50, a exemplo do aterro e

da incineração. Enquanto, em um passado não muito distante, a produção de

resíduos era de algumas dezenas de Kg/hab.ano (quilos por habitantes ano),

atualmente países altamente industrializados, como os Estados Unidos, produzem

mais de 700 Kg/hab.ano. No Brasil, o valor médio verificado nas cidades mais

populosas é da ordem de 180 Kg/hab.ano (Bidone, 1999).

O resíduo sólido urbano doméstico, hoje, é constituído por uma massa

heterogênea de resíduos, dos quais faz parte uma gama de produtos de risco,

muitos deles tóxicos, além de materiais combustíveis, orgânicos, inertes, etc. São

produtos introduzidos no mercado por hábitos que foram desenvolvidos na

população, acarretando um ciclo “vicioso” de dependência, característico do

modelo capitalista. Estes induzem ao consumo e á maior produção de artigos de

vida útil reduzida, e ao conseqüente grande volume de embalagens descartáveis:

sacos plásticos rígidos e filmes, isopores, etc. (PEREIRA NETO, 1994).

Sabe-se que existem componentes com características de periculosidade no

resíduo sólido urbano, mesmo de origem residencial (ex: pilhas, baterias de

celulares, tintas, medicamentos vencidos, etc). Uma preocupação crescente,

quanto á modificação da composição dos resíduos sólidos está relacionada com

a opção por tratamento e/ou disposição final compatível com o meio ambiente,

considerando que muitos resíduos são eliminados/descartados sem que se leve

em conta suas propriedades químicas e físicas (Nunesmaia, 1997).

Classificação dos resíduos sólidos

Os resíduos sólidos são mais comumente classificados quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente e quanto à natureza ou origem. De acordo com a NBR 10.004 da ABNT, podem ser classificados em:

Classe I ou perigosos

Pequeno Gerador de Resíduos Comerciais é o estabelecimento que gera até 120 litros de lixo por dia. Grande Gerador de Resíduos Comerciais é o estabelecimento que gera um volume de resíduos superior. Analogamente, pequeno gerador de entulho de obras é a pessoa física ou jurídica que gera até 1.000kg ou 50 sacos de 30 litros por dia, enquanto grande gerador de entulho é aquele que gera um volume diário de resíduos acima disso.

Lixo público São os resíduos presentes nos logradouros públicos, em geral resultantes da natureza, tais como folhas, galhadas, poeira, terra e areia e também aqueles descartados irregular e indevidamente pela população: entulho, bens considerados inservíveis, papéis, restos de embalagens e alimentos.

Lixo domiciliar especial São os entulhos de obras, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes e pneus. Os entulhos de obra, também conhecidos como resíduos da construção civil, só estão enquadrados nesta categoria por causa da grande quantidade de sua geração e pela importância que sua recuperação e reciclagem vem assumindo no cenário nacional.

Entulho de obras A indústria da construção civil é a que mais explora recursos naturais. Além disso, a construção civil é ainda a maior indústria geradora de resíduos. Esse material corresponde a algo em torno de 50% da quantidade em peso de resíduos sólidos urbanos coletados em cidades com mais de 500 mil habitantes de diferentes países, inclusive o Brasil.

Composição media do entulho de obra no Brasil: Componentes Valores Argamassa 63, Concreto e blocos 29, Outros 7, Orgânicos 1,

Pilhas e Baterias As pilhas e baterias têm como princípio básico converter energia química em energia elétrica utilizando um metal como combustível. Podem conter um ou mais dos seguintes metais: chumbo (Pb), cádmio (Cd), mercúrio (Hg), níquel (Ni),prata (Ag), lítio (Li), zinco (Zn),manganês (Mn) e seus compostos. As substâncias das pilhas que contêm esses metais possuem características de corrosividade, 0 0 reatividade e toxicidade e são classificadas como "Resíduos Perigosos (^) 1 FClasse I". As substâncias contendo cádmio, chumbo,mercúrio, prata e níquel causam impactos negativos sobre o meio ambiente e, em especial, sobre o homem. Outras substâncias presentes nas pilhas e baterias, como o zinco, o manganês e o lítio, embora não estejam limitadas pela NBR 10.004, também causam problemas ao meio ambiente. Já existem no mercado pilhas e baterias fabricadas com elementos não tóxicos, que podem ser descartadas, sem problemas, juntamente com o lixo domiciliar.

