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Descrições e análises ambientais de dois projetos de energia renovável: o parque solar ituverava, localizado no brasil, e o parque eólico canoas, na paraíba. O primeiro possui 254mw de capacidade e ocupa 579 hectares, enquanto o segundo possui 30mw de potência instalada e está localizado em duas cidades. O documento também discute as impactas ambientais e socioeconômicas de ambos os projetos.
Tipologia: Resumos
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Resumo realizado para fins de obtenção de nota parcial na disciplina de ECO
O Parque Ituverava é uma usina solar localizada no extremo oeste baiano, em Tabocas do Brejo Velho, com capacidade de gerar 254 MW. O parque é composto por sete subsistemas e rastreadores de eixo único, possui 850 mil painéis solares e é considerado uma das maiores plantas de geração solar da América Latina. Ademais, estima-se que o parque evita a emissão de 318 mil toneladas de CO2 a cada ano A obra foi uma parceria entre a Enerray e a Enel Green Power, teve um custo de 400 milhões de dólares e ocupa 579 hectares. A construção ainda beneficiou a BA 466 onde foi implantado uma manta asfáltica de mais de 18km ligando Tabocas até a usina Ituverava. Além disso, houve a preservação de duas áreas de vegetação nativa, denominadas de Cinturão Verde, localizadas na frente e nos fundos do projeto, próximo à Reserva Legal. O mapeamento da região antes da construção do parque apontou como principais ameaças à biodiversidade o desmatamento, a monocultura de soja, os plantios de eucalipto, a existência das carvoarias, além da caça predatória. Todavia, não foi observado unidades de conservação num entorno próximo de dez quilômetros da área dos projetos, nem terras indígenas ou comunidades quilombolas ou cursos d’água superficiais de qualquer natureza (riachos, córregos, nascentes). mesmo que intermitentes, nos perímetros da área. Os estudos realizados in loco na região da obra indicaram uma baixa riqueza de espécies, devido à essa área em grande parte apresentar-se como pasto para criação de gado, sobrando poucos locais adequados para o estabelecimento da fauna no local. Além disso, a área e seu entorno possuíam histórico de queimada há aproximadamente três anos, assim as espécies não haviam se restabelecido. Dessa forma, nenhuma espécie ameaçada de extinção foi listada para a região segundo consulta à Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas Globalmente. Devido essas conclusões, o Decreto Estadual 15.682/2014 licenciou o empreendimento em um Estudo Ambiental para Atividades de Médio Impacto (EMI), pois foi classificado como de Grande porte, por ter mais de 200 hectares.
O parque eólico Canoas fica localizado nos municípios de São José do Sabugi e Junco do Seridó, no estado da Paraíba; e possui 15 turbinas eólicas, com potencial nominal de 2 MW, totalizando, em média, 30 MW de potência instalada. O parque é um empreendimento do Grupo Neoenergia, construído em 2014 pela Força Eólica do Brasil (FEB e iniciou a operar em 2017. Na fase de instalação ocorreram melhorias nas vias que dão acesso aos parques, com o objetivo de facilitar o transporte das peças e equipamentos necessários à montagem dos aerogeradores e subestação do complexo. Além de poços de água que foram construídos e ficaram disponíveis para uso de toda a população. Os benefícios desse tipo de parque são vários, entre eles o fato de não ser um território excludente, ou seja, consegue coexistir com a pecuária e agricultura, isso porque as turbinas ocupam pouco espaço e os cabos são instalados de forma subterrânea. Além de ser uma fonte barata de energia e ajudar a combater a emissão de gás carbônico. De acordo com a análise da fragmentação ecológica causada pela implantação do parque eólico de canoas e lagoa na paraíba, dentre os impactos causados na área podemos destacar os seguintes: afugentamento da fauna local, desmatamento para a instalação das turbinas e a consequente exposição do solo. Todavia, comparados aos impactos da energia eólica, e tendo em vista a magnitude dos impactos ambientais associados, ainda sim, a mesma é mais viável ambientalmente. BR 319: TRECHO PORTO VELHO - MANAUS A BR-319 é uma rodovia federal brasileira com 885 quilômetros que inicia-se no município de Manaus e finaliza em Porto Velho. É a única rodovia que conecta os estados do Amazonas e de Roraima com o restante do Brasil. A obra foi inaugurada em 1976, mas por falta de manutenção foi fechada em 1988.
Para a REET, as intervenções nas áreas de APPs do trecho do meio da BR 319 merecem especial atenção, com um estudo detalhado e alternativas que não somente a terraplenagem e aterramento das mesmas, para que assim a terraplenagem não seja a única alternativa para esse projeto.
GREEN POWER, ENEL. Relatório Anual de Monitoramento 2016 Desempenho socioambientalEnel Brasil Participações. [ S. l. ], 2016. Disponível em: http://contadino.com.br/assets/enel-green-power-2016.pdf. Acesso em: 5 mar. 2021. BR 319: ministério da infraestrutura anuncia obra que pode quadruplicar desmatamento da Amazônia. [ S. l. ], 16 dez. 2020. Disponível em: https://climainfo.org.br/2020/12/16/br-319-ministerio-da-infraestrutura-anuncia-obra- que-pode-quadruplicar-desmatamento-da-amazonia/. Acesso em: 5 mar. 2021. SUNSTENTAVEL, TEM. Parque Solar de Ituverava pode ser entregue ainda este ano. [ S. l. ], 2017. Disponível em: https://www.temsustentavel.com.br/parque-solar- de-ituverava-pode-ser-entre/. Acesso em: 5 mar. 2021. PONTES, FABIO. Projeto de pavimentação da BR-319 ignora regras e prevê entrega em 2022. [ S. l. ], 22 nov. 2020. Disponível em: https://www.oeco.org.br/reportagens/projeto-de-pavimentacao-da-br-319-ignora- regras-e-preve-entrega-em-2022/. Acesso em: 5 mar. 2021. PERSPECTIVAS DOS IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS DO COMPLEXO EÓLICO CANOAS E LAGOAS. 2018. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (Bacharel em Ciência e Tecnologia) - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO, [ S. l. ], 2018. Disponível em: https://repositorio.ufersa.edu.br/bitstream/prefix/2254/2/IsisSC_MONO.pdf. Acesso em: 5 mar. 2021. BIO, CRN. Eólica já é a segunda fonte da matriz elétrica brasileira com 15 GW de capacidade instalada. [ S. l. ], 2019. Disponível em: https://crnbio.com.br/tag/energia-eolica/. Acesso em: 5 mar. 2021. IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS DO COMPLEXO EÓLICO CANOAS E LAGOAS A PARTIR DA PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL. DESEVOLVIMENTO REGIONAL EM DEBATE , [ s. l. ], 8 jan. 2021. Disponível em: file:///C:/Users/IARAWI~1/AppData/Local/Temp/2528-Texto%20do%20artigo-10555- 3-10-20200211.pdf. Acesso em: 5 mar. 2021.