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RESUMÃO DE ECONOMIA 1, Resumos de Economia

Resumo de Economia, baseado do livro de Mankiw (até o assunto de monopólio)

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 14/07/2021

emely-melo-7
emely-melo-7 🇧🇷

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10 princípios da economia
Como as pessoas tomam decisões
O economista como cientista
Modelos econômicos
Diagrama do fluxo circular
A fronteira de possibilidades de produção
Interdependência e ganhos comerciais
As forças de mercado da oferta e da
demanda
Mercados e competição
Demanda
Demanda de mercado x Demanda
individual
Deslocamentos da curva de demanda
Oferta
Elasticidade e sua aplicação
Cálculo da elasticidade-preço da
demanda
Método do ponto médio
A variedade das curvas de demanda
Elasticidade e receita total ao longo de
uma curva de demanda linear
Elasticidade-renda da demanda
A elasticidade da oferta
Elasticidade-preço da oferta
Cálculo da elasticidade-preço da oferta
A variedade das curvas de oferta
Oferta, demanda e políticas do governo
Impostos
Incidência tributária a maneira como o
ônus tributário é distribuído entre as
pessoas que formam a economia.
Elasticidade e incidência tributária
Consumidores, produtores e eficiência dos
mercados
Usando a curva de demanda para medir o
excedente do consumidor
Como um preço baixo eleva o excedente
do consumidor
O que o excedente do consumidor mede
Como um preço mais alto aumenta o
excedente do produtor
Eficiência de mercado
Comércio internacional
Preço mundial e vantagem comparativa
Os ganhadores e perdedores no comércio
internacional
Ganhos e perdas de um país exportador
Ganhos e perdas de um país importador
Os efeitos de uma tarifa
Outros benefícios do comércio
internacional
Externalidades
Externalidades e ineficiência do mercado
Políticas públicas para as externalidades
Soluções privadas para as externalidades
Teorema de Coase
Por que as soluções privadas nem sempre
funcionam
Bens públicos e recursos comuns
Os diferentes tipos de bens
Bens públicos
Recursos comuns
Tragédia dos comuns
A importância dos direitos de propriedade
Custo de produção
Custos como custos de oportunidade
O custo do capital como custo de
oportunidade
Lucro econômico x lucro contábil
Produção e custos
As diversas medidas do custo
Custos fixos e variáveis
Custo médio e marginal
Curvas de custos e suas formas
Curva de custos típicas
Custos no curto e no longo prazo
Empresas em mercados competitivos
O que é um mercado competitivo
A receita de uma empresa competitiva
Maximização do lucro e a curva de oferta
de uma empresa competitiva
A decisão da empresa de suspender as
atividades no curto prazo
Leite derramado e outros custos
irrecuperáveis
A decisão da empresa de entrar em um
mercado ou sair dele no longo prazo
Medindo o lucro da empresa competitiva
por meio de um gráfico
A curva de oferta em um mercado
competitivo
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10 princípios da economia Como as pessoas tomam decisões O economista como cientista Modelos econômicos Diagrama do fluxo circular A fronteira de possibilidades de produção Interdependência e ganhos comerciais As forças de mercado da oferta e da demanda Mercados e competição Demanda Demanda de mercado x Demanda individual Deslocamentos da curva de demanda Oferta Elasticidade e sua aplicação Cálculo da elasticidade-preço da demanda Método do ponto médio A variedade das curvas de demanda Elasticidade e receita total ao longo de uma curva de demanda linear Elasticidade-renda da demanda A elasticidade da oferta Elasticidade-preço da oferta Cálculo da elasticidade-preço da oferta A variedade das curvas de oferta Oferta, demanda e políticas do governo Impostos Incidência tributária → a maneira como o ônus tributário é distribuído entre as pessoas que formam a economia. Elasticidade e incidência tributária Consumidores, produtores e eficiência dos mercados Usando a curva de demanda para medir o excedente do consumidor Como um preço baixo eleva o excedente do consumidor O que o excedente do consumidor mede Como um preço mais alto aumenta o excedente do produtor Eficiência de mercado Comércio internacional Preço mundial e vantagem comparativa Os ganhadores e perdedores no comércio internacional Ganhos e perdas de um país exportador Ganhos e perdas de um país importador Os efeitos de uma tarifa Outros benefícios do comércio internacional Externalidades Externalidades e ineficiência do mercado Políticas públicas para as externalidades Soluções privadas para as externalidades Teorema de Coase Por que as soluções privadas nem sempre funcionam Bens públicos e recursos comuns Os diferentes tipos de bens Bens públicos Recursos comuns Tragédia dos comuns A importância dos direitos de propriedade Custo de produção Custos como custos de oportunidade O custo do capital como custo de oportunidade Lucro econômico x lucro contábil Produção e custos As diversas medidas do custo Custos fixos e variáveis Custo médio e marginal Curvas de custos e suas formas Curva de custos típicas Custos no curto e no longo prazo Empresas em mercados competitivos O que é um mercado competitivo A receita de uma empresa competitiva Maximização do lucro e a curva de oferta de uma empresa competitiva A decisão da empresa de suspender as atividades no curto prazo Leite derramado e outros custos irrecuperáveis A decisão da empresa de entrar em um mercado ou sair dele no longo prazo Medindo o lucro da empresa competitiva por meio de um gráfico A curva de oferta em um mercado competitivo

A mudança na demanda no curto e no longo prazo Monopólio Por que surgem os monopólios Monopólios criados pelo governo Monopólios naturais Como os monopólios decidem produzir e como determinar o preço Receita de um monopólio Maximização do lucro O custo do monopólio em relação ao bem -estar Peso morto Lucro do monopólio: um custo social? Discriminação de preço Política pública quanto aos monopólios Aumento da competição com as leis antitruste Regulamentação

O economista como cientista Os economistas buscam abordar seu campo com a objetividade dos cientistas. Eles desenvolvem teorias, colhem dados e analisam-os para confirmar ou refutar suas teorias. Fazer testes ou experimentos no campo econômico é complicado, portanto, os economistas devem se satisfazer com os dados que o mundo dá para eles, eles estudam a evolução. Os economistas adotam hipóteses para simplificar o mundo complexo e torná-lo mais fácil de entender. A arte do pensamento científico, em qualquer área, está em decidir quais hipóteses adotar. E os economistas utilizam diferentes hipóteses para diferentes questões. Modelos econômicos Os economistas utilizam modelos, na forma de diagramas ou equações, para melhor entendimento e todos eles são construídos com hipóteses. Todos os modelos simplificam a realidade para que possamos compreendê-la melhor. Diagrama do fluxo circular É uma maneira simples de organizar todas as transações que ocorrem entre as famílias e as empresas na economia. As empresas produzem bens e serviços usando insumos, como trabalho, terra e capital, os quais são chamados fatores de produção. As famílias são proprietárias dos fatores de produção e consomem todos os bens e serviços que as empresas produzem. As famílias e as empresas interagem em 2 tipos de mercados: nos mercados de bens e serviços , as famílias são compradoras e as empresas vendedoras; nos mercados de fatores de produção , as famílias são vendedoras e as empresas compradoras. Nesses mercados, as famílias fornecem os insumos que as empresas usam para produzir bens e serviços. Os fatores de produção fluem das famílias para as empresas e os bens e serviços fluem das empresas para as famílias. A despesa com bens e serviços flui das famílias para as empresas e a renda, na forma de salários, aluguéis e lucros, flui das empresas para as famílias. A fronteira de possibilidades de produção É um gráfico que mostra as diversas possibilidades de produção que a economia pode produzir dados os fatores de produção e a tecnologia produtiva disponíveis que as empresas podem usar para transformar esses fatores em produto. O resultado do ponto C é impossível pois os recursos são escassos: a economia não tem fatores de produção suficientes para sustentar esse nível de produção. Um resultado é considerado eficiente se a economia está obtendo tudo que pode dos recursos escassos que tem à disposição. Pontos na fronteira de produção (e não dentro dela) representam níveis eficientes de produção, quando a economia produz num ponto da fronteira, como no ponto A, não há como produzir uma quantidade maior de um bem sem reduzir a produção do outro. O ponto D representa um resultado ineficiente. A fronteira de possibilidades de produção mostra um tradeoff que a sociedade enfrenta. Uma vez que tenhamos atingido os pontos de eficiência na fronteira, a única maneira de obter mais de um bem é obtendo menos do outro. A fronteira de possibilidades de produção também mostra que o custo de oportunidade de um bem é medido em termos do outro.

