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Função hepática, biomarcadores e avaliação da urina, Resumos de Bioquímica

Este documento fornece informações sobre o fígado, seu peso, funções e testes de função hepática. Além disso, discute os biomarcadores usados para avaliar a função hepática, classificação da icterícia e causas de elevação de alt/tgp. Também aborda a esteatose hepática e suas causas associadas, além de características únicas da urina e seu exame.

Tipologia: Resumos

2022

Compartilhado em 11/12/2022

veronica-helena-lopes
veronica-helena-lopes 🇧🇷

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Bioquímica Clínica - Resumo N2
Avaliação da função hepática
Fígado: Maior órgão do corpo humano, pesa cerca de 1,5 kg no adulto;
Localizado no quadrante superior direito do abdômen;
Aproximadamente 75% do fluxo sanguíneo do fígado é suprido pela veia porta, que se origina no intestino;
Funções do fígado:
Catabolismo do heme
Metabolismo de drogas
Síntese de lipídios
Catabolismo de proteínas
Síntese de uréia a partir de amônia derivada de a.a.
Síntese de proteínas Albumina, imunoglobulinas, proteínas da coagulação (fibrinogênio, protrombina),
proteínas de fase aguda inflamatória (PCR, AGP, Ferritina)
Armazenamento de ferro e vitaminas A, D e B12
Síntese de ácidos biliares a partir do colesterol
Manifestações clínicas de doença hepática
Endócrinas: aumento das mamas no homem. Função gonodal insuficiente, provocando perda de pelos do
corpo e atrofia testicular;
Sistema nervoso central: letargia, confusão e coma;
Pele: icterícia e hematomas
Gastrointestinais: aumento do fígado e edema abdominal (ascite)
Testes de função hepática são usados para determinar a presença ou ausência de doença hepática,
realizar diagnóstico específico ou monitorar a evolução da doença.
Biomarcadores que avaliam uma função fisiológica do fígado
bilirrubinas ou albumina
Biomarcadores que avaliam lesão tecidual
aminotransferases, fosfatase alcalina, gama gt
Biomarcadores que avaliam reação do organismo à agressão ou lesão
globulinas ou anticorpos teciduais
Biomarcadores que identificam um agente etiológico específico
pesquisa de vírus
Segundo a academia nacional de bioquímica clínica (nacb), associação americana de estudo das doenças
hepáticas e o centro para cuidados médicos o painel de avaliação da função hepática inclui:
proteínas totais
albumina
bilirrubina total
bilirrubina direta
alanina amino transferase (alt/tgp)
aspartato amino transferase (ast/tgo)
fosfatase alcalina (fal)
podemos acrescentar:
gama gt
tempo de protrombina
ureia
imunoglobulinas
marcadores de hepatites virais
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Bioquímica Clínica - Resumo N Avaliação da função hepática Fígado: Maior órgão do corpo humano, pesa cerca de 1,5 kg no adulto; Localizado no quadrante superior direito do abdômen; Aproximadamente 75% do fluxo sanguíneo do fígado é suprido pela veia porta, que se origina no intestino; Funções do fígado: ● Catabolismo do heme ● Metabolismo de drogas ● Síntese de lipídios ● Catabolismo de proteínas ● Síntese de uréia a partir de amônia derivada de a.a. ● Síntese de proteínas Albumina, imunoglobulinas, proteínas da coagulação (fibrinogênio, protrombina), proteínas de fase aguda inflamatória (PCR, AGP, Ferritina) ● Armazenamento de ferro e vitaminas A, D e B ● Síntese de ácidos biliares a partir do colesterol Manifestações clínicas de doença hepática Endócrinas: aumento das mamas no homem. Função gonodal insuficiente, provocando perda de pelos do corpo e atrofia testicular; Sistema nervoso central: letargia, confusão e coma; Pele: icterícia e hematomas Gastrointestinais: aumento do fígado e edema abdominal (ascite) Testes de função hepática são usados para determinar a presença ou ausência de doença hepática , realizar diagnóstico específico ou monitorar a evolução da doença. ● Biomarcadores que avaliam uma função fisiológica do fígado bilirrubinas ou albumina ● Biomarcadores que avaliam lesão tecidual aminotransferases, fosfatase alcalina, gama gt ● Biomarcadores que avaliam reação do organismo à agressão ou lesão globulinas ou anticorpos teciduais ● Biomarcadores que identificam um agente etiológico específico pesquisa de vírus Segundo a academia nacional de bioquímica clínica (nacb), associação americana de estudo das doenças hepáticas e o centro para cuidados médicos o painel de avaliação da função hepática inclui: ● proteínas totais ● albumina ● bilirrubina total ● bilirrubina direta ● alanina amino transferase (alt/tgp) ● aspartato amino transferase (ast/tgo) ● fosfatase alcalina (fal) podemos acrescentar: ● gama gt ● tempo de protrombina ● ureia ● imunoglobulinas ● marcadores de hepatites virais

Drogas e vírus que lesam a membrana podem ocasionar extravasamento de constituintes intracelulares no sangue O fígado é o responsável por sintetizar a uréia como produto final do metabolismo dos aminoácidos

- BILIRRUBINAS ● 75% da bilirrubina é derivada da hemoglobina dos eritrócitos fagocitados pelas células mononucleares do baço, medula óssea e fígado. ● A concentração normal de bilirrubina é < 1,0 mg/dL O aumento das bilirrubina no plasma provoca a icterícia A hiperbilirrubinemia acontece quando há um desequilíbrio entre produção e excreção da bilirrubina A icterícia pode ser classificada em: ● Pré-hepática: aumento da produção de bilirrubina ● Intra-hepática: captação, conjugação ou secreção hepática inadequadas ● Pós-hepática: Obstrução da drenagem biliar

- ASPARTATO AMINOTRANSFERASE (AST/TGO)

Locais da presença de AST ● Coração; ● Fígado; ● Músculo Esquelético. Sofre influência da atividade física, sendo um parâmetro razoável para diagnosticar e prevenir lesões musculares em atletas. Desvantagem: Pouca especificidade Intervalo de referência: ● Indivíduos fisicamente ativos <62 u/l (nunes et al., 2012) ● Não praticantes de atividade física < 40 u/l

- ALANINA AMINO TRANSFERASE (ALT/TGP) Quando ocorre uma lesão tecidual esta enzima intracelular é liberada na corrente sanguínea. A ALT tem localização citoplasmática, presente em alta concentração no fígado e em menor concentração do rim e músculos. Causas de elevação da alt/tgp ● Principalmente infecções hepáticas por vírus ou drogas. ● Hepatite por vírus ● Necrose hepática ● Cirrose ● Hepatite por drogas ● Carcinoma hepático ● paracetamol, aines, inibidores de eca, estatinas, tetraciclina, fluconazol A ALT não sofre influências importantes do exercício físico Valores Normais : 10 a 40 U/L Comportamento das aminotransferases nos diferentes tipos de lesão hepática

  • DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO-ALCOÓLICA (Non-Alcoholic Fatty Liver Disease-NAFLD) Conjunto de doenças gordurosas do fígado não relacionadas ao uso de álcool. A esteatose hepática , ou "fígado gorduroso", é o acúmulo de gorduras nas células do fígado , enquanto que a esteato-hepatite é o acúmulo de gorduras com inflamação do fígado. ● A esteatose hepática está presente em 70% dos obesos moderados e em todos os obesos graves; ● Pode progredir para a esteato-hepatite não alcoólica (NASH). Condições associadas com a presença de NASH ● Obesidade (>70%); ● Diabetes Tipo 2 (cerca de 75%); ● Hiperlipidemia (20 – 80%); ● Resistência à Insulina; ● Drogas e toxinas (Uso de esteróides, corticosteróides, estrogênios sintéticos). Outras causas comuns de esteatose hepática ● Consumo de álcool; ● Hepatite C; ● Desnutrição; ● Doença de Wilson; ● Corticosteróides; ● Antiretrovirais; ● Doença celíaca. - FOSFATASE ALCALINA (FAL)

A FAL está presente principalmente no epitélio intestinal, túbulos renais, osteoblastos (ossos), fígado e placenta. As crianças em fase de crescimento normal possuem maior quantidade de FAL no soro em relação aos adultos. Valores de Referência: ● Crianças de 1 a 6 anos: 150 a 380 U/L ● Crianças de 7 a 9 anos: 175 a 420 U/L ● Adultos Homens: 65 a 260 U/L ● Mulheres: 50 a 130 U/L principais causas de aumento da FAL ● Obstrução dos ductos biliares ● Cirrose biliar ● Mononucleose infecciosa ● Metástases ósseas ● Hepatites virais ● Cirrose hepática ● Fraturas em cicatrização ● Crianças em fase de crescimento

- GAMA GLUTAMIL TRANSFERASE Sua origem é principalmente do sistema hepatobiliar. Mostra-se elevada na: ● Doença hepática; ● Icterícia obstrutiva; ● Colangite; ● Colecistite; ● Fígado gorduroso; ● Esteatose hepática ● A cirrose de origem alcoólica apresenta níveis elevados de GGT. Valores Normais: ● Homens < 50 U/L ● Mulheres < 30 U/L - OUTRAS PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA Diminuição das concentrações de albumina sérica podem ser resultado de perda excessiva (nefrose, queimaduras extensas) ou estados catabólicos e desnutrição EXAME DE URINA

AVALIAÇÃO MACROSCÓPICA

Identificação das amostras: ● Nome do paciente, idade ou data de nascimento, sexo, origem (ambulatorial ou hospitalar); ● Número de identificação; tipo de amostra (ex.: cateterismo, jato médio ou outra); ● Médico solicitante; ● Diagnóstico ou sintomas principais; ● Medicações relevantes; ● Data e horário da coleta; horário de recebimento no laboratório. Aceitabilidade das amostras ● A exatidão da urinálise depende da qualidade da amostra recebida; ● Coleta e transporte; ● A amostra de urina deve ser analisada o mais rápido possível. ● É geralmente aceito que após duas horas à temperatura ambiente, a composição química se altera e os elementos formados começam a se deteriorar. ● Caso seja inevitável um atraso de mais de duas horas (2 h após a coleta) a amostra deve ser refrigerada. ● A quantidade mínima de urina que pode ser aceita para análise é 12 mL (50 mL é o volume ideal).

- Cor A cor da urina normal varia desde amarelo pálido a âmbar escuro. A variação de cor depende da dieta e concentração da amostra. - Aspecto A amostra deve ser homogeneizada e examinada em um recipiente transparente contra uma fonte de luz. - Odor Qualquer odor pouco usual deve ser assinalado no laudo. Odores amoniacais são mais comumente devidos a degradação bacteriana da uréia e podem indicar uma amostra envelhecida ou uma infecção do trato urinário - Densidade A densidade da urina é definida como o seu peso quando comparado ao peso de um volume igual de água destilada à mesma temperatura. A densidade ajuda a avaliar a função de filtração e concentração renais, bem como o estado de hidratação do corpo. Depende diretamente da proporção de solutos urinários presentes (cloreto, creatinina, glicose, fosfatos, proteínas, sódio, sulfatos, uréia, ácido úrico) e o volume de água. Normalmente varia entre 1.015 a 1. Densidade diminuída ● Administração excessiva de líquidos por via intravenosa; ● Reabsorção de edemas e transudatos; ● Insuficiência renal crônica; ● Diabetes insipidus; ● Hipertensão maligna. Densidade elevada ● Desidratação; ● Diarréia, vômitos, febre; ● Diabetes mellitus; ● Glomerulonefrite.

As células mais comuns são as pavimentosas do epitélio vaginal ou uretral. Células Epiteliais Transicionais Origem da pelve renal, bexiga e porção superior da uretra Células tubulares renais Quando presentes em grandes quantidades podem indicar lesão tubular renal. Cristais ● Ácido úrico (pH ácido) Os cristais de ácido úrico aparecem na urina de indivíduos normais, devido a uma dieta rica em purinas pois, 66 a 75% do ácido úrico formado pelo metabolismo normal é eliminado do organismo pela urina. ● Urato amorfo (pH ácido) ● Oxalato de cálcio (pH ácido/Neutro) Na maioria dos casos, a presença destes cristais na urina não tem significado clínico, pois 10 a 15% do oxalato urinário provém da dieta.

pH ácido A cistina está ligada ao defeito metabólico cistinúria, além de responder por cerca de 1% dos cálculos urinários pH alcalino Os cristais de fosfato amoníaco magnesiano estão relacionados a infecções por bactérias produtoras de urease. ● Carbonato de Cálcio (pH alcalino) Cristal normal do metabolismo ● Fosfato amorfo (pH alcalino)

- Muco O muco é um material proteico constituído por algumas mucoproteínas de baixo peso molecular que atravessam a membrana glomerular. Pode estar aumentado em amostras de urina com contaminação vaginal e/ou com espermatozóides. **A presença de muco na urina não tem significado clínico.

  • Cilindros** Os cilindros são formados após a alça de Henle, nos túbulos contorcido distal e coletor devido a maior concentração e acidez da urina, nestes locais. O principal componente dos cilindros é a proteína de Tam-Horsfall. Quando esta proteína se precipita dentro do túbulo renal, pode aglutinar elementos presentes na luz tubular, como leucócitos, hemácias, células epiteliais e originar vários tipos de cilindros. cilindro hialino cilindro hemático Presença sugere lesão glomerular ou tubular