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Resumo de Economia, baseado do livro de Mankiw (até o assunto de monopólio)
Tipologia: Resumos
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10 princípios da economia Como as pessoas tomam decisões O economista como cientista Modelos econômicos Diagrama do fluxo circular A fronteira de possibilidades de produção Interdependência e ganhos comerciais As forças de mercado da oferta e da demanda Mercados e competição Demanda Demanda de mercado x Demanda individual Deslocamentos da curva de demanda Oferta Elasticidade e sua aplicação Cálculo da elasticidade-preço da demanda Método do ponto médio A variedade das curvas de demanda Elasticidade e receita total ao longo de uma curva de demanda linear Elasticidade-renda da demanda A elasticidade da oferta Elasticidade-preço da oferta Cálculo da elasticidade-preço da oferta A variedade das curvas de oferta Oferta, demanda e políticas do governo Impostos Incidência tributária → a maneira como o ônus tributário é distribuído entre as pessoas que formam a economia. Elasticidade e incidência tributária Consumidores, produtores e eficiência dos mercados Usando a curva de demanda para medir o excedente do consumidor Como um preço baixo eleva o excedente do consumidor O que o excedente do consumidor mede Como um preço mais alto aumenta o excedente do produtor Eficiência de mercado Comércio internacional Preço mundial e vantagem comparativa Os ganhadores e perdedores no comércio internacional Ganhos e perdas de um país exportador Ganhos e perdas de um país importador Os efeitos de uma tarifa Outros benefícios do comércio internacional Externalidades Externalidades e ineficiência do mercado Políticas públicas para as externalidades Soluções privadas para as externalidades Teorema de Coase Por que as soluções privadas nem sempre funcionam Bens públicos e recursos comuns Os diferentes tipos de bens Bens públicos Recursos comuns Tragédia dos comuns A importância dos direitos de propriedade Custo de produção Custos como custos de oportunidade O custo do capital como custo de oportunidade Lucro econômico x lucro contábil Produção e custos As diversas medidas do custo Custos fixos e variáveis Custo médio e marginal Curvas de custos e suas formas Curva de custos típicas Custos no curto e no longo prazo Empresas em mercados competitivos O que é um mercado competitivo A receita de uma empresa competitiva Maximização do lucro e a curva de oferta de uma empresa competitiva A decisão da empresa de suspender as atividades no curto prazo Leite derramado e outros custos irrecuperáveis A decisão da empresa de entrar em um mercado ou sair dele no longo prazo Medindo o lucro da empresa competitiva por meio de um gráfico A curva de oferta em um mercado competitivo
A mudança na demanda no curto e no longo prazo Monopólio Por que surgem os monopólios Monopólios criados pelo governo Monopólios naturais Como os monopólios decidem produzir e como determinar o preço Receita de um monopólio Maximização do lucro O custo do monopólio em relação ao bem -estar Peso morto Lucro do monopólio: um custo social? Discriminação de preço Política pública quanto aos monopólios Aumento da competição com as leis antitruste Regulamentação
O economista como cientista Os economistas buscam abordar seu campo com a objetividade dos cientistas. Eles desenvolvem teorias, colhem dados e analisam-os para confirmar ou refutar suas teorias. Fazer testes ou experimentos no campo econômico é complicado, portanto, os economistas devem se satisfazer com os dados que o mundo dá para eles, eles estudam a evolução. Os economistas adotam hipóteses para simplificar o mundo complexo e torná-lo mais fácil de entender. A arte do pensamento científico, em qualquer área, está em decidir quais hipóteses adotar. E os economistas utilizam diferentes hipóteses para diferentes questões. Modelos econômicos Os economistas utilizam modelos, na forma de diagramas ou equações, para melhor entendimento e todos eles são construídos com hipóteses. Todos os modelos simplificam a realidade para que possamos compreendê-la melhor. Diagrama do fluxo circular É uma maneira simples de organizar todas as transações que ocorrem entre as famílias e as empresas na economia. As empresas produzem bens e serviços usando insumos, como trabalho, terra e capital, os quais são chamados fatores de produção. As famílias são proprietárias dos fatores de produção e consomem todos os bens e serviços que as empresas produzem. As famílias e as empresas interagem em 2 tipos de mercados: nos mercados de bens e serviços , as famílias são compradoras e as empresas vendedoras; nos mercados de fatores de produção , as famílias são vendedoras e as empresas compradoras. Nesses mercados, as famílias fornecem os insumos que as empresas usam para produzir bens e serviços. Os fatores de produção fluem das famílias para as empresas e os bens e serviços fluem das empresas para as famílias. A despesa com bens e serviços flui das famílias para as empresas e a renda, na forma de salários, aluguéis e lucros, flui das empresas para as famílias. A fronteira de possibilidades de produção É um gráfico que mostra as diversas possibilidades de produção que a economia pode produzir dados os fatores de produção e a tecnologia produtiva disponíveis que as empresas podem usar para transformar esses fatores em produto. O resultado do ponto C é impossível pois os recursos são escassos: a economia não tem fatores de produção suficientes para sustentar esse nível de produção. Um resultado é considerado eficiente se a economia está obtendo tudo que pode dos recursos escassos que tem à disposição. Pontos na fronteira de produção (e não dentro dela) representam níveis eficientes de produção, quando a economia produz num ponto da fronteira, como no ponto A, não há como produzir uma quantidade maior de um bem sem reduzir a produção do outro. O ponto D representa um resultado ineficiente. A fronteira de possibilidades de produção mostra um tradeoff que a sociedade enfrenta. Uma vez que tenhamos atingido os pontos de eficiência na fronteira, a única maneira de obter mais de um bem é obtendo menos do outro. A fronteira de possibilidades de produção também mostra que o custo de oportunidade de um bem é medido em termos do outro.
A fronteira de possibilidades de produção mostra um tradeoff em determinado momento, mas ele pode mudar ao longo do tempo. Por exemplo, se um avanço tecnológico na indústria de computadores aumentar o número de computadores que um trabalhador é capaz de produzir, a economia poderá fabricar mais computadores para um dado número de carros. Como resultado, a fronteira de possibilidades de produção se desloca para fora. Por causa desse crescimento econômico, a sociedade pode desfrutar de mais computadores e mais carros. Microeconomia e macroeconomia A economia é estudada em níveis: na microeconomia estuda-se como as famílias e empresas tomam decisões e como elas interagem em mercados específicos; já na macroeconomia estuda-se os fenômenos que englobam toda a economia, influindo inflação, desemprego e crescimento econômico. Elas estão intimamente ligadas, é impossível entender os desdobramentos macroeconômicos sem considerar as decisões microeconômicas a eles associadas. Análise positiva x Análise normativa Declarações positivas - são descritivas; afirmam como o mundo é. Declarações normativas - são prescritivas; tratam de como o mundo deveria ser. Os economistas divergem de opinião por 2 motivos básico:
de mercado aumenta a cada preço e a curva de demanda se desloca para a direita. Oferta Quantidade ofertada: é a quantidade que os vendedores querem e podem vender. Lei da oferta: quando o preço de um bem aumenta, a quantidade ofertada desse bem também aumenta, e, quando um preço cai, a quantidade ofertada também cai. Escala de oferta: tabela que mostra a relação entre o preço e a quantidade ofertada de um bem. Oferta de mercado x oferta individual A oferta de mercado é a soma das ofertas de todos os vendedores. Para encontrar a quantidade ofertada total a cada preço, soma-se as quantidades encontradas no eixo horizontal das curvas de oferta individuais. Deslocamentos da curva de oferta Aumento na oferta → desloca a curva para a direita. Redução da oferta → desloca a curva para a esquerda. Variáveis que podem deslocar a curva de oferta:
Deslocamento das curvas x movimentos ao longo delas Deslocamento da curva → mudança da oferta / mudança da demanda Movimento ao longo de uma curva de oferta → mudança na quantidade ofertada Movimento ao longo de uma curva de demanda → mudança na quantidade demandada Elasticidade e sua aplicação Elasticidade: é uma medida do tamanho da resposta dos compradores e vendedores às mudanças das condições do mercado. A elasticidade-preço da demanda e seus determinantes Elasticidade-preço da demanda : mede o quanto os consumidores estão dispostos a deixar de adquirir um bem à medida que seu preço aumenta. A demanda por um bem é elástica se a quantidade demandada responde a mudanças no preço. A demanda por um bem é inelástica se a quantidade demandada responde pouco a mudanças no preço. Algumas coisas que influenciam a elasticidade-preço da demanda:
(P2 - P1) / [(P2 + P1) / 2] A variedade das curvas de demanda As curvas de demanda são classificadas de acordo com sua elasticidade. A demanda é elástica quando a elasticidade é maior que 1; e inelástica quando é menor que 1; se a elasticidade é igual a 1, a variação da quantidade é proporcionalmente igual à variação do preço → a demanda possui elasticidade unitária. → Quanto mais horizontal for uma curva de demanda, maior será a elasticidade-preço da demanda. → Quanto mais vertical for uma curva de demanda, menor será a elasticidade-preço da demanda. Receita total e elasticidade-preço da demanda Receita total → quantia paga pelos compradores e recebida pelos vendedores de um bem. Receita total = preço x quantidade vendida