A fronteira de possibilidades de produção mostra um tradeoff em determinado momento, mas ele pode mudar ao longo do tempo. Por exemplo, se um avanço tecnológico na indústria de computadores aumentar o número de computadores que um trabalhador é capaz de produzir, a economia poderá fabricar mais computadores para um dado número de carros. Como resultado, a fronteira de possibilidades de produção se desloca para fora. Por causa desse crescimento econômico, a sociedade pode desfrutar de mais computadores e mais carros. Microeconomia e macroeconomia A economia é estudada em níveis: na microeconomia estuda-se como as famílias e empresas tomam decisões e como elas interagem em mercados específicos; já na macroeconomia estuda-se os fenômenos que englobam toda a economia, influindo inflação, desemprego e crescimento econômico. Elas estão intimamente ligadas, é impossível entender os desdobramentos macroeconômicos sem considerar as decisões microeconômicas a eles associadas. Análise positiva x Análise normativa Declarações positivas - são descritivas; afirmam como o mundo é. Declarações normativas - são prescritivas; tratam de como o mundo deveria ser. Os economistas divergem de opinião por 2 motivos básico:

  • os economistas podem discordar quanto à validade de teorias positivas alternativas sobre o funcionamento do mundo;
  • os economistas podem ter valores diferentes e, portanto, visões normativas diferentes sobre que políticas devem ser realizadas. Interdependência e ganhos comerciais Interdependência : as pessoas são dependentes de produtos de outros lugares.
  • As pessoas são melhores quando se especializam e comercializam com outras.
  • A produção e o comércio são determinados pelas diferenças de custos de oportunidade. Vantagem absoluta : habilidade de produzir um bem com menor quantidade de insumos que outro produtor. Custo de oportunidade : aquilo que abrimos mão para obter algum item. Vantagem comparativa : habilidade para produzir um bem com menor custo de oportunidade que outro produtor. O produtor que abre mão de menor quantidade de outros bens para produzir o bem X tem menor custo de oportunidade de produção desse bem e desfruta de uma vantagem comparativa na sua produção. Os ganhos do comércio se baseiam na vantagem comparativa, não na absoluta. Quando cada pessoa se especializa na produção do bem no qual tem vantagem comparativa, a produção total da economia aumenta. O comércio pode beneficiar todos os membros da sociedade porque permite que as pessoas se especializem em atividades nas quais têm uma vantagem comparativa.
  • Para que ambas as partes tenham ganhos, o preço da comercialização deve ficar entre os custos de oportunidade. A interdependência e o comércio são desejáveis porque permitem que cada um deles possa desfrutar de uma maior quantidade e variedade de bens e serviços. As forças de mercado da oferta e da demanda Oferta e demanda são as forças que fazem as economias de mercado funcionar, são elas que determinam a quantidade produzida de cada bem e o preço que o bem será vendido.

de mercado aumenta a cada preço e a curva de demanda se desloca para a direita. Oferta Quantidade ofertada: é a quantidade que os vendedores querem e podem vender. Lei da oferta: quando o preço de um bem aumenta, a quantidade ofertada desse bem também aumenta, e, quando um preço cai, a quantidade ofertada também cai. Escala de oferta: tabela que mostra a relação entre o preço e a quantidade ofertada de um bem. Oferta de mercado x oferta individual A oferta de mercado é a soma das ofertas de todos os vendedores. Para encontrar a quantidade ofertada total a cada preço, soma-se as quantidades encontradas no eixo horizontal das curvas de oferta individuais. Deslocamentos da curva de oferta Aumento na oferta → desloca a curva para a direita. Redução da oferta → desloca a curva para a esquerda. Variáveis que podem deslocar a curva de oferta:

  • Preço dos insumos: quando o preço dos insumos aumenta a produção dos bens se torna menos lucrativa. Assim, a oferta de um bem está negativamente relacionada com o preço dos insumos usados em sua produção.
  • Tecnologia: os avanços na tecnologia reduzem os custos de produção e aumentam a oferta. - Expectativas: a expectativa, em relação aos preços, do fornecedor aumenta ou diminui a quantidade ofertada. - Número de vendedores: se houver menos vendedores, menos quantidade será ofertada no mercado. Oferta e demanda reunidas Equilíbrio: situação na qual o preço de mercado atinge o nível em que a quantidade ofertada é igual à quantidade demandada (no gráfico: ponto que ocorre intersecção das curvas de oferta e demanda). Preço nessa intersecção é chamado preço de demanda e a quantidade quantidade demandada. O equilíbrio também é chamado preço de ajustamento do mercado porque, nesse preço, os compradores compram tudo que desejam comprar e os vendedores vendem tudo que desejam vender. Excesso de oferta: os fornecedores não conseguem vender tudo que querem. Excesso de demanda: os compradores não conseguem comprar tudo que querem ao preço vigente. Lei da oferta e da demanda: o preço de qualquer bem se ajusta para trazer a quantidade ofertada e a quantidade demandada para o equilíbrio. Três etapas para analisar mudanças no equilíbrio:
  1. Analisar se o acontecimento desloca a curva de oferta ou demanda ou ambas;
  2. Analisar em qual direção a curva se desloca;
  3. Usar o diagrama de oferta e demanda para verificar como o deslocamento altera o preço e a quantidade de equilíbrio.

Deslocamento das curvas x movimentos ao longo delas Deslocamento da curva → mudança da oferta / mudança da demanda Movimento ao longo de uma curva de oferta → mudança na quantidade ofertada Movimento ao longo de uma curva de demanda → mudança na quantidade demandada Elasticidade e sua aplicação Elasticidade: é uma medida do tamanho da resposta dos compradores e vendedores às mudanças das condições do mercado. A elasticidade-preço da demanda e seus determinantes Elasticidade-preço da demanda : mede o quanto os consumidores estão dispostos a deixar de adquirir um bem à medida que seu preço aumenta. A demanda por um bem é elástica se a quantidade demandada responde a mudanças no preço. A demanda por um bem é inelástica se a quantidade demandada responde pouco a mudanças no preço. Algumas coisas que influenciam a elasticidade-preço da demanda:

  • disponibilidade de substitutos próximos: bens com substitutos próximos tendem a ter demanda mais elástica porque é mais fácil trocá-los por outros.
  • bens necessários x bens supérfluos: os bens necessários tendem a ter demanda inelástica, enquanto a demanda por bens supérfluos tende a ser elástica.
  • definição do mercado: a elasticidade da demanda em qualquer mercado depende de como traçamos os seus limites. Mercados definidos de forma restrita (sorvete de baunilha) tendem a ter demanda mais elástica do que mercados definidos de forma ampla (alimentos).
  • horizonte de tempo: tendem a apresentar demanda mais elástica em horizontes de tempo mais longos. Cálculo da elasticidade-preço da demanda Elasticidade-preço da demanda = variação percentual na quantidade demandada / variação percentual do preço Método do ponto médio Elast.-preço = (Q2 - Q1) / [(Q2 + Q1) / 2]

(P2 - P1) / [(P2 + P1) / 2] A variedade das curvas de demanda As curvas de demanda são classificadas de acordo com sua elasticidade. A demanda é elástica quando a elasticidade é maior que 1; e inelástica quando é menor que 1; se a elasticidade é igual a 1, a variação da quantidade é proporcionalmente igual à variação do preço → a demanda possui elasticidade unitária. → Quanto mais horizontal for uma curva de demanda, maior será a elasticidade-preço da demanda. → Quanto mais vertical for uma curva de demanda, menor será a elasticidade-preço da demanda. Receita total e elasticidade-preço da demanda Receita total → quantia paga pelos compradores e recebida pelos vendedores de um bem. Receita total = preço x quantidade vendida

  • Demanda inelástica → preço e receita total movem-se na mesma direção.
  • Demanda elástica → preço e receita total movem-se em direções opostas.

Oferta, demanda e políticas do governo Quando o governo impõe um preço máximo obrigatório a um mercado competitivo, surge uma escassez do produto e os vendedores são obrigados a racionar os produtos entre um grande número de compradores em potencial. Os preços mínimos, como os preços máximos, são uma tentativa do governo para manter os preços em níveis que não são o de equilíbrio. Quando o governo impõe um preço mínimo obrigatório causa um excedente de produtos. Impostos Incidência tributária → a maneira como o ônus tributário é distribuído entre as pessoas que formam a economia. Quando um bem é tributado, a quantidade vendida desse bem é menor no novo equilíbrio ⇒ os impostos desencorajam a atividade do mercado. Compradores e vendedores dividem o ônus dos impostos ⇒ os compradores pagam mais pelo bem e os vendedores recebem menos por ele. Compradores e vendedores compartilharão o ônus, independentemente da forma como o imposto é cobrado. Elasticidade e incidência tributária Quando um imposto incide sobre um mercado com oferta altamente elástica e demanda relativamente inelástica, o preço recebido pelos vendedores não cai muito (de modo que os vendedores arcam apenas com uma pequena parte do ônus). No entanto, o preço pago pelos compradores sobre substancialmente (indicando que eles arcam com a maior parte do ônus do imposto). Em um mercado com oferta relativamente inelástica e demanda muito elástica, os vendedores não respondem muito a mudanças no preço (a curva da oferta é mais íngreme), e os compradores respondem muito a mudanças de preço (a curva de demanda tem inclinação menos acentuada). Ou seja, o preço pago pelos compradores não sobre muito, enquanto o preço recebido pelos vendedores cai. Desse modo, os vendedores arcam com a maior parte do ônus do imposto. → O ônus de um imposto recai mais pesadamente sobre o lado menos elástico do mercado. Quando o bem é tributado, o lado com menos alternativas boas tem menor condição de deixar o mercado e precisa arcar com uma parcela maior do ônus do imposto.

Consumidores, produtores e eficiência dos mercados Economia do bem-estar ⇒ estudo de como a alocação de recursos afeta o bem-estar econômico. O equilíbrio de oferta e demanda em um mercado maximiza os benefícios totais recebidos por compradores e vendedores. Excedente do consumidor Benefícios que os compradores recebem por sua participação no mercado. Disposição para pagar É o valor máximo que um comprador pagará por um bem. Cada comprador gostaria de pagar por um preço menor do que sua disposição para pagar e se recusaria a pagar um preço maior do que sua disposição paga pagar. Excedente do consumidor é a quantia que um comprador está disposto a pagar por um bem menos a quantia que realmente paga por ele. Mede o benefício que os compradores obtêm por sua participação no mercado. Usando a curva de demanda para medir o excedente do consumidor O excedente está ligado à curva de demanda de um produto. A escala de demanda é derivada da disposição para pagar dos compradores. Comprador marginal o primeiro comprador que deixaria o mercado se o preço fosse mais alto. A área abaixo da curva de demanda e acima do preço mede o excedente do consumidor em um mercado. Como um preço baixo eleva o excedente do consumidor Como os compradores sempre gostariam de pagar menos pelos bens que compram, um preço menor faz os compradores de um bem ficarem em uma situação melhor. O que o excedente do consumidor mede O excedente do consumidor reflete o bem-estar econômico, supondo que os consumidores são racionais ao tomar decisões e suas preferências devem ser respeitadas. Excedente do produtor a quantia que um vendedor recebe por um bem menos o seu custo de produção. Mede o benefício que os vendedores recebem por sua participação em um mercado. Custo o valor de tudo aquilo de que um vendedor precisa abrir mão para produzir um bem. Vendedora marginal é aquela que seria a primeira a deixar o mercado se o preço for menor.

internamente e a quantidade demandada internamente ao preço mundial. Os vendedores se beneficiam, mas os compradores são prejudicados. O excedente total aumenta, o que indica que o comércio melhora o bem-estar econômico do país como um todo. Antes de ser permitido o comércio, o preço se ajusta para equilibrar a oferta e a demanda internas. O excedente do consumidor - a área entre a curva de demanda e o preço anterior ao comércio - é a área A + B. O excedente do produtor - a área entre a curva de oferta e o preço anterior ao comércio - é a área C. O excedente total anterior ao comércio - a soma dos excedentes do consumidor e do produtor - é a área A + B + C. Depois de se permitir o comércio, o preço interno sobre até o nível do preço mundial. O excedente do consumidor passa a ser a área A (a área entre a curva de demanda e o preço mundial). O excedente do produtor aumenta para a área B + C + D (a área entre a curva de oferta e o preço mundial). Com isso, o excedente total com o comércio é a área A + B + C + D. Esses cálculos de bem-estar mostram quem ganha e quem perde com o comércio em um país exportador. Os vendedores se beneficiam porque seu excedente aumenta. Mas os compradores ficam em pior situação porque o excedente do consumidor diminui. Como os ganhos dos vendedores superam as perdas dos compradores, o excedente total aumenta. Essa análise de um país exportador leva a duas conclusões:

  • Quando um país permite o comércio e se torna exportador de um bem, os produtores internos do bem ficam em melhor situação e os consumidores internos ficam em pior situação.
  • O comércio aumenta o bem-estar econômico de uma nação na medida em que os ganhos dos beneficiados superam as perdas dos prejudicados. Ganhos e perdas de um país importador Uma vez permitido o comércio, o preço interno cai até igualar-se ao mundial. A curva de oferta mostra o montante produzido internamente, e a curva de demanda mostra o montante consumido internamente. As importações são iguais à diferença entre a quantidade demandada internamente e a quantidade ofertada internamente ao preço mundial. Os compradores se beneficiam. O excedente total aumenta em valor equivalente à área D, o que indica que o comércio melhora o bem-estar econômico do país como um todo. Esses cálculos de bem-estar mostram quem ganha e quem perde com o comércio em um país importador. Os compradores se beneficiam porque há um aumento no excedente do consumidor equivalente à área

B + D. Os vendedores se veem em pior situação porque o excedente do produtor cai o equivalente à área B. Os ganhos dos compradores superam as perdas dos vendedores e o aumento do excedente total é dado pela área D. Essa análise de um país importador leva a duas conclusões paralelas sobre um país exportador:

  • Quando um país permite o comércio e se torna importador de um bem, os consumidores internos desse bem ficam em melhor situação e os produtores internos desse bem são prejudicados.
  • O comércio aumenta o bem-estar econômico de uma nação na medida em que os ganhos dos que se beneficiam do comércio superam as perdas daqueles que são prejudicados por ele. Os efeitos de uma tarifa Tarifa é um imposto sobre bens produzidos no exterior e vendidos internamente (imposto sobre bens importados, ou seja, só afeta os países importadores). Havendo livre comércio, o preço interno iguala-se ao preço mundial. Os fornecedores internos agora podem vender seu produto pelo preço mundial mais o valor da tarifa. Assim, o preço do bem - tanto do importado quanto do produzido internamente - aumenta o equivalente à tarifa e se aproxima do preço que vigoraria na ausência do comércio. A mudança do preço afeta o comportamento dos compradores e vendedores internos. Como a tarifa eleva o preço do bem, reduz a quantidade demandada internamente e eleva a quantidade ofertada internamente. Assim, a tarifa reduz a quantidade de importações e desloca o mercado interno para um ponto mais próximo de seu equilíbrio sem comércio. Considerando os ganhos e as perdas resultantes da tarifa, os vendedores internos ficam em melhor situação (já que ela aumenta o preço interno) e os compradores internos em pior. Além disso, o governo obtém receita. Para determinarmos o efeito total da tarifa sobre o bem-estar, somamos a variação do excedente do consumidor (que é negativa), a variação do excedente do produtor (positiva) e a variação da receita do governo (positiva). Concluímos que o excedente total no mercado diminui o equivalente à área D + F. Essa diminuição no excedente total é denominada peso morto da tarifa. Uma tarifa causa um peso morto porque é um tipo de imposto. Como a maioria dos impostos, ela distorce os incentivos e afasta a alocação de recursos escassos do ótimo. Nesse caso, podemos identificar 2 efeitos:
  1. Quando a tarifa eleva o preço interno dos tecidos para um preço que fica acima do preço mundial, incentiva os produtores internos a aumentar a produção. Embora o custo de produzir essas unidades adicionais exceda o custo de adquiri-las ao preço mundial, a tarifa torna a fabricação lucrativa para os produtores internos.
  2. Quando a tarifa eleva o preço que os compradores internos têm de pagar, incentiva-os a reduzir o consumo. Embora os consumidores internos valorizem essas unidades adicionais, por estarem acima do preço mundial, a tarifa os induz a cortar essas compras.

Imposto corretivo → confere um incentivo econômico para reduzir a externalidade. → os economistas preferem impostos corretivos à regulamentação (alcançam o objetivo de modo mais eficiente - diminuir a externalidade). Os impostos corretivos são os incentivos corretos para a presença de externalidades e alocam a alocação de recursos para mais perto do ótimo social. Assim, ao mesmo tempo que arrecadam receita para o governo, aumentam a eficiência econômica. Soluções privadas para as externalidades Tipos de solução privada:

  • Códigos morais e sanções sociais: não é certo jogar lixo em lugares públicos
  • Instituições filantrópicas
  • Faculdades e Universidades
  • Contratos entre as partes interessadas Teorema de Coase Se os agentes econômicos privados puderem negociar sem custo a alocação de recursos, poderão resolver por si só os problemas das externalidades. → A distribuição inicial dos direitos não afeta a capacidade que o mercado tem de atingir um resultado eficiente. Em resumo: o teorema de Coase diz que os agentes econômicos privados podem solucionar o problema das externalidades entre si. Qualquer que seja a distribuição inicial dos direitos, as partes interessadas sempre podem chegar a um acordo no qual todos fiquem em uma situação melhor e o resultado seja eficiente. Por que as soluções privadas nem sempre funcionam O teorema de Coase só se aplica quando as partes não têm dificuldades para chegar a um acordo e aplicá-lo. Às vezes, as partes interessadas não conseguem resolver um problema de externalidade por causa dos custos de transação (são custos que as partes têm na negociação e implementação do acordo. Quando a negociação privada não funciona, o governo às vezes pode desempenhar um papel - já que é uma instituição concebida para agir em nome da coletividade. Bens públicos e recursos comuns Os bens gratuitos proporcionam um desafio para a análise econômica. A maioria dos bens em nossa economia é alocada em mercados onde os compradores pagam pelo que recebem e os vendedores são pagos pelo que fornecem. Para esses bens, os preços são os sinais que orientam as decisões de compradores e vendedores, e dessas decisões resulta a alocação eficiente de recursos. Quando os bens estão disponíveis gratuitamente, as forças de mercado que alocam os recursos em nossa economia deixam de existir. Quando um bem não tem preço, os mercados privados não conseguem garantir que ele seja produzido e consumido nas quantidades apropriadas. Nesses casos, a política governamental pode remediar a falha do mercado e aumentar o bem-estar econômico. Os diferentes tipos de bens Os bens são agrupados segundo duas categorias:
  • Propriedade da exclusão : propriedade em que as pessoas podem ser impedidas de usar um bem;
  • Rivalidade no consumo: propriedade de um bem pela qual sua utilização por uma pessoa reduz a possibilidade de outras pessoas utilizá-lo.

Com base nessas características, os bens se dividem em 4 categorias:

  • bens privados : são tanto excludentes quanto rivais. Você não receberá se não pagar e, depois que recebe, é a única pessoa que se beneficia.
  • bens públicos : não são nem excludentes nem rivais. As pessoas não podem ser impedidas de usá-lo e, quando uma pessoa usa, não reduz a disponibilidade dele, podendo ser utilizado por outras pessoas sem prejuízo para elas (ex.: sirene de tornado).
  • recursos comuns : são rivais, mas não excludentes (ex.: os peixes do mar).
  • bens artificialmente escassos : são excludentes, mas não rivais (ex.: proteção contra incêndios numa cidade pequena). Quando se trata de bens públicos e de recursos naturais, as externalidades surgem porque algo de valor não tem preço estipulado. Se alguém proporciona um bem público as outras pessoas se beneficiam, pois recebem o benefício sem pagar por ele (externalidade positiva). Da mesma forma, quando uma pessoa usa um recurso comum às outras pessoas são prejudicadas, elas sofrem uma perda e não são compensadas por ela (externalidade negativa). Por causa desses efeitos externos, as decisões privadas de consumo e produção podem levar a uma alocação ineficiente dos recursos, e a intervenção do governo pode potencialmente aumentar o bem-estar econômico. Bens públicos O problema dos caronas Carona é uma pessoa que recebe o benefício de um bem, mas evita pagar por ele. Como as pessoas teriam um incentivo para usufruir gratuitamente, o mercado não apresentaria resultado eficiente. Como os bens públicos são excludentes, o problema dos caronas impede que o mercado privado os ofereça. O governo pode potencialmente resolver o problema. Se o governo resolver que os benefícios totais excedem os custos, pode proporcionar o bem público e pagar por ele com a receita de impostos, deixando todos em melhor situação. Alguns bens públicos importantes: - defesa nacional - pesquisa básica - luta contra a pobreza Ao decidir se algo é um bem público, é preciso determinar o número de beneficiários e verificar se eles podem ser excluídos do uso do bem. O problema dos caronas surge quando o número de beneficiários é grande e excluir qualquer um deles é impossível. A difícil tarefa da análise de custo-benefício A análise de custo-benefício é um estudo que compara os custos e os benefícios de um bem público para a sociedade. O governo faz essa análise para decidir se vale a pena fazer alguma obra pública. Um fornecimento de bens públicos é mais difícil que um fornecimento de bens privados. Quando os compradores de um bem privado entram no mercado, revelam o valor que atribuem a ele por meio do preço que estão dispostos a pagar. Ao mesmo tempo, os vendedores revelam o custo pelo preço que estão dispostos a aceitar. O equilíbrio é uma forma eficiente de alocação de recursos porque reflete essa informação. Entretanto, os analistas de custo-benefício não observam nenhum sinal de preço ao avaliarem se o governo deve fornecer um bem público e quanto deve fornecer. Portanto, suas conclusões são aproximações. Recursos comuns Os recursos comuns não são excludentes, mas são rivais: o uso de um recurso comum por uma pessoa reduz a possibilidade que outras pessoas têm de usá-lo. Assim, os recursos comuns dão origem a um novo problema. Uma vez fornecido o bem, os formuladores de políticas precisam se preocupar com a quantidade usada desse recurso. Tragédia dos comuns História com uma lição: quando alguém usa um recurso comum, diminui o desfrute que as outras pessoas podem ter dele. Por causa dessa externalidade negativa, os recursos comuns tendem a ser usados em excesso. O

Curva de custo total é o gráfico da quantidade produzida no eixo horizontal e o custo total no eixo vertical. A inclinação da curva de custo total aumenta com a quantidade produzida, enquanto a inclinação da função de produção diminui. Quando a quantidade produzida é elevada, a curva de custo total apresenta inclinação relativamente íngreme. As diversas medidas do custo A partir dos dados do custo total de uma empresa, podemos derivar diversas outras medidas de custo. Custos fixos e variáveis Custos fixos: não variam com a quantidade produzida. A empresa incorre neles mesmo que não produza nada. Custos variáveis: mudam à medida que a quantidade produzida varia. O custo total de uma empresa é a soma dos custos fixos e variáveis. Custo médio e marginal Custo médio: é o custo total dividido pela quantidade produzida. CTM = CT/Q Custo marginal: é o aumento no custo total decorrente da produção de uma unidade adicional. CMg = ΔCT/ΔQ O custo total médio nos dá o custo de uma unidade de produto se o custo total for dividido por igual entre todas as unidades produzidas. O custo marginal nos diz quanto aumenta o custo total em decorrência da produção de uma unidade adicional de produto. Curvas de custos e suas formas Os gráficos de custo médio e marginal serão úteis para analisar o comportamento das empresas. Características que são comuns às curvas de custos: o formato da curva de custo marginal, o formato da curva de custo total médio e a relação entre custo marginal e custo total médio. Custo marginal ascendente : o custo marginal aumenta com a quantidade produzida. Curva de custo total médio em forma de U : isso ocorre porque o custo total médio é a soma do custo fixo médio e do custo variável médio. O custo fixo sempre diminui à medida que a produção aumenta porque o custo fixo se distribui por um maior número de unidades. O custo variável médio costuma aumentar quando a produção aumenta por causa do produto marginal decrescente. A parte mais baixa da curva em U ocorre na quantidade que minimiza o custo total médio. Essa quantidade é chamada de escala eficiente da empresa. Na escala de eficiência, essas duas forças se equilibram para apresentar o custo total médio mais baixo possível. A relação entre custo marginal e custo total médio : sempre que o custo marginal for menor que o custo total médio, o custo total médio estará em queda. Sempre que o custo marginal for maior que o custo total médio, o custo total médio estará aumentando. A curva de custo marginal cruza a curva de custo total médio em seu ponto de mínimo, porque em baixos níveis de produção, o custo marginal é inferior ao custo total médio, de modo que o custo total médio está em queda, mas, depois que as duas curvas se cruzam, o custo marginal aumenta mais que o custo total médio. O custo total médio tem de começar a aumentar a partir desse nível de produção. Curva de custos típicas Em muitas empresas, o produto marginal decrescente não começa a ocorrer imediatamente após a contratação do primeiro trabalhador. Dependendo do processo de produção, o segundo ou o terceiro trabalhadores podem ter um

produto marginal maior do que o primeiro porque uma equipe de trabalhadores pode dividir as tarefas e trabalhar com maior produtividade que um único trabalhador. Essas empresas teriam um aumento no produto marginal durante algum tempo, até o instante em que aparecesse o produto marginal decrescente. Em níveis baixos de produção, a empresa apresenta um produto marginal crescente, e a curva de custo marginal decresce. Por fim, a empresa começa a apresentar produto marginal decrescente, e a curva de custo marginal começa a se elevar. Essa combinação de produto marginal crescente e depois decrescente faz com que a curva de custo variável médio também tenha forma de U. As curvas de custos compartilham as seguintes propriedades:

  • A partir de determinado nível de produção, o custo marginal aumenta com o aumento da quantidade produzida.
  • A curva de custo médio total tem forma de U.
  • A curva de custo marginal cruza com a curva de custo total médio no ponto em que o curso total médio é mínimo. Custos no curto e no longo prazo Os custos de uma empresa podem depender do tempo considerado. A relação entre custo total médio no curto e no longo prazo Como muitas decisões são fixas no curto prazo, mas variáveis no longo prazo, as curvas de custos de longo prazo das empresas diferem de suas curvas de custos de curto prazo. A curva de custo total médio de longo prazo tem o formato de U e é muito mais plana do que as de curto prazo. Além disso, todas as curvas de curto prazo estão na curva de longo prazo ou acima dela. Essas propriedades devem-se ao fato de que as empresas têm flexibilidade maior no longo prazo. Essencialmente, no longo prazo, as empresas podem escolher a curva de curto prazo que desejam usar, mas, no curto prazo, têm de usar a curva que escolheram no passado. O gráfico mostra como os custos de curto e longo prazo estão relacionados. Economias e deseconomias de escala O formato da curva de custo total médio de longo prazo transmite informações importantes sobre a tecnologia da produção de um bem. Ela nos mostra a variação dos custos na escala de operações de uma empresa. - economias de escala : a curva de custo total médio de longo prazo decresce com o aumento da produção; - deseconomias de escala : a curva de custo total médio de longo prazo se eleva com a produção; - retornos constantes de escala : a curva de custo total médio de longo prazo não varia com o nível de produção. As economias de escala surgem porque maiores níveis de produção possibilitam especialização entre os trabalhadores, o que permite que cada trabalhador se torne melhor em uma tarefa específica. As deseconomias de escala surgem por causa de problemas de coordenação na empresa.