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RESUMÃO CONTABILIDADE BÁSICA, Resumos de Contabilidade

Resumo do livro Contabilidade Básica de José Carlos Marion.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 14/07/2021

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CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE
CAPÍTULO 3 - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CAPÍTULO 4 - BALANÇO PATRIMONIAL
CAPÍTULO 5 - BL GRUPO DE CONTAS
CAPÍTULO 6 - APURAÇÃO DO RESULTADO E REGIMES DE CONTABILIDADE
CAPÍTULO 7 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
CAPÍTULO 8 - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA E PLANO DE CONTAS
CAPÍTULO 9 - CONTABILIDADE POR BALANÇOS SUCESSIVOS
CAPÍTULO 10 - CONTABILIZAÇÃO DAS CONTAS DE BALANÇO - DÉBITO E CRÉDITO
CAPÍTULO 11 - BALANCETE DE VERIFICAÇÃO E MÉTODOS DAS PARTIDAS DOBRADAS
CAPÍTULO 12 - CONTABILIZAÇÃO DE CONTAS DE RESULTADO E APURAÇÃO CONTÁBIL DO LUCRO
CAPÍTULO 13 - LIVROS CONTÁBEIS
CAPÍTULO 14 - SISTEMAS CONTÁBEIS E DISPOSIÇÕES SOBRE ESCRITURAÇÃO MERCANTIL
CAPÍTULO 15 - ATIVO NÃO CIRCULANTE E A DEPRECIAÇÃO
CAPÍTULO 16 - CICLO CONTÁBIL E LEVANTAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
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CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE

CAPÍTULO 3 - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CAPÍTULO 4 - BALANÇO PATRIMONIAL

CAPÍTULO 5 - BL GRUPO DE CONTAS

CAPÍTULO 6 - APURAÇÃO DO RESULTADO E REGIMES DE CONTABILIDADE

CAPÍTULO 7 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

CAPÍTULO 8 - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA E PLANO DE CONTAS

CAPÍTULO 9 - CONTABILIDADE POR BALANÇOS SUCESSIVOS

CAPÍTULO 10 - CONTABILIZAÇÃO DAS CONTAS DE BALANÇO - DÉBITO E CRÉDITO

CAPÍTULO 11 - BALANCETE DE VERIFICAÇÃO E MÉTODOS DAS PARTIDAS DOBRADAS

CAPÍTULO 12 - CONTABILIZAÇÃO DE CONTAS DE RESULTADO E APURAÇÃO CONTÁBIL DO LUCRO

CAPÍTULO 13 - LIVROS CONTÁBEIS

CAPÍTULO 14 - SISTEMAS CONTÁBEIS E DISPOSIÇÕES SOBRE ESCRITURAÇÃO MERCANTIL

CAPÍTULO 15 - ATIVO NÃO CIRCULANTE E A DEPRECIAÇÃO

CAPÍTULO 16 - CICLO CONTÁBIL E LEVANTAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

RESUMÃO - CONTABILIDADE BÁSICA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE

Contabilidade : é o instrumento que fornece informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. → Todas as movimentações que possuem um valor monetário são registradas pela contabilidade, em seguida, ela resume os dados em forma de relatórios e entrega aos interessados na situação da empresa. Usuários da contabilidade : são pessoas que se utilizam da contabilidade e que se interessam pela situação da empresa. Além dos administradores, os bancos, fornecedores, sindicatos, sócios, clientes, empregados e o governo se utilizam das informações que a contabilidade dispõe. Para quem é mantida a contabilidade : ela pode ser feita para pessoa física ou pessoa jurídica. Pessoa física : é todo indivíduo, sem qualquer exceção. Pessoa jurídica : é a união de indivíduos que, através de um contrato, formam uma nova pessoa, com personalidade distinta de seus membros. As pessoas jurídicas podem ter fins lucrativos ou não. → A contabilidade é realizada para a entidade, devendo o contador fazer um esforço para não misturar as movimentações da entidade com as dos proprietários. Pilares da contabilidade : são os pressupostos básicos da contabilidade.

  • entidade contábil: uma pessoa para quem é mantida a contabilidade.
  • continuidade da empresa: é baseado no pressuposto de que a empresa é algo em andamento, que funcionará por prazo indeterminado. CAPÍTULO 2 - PATRIMÔNIO Patrimônio : é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade contábil (não mede a riqueza efetiva). Bens : são coisas capazes de satisfazer as necessidades das pessoas e empresas.
  • bens tangíveis: são palpáveis.
  • bens intangíveis: não são palpáveis.
  • bens móveis: podem ser movidos.
  • bens imóveis: são vinculados ao solo. Direitos : o poder de exigir algo. Obrigações : são dívidas com outras pessoas.
  • obrigações exigíveis: compromissos que serão reclamados/exigidos na data de vencimento. Patrimônio líquido : é a riqueza líquida. Soma-se os bens e direitos e subtrai-se as obrigações. ATIVO PASSIVO

Bens +

Direitos

Passivo exigível -

Patrimônio líquido CAPÍTULO 3 - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Relatórios contábeis: são os dados contábeis coletados e apresentados aos interessados de maneira resumida. Principais demonstrações financeiras :

  • Balanço patrimonial (BL)
  • Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPAc)
  • Demonstração de Resultado do Exercício (DRE)
  • Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
  • Demonstração do Valor Adicionado (DVA) → O tratamento dessas demonstrações financeiras varia de acordo com o tipo de constituição da sociedade empresarial. A S.A., que se caracteriza por seu capital dividido em partes iguais chamadas ações, deverá publicar as demonstrações no Diário Oficial. A Ltda., que se caracteriza por seu capital dividido em quotas, não precisa publicar em jornal. Além das demonstrações, há as notas explicativas, que complementam as demonstrações financeiras. As demonstrações de cada exercício devem ser publicadas com o valor do exercício anterior, apresentados em 2 colunas: do ano atual e do ano anterior. CAPÍTULO 4 - BALANÇO PATRIMONIAL É o relatório mais importante, através dele pode-se identificar a saúde financeira e econômica da empresa. O BL é dividido em 2 colunas. ATIVO PASSIVO

CAPÍTULO 6 - APURAÇÃO DO RESULTADO E

REGIMES DE CONTABILIDADE

Apuração do resultado : a cada exercício social (normalmente 1 ano), a empresa deve apurar o resultado dos seus negócios, para saber se obteve lucro ou prejuízo. A contabilidade compara as receitas com as despesas. receita > despesa = lucro receita < despesa = prejuízo Demonstração do Resultado do Exercício → apresenta um resumo ordenado das despesas e receitas do período. Receita : vendas de mercadorias ou prestações de serviços. Aumenta o ATIVO (nem todo aumento de ativo significa receita - empréstimo, financiamento). Todo dinheiro que entrar no caixa através de receita à vista = encaixe. Despesa : todo esforço da empresa para obter receita. Aumenta o PASSIVO. A despesa pode originar-se da redução do ativo (quando diminui o caixa - pagamento à vista) e, também, por meio da depreciação do ativo imobilizado. Todo dinheiro que sai do caixa pelo pagamento de uma despesa ou por outra aplicação = desembolso ou desencaixe. Perda : quando o ativo perde a capacidade de gerar benefícios. Regime de competência : evidencia o resultado da empresa de forma mais adequada e completa. Regras básicas:

  • a receita será contabilizada no período em que for gerada, independente do seu pagamento;
  • a despesa será contabilizada no período em que for consumida, independente do pagamento. O lucro será apurado considerando-se determinado período. Regime de caixa : é uma forma simplificada, aplicado às microempresas ou as entidades sem fins lucrativos. Regras básicas:
  • a receita será contabilizada no momento do seu recebimento (quando ocorrer encaixe);
  • a despesa será contabilizada no momento do pagamento (quando ocorrer desencaixe) Todas as empresas necessitam ter seu fluxo de caixa como uma das ferramentas gerenciais mais importantes. Balanço patrimonial x DRE e Regime de competência As contas só podem ser classificadas no BP ou na DRE. No lado do ativo, classificam-se os itens que trazem benefícios para a empresa. No momento em que esses itens perdem a capacidade de produzir benefícios, passam a ser despesas. Ajustes em relação ao Regime de competência Esses ajustes tratam-se de alguns ativos que foram consumidos ou utilizados parcialmente, devendo ser classificados como despesa de determinado período, pois a ele pertencem. Devedores duvidosos : são perdas estimadas para duplicatas de clientes que adquiriram mercadorias a prazo. Essas perdas deverão ser consideradas no ano em que a receita a prazo foi gerada. É necessário fazer a estimativa de acordo com um percentual médio considerado incobrável, apurado nos 3 últimos períodos. Depreciação : são despesas decorrentes do uso dos bens do ativo imobilizado. Efeito do lucro no balanço A parte do lucro não distribuída aos proprietários entra no balanço via Patrimônio líquido. Despesa x Custo Despesa: gastos com a administração. Custo: gastos na produção do produto ou na prestação do serviço.

CAPÍTULO 7 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

DO EXERCÍCIO

Demonstração dedutiva A DRE é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período. É apresentada de forma dedutiva (na vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo). A DRE pode ser simples para micro ou pequenas empresas que não queiram dados detalhados para a tomada de decisão. Deve evidenciar o total de despesa deduzido da receita, apurando o lucro sem destacar os principais grupos de despesas. Já a DRE completa, exigida por lei, fornece mais detalhes para a tomada de decisão: grupos de despesas, vários tipos de lucro, destaque dos impostos sobre a renda etc. As normas contábeis em vigor passam a exigir a Demonstração do Resultado Abrangente, que, a partir do resultado líquido obtido na DRE, inclui outros resultados abrangentes, como correção de erros, ajustes de reclassificações e mutações na reserva de reavaliação. Como apurar a receita líquida Receita bruta → total bruto vendido no período (sem incluir impostos, devoluções e descontos). Impostos e taxas sobre vendas → são gerados no momento da venda, variam proporcionalmente à venda (quanto + venda + impostos). São os mais comuns:

  • IPI : Imposto sobre Produtos Industrializados (federal). De 0 a 400%. De acordo com a Lei nº 12.973/13, não é tributo cumulativo, na condição de depositário, não deverá ser incluso na Receita bruta e, não aparecerá como dedução.
  • ICMS : Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (estadual).
  • ISS : Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (municipal).
  • PIS : Programa de Interação Social (federal). Taxa sobre o faturamento. De 0,65 a 1,65%. Não cumulativo.
  • Cofins : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (federal). De 3 a 7,6%. Não cumulativo. Os impostos sobre vendas não pertencem à empresa, mas ao governo. Ela é uma intermediária que arrecada os impostos do consumidor e recolhe ao governo, por isso esses impostos não devem ser considerados como receita real da empresa. A diferença entre deduções e despesas é que deduções não são sacrifícios financeiros para a empresa (impostos sobre vendas, quem paga é o consumidor), enquanto despesas são sacrifícios. Como apurar o lucro bruto O lucro bruto é o primeiro indicador de desempenho nas atividades operacionais da empresa. O lucro bruto é a diferença entre a venda de mercadorias e o custo dessa mercadoria vendida. O lucro bruto, após cobrir o custo de fabricação do produto (ou o custo de mercadoria/serviço vendido/prestado), é destinado à remuneração das despesas de vendas, administrativas e financeiras, bem como à remuneração do governo (IR) e dos proprietários da empresa (lucro líquido). Custo das vendas Em empresas industriais, o custo das vendas é chamado Custo do Produto Vendido (CPV); Em empresas comerciais, é chamado Custo das Mercadorias Vendidas (CMV); Em empresas prestadoras de serviço, Custo dos Serviços Prestados (CSP). Como apurar o lucro operacional A apuração desse resultado evidencia o desempenho da entidade.

Distribuição do lucro O lucro líquido é a sobra líquida à disposição dos proprietários da empresa. Os proprietários decidem a parcela do lucro que ficará retida na empresa e a que será distribuída (dividendos). A distribuição dos lucros será evidenciada na Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPAc). Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPAc) Evidencia o destino do lucro. Desta forma, o roteiro contábil é: apurar o lucro ou prejuízo; transferi-lo para Lucros Acumulados; após a distribuição, canalizar o lucro retido (não distribuído) para o patrimônio líquido. Ver imagem da pág 97. Estrutura da DLPAc Pela Lei nº 11.638/07, a conta Lucros Acumulados deverá ter saldo zero no final do exercício social, ou seja, todo lucro deverá ser destinado, não poderá ficar em suspenso. CAPÍTULO 8 - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA E PLANO DE CONTAS Demonstração dos fluxos de caixa Importância → sem um fluxo de caixa projetado, a empresa não sabe antecipadamente quando precisará de um financiamento ou quando terá sobra de recursos para aplicar no mercado financeiro. Sem um fluxo de caixa fica quase impossível projetar, planejar financeiramente. Sem orçamento é impossível ter uma administração sadia. Tipos de fluxos de caixa Modelo operacional → apenas mede o resultado do período em termos financeiros. Modelo completo → mede o resultado do período incluindo todas as alterações no caixa, de investimentos (compra e venda de ativo) e de financiamento (obtenção de novos recursos no mercado). É mais revelador. Modelo direto → destacam-se objetivamente as entradas e saídas de dinheiro, informando-se a origem e o uso. É um modelo mais revelador e facilmente analisado. Modelo indireto → as variações no caixa decorrentes da atividade operacional são identificadas pelas mudanças no capital de giro da empresa (circulantes). Ver págs 113 a 115. Estruturação da DFC Tanto no modelo direto como no indireto devem destacar 3 tipos de atividades:

  • Operacional: referente às transações ligadas ao objetivo social da empresa (venda de bens ou serviços, despesas operacionais).
  • Financiamentos: capitalização de recursos e amortização dos recursos captados.
  • Investimentos: aquisições de ativos permanentes. Plano de contas É o agrupamento ordenado de todas as contas utilizadas pela contabilidade em determinada empresa. O elenco de contas é considerado indispensável para os registros de todos os fatos contábeis. Em um plano de contas deve-se registrar as contas que serão movimentadas pela contabilidade em decorrência das operações da empresa. Ver págs 117 a 119.

CAPÍTULO 9 - CONTABILIDADE POR BALANÇOS

SUCESSIVOS

Metodologia do ensino da contabilidade → escola italiana: parte dos balanços contábeis para chegar às demonstrações financeiras; escola americana: parte de uma visão conjunta das demonstrações financeiras (principalmente o balanço) para estudar os lançamentos contábeis que deram origem a essas demonstrações. Aspectos da constituição de uma empresa Na constituição de uma empresa os proprietários se reúnem para estruturar um contrato que regerá as regras da sociedade. Numa empresa LTDA esse contrato chama-se contrato social ; numa S.A., chama-se estatuto. O montante de capital que todos os proprietários se comprometem a conceder à empresa chama-se capital subscrito. Capital a receber também pode ser chamado de capital a integralizar ou capital a realizar. Contabilidade por balanços sucessivos : é bastante simples; a cada operação realizada pela empresa faz-se a alteração em um novo balanço. CAPÍTULO 10 - CONTABILIZAÇÃO DAS CONTAS DE BALANÇO - DÉBITO E CRÉDITO Razonete : é um instrumento didático para desenvolver o raciocínio contábil, através deles são feitos os registros individuais por conta. Débito e Crédito Débito: lado esquerdo do razonete. Crédito: lado direito do razonete. Todo aumento de ativo → debita-se Toda diminuição de ativo → credita-se Todo aumento de passivo e PL → credita-se Toda diminuição de passivo e PL → debita-se Saldo devedor : débito > crédito. Saldo credor : crédito > débito. CAPÍTULO 11 - BALANCETE DE VERIFICAÇÃO E MÉTODOS DAS PARTIDAS DOBRADAS Balancete de verificação : é um resumo ordenado de todas as contas contábeis, é utilizado para verificar se os lançamentos contábeis estão corretos. Método das partidas dobradas : consiste no fato de que, para qualquer operação, há um débito e um crédito de igual valor. Portanto, não há débitos sem créditos correspondentes - a soma dos débitos é igual a soma dos créditos. Partidas simples : nesse método contabilizam apenas um débito ou apenas um crédito. Identificação do erro de lançamento : se a soma dos débitos não é igual à soma dos créditos, há claros indícios que os registros contábeis estão errados. Porém, a erros em que o balancete de verificação não detecta, como o lançamento em conta errada e a inversão de lançamento (lançar um débito no crédito e crédito no débito). Balancete em várias colunas : quanto mais colunas existem, maior será a quantidade de dados oferecida ao usuário.

CAPÍTULO 14 - SISTEMAS CONTÁBEIS E

DISPOSIÇÕES SOBRE ESCRITURAÇÃO

MERCANTIL

Sistema de Contabilidade: conjunto de atividades contábeis que engloba a compreensão da atividade empresarial, a análise e interpretação de cada fato contábil isoladamente, a contabilização e a elaboração das demonstrações financeiras, sua análise, interpretação e recomendações para aperfeiçoar o desempenho da empresa. Alternativas na escolha de um sistema contábil:

  • procedência: norte-americano, europeu;
  • abordagem principal: sistema estruturalista, custo por absorção, custeio direto, custo-padrão;
  • forma de processamento: eletrônico integrado, eletrônico com interfaces sistêmicas, híbrido ou terceirizado. Sistema manual: utiliza-se instrumentos simples, canetas e papéis. Sistema maquinizado: utilizava-se a máquina de datilografar, a máquina de calcular e um formulário (Ficha Tríplice). Sistema mecanizado: uso de uma máquina específica para se fazer a Contabilidade. Sistema eletrônico: pressupõe o uso do computador. Disposições sobre a escrituração mercantil Escrituração mercantil: registros contábeis realizados no Diário. São obrigatórios e determinados pela legislação comercial brasileira. O pequeno empresário está dispensado da escrituração. Escrituração resumida do Diário Admite-se a escrituração resumida do Diário, por totais, desde que tal período não exceda um mês, e que para as contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento sejam utilizados livros auxiliares para registro individualizado e se conservem os documentos que permitem sua perfeita verificação. Contabilidade digital É um passo à frente no sentido de padronizar os registros de escrituração contábil e digital. Também é um esforço do governo em implantar esse sistema para combater a sonegação e ter maior controle. Com isso, criaram a Nota Fiscal Eletrônica, certificados digitais, SPED - Sistema Público de Escrituração Digital - que unifica a recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal utilizando um fluxo único, via computador. Com a criação do SPED, a Contabilidade digital está dividida em Escrita Contábil Digital (ECD), que representa a Contabilidade Societária da empresas, e a Escrita Fiscal Digital (ECF), que consiste em ajustes necessários para a apuração do Lucro Real (Fiscal). CAPÍTULO 15 - ATIVO NÃO CIRCULANTE E A DEPRECIAÇÃO O Ativo não circulante divide-se em 4 grupos: Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível. Imobilizado Natureza do Ativo Imobilizado Ativo Imobilizado é todo ativo de natureza relativamente permanente, que se utiliza na operação dos negócios de uma empresa e que não se destina à venda. Classificação dos bens:
  • Bens tangíveis: podem ser palpados. Ex: sujeitos à depreciação (edifícios e equipamentos), não sujeitos à depreciação (terrenos e obras de arte) e sujeitos à exaustão (reservas minerais e florestas).
  • Bens intangíveis: são abstratos e não podem ser tocados. Ex.: fundo de comércio, ponto comercial, direitos autorais, etc. Itens que compõem o ativo imobilizado (tangível) Terrenos, edifícios, instalações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos, ferramentas e benfeitorias em propriedades arrendadas (construções, instalações em prédios de terceiros). Manutenção e reparos no ativo imobilizado Observamos que uma característica do Ativo Imobilizado é a vida relativamente longa. Pode-se entender como longa uma vida útil superior, pelo menos, a 1 ano. Assim, se adquirirmos uma ferramenta cuja vida útil seja inferior a um ano, contabilizaremos como despesa do período (DRE). Quanto aos bens classificados no Imobilizado, temos que incorrer com certos gastos para mantê-los ou recolocá-los em condições normais de uso. Esses gastos são denominados Manutenção e Reparos. Esses gastos não aumentam a vida útil do bem ou a capacidade de produção. Por isso, é comum contabilizar esses gastos como despesa do período.

Melhorias no Ativo Imobilizado Através de uma reforma ou substituição de partes do bem que aumente sua vida útil ou a capacidade produtiva, há ocorrência de Melhoria no Ativo Imobilizado. Nesse caso, adicionaremos o custo da melhoria ao valor do bem. Imobilizações em andamento Deverão constar no Imobilizado certas imobilizações que se encontram em formação (andamento) e no futuro entrarão em uso para a empresa: construções de prédios em andamento, etc. Subtrações do Imobilizado Depreciação A maior parte dos Ativos Imobilizados (com exceção dos terrenos e obras de arte) têm vida útil limitada, serão úteis à empresa por um conjunto de períodos finitos, chamados de Períodos Contábeis. À medida que esses períodos forem decorrendo, dar-se-á o desgaste dos bens, que representam o custo a ser registrado. O custo do Ativo Imobilizado é destacado como uma despesa nos períodos contábeis em que o Ativo é utilizado pela empresa. Depreciação : é o processo contábil para a conversão gradativa do Ativo Imobilizado em Despesa. Depreciação perante o Imposto de Renda Para efeito do Imposto de Renda a depreciação não é obrigatória, porém, é interessante que a empresa faça a apuração do Lucro Real do exercício (pagando menos imposto de renda), apresentando um lucro mais próximo da realidade. Contudo, se o contribuinte deixar de depreciar num exercício, não poderá no exercício seguinte. Taxa anual da depreciação Para o cálculo da taxa anual de depreciação é necessário estimar a vida útil do bem, isto é, o quanto ele irá durar. A taxa anual corresponde à divisão de 100% pelo número de anos do prazo de vida útil do bem. Depreciação acelerada As taxas de depreciação fixadas pela Legislação do imposto de renda são para uma jornada normal de trabalho (8h). Quando ocorre a adoção de dois turnos ou mais de 8h, os bens poderão ser adotados coeficientes de aceleração de 1,5, quando dois turnos, e 2, quando são três turnos. Isso porque é admissível que o uso intensivo do bem reduzirá sua vida útil. Depreciação Os encargos de Depreciação, Amortização e Exaustão podem ser computados mensalmente, observando o critério: Registro de 1/12 do encargo anual em cada mês, se a empresa paga no regime mensal ou trimestral de apuração do Lucro Real. Se a empresa opta pelo Lucro Presumido, poderá fazer o registro do encargo anual. Nesse caso, a Depreciação e outras despesas não entram no cálculo do Imposto de Renda, já que o lucro presumido é um percentual da Receita. Efeitos da Depreciação (DRE e BP) O item Despesas com Depreciação é uma conta que deve figurar na DRE. No BL, a Depreciação aparece deduzindo o Imobilizado (conta de natureza credora que reduz o Ativo). Na DRE: Despesa com Depreciação (embaixo de despesas operacionais) No BL: Depreciação Acumulada (embaixo da conta referente à depreciação) Ex.: Imobilizado Móveis 60. (-) Depreciação Ac. 15. Veículos 60. (-) Depreciação Ac. 15. Métodos de cálculo de Depreciação Há vários, mas apenas o mais simples e o aceito pelo Fisco é o método da linha reta. Depreciação (anual) = custo do bem / vida útil Depreciação (mensal) = Depreciação anual / 12 (meses) Saldo contábil Algumas empresas estimam um valor residual representando a quantia que será recebida pela venda do bem, quando ele não for mais útil. Esse saldo é conhecido como valor residual contábil. Nesse caso: Depreciação (anual) = custo do bem - valor residual vida útil A utilização do valor residual diminui a despesa de depreciação, portanto, aumenta o lucro do período. Sua prática é aceita pela legislação tributária. Amortização A amortização corresponde à perda do valor do capital aplicado em Ativos Intangíveis, ex.: ponto comercial, direitos autorais, patentes.

A conta ARE é encerrada e transfere-se o saldo para a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. 7º Distribuição do lucro Ocorre caso a empresa precise. Se for S.A.: Lucros Acumulados (Passivo - Débito) Dividendos a Pagar (PL - Crédito) Se for obrigada a fazer Reserva Legal para reforço de Capital, segundo a lei a reserva deve ser calculada à base de 5% sobre o Lucro Líquido. Lucros Acumulados (Passivo - Débito) Reserva Legal (PL - Crédito) → As Reservas de Lucros normalmente são destacadas na Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 8º Estruturação das Demonstrações Financeiras Devem ser estruturadas na seguinte ordem:

  1. Demonstração dos Resultado do Exercício
  2. Demonstração das Mutações do PL Demonstração das movimentações da conta Reservas de Lucros
  3. Balanço Patrimonial
  4. Demonstração dos Fluxos de Caixa Explica como se deu a variação do saldo da conta Caixa. É separada em 3 operações:
  • Atividade Operacional (atividades comuns de compra e venda, receitas e despesas)
  • Atividade de Financiamento (obtenção de empréstimos e financiamentos, aumento de capital em dinheiro. Os dividendos são subtraídos aqui.
  • Atividade de Investimento (as aquisições do ativo permanente são exemplos de saída de Caixa. As vendas do ativo permanente podem ser lançadas como entrada nesse item)
  1. Notas Explicativas Evidenciam os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, investimentos em outras sociedades, reavaliações, taxas de juros, datas de vencimento e garantias das obrigações a longo prazo.