Oferta, demanda e políticas do governo Quando o governo impõe um preço máximo obrigatório a um mercado competitivo, surge uma escassez do produto e os vendedores são obrigados a racionar os produtos entre um grande número de compradores em potencial. Os preços mínimos, como os preços máximos, são uma tentativa do governo para manter os preços em níveis que não são o de equilíbrio. Quando o governo impõe um preço mínimo obrigatório causa um excedente de produtos. Impostos Incidência tributária → a maneira como o ônus tributário é distribuído entre as pessoas que formam a economia. Quando um bem é tributado, a quantidade vendida desse bem é menor no novo equilíbrio ⇒ os impostos desencorajam a atividade do mercado. Compradores e vendedores dividem o ônus dos impostos ⇒ os compradores pagam mais pelo bem e os vendedores recebem menos por ele. Compradores e vendedores compartilharão o ônus, independentemente da forma como o imposto é cobrado. Elasticidade e incidência tributária Quando um imposto incide sobre um mercado com oferta altamente elástica e demanda relativamente inelástica, o preço recebido pelos vendedores não cai muito (de modo que os vendedores arcam apenas com uma pequena parte do ônus). No entanto, o preço pago pelos compradores sobre substancialmente (indicando que eles arcam com a maior parte do ônus do imposto). Em um mercado com oferta relativamente inelástica e demanda muito elástica, os vendedores não respondem muito a mudanças no preço (a curva da oferta é mais íngreme), e os compradores respondem muito a mudanças de preço (a curva de demanda tem inclinação menos acentuada). Ou seja, o preço pago pelos compradores não sobre muito, enquanto o preço recebido pelos vendedores cai. Desse modo, os vendedores arcam com a maior parte do ônus do imposto. → O ônus de um imposto recai mais pesadamente sobre o lado menos elástico do mercado. Quando o bem é tributado, o lado com menos alternativas boas tem menor condição de deixar o mercado e precisa arcar com uma parcela maior do ônus do imposto.
Consumidores, produtores e eficiência dos mercados Economia do bem-estar ⇒ estudo de como a alocação de recursos afeta o bem-estar econômico. O equilíbrio de oferta e demanda em um mercado maximiza os benefícios totais recebidos por compradores e vendedores. Excedente do consumidor Benefícios que os compradores recebem por sua participação no mercado. Disposição para pagar É o valor máximo que um comprador pagará por um bem. Cada comprador gostaria de pagar por um preço menor do que sua disposição para pagar e se recusaria a pagar um preço maior do que sua disposição paga pagar. Excedente do consumidor é a quantia que um comprador está disposto a pagar por um bem menos a quantia que realmente paga por ele. Mede o benefício que os compradores obtêm por sua participação no mercado. Usando a curva de demanda para medir o excedente do consumidor O excedente está ligado à curva de demanda de um produto. A escala de demanda é derivada da disposição para pagar dos compradores. Comprador marginal o primeiro comprador que deixaria o mercado se o preço fosse mais alto. A área abaixo da curva de demanda e acima do preço mede o excedente do consumidor em um mercado. Como um preço baixo eleva o excedente do consumidor Como os compradores sempre gostariam de pagar menos pelos bens que compram, um preço menor faz os compradores de um bem ficarem em uma situação melhor. O que o excedente do consumidor mede O excedente do consumidor reflete o bem-estar econômico, supondo que os consumidores são racionais ao tomar decisões e suas preferências devem ser respeitadas. Excedente do produtor a quantia que um vendedor recebe por um bem menos o seu custo de produção. Mede o benefício que os vendedores recebem por sua participação em um mercado. Custo o valor de tudo aquilo de que um vendedor precisa abrir mão para produzir um bem. Vendedora marginal é aquela que seria a primeira a deixar o mercado se o preço for menor.
internamente e a quantidade demandada internamente ao preço mundial. Os vendedores se beneficiam, mas os compradores são prejudicados. O excedente total aumenta, o que indica que o comércio melhora o bem-estar econômico do país como um todo. Antes de ser permitido o comércio, o preço se ajusta para equilibrar a oferta e a demanda internas. O excedente do consumidor - a área entre a curva de demanda e o preço anterior ao comércio - é a área A + B. O excedente do produtor - a área entre a curva de oferta e o preço anterior ao comércio - é a área C. O excedente total anterior ao comércio - a soma dos excedentes do consumidor e do produtor - é a área A + B + C. Depois de se permitir o comércio, o preço interno sobre até o nível do preço mundial. O excedente do consumidor passa a ser a área A (a área entre a curva de demanda e o preço mundial). O excedente do produtor aumenta para a área B + C + D (a área entre a curva de oferta e o preço mundial). Com isso, o excedente total com o comércio é a área A + B + C + D. Esses cálculos de bem-estar mostram quem ganha e quem perde com o comércio em um país exportador. Os vendedores se beneficiam porque seu excedente aumenta. Mas os compradores ficam em pior situação porque o excedente do consumidor diminui. Como os ganhos dos vendedores superam as perdas dos compradores, o excedente total aumenta. Essa análise de um país exportador leva a duas conclusões:
B + D. Os vendedores se veem em pior situação porque o excedente do produtor cai o equivalente à área B. Os ganhos dos compradores superam as perdas dos vendedores e o aumento do excedente total é dado pela área D. Essa análise de um país importador leva a duas conclusões paralelas sobre um país exportador:
Imposto corretivo → confere um incentivo econômico para reduzir a externalidade. → os economistas preferem impostos corretivos à regulamentação (alcançam o objetivo de modo mais eficiente - diminuir a externalidade). Os impostos corretivos são os incentivos corretos para a presença de externalidades e alocam a alocação de recursos para mais perto do ótimo social. Assim, ao mesmo tempo que arrecadam receita para o governo, aumentam a eficiência econômica. Soluções privadas para as externalidades Tipos de solução privada:
Com base nessas características, os bens se dividem em 4 categorias:
Curva de custo total é o gráfico da quantidade produzida no eixo horizontal e o custo total no eixo vertical. A inclinação da curva de custo total aumenta com a quantidade produzida, enquanto a inclinação da função de produção diminui. Quando a quantidade produzida é elevada, a curva de custo total apresenta inclinação relativamente íngreme. As diversas medidas do custo A partir dos dados do custo total de uma empresa, podemos derivar diversas outras medidas de custo. Custos fixos e variáveis Custos fixos: não variam com a quantidade produzida. A empresa incorre neles mesmo que não produza nada. Custos variáveis: mudam à medida que a quantidade produzida varia. O custo total de uma empresa é a soma dos custos fixos e variáveis. Custo médio e marginal Custo médio: é o custo total dividido pela quantidade produzida. CTM = CT/Q Custo marginal: é o aumento no custo total decorrente da produção de uma unidade adicional. CMg = ΔCT/ΔQ O custo total médio nos dá o custo de uma unidade de produto se o custo total for dividido por igual entre todas as unidades produzidas. O custo marginal nos diz quanto aumenta o custo total em decorrência da produção de uma unidade adicional de produto. Curvas de custos e suas formas Os gráficos de custo médio e marginal serão úteis para analisar o comportamento das empresas. Características que são comuns às curvas de custos: o formato da curva de custo marginal, o formato da curva de custo total médio e a relação entre custo marginal e custo total médio. Custo marginal ascendente : o custo marginal aumenta com a quantidade produzida. Curva de custo total médio em forma de U : isso ocorre porque o custo total médio é a soma do custo fixo médio e do custo variável médio. O custo fixo sempre diminui à medida que a produção aumenta porque o custo fixo se distribui por um maior número de unidades. O custo variável médio costuma aumentar quando a produção aumenta por causa do produto marginal decrescente. A parte mais baixa da curva em U ocorre na quantidade que minimiza o custo total médio. Essa quantidade é chamada de escala eficiente da empresa. Na escala de eficiência, essas duas forças se equilibram para apresentar o custo total médio mais baixo possível. A relação entre custo marginal e custo total médio : sempre que o custo marginal for menor que o custo total médio, o custo total médio estará em queda. Sempre que o custo marginal for maior que o custo total médio, o custo total médio estará aumentando. A curva de custo marginal cruza a curva de custo total médio em seu ponto de mínimo, porque em baixos níveis de produção, o custo marginal é inferior ao custo total médio, de modo que o custo total médio está em queda, mas, depois que as duas curvas se cruzam, o custo marginal aumenta mais que o custo total médio. O custo total médio tem de começar a aumentar a partir desse nível de produção. Curva de custos típicas Em muitas empresas, o produto marginal decrescente não começa a ocorrer imediatamente após a contratação do primeiro trabalhador. Dependendo do processo de produção, o segundo ou o terceiro trabalhadores podem ter um
produto marginal maior do que o primeiro porque uma equipe de trabalhadores pode dividir as tarefas e trabalhar com maior produtividade que um único trabalhador. Essas empresas teriam um aumento no produto marginal durante algum tempo, até o instante em que aparecesse o produto marginal decrescente. Em níveis baixos de produção, a empresa apresenta um produto marginal crescente, e a curva de custo marginal decresce. Por fim, a empresa começa a apresentar produto marginal decrescente, e a curva de custo marginal começa a se elevar. Essa combinação de produto marginal crescente e depois decrescente faz com que a curva de custo variável médio também tenha forma de U. As curvas de custos compartilham as seguintes propriedades: