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Resumo do livro Contabilidade Básica de José Carlos Marion.
Tipologia: Resumos
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Contabilidade : é o instrumento que fornece informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. → Todas as movimentações que possuem um valor monetário são registradas pela contabilidade, em seguida, ela resume os dados em forma de relatórios e entrega aos interessados na situação da empresa. Usuários da contabilidade : são pessoas que se utilizam da contabilidade e que se interessam pela situação da empresa. Além dos administradores, os bancos, fornecedores, sindicatos, sócios, clientes, empregados e o governo se utilizam das informações que a contabilidade dispõe. Para quem é mantida a contabilidade : ela pode ser feita para pessoa física ou pessoa jurídica. Pessoa física : é todo indivíduo, sem qualquer exceção. Pessoa jurídica : é a união de indivíduos que, através de um contrato, formam uma nova pessoa, com personalidade distinta de seus membros. As pessoas jurídicas podem ter fins lucrativos ou não. → A contabilidade é realizada para a entidade, devendo o contador fazer um esforço para não misturar as movimentações da entidade com as dos proprietários. Pilares da contabilidade : são os pressupostos básicos da contabilidade.
Direitos
Patrimônio líquido CAPÍTULO 3 - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Relatórios contábeis: são os dados contábeis coletados e apresentados aos interessados de maneira resumida. Principais demonstrações financeiras :
Apuração do resultado : a cada exercício social (normalmente 1 ano), a empresa deve apurar o resultado dos seus negócios, para saber se obteve lucro ou prejuízo. A contabilidade compara as receitas com as despesas. receita > despesa = lucro receita < despesa = prejuízo Demonstração do Resultado do Exercício → apresenta um resumo ordenado das despesas e receitas do período. Receita : vendas de mercadorias ou prestações de serviços. Aumenta o ATIVO (nem todo aumento de ativo significa receita - empréstimo, financiamento). Todo dinheiro que entrar no caixa através de receita à vista = encaixe. Despesa : todo esforço da empresa para obter receita. Aumenta o PASSIVO. A despesa pode originar-se da redução do ativo (quando diminui o caixa - pagamento à vista) e, também, por meio da depreciação do ativo imobilizado. Todo dinheiro que sai do caixa pelo pagamento de uma despesa ou por outra aplicação = desembolso ou desencaixe. Perda : quando o ativo perde a capacidade de gerar benefícios. Regime de competência : evidencia o resultado da empresa de forma mais adequada e completa. Regras básicas:
Demonstração dedutiva A DRE é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período. É apresentada de forma dedutiva (na vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo). A DRE pode ser simples para micro ou pequenas empresas que não queiram dados detalhados para a tomada de decisão. Deve evidenciar o total de despesa deduzido da receita, apurando o lucro sem destacar os principais grupos de despesas. Já a DRE completa, exigida por lei, fornece mais detalhes para a tomada de decisão: grupos de despesas, vários tipos de lucro, destaque dos impostos sobre a renda etc. As normas contábeis em vigor passam a exigir a Demonstração do Resultado Abrangente, que, a partir do resultado líquido obtido na DRE, inclui outros resultados abrangentes, como correção de erros, ajustes de reclassificações e mutações na reserva de reavaliação. Como apurar a receita líquida Receita bruta → total bruto vendido no período (sem incluir impostos, devoluções e descontos). Impostos e taxas sobre vendas → são gerados no momento da venda, variam proporcionalmente à venda (quanto + venda + impostos). São os mais comuns:
Distribuição do lucro O lucro líquido é a sobra líquida à disposição dos proprietários da empresa. Os proprietários decidem a parcela do lucro que ficará retida na empresa e a que será distribuída (dividendos). A distribuição dos lucros será evidenciada na Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPAc). Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPAc) Evidencia o destino do lucro. Desta forma, o roteiro contábil é: apurar o lucro ou prejuízo; transferi-lo para Lucros Acumulados; após a distribuição, canalizar o lucro retido (não distribuído) para o patrimônio líquido. Ver imagem da pág 97. Estrutura da DLPAc Pela Lei nº 11.638/07, a conta Lucros Acumulados deverá ter saldo zero no final do exercício social, ou seja, todo lucro deverá ser destinado, não poderá ficar em suspenso. CAPÍTULO 8 - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA E PLANO DE CONTAS Demonstração dos fluxos de caixa Importância → sem um fluxo de caixa projetado, a empresa não sabe antecipadamente quando precisará de um financiamento ou quando terá sobra de recursos para aplicar no mercado financeiro. Sem um fluxo de caixa fica quase impossível projetar, planejar financeiramente. Sem orçamento é impossível ter uma administração sadia. Tipos de fluxos de caixa Modelo operacional → apenas mede o resultado do período em termos financeiros. Modelo completo → mede o resultado do período incluindo todas as alterações no caixa, de investimentos (compra e venda de ativo) e de financiamento (obtenção de novos recursos no mercado). É mais revelador. Modelo direto → destacam-se objetivamente as entradas e saídas de dinheiro, informando-se a origem e o uso. É um modelo mais revelador e facilmente analisado. Modelo indireto → as variações no caixa decorrentes da atividade operacional são identificadas pelas mudanças no capital de giro da empresa (circulantes). Ver págs 113 a 115. Estruturação da DFC Tanto no modelo direto como no indireto devem destacar 3 tipos de atividades:
Metodologia do ensino da contabilidade → escola italiana: parte dos balanços contábeis para chegar às demonstrações financeiras; escola americana: parte de uma visão conjunta das demonstrações financeiras (principalmente o balanço) para estudar os lançamentos contábeis que deram origem a essas demonstrações. Aspectos da constituição de uma empresa Na constituição de uma empresa os proprietários se reúnem para estruturar um contrato que regerá as regras da sociedade. Numa empresa LTDA esse contrato chama-se contrato social ; numa S.A., chama-se estatuto. O montante de capital que todos os proprietários se comprometem a conceder à empresa chama-se capital subscrito. Capital a receber também pode ser chamado de capital a integralizar ou capital a realizar. Contabilidade por balanços sucessivos : é bastante simples; a cada operação realizada pela empresa faz-se a alteração em um novo balanço. CAPÍTULO 10 - CONTABILIZAÇÃO DAS CONTAS DE BALANÇO - DÉBITO E CRÉDITO Razonete : é um instrumento didático para desenvolver o raciocínio contábil, através deles são feitos os registros individuais por conta. Débito e Crédito Débito: lado esquerdo do razonete. Crédito: lado direito do razonete. Todo aumento de ativo → debita-se Toda diminuição de ativo → credita-se Todo aumento de passivo e PL → credita-se Toda diminuição de passivo e PL → debita-se Saldo devedor : débito > crédito. Saldo credor : crédito > débito. CAPÍTULO 11 - BALANCETE DE VERIFICAÇÃO E MÉTODOS DAS PARTIDAS DOBRADAS Balancete de verificação : é um resumo ordenado de todas as contas contábeis, é utilizado para verificar se os lançamentos contábeis estão corretos. Método das partidas dobradas : consiste no fato de que, para qualquer operação, há um débito e um crédito de igual valor. Portanto, não há débitos sem créditos correspondentes - a soma dos débitos é igual a soma dos créditos. Partidas simples : nesse método contabilizam apenas um débito ou apenas um crédito. Identificação do erro de lançamento : se a soma dos débitos não é igual à soma dos créditos, há claros indícios que os registros contábeis estão errados. Porém, a erros em que o balancete de verificação não detecta, como o lançamento em conta errada e a inversão de lançamento (lançar um débito no crédito e crédito no débito). Balancete em várias colunas : quanto mais colunas existem, maior será a quantidade de dados oferecida ao usuário.
Sistema de Contabilidade: conjunto de atividades contábeis que engloba a compreensão da atividade empresarial, a análise e interpretação de cada fato contábil isoladamente, a contabilização e a elaboração das demonstrações financeiras, sua análise, interpretação e recomendações para aperfeiçoar o desempenho da empresa. Alternativas na escolha de um sistema contábil:
Melhorias no Ativo Imobilizado Através de uma reforma ou substituição de partes do bem que aumente sua vida útil ou a capacidade produtiva, há ocorrência de Melhoria no Ativo Imobilizado. Nesse caso, adicionaremos o custo da melhoria ao valor do bem. Imobilizações em andamento Deverão constar no Imobilizado certas imobilizações que se encontram em formação (andamento) e no futuro entrarão em uso para a empresa: construções de prédios em andamento, etc. Subtrações do Imobilizado Depreciação A maior parte dos Ativos Imobilizados (com exceção dos terrenos e obras de arte) têm vida útil limitada, serão úteis à empresa por um conjunto de períodos finitos, chamados de Períodos Contábeis. À medida que esses períodos forem decorrendo, dar-se-á o desgaste dos bens, que representam o custo a ser registrado. O custo do Ativo Imobilizado é destacado como uma despesa nos períodos contábeis em que o Ativo é utilizado pela empresa. Depreciação : é o processo contábil para a conversão gradativa do Ativo Imobilizado em Despesa. Depreciação perante o Imposto de Renda Para efeito do Imposto de Renda a depreciação não é obrigatória, porém, é interessante que a empresa faça a apuração do Lucro Real do exercício (pagando menos imposto de renda), apresentando um lucro mais próximo da realidade. Contudo, se o contribuinte deixar de depreciar num exercício, não poderá no exercício seguinte. Taxa anual da depreciação Para o cálculo da taxa anual de depreciação é necessário estimar a vida útil do bem, isto é, o quanto ele irá durar. A taxa anual corresponde à divisão de 100% pelo número de anos do prazo de vida útil do bem. Depreciação acelerada As taxas de depreciação fixadas pela Legislação do imposto de renda são para uma jornada normal de trabalho (8h). Quando ocorre a adoção de dois turnos ou mais de 8h, os bens poderão ser adotados coeficientes de aceleração de 1,5, quando dois turnos, e 2, quando são três turnos. Isso porque é admissível que o uso intensivo do bem reduzirá sua vida útil. Depreciação Os encargos de Depreciação, Amortização e Exaustão podem ser computados mensalmente, observando o critério: Registro de 1/12 do encargo anual em cada mês, se a empresa paga no regime mensal ou trimestral de apuração do Lucro Real. Se a empresa opta pelo Lucro Presumido, poderá fazer o registro do encargo anual. Nesse caso, a Depreciação e outras despesas não entram no cálculo do Imposto de Renda, já que o lucro presumido é um percentual da Receita. Efeitos da Depreciação (DRE e BP) O item Despesas com Depreciação é uma conta que deve figurar na DRE. No BL, a Depreciação aparece deduzindo o Imobilizado (conta de natureza credora que reduz o Ativo). Na DRE: Despesa com Depreciação (embaixo de despesas operacionais) No BL: Depreciação Acumulada (embaixo da conta referente à depreciação) Ex.: Imobilizado Móveis 60. (-) Depreciação Ac. 15. Veículos 60. (-) Depreciação Ac. 15. Métodos de cálculo de Depreciação Há vários, mas apenas o mais simples e o aceito pelo Fisco é o método da linha reta. Depreciação (anual) = custo do bem / vida útil Depreciação (mensal) = Depreciação anual / 12 (meses) Saldo contábil Algumas empresas estimam um valor residual representando a quantia que será recebida pela venda do bem, quando ele não for mais útil. Esse saldo é conhecido como valor residual contábil. Nesse caso: Depreciação (anual) = custo do bem - valor residual vida útil A utilização do valor residual diminui a despesa de depreciação, portanto, aumenta o lucro do período. Sua prática é aceita pela legislação tributária. Amortização A amortização corresponde à perda do valor do capital aplicado em Ativos Intangíveis, ex.: ponto comercial, direitos autorais, patentes.
A conta ARE é encerrada e transfere-se o saldo para a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. 7º Distribuição do lucro Ocorre caso a empresa precise. Se for S.A.: Lucros Acumulados (Passivo - Débito) Dividendos a Pagar (PL - Crédito) Se for obrigada a fazer Reserva Legal para reforço de Capital, segundo a lei a reserva deve ser calculada à base de 5% sobre o Lucro Líquido. Lucros Acumulados (Passivo - Débito) Reserva Legal (PL - Crédito) → As Reservas de Lucros normalmente são destacadas na Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 8º Estruturação das Demonstrações Financeiras Devem ser estruturadas na seguinte ordem: