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Resumo endodontia Protocolo, Resumos de Endodontia

Resumos sobre o passo a passo da endo

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 14/11/2020

juliana-bianchini
juliana-bianchini 🇧🇷

4.3

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bg1
RESUMO ENDODONTIA
Cirurgia de acesso
Ponto de eleição (PE)
Corresponde ao ponto inicial da
abertura coronária: É o ponto onde
iniciamos a abertura, sendo especifico
para cada grupo dental.
1. Marcar o ponto de eleição, conforme
grupo dental, com caneta.
2. Selecionar ponta diamantada de alta
rotação 1012HL ou 1014HL, conforme
tamanho da coroa.
3. Acionar e penetrar com a broca em
esmalte até atingir a dentina.
Importante: Utilizar bastante água e
Pontas diamantadas de haste longa (HL)
Incisivos e caninos: logo acima do
cíngulo
Pré-molares e molares: centro da
face oclusal
Direção de
Trepanação (DT)
É uma linha imaginária que começa no
ponto de eleição e vai até alcançarmos a
parte mais volumosa da câmara pulpar do
dente;
Incisivos e caninos: Longo eixo da
broca perpendicular à face palatina
ou lingual, ou seja, angulação de
45° do longo eixo da broca em
direção ao longo eixo do dente
Pré-molares e molares: Longo eixo
da broca paralela ao longo eixo do
dente
1. Com a mesma broca (1012/1014 HL)
utilizada para realizar o ponto de
eleição, posicioná-la em direção à
porção mais volumosa da câmara
pulpar, conforme grupo dental.
a. Incisivos e caninos: longo
eixo da broca perpendicular à
face palatina; ou, angulação
de 45° do longo eixo da
broca em relação ao longo
eixo do dente.
b. Pré-molares: longo eixo da
broca paralelo ao longo eixo
do dente.
2. Acionar e penetrar com a broca até
atingir a câmara pulpar (sensação de
“queda no vazio”).
A direção de trepanação, trata-se de um
procedimento dinâmico, começa
perpendicular à face palatina e termina
paralelo ao longo eixo do dente. Aliás, o
procedimento de trepanação e algo
JULIANA BIANCHINI 1
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Cirurgia de acesso

Ponto de eleição (PE)

Corresponde ao ponto inicial da abertura coronária: É o ponto onde iniciamos a abertura , sendo especifico para cada grupo dental.

1. Marcar o ponto de eleição, conforme grupo dental, com caneta. 2. Selecionar ponta diamantada de alta rotação 1012HL ou 1014HL, conforme tamanho da coroa. 3. Acionar e penetrar com a broca em esmalte até atingir a dentina. Importante: Utilizar bastante água e Pontas diamantadas de haste longa (HL)  Incisivos e caninos: logo acima do cíngulo  Pré-molares e molares: centro da face oclusal

Direção de

Trepanação (DT)

É uma linha imaginária que começa no ponto de eleição e vai até alcançarmos a parte mais volumosa da câmara pulpar do dente;  Incisivos e caninos : Longo eixo da broca perpendicular à face palatina ou lingual, ou seja, angulação de 45° do longo eixo da broca em direção ao longo eixo do dente  Pré-molares e molares: Longo eixo da broca paralela ao longo eixo do dente

1. Com a mesma broca (1012/1014 HL) utilizada para realizar o ponto de eleição, posicioná-la em direção à porção mais volumosa da câmara pulpar, conforme grupo dental. a. Incisivos e caninos: longo eixo da broca perpendicular à face palatina; ou, angulação de 45° do longo eixo da broca em relação ao longo eixo do dente. b. Pré-molares: longo eixo da broca paralelo ao longo eixo do dente. 2. Acionar e penetrar com a broca até atingir a câmara pulpar (sensação de “queda no vazio”). A direção de trepanação, trata-se de um procedimento dinâmico, começa perpendicular à face palatina e termina paralelo ao longo eixo do dente. Aliás, o procedimento de trepanação e algo

desejável, do contrário seria uma perfuração, acidente ou algo indesejável. Trepanação: alcançar uma cavidade pré- existente - câmara pulpar. Atenção para dinâmica de trepanação, veja que no início a broca localiza-se perpendicular à face palatina (1), tendendo ao longo eixo do dente, assim que aprofundamos (3), conjuntamente com a trepanação, conformando a forma de conveniência com brocas, esféricas diamantadas atuando em esmalte e carbide em dentina. Entretanto, necessário se faz, utilizar brocas de haste longa (HL) - carbide, para facilitar a iluminação e visão do operador. 1 3

Forma de contorno

(FC)

Incisivos e caninos: nos incisivos é em forma de retângulo com a base virada para incisal, e nos caninos é um formato mais semelhante a uma chama (losango), com a base maior sempre para incisal  Pré-molares e molares: no PMS será um formato mais oval e no inferior o formato é mais arredondado sempre com diâmetro maior no sentido vestíbulo-lingual. No MS a forma é um triangulo (mais arredondado) com a base para a vestibular e no MI é a mesma cosia só que com base voltada para a mesial. É a projeção do teto da câmara pulpar em forma e volume. Determina o contorno final da abertura.

1. Desenhar com caneta e forma de contorno 1. Incisivos: triangular com base do triângulo voltada para incisal. 2. Caninos: losangular. 3. Pré-molares: ovalada, com maior diâmetro no sentido Vestíbulo-lingual. 2. Utilizar pontas diamantadas 3080 ou 3082 , conforme tamanho da coroa dental. 3. Seguir o desenho da forma de contorno utilizando a parte lateral cortante da broca. Atenção: As pontas 3080 e 3082 possuem ponta inativa, ou seja, as pontas não devem tocar as paredes

Localização dos canais radiculares:

Odontometria

É a fase da técnica endodôntica em que, por meio de recursos matemáticos, radiográficos e/ou eletrônicos, são determinados os limites da terapia, que estejam relacionados à instrumentação que à obturação dos condutos radiculares.

CAD (Comprimento

aparente do dente)

É a medida do comprimento aparente do dente que será trabalhado, essa medida é aferida através de uma radiografia inicial que deverá ser realizada com a técnica do paralelismo. Se chama “aparente” pois, por mais que tenhamos utilizado a técnica do paralelismo, existe a possibilidade de a imagem sofrer distorção;  Primeiro a ser feito;  Tem muitas distorções;  Feito com a régua;  Da borda incisal até o vértice  Técnica do paralelismo e usando posicionador;

CRI (comprimento

real do instrumento):

É definido como CAD - 3 (mm). Uma lima é calibrada com essa medida com o uso de uma régua endodôntica e stop, e realiza-se uma tomada radiográfica com a lima justa ao canal. Com a nova radiografia revelada então mede-se o X. Esse é o comprimento que vai ser inserido no dente.

CRI= CAD (obtido na medição da radiografia) – 3 mm Exemplo: CAD 21 mm, então o CRI se obtém dessa forma: 21-3= 18mm O CRI é 18mm. X: Com a lima calibrada no CRI e inserida no interior do canal, radiografa- se e obtemos o X que é a medida da ponta do instrumento ao vértice radiográfico.

CRD (Comprimento

real do dente)

A medida do X somada ao CRI resultará no comprimento real do dente: CRI+X CRD= CRI + X Seguindo o mesmo exemplo: CRD= 18 + 3mm (medida do x com a régua na radiografia) CRD= 21mm

CRT (comprimento

real de trabalho)

CRT= CRD + 1 (mm). Realiza-se uma nova radiografia com o “suposto” CRT para conferir se realmente o novo X é igual a 1. Comprimento que vai usar para modelar o canal

SEQUÊNCIA:

 RX INICIAL (determina o CAD e CRI);  CRI= CAD - 3  RX determina o X;  Determinar CRD;  CRD= CRI + X  RX de confirmação do CRT  CRT= CRD + 1 POLPA VIVA: 1,0 mm a 1,5 mm do vértice radiográfico (preservar remanescente de tecido conjuntivo apical (coto pulo-periodontal) facilitará

Nesse caso, apesar de ter inflamação, não há infecção na parte mais profunda da polpa. Polpa necrosada Nesse caso será necessário desinfetar pois há presença de microrganismos. Penetração desinfetante (etapa do tratamento) A penetração desinfetante visa neutralizar e/ou remover o conteúdo necrótico, microrganismos, substratos e produtos bacterianos encontrados no interior do canal radicular (fatores bacteriológicos), sem levar estes componentes à porção apical ou, eventualmente, à região periapical (fator biológico). Como fazer:  Após a odontometria, irrigar o canal com hipoclorito de sódio e, com uma lima de calibre 10# penetrar gradativamente no terço médio com movimentos de exploração;  Irrigar e aspirar;  Penetrar com a lima até o CRT usando o mesmo movimento;  Irrigar e aspirar OBJETIVO DO PREPARO QUÍMICO CIRÚRGICO (PQC)  Limpeza e desinfecção (desinfecção só em casos de polpa necrosada);  Ampliação e modelagem; Princípios mecânicos de Schilder:  Dar forma cônica e progressiva;  Respeitar a forma original do forame;  Manter a forma espacial do forame (manter no formato do forame o alargamento e a modelagem); Canal cirúrgico x canal anatômico

Meios de realizar o preparo químico cirúrgico: Meios Físicos Finalidades da Irrigação e Aspiração » Facilitar a Instrumentação » Remoção de restos orgânicos e raspas de dentina » Combater Microrganismos » Lubrificação do canal radicular » Aliviar a região apical de exsudatos e corpos estranhos » Auxiliar na secagem do canal Técnica de Irrigação/Aspiração » Irrigação

  • Inicialmente na entrada do canal
  • Quanto mais alargar o canal, maior a penetração da agulha
  • Injetar com pressão leve, deixando espaço para refluxo
  • No máximo até 2mm aquém do CRT
  • Agulhas de fino calibre
  • Movimento de vai e vem com cuidado para a agulha não travar no interior do canal » Aspiração
  • Colocação da cânula na embocadura do canal. Meios Químicos » Compostos Halogenados
    • Hipoclorito de Sódio
    • Gluconato de Clorexidina » Quelantes
    • EDTA
    • Ácido Cítrico Instrumentação dos canais (meio mecânico) Movimentos com a limaIntrodução/cateterismo: introdução do instrumento no canal com uma leve pressão, um giro de ¼ de volta pro lado direito e pro lado esquerdo e traciona. Movimento mais utilizado na parte de exploração do canal e na parte do preparo apical;  Limagem: introduz o instrumento no canal, faz uma leve pressão do instrumento contra a parede e puxa. O objetivo é alargar as paredes. Não pode alargar só um lugar e sim toda a volta do canal. Vai modelando a parede Preparo apical (confecção do batente ou ombro apical)

 Se isso não for removido pode causar uma infecção na região e continue a ter sintomatologia do dente tratado;  Tem certas controvérsias essa manobra, pois ela toca só um forame e os outros não (mais pequenos), em polpa viva não recomendam manter, outros não. Nós vamos fazer só em casos de necrose pulpar e com o CRD. TÉCNICA STEP BACK (Também chamado de escalonamento do recuo progressivo programado)  Objetiva aumentar a conicidade do preparo através do aumento sucessivo do calibre das limas e recuo de 1 em 1 mm do CRT  Intercalar a Lima memória na medida do CRT entre um instrumento e outro  Sempre irrigando e aspirando  Quanto maior a sequência de instrumentos, maior será a conicidade proporcionada Entre elas sempre vai passar a lima memória, irrigar e aspirar e recuar x mm TÉCNICA COROA-ÁPICE  Alargamento inicia da cervical em direção apical  Risco de perfurações e fraturas verticais  Em canais atresiados e curvos pode levar à perda da trajetória do canal  Maior impacção de dentina  Não iremos utilizar  Risco maior de fratura JULIANA BIANCHINI 1 0

RECAPITULAÇÃO DO PREPARO

 Preparo cervical com Brocas Gattes ou Largo  Odontometria: descobrir o CRT  Preparo do Batente apical: CRT até encontrar a lima memória  Patência: lima fina no CRD  Técnica Step-Back recuando do CRT de 1 em 1mm e aumentando o calibre da lima  Sempre irrigando e aspirando JULIANA BIANCHINI 1 1