Lâmpadas Fluorescentes

O pó que se torna luminoso encontrado no interior das lâmpadas fluorescentes contém mercúrio. Isso não está restrito apenas às lâmpadas fluorescentes comuns de forma tubular, mas encontra-se também nas lâmpadas fluorescentes compactas. As lâmpadas fluorescentes liberam mercúrio quando são quebradas, queimadas ou enterradas em aterros sanitários, o que as transforma em resíduos perigosos Classe I, uma vez que o mercúrio é tóxico para o sistema nervoso humano e, quando inalado ou ingerido, pode causar vários problemas fisiológicos. Uma vez lançado ao meio ambiente, o mercúrio sofre uma "bioacumulação", isto é, ele tem suas concentrações aumentadas nos tecidos dos peixes tornando-os menos saudáveis, ou mesmo perigosos se forem ingeridos freqüentemente. As mulheres grávidas que se alimentam de peixe contaminado transferem o mercúrio para os fetos, que são particularmente sensíveis aos seus efeitos tóxicos. A acumulação do mercúrio nos tecidos também pode contaminar outras espécies selvagens, como marrecos, aves aquáticas e outros animais.

Pneus São muitos os problemas ambientais gerados pela destinação inadequada dos pneus. Se deixados em ambiente aberto, sujeito a chuvas, os pneus acumulam água, servindo como local para a proliferação de mosquitos, se encaminhados para aterros de lixo convencionais, provocam "ocos" na massa de resíduos, causando a instabilidade do aterro. Se destinados em unidades de incineração, a queima da borracha gera enormes quantidades de material particulado e gases tóxicos, necessitando de um sistema de tratamento dos gases extremamente eficiente e caro.

Lixo de fontes especiais São resíduos que, em função de suas características peculiares, passam a merecer cuidados especiais em seu manuseio, acondicionamento, estocagem, transporte ou disposição final. Dentro da classe de resíduos de fontes especiais, merecem destaque:

Lixo industrial São gerados pelas atividades industriais. São resíduos muito variados que apresentam características diversificadas, pois estas dependem do tipo de produto manufaturado. Devem, portanto, ser estudados caso a caso. Adota-se a NBR 10.004 da ABNT para se classificar os resíduos industriais: Classe I (Perigosos), Classe II (Não-Inertes) e Classe III (Inertes).

Lixo radioativo Aqueles que emitem radiações acima dos limites permitidos pelas normas ambientais. No Brasil, o manuseio, acondicionamento e disposição final do lixo 0 0 radioativo estão a cargo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (^) 1 FCNEN.

Lixo de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários Resíduos gerados em terminais, navios, aviões e veículos de transporte. Os resíduos dos portos e aeroportos são decorrentes do consumo de passageiros em veículos e aeronaves e sua periculosidade está no risco de transmissão de doenças já erradicadas no país. A transmissão também pode se dar através de cargas eventualmente contaminadas, tais como animais, carnes e plantas.

Lixo Agrícola

De quem é a responsabilidade pelo gerenciamento de cada tipo de lixo? TIPOS DE LIXO RESPONSÁVEL Domiciliar Prefeitura Comercial Prefeitura * Público Prefeitura Serviços de saúde Gerador (hospitais etc.) Industrial Gerador (indústrias) Portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários Gerador (portos etc.) Agrícola Gerador (agricultor) Entulho Gerador * Obs.: (*) a Prefeitura é co-responsável por pequenas quantidades (geralmente menos que 50 kg ou 100 lts), e de acordo com a legislação municipal específica da lei 13.478/02.

Fonte: http://www2.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/servicoseobras/residuos_solidos/ http://www.resol.com.br/cartilha4/manual.pdf

SISTEMA URBANO DE CONTROLE DE COLETA DE RESIDOS SÓLIDOS

Importância da limpeza publica no Brasil

O sistema de controle de resíduos sólidos é de fundamental importância para se manter o Saneamento básico que corresponde a um conjunto de procedimentos adotados numa determinada região que visa proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes. Entre os procedimentos do saneamento básico, podemos citar: tratamento de água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e avenidas, e o que condiz com o objetivo deste trabalho que é coleta de resíduos sólidos urbanos.

Com estas medidas de saneamento básico, é possível garantir melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e proliferação de doenças. Ao mesmo tempo, garante-se a preservação do meio ambiente.

Atribuição ao Poder Público

Interesse Local

De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 30, é competência dos municípios organizar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local.Tal atribuição confere a instancia municipal a responsabilidade da gestão dos serviços de saneamento,embora não exclua os níveis estadual e federal de atuar no setor,seja no campo de estabelecimento de diretrizes,seja no da legislação ou na assistência técnica.Portanto é de responsabilidade dos governos estaduais e federais auxiliar o município,promovendo algumas medidas:

  • estabelecendo as normas gerais que serão adotadas como princípios orientadores;
  • tornado acessíveis os programas de financiamento para serviços de limpeza urbana.

Aqui é preciso muita atenção para verificar se as propostas correspondem as realidades regionais e locais. Além dos papeis das administrações municipais exclusivamente uma modernidade de gestão que mostra-se adequada,dada a abrangência que alguns serviços de saneamento assumem,é a da formação de consórcios intermunicipais.Nessas,realiza-se um acordo entre municípios,visando à realização de interesses e objetivos comuns,mediante a utilização de recursos hu manos e matérias que cada um dispõe ou que podem mais facilmente ser obtidos pela união de vários municípios.Esses consórcios além de permitirem a gestão do meio ambiente de forma mais global e integrada,podem constituir em poderosos instrumentos para a viabilização,por exemplo,da disposição de lixo,da produção de água ,da disposição de esgotos e controle de enchentes,em especial nas regiões conurbadas.Em geral,a organização dos consórcios obedece a regionalização das bacias hidrográficas,o que torna mais eficaz a visão da proteção ambiental.

Normatização

Ao município compete organizar e disciplinar os serviços públicos locais de acordo com as necessidades da comunidade. Os serviços de limpeza publica – realizadas nas suas diversas etapas pela população, por suas organizações e pelo poder publico – necessitam ser normatizadas de forma a definir objetivamente as responsabilidades de casa um ( cidadão, entidades e governos) para a obtenção de níveis adequados e higiene individual e coletiva.

Planejanento

Uma administração eficiente da limpeza publica passa por um planejamento consistente, que preveja um programa baseado na realidade local,considerando a disponibilidade dos recursos da Prefeitura.Um diagnóstico permite,conhecendo a situação (de um lado,a estrutura administrativa municipal,seu funcionamento,recursos,legislação pertinente ;de outro os aspectos técnicos – quantidade e lixo produzido,forma de coleta e destinação final),estabelecer prioridades,definir estratégias, fixar objetivos e matas.

Execução

A prefeitura deve definir, clara e formalmente,o órgão ou entidade responsável pela prestação dos serviços de limpeza pública urbana ,dentro de uma estrutura administrativa que funcione integradamente.A Prefeitura pode optar pela realização das tarefas de forma direta ( através da própria administração ou entidades da administração indireta) ou pela concessão parcial ou total dos serviços a firmas particulares,mantendo a fiscalização e o controle.Qualquer que seja a alternativa adotada ,é buscada ,através de canais eficientes de comunicação entre a comunidade e a administração Publica , o atendimento s todos os usuários.

Legislação Ambiental do Município de Belém- As Leis Ambientais de 1983 a julho de 2001

LEI Nº 7.631, de 24 de maio de 1993. Torna obrigatória a coleta seletiva do lixo nas Escolas Públicas, Hospitais, Restaurantes, Supermercados, Feiras, Mercados, Grandes Lojas, Praias, Logradouros Públicos ou similares e dá outras providências. Lei nº 7.940 , de 19/01/ 1999 - dispõe sobre os serviços e obras para a coleta, tratamento e disposição final de esgoto sanitário no Município de Belém e dá outras providências.

Características dos resíduos urbanos

  • os moradores de uma rua colocam os recipientes de lixo em um lugar certo, prevendo sua posterior remoção;
  • isso não se faz a qualquer tempo, mas em dias preestabelecidos, quando passam veículos e funcionários recolhendo o lixo dos recipientes;
  • os usuários sabem a hora aproximada em que o serviço é executado e tratam de tomar suas providencias antes;
  • há diversas maneiras de efetuar a coleta. É preciso um método que coordene todos os movimentos necessários, buscando o máximo de rendimento com o menor esforço;
  • existem também muitos tipos de veículos e equipamentos coletores que devem ser adequados aos lugares onde se presta o serviço. O conjunto de ações e elementos mencionados se chama sistema de coleta. A Prefeitura tomará decisões em relação a cada uma de suas etapas. Assim, definirá o padrão de serviço que irá oferecer a sua comunidade.

Tipos de lixo que são coletados

A Prefeitura ou o órgão prestador do serviço devera regulamentar os tipos de resíduos a serem removidos pelo serviço de coleta. Geralmente são coletados os seguintes tipos de lixo:

  • domiciliar;
  • de grandes estabelecimentos comerciais;
  • industrial, quando não tóxico ou perigoso;
  • de unidades de saúde e de farmácias;
  • animais mortos de pequeno porte;
  • folhas e pequenos arbustos provenientes de jardins particulares;
  • resíduos volumosos, como móveis, veículos abandonados e materiais de demolição. Estes necessitam de um serviço especial para sua retirada, devendo, portanto, ser cobrado dos usuários. Modernamente, para a remoção do lixo domiciliar, vem sendo difundida a idéia da separação, na fonte geradora (domicílios), dos seus diversos componentes recicláveis (papel, plásticos, vidros, metais, etc.) e da sua fração orgânica. Trata-se de coleta seletiva do lixo.

Cobertura do serviço

A coleta do lixo de uma cidade deverá ter como meta atender indistintamente a toda a população, pois o lixo não coletado de uma determinada área e lançado em terrenos baldios, por exemplo, causará problemas sanitários que afetarão não apenas à população das proximidades.

Ponto de coleta dos recipientes Normalmente os moradores devam deixar os recipientes com o lixo na calçada, em frente às suas casas, apenas pouco tempo antes da coleta. Assim, evita-se que animais espalhem os resíduos, entre outros aspectos negativos.

Freqüência de coleta Por razões climáticas, no Brasil, o tempo decorrido entre a geração do lixo domiciliar e seu destino final não deve exceder uma semana para evitar proliferação de moscas, aumento do mau cheiro e a atratividade que o lixo exerce sobre roedores, insetos e outros animais. Em cidades que dispõem de estações de transferência, o lixo ainda permanece armazenado por mais um ou dois dias até que possa ser transportado ao aterro, onde finalmente é coberto com terra no final de cada dia. A freqüência mínima de coleta admissível em um país de clima quente como o Brasil é, portanto, de três vezes por semana. Os fatores que influenciam esta decisão são:

  • tipo de lixo gerado;
  • as condições climáticas;
  • os recursos materiais e humanos à disposição do órgão prestador de serviço;
  • a limitação do espaço necessário ao armazenamento do lixo pelo usuário em sua casa ou negócio.

Freqüência na semana

Diária (exceto domingo) - ideal para o usuário, principalmente no que diz respeito à saúde pública. O usuário não precisa guardar o lixo por mais de um dia. Três vezes - ideal para o sistema, considerando-se a relação entre custo e benefício. Duas vezes - o mínimo admissível sob o ponto de vista sanitário, para países de clima tropical.

Horário da coleta

A regra fundamental para definição do horário de coleta consiste em evitar ao máximo perturbar a população. Deve-se, entretanto, evitar fazer coleta em horários de grande movimento de veículos nas vias principais. A coleta noturna deve ser cercada de cuidados em relação ao controle dos ruídos. As guarnições devem ser instruídas para não altear as vozes. Para começar e preciso decidir se a coleta será diurna ou noturna:

Diurna

Vantagens:

· é a mais econômica; · possibilita melhor fiscalização do serviço.

Desvantagens

· interfere muitas vezes no trânsito de veículos; · maior desgaste dos trabalhadores em regiões de climas quentes, com a conseqüente redução de produtividade.

Noturna

Vantagens:

  • indicada para áreas comerciais e turísticas; · não interfere no trânsito em áreas de tráfego muito intenso durante o dia; · o lixo não fica à vista das pessoas durante o dia.

Desvantagens:

· causa incômodo pelo excesso de ruído provocado pela manipulação dos recipientes de lixo e pelos veículos coletores; · dificulta a fiscalização; · aumenta o custo de mão-de-obra (há um adicional pelo trabalho noturno).

Cada guarnição de coleta deve receber como tarefa uma mesma quantidade de trabalho, que resulte em um esforço físico equivalente. Em áreas com lixo concentrado, os garis carregam muito peso e percorrem pequena extensão de ruas. Inversamente, em áreas com pequena concentração de lixo, os garis carregam pouco peso e percorrem grande extensão. Em ambos os casos, o número de calorias despendidas será aproximadamente o mesmo. É importante que a coleta em cada um dos setores seja sempre responsabilidade de uma mesma guarnição. O conhecimento da área contribui bastante para agilizar o serviço e também facilitar a fiscalização.

Determinação dos roteiros de coleta Finalidade Os roteiros ou itinerários de coleta são definidos para que o serviço se torne o mais eficiente possível. Para tanto, a regularidade do serviço e o conhecimento dos dias e horários de coleta pela população são medidas fundamentais à consolidação dos roteiros. Os roteiros devem ser planejados de tal forma que as guarnições comecem seu trabalho no ponto mais distante do local de destino do lixo e, com a progressão do trabalho, se movam na direção daquele local, reduzindo as distâncias (e o tempo) de percurso.

Divide-se a área da cidade a ter seus roteiros de coleta redimensionados em subáreas, com densidades demográficas semelhantes, por exemplo, as subáreas I, II e III.

Critérios

Deve-se contar, sempre que possível, com a colaboração da equipe de coleta e dos fiscais no planejamento ou nas alterações de roteiros. Eles, mais do que ninguém, conhecem as características e peculiaridades do serviço.

Para que os setores sejam bem dimensionados, torna-se necessário adotar o seguinte critério básico:

  • utilizar ao máximo a capacidade de carga dos veículos coletores, isto é, evitar as viagens com carga incompleta;
  • aproveitar integralmente a jornada normal de trabalho da mão-de-obra;
  • reduzir os trajetos improdutivos, ou seja, aqueles em que não se está coletando;
  • fazer uma distribuição equilibrada da carga de trabalho para cada dia e também para todas as guarnições;
  • estabelecer que o começo de um itinerário seja próximo à garagem e o término próximo ao local de destino, sempre que for possível;
  • a coleta em áreas com fortes declividades deve ser programada para o início da viagem (o caminhão está mais leve);
  • sempre que possível, coletar nos dois lados da rua ao mesmo tempo, mediante trajetos com poucas voltas.

Como já mencionado anteriormente, deve-se ainda lembrar:

  • em ruas muito largas ou de trânsito intenso é aconselhável fazer a coleta primeiro de um lado e depois do outro;
  • quando a rua servir de estacionamento a muitos veículos e/ou possuir trânsito intenso, é aconselhável escolher os horários em que esteja mais desimpedida (horário noturno para ás área comerciais e diurno para áreas residenciais);
  • não é recomendável a entrada dos caminhões coletores em travessas de curta extensão ou em ruas sem saída. Nestes casos, a coleta deve ser efetuada com os trabalhadores portando, por exemplo, tambores de 200 litros sobre carrinhos de roda de borracha.

Dimensionamento

Se os locais de destino não possuírem balança, a carga de lixo dos veículos coletores deverá ser pesada buscando-se alternativas em balanças de empresas ou de órgãos públicos. Se ainda assim isto não for possível, pode-se utilizar, para o redimensionamento de roteiros de coleta, um método aproximado e simplificado, baseado nos volumes de resíduos coletados, denominado "cubagem".No método da "cubagem", deve-se utilizar um recipiente padrão, chamado "caçamba", com capacidade conhecida, por exemplo, 100 litros, para o qual deve ser transferido todo o lixo recolhido em cada ponto. A caçamba, então, será esvaziada no vestíbulo de carga do caminhão coletor, contando-se as vezes que forem necessárias para transferir todo o lixo de uma quadra. O método de cubagem consiste em:

  • realizar cubagens por quadra nos dias de pico de produção durante a semana, em geral nas segundas e terças-feiras;
  • anotar em mapa as cubagens em cada quadra, como exemplificado na Figura
  • testar os novos roteiros na prática, medindo os tempos, a fim de proceder os ajustes necessários.
  • escolher um recipiente-padrão de transferência para os trabalhadores utilizarem na operação de coleta. Latões de 100 litros são uma boa opção; Deve ser anotada também a quantidade de recipientes padrão necessária para completar uma carga do veiculo empregado;
  • registrar as cubagens diárias, quadra por quadra, em mapas, onde também estarão as sentido de tráfego e topografia;
  • determinar a extensão do itinerário, que será limitado pelo número de viagens que o veículo coletor fará do local de destino em cada dia.;
  • multiplicar o número de viagens diárias previstas pela quantidade de recipientes-padrão que o veículo coletor pode conter. Este será o tamanho do itinerário medido em número de recipientes;
  • traçar em mapa o itinerário que parecer mais apropriado, somando o número de recipientes por quadra até que se atinja o total calculado no item anterior.

Implantação do serviço

Após explicar aos trabalhadores (guarnição, motoristas e fiscalização) sobre os objetivos das novas medidas, os roteiros serão colocados em prática procedendo-se a um acompanhamento dos tempos empregados no deslocamento do veículo em todos os percursos. Este estudo possibilitara alguns ajustes. As ocorrências mais comuns são:

  • alguns veículos carregarão, na última viagem prevista para o dia, apenas uma parcela da carga para a qual estão dimensionados e, neste caso, o último roteiro deve ser aumentado;
  • outros veículos estarão sobrecarregados, não conseguindo recolher o lixo do setor no número de viagens programadas, havendo necessidade de se diminuir o itinerário.
  • organização do trabalho dos catadores nas ruas evitando problemas na coleta de lixo e o armazenamento de materiais em logradouros públicos;
  • redução de despesas com a coleta, transferência e disposição final dos resíduos separados pelos catadores que, portanto, não serão coletados, transportados e dispostos em aterro pelo sistema de limpeza urbana da cidade. Essa economia pode e deve ser revertida às cooperativas de catadores, não em recursos financeiros, mas em forma de investimentos em infraestrutura (galpões de reciclagem, carrinhos padronizados, prensas, elevadores de fardos, uniformes), de modo a permitir a valorização dos produtos catados no mercado de recicláveis.É importante que os municípios que optem por esse modelo ofereçam apoio institucional para formação das cooperativas, principalmente no que tange à cessão de espaço físico, assistência jurídica e administrativa para legalização e, como já dito acima, fornecimento de alguns equipamentos básicos, tais como prensas enfardadeiras, carrinhos etc. Um exemplo,está no Pará com Cooperativa dos Profissionais do Aurá – COOTPA.

Disposição Final de Resíduos Sólidos

Com o crescimento das cidades, o desafio da limpeza urbana não consiste apenas em remover o lixo de logradouros e edificações, mas, principalmente, em dar um destino final adequado aos resíduos coletados. Essa questão merece atenção porque, ao realizar a coleta de lixo de forma ineficiente, a prefeitura é pressionada pela população para melhorar a qualidade do serviço, pois se trata de uma operação totalmente visível aos olhos da população. Contudo, ao se dar uma destinação final inadequada aos resíduos, poucas pessoas serão diretamente incomodadas, fato este que não gerará pressão por parte da população. Assim, diante de um orçamento restrito, como ocorre em grande número das municipalidades brasileiras, o sistema de limpeza urbana não hesitará em relegar a disposição final para o segundo plano, dando prioridade à coleta e à limpeza pública. Por essa razão, é comum observar nos municípios de menor porte a presença de "lixões", ou seja, locais onde o lixo coletado é lançado diretamente sobre o solo sem qualquer controle e sem quaisquer cuidados ambientais, poluindo tanto o solo, quanto o ar e as águas subterrâneas e superficiais das vizinhanças. Os lixões, além dos problemas sanitários com a proliferação de vetores de doenças, também se constituem em sério problema social, porque acabam atraindo os "catadores", indivíduos que fazem da catação do lixo um meio de sobrevivência, muitas vezes permanecendo na área do aterro, em abrigos e casebres, criando famílias e até mesmo formando comunidades. Diante desse quadro, a única forma de se dar destino final adequado aos resíduos sólidos é através de aterros, sejam eles sanitários, controlados, com lixo triturado ou com lixo compactado. Todos os demais processos ditos como de destinação final (usinas de reciclagem, de compostagem e de incineração) são, na realidade, processos de tratamento ou beneficiamento do lixo, e não prescindem de um aterro para a disposição de seus rejeitos.

Tratamento de resíduos sólidos

Conceituação

Define-se tratamento como uma série de procedimentos destinados a reduzir a quantidade ou o potencial poluidor dos resíduos sólidos, seja impedindo descarte de lixo em ambiente ou local inadequado, seja transformando-o em material inerte ou biologicamente estável.

Tratamento de resíduos sólidos urbanos

Reciclagem Denomina-se reciclagem a separação de materiais do lixo domiciliar, tais como papéis, plásticos, vidros e metais, com a finalidade de trazê-los de volta à indústria para serem beneficiados. Esses materiais são novamente transformados em produtos comercializáveis no mercado de consumo. A reciclagem propicia as seguintes vantagens:

  • preservação de recursos naturais;
  • economia de energia;
  • geração de emprego e renda;
  • conscientização da população para as questões ambientais. O material reciclável misturado no lixo fica sujo e contaminado, tornando seu beneficiamento mais complicado. Ele deve ser separado em uma usina de reciclagem através de processos manuais e eletromecânicos, conseguindo-se em geral uma eficiência de apenas 3 a 6% em peso, dependendo do tamanho e do grau de sofisticação tecnológica da usina. A escolha do material reciclável a ser separado nas unidades de reciclagem depende, sobretudo, da demanda da indústria. Todavia, na grande maioria das unidades são separados os seguintes materiais:
  • papel e papelão;
  • plástico duro (PVC, polietileno de alta densidade, PET);
  • plástico filme (polietileno de baixa densidade);
  • garrafas inteiras;
  • vidro claro, escuro e misto;
  • metal ferroso (latas, chaparia etc.);
  • metal não-ferroso (alumínio, cobre, chumbo, antimônio etc.)

A compostagem Define-se compostagem como o processo natural de decomposição biológica de materiais orgânicos (aqueles que possuem carbono em sua estrutura) de origem animal e vegetal pela ação de microorganismos. Para que ela ocorra não é necessária a adição de qualquer componente físico ou químico à massa do lixo. A compostagem pode ser aeróbia ou anaeróbia, em função da presença ou não de oxigênio no processo. Na compostagem anaeróbia a decomposição é realizada por microorganismos que podem viver em ambientes sem a presença de oxigênio; ocorre em baixa temperatura, com exalação de fortes odores, e leva mais tempo até que a matéria orgânica se estabilize. Na compostagem aeróbia, processo mais adequado ao tratamento do lixo domiciliar, a decomposição é realizada por microorganismos que só vivem na presença de oxigênio. A temperatura pode chegar a até 70ºC. Os odores emanados não são agressivos e a decomposição é mais veloz. O processo de compostagem aeróbio de resíduos orgânicos tem como produto final o composto orgânico, um material rico em húmus e nutrientes minerais que pode ser utilizado na agricultura como recondicionador de solos, com algum potencial fertilizante. Fases da compostagem O processo de compostagem aeróbia pode ser dividido em duas fases.

Este composto deve ser regularmente submetido a análises físico- químicas de forma a assegurar o padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo governo.

Tratamento de resíduos da construção civil

A forma de tratamento dos resíduos da construção civil mais difundida é a segregação (ou "limpeza"), seguida de trituração e reutilização na própria indústria da construção civil. O entulho reciclado pode ser usado como base e sub-base de rodovias, agregado graúdo na execução de estruturas de edifícios, em obras de arte de concreto armado e em peças pré-moldadas.

A reciclagem dos resíduos da construção civil apresenta as seguintes vantagens:

*** redução de volume de extração de matérias - primas;

  • conservação de matérias-primas não - renováveis;
  • correção dos problemas ambientais urbanos gerados pela deposição indiscriminada de resíduos de construção na malha urbana;
  • colocação no mercado de materiais de construção de custo mais baixo;
  • criação de novos postos de trabalho para mão-de-obra com baixa qualificação.**

Seqüência de operação:

*** o entulho trazido pelos caminhões de coleta é pesado na balança da usina de reciclagem, de onde é encaminhado para o pátio de recepção;**

*** caso seja compatível com o equipamento, o veículo faz a descarga no pátio, onde também se processa a separação manual (com auxilio de uma pá carregadeira) dos materiais inservíveis, como plásticos, metais e pequenas quantidades de matéria orgânica;**

*** os materiais segregados são classificados em comercializáveis (sucata ferrosa) e inservíveis (material restante), sendo depositados em locais separados para armazenamento e destinação futura;**

*** livre dos inservíveis, o entulho é levemente umedecido através de um sistema de aspersão, de forma a minimizar a quantidade de poeira gerada pela trituração. Em seguida, é colocado pela pá carregadeira no alimentador, que faz a dosagem correta do material;**

0 0 Usina de Reciclagem de entulho de B.H. (^) 1 FAlimentador e triturador

*** passando pelo alimentador, o material segue para o moinho, onde é triturado. Do triturador o material segue numa pequena esteira rolante equipada com separador magnético, onde é feita a separação de resíduos de ferro que escaparam da triagem e foram introduzidos no moinho de impacto;**

*** após esta separação inicial, o material é encaminhado à peneira vibratória, que faz a separação do material nas granulometrias selecionadas;**

*** da peneira, cada uma das frações é transportada para o seu respectivo pátio de estocagem por meio de uma esteira.**

0 0 Usina de Reciclagem de entulho de B.H. (^) 1 FEsteira

O material estocado deve ser mantido permanentemente úmido para evitar a dispersão de poeiras e para impedir seu carreamento pelo vento.

A carga dos veículos que levam o entulho triturado para aproveitamento é feita por uma pá carregadeira similar à do pátio de recepção.

Os produtos fabricados em uma usina de reciclagem são:

*** briquetes para calçada;

  • sub-base e base de rodovias;
  • blocos para muros e alvenaria de casas populares;
  • agregado miúdo para revestimento;
  • agregados para a construção de meios-fios, bocas-de-lobo, sarjetas.**

Tratamento de resíduos sólidos industriais É comum proceder ao tratamento de resíduos industriais com vistas à sua reutilização ou, pelo menos, torná-los inertes. Contudo, dada a diversidade dos mesmos, não existe um processo preestabelecido, havendo sempre a necessidade de realizar uma pesquisa e o desenvolvimento de processos economicamente viáveis. Em termos práticos, os processos de tratamento mais comum para sólidos são:

  • encapsulamento, que consiste em revestir os resíduos com uma camada de resina sintética impermeável e de baixíssimo índice de lixiviação;
  • incorporação, onde os resíduos são agregados à massa de concreto ou de cerâmica em uma quantidade tal que não prejudique o meio ambiente, ou ainda que possam ser acrescentados a materiais combustíveis sem gerar gases prejudiciais ao meio ambiente após a queima;
  • processos de destruição térmica, como incineração e pirólise

Tratamento de resíduos de serviços de saúde São muitas as tecnologias para tratamento de resíduos de serviços de saúde. Até pouco tempo, a disputa no mercado de tratamento de resíduos de serviços de saúde era entre a incineração e a autoclavagem, já que, em muitos países, a disposição em valas sépticas não é aceita. Recentemente, com os avanços da pesquisa no campo ambiental e a maior conscientização das pessoas, os riscos de poluição atmosférica advindos do processo de incineração fizeram com que este processo tivesse sérias restrições técnicas e econômicas de aplicação, devido à exigência de tratamentos muito caros para os gases e efluentes líquidos gerados, acarretando uma sensível perda na sua parcela de mercado. Todavia, novas tecnologias foram desenvolvidas, dando origem a diferentes processos já comercialmente disponíveis. Qualquer que seja a tecnologia de tratamento a ser adotada, ela terá que atender às seguintes premissas:

  • promover a redução da carga biológica dos resíduos, de acordo com os padrões exigidos, ou seja, eliminação do bacillus stearothermophilus no caso de esterilização, e do bacillussubtyllis, no caso de desinfecção;