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Esse resumo fala sobre DPOC na medicina da familia e comunidade
Tipologia: Resumos
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É uma doença respiratória comum q causa incapacidade substancial, redução da qualidade de vida e risco aumentado de morte prematura É uma doença complexa com manifestações pulmonares e extrapulmonares, com a presença de inúmeras comorbidade Um achado fisiopatológico característico, presentes em todos os estágios da doença, é a inflamação pulmonar crônica O seu componente pulmonar é caracterizado por limitação ao fluxo aéreo q ñ é totalmente reversível Embora a função pulmonar seja necessária p/ diagnosticas a DPOC e classificar sua gravidade, as pessoas com DPOC e os generalistas estão + interessados em sintomas, funcionalidade e bem-estar geral O índice BODE é um instrumento multidimensional q incorpora medidas do estado nutricional (IMC), obstrução aérea (VEF1), dispneia (escala do MRC) e do teste funcional (teste da caminhada de 6 min) Proporciona uma avaliação integrada dos aspectos resp e ñ resp da doença
O diagnóstico deve ser sempre considerado em pessoas, principalmente com + 40 anos, q tem um fator de risco Qualquer indivíduo com qualquer das 2 combinação tem um RVP de 34 p/ DPOC História de tabagismo de + 70 maços/ano apresenta uma RVP ou LR+ de 8 p/ DPOC Ausência de tabagismo apresenta uma RVN de 0, Produção diária de catarro de + de um quarto de xícara tem um RVP de 4, História de chiado tem um RVP de 3, História de dispneia tem um RVP 2, Tosse – 1, Somente 3 elementos da anamnese e do exame físico se associaram ao diagnóstico de DPOC na análise multivariada: História previa de DPOC – RVP → 4, Presença de sibilos – RVP → 2, Tempo expiratório forçado acima de 9 seg – RVP → 4,
chiado, produção de catarro ou infecções respiratórias frequentes Limitação do fluxo aéreo é definida pela presença da relação VEF1/CVF < 0, Radiológico Mostra na maioria das vezes hiperinsuflação pulmonar Tem a função principal de afastar diagnósticos diferenciais Radiografia e tomografia computadorizada de tórax anuais p/ rastrear câncer de pulmão ou avaliar a evolução da DPOC ñ estão indicadas Outros exames São importantes p/ avaliar suas comorbidades e complicações Hemograma ECG e ECO Oximetria de pulso de repouso e aos esforços
A abordagem na APS deve incluir pelo menos 4 componentes: avaliação e monitoramento da doença, redução de fatores de risco, manejo do indivíduo com DPOC estável e manejo das exacerbações agudas Os objetivos do acompamanhamento e tratamento de pessoas com DPOC na APS são: Aliviar os sintomas Prevenir a progressão da doença Melhorar a capacidade fisica Melhorar o estado geral de saúde e bem-estar Prevenir e tratar exacerbações agudas Prevenir e tratar complicações Reduzir a mortalidade Encaminhar ao especialista quando necessário Realizar a prevenção quaternária
Inclui modificações do estilo de vida, educação em saúde, intervenções multidisciplinares, tratamento específico e tratamento das exacerbações e das comorbidades
Cessação do tabagismos Avaliação e redução de exposição ocupacional, redução da exposição à poluição ambiental e doméstica, dieta saudável e atividade fisica regular fazem parte das modificações de estilo de vida de pessoas com DPOC O esclarecimento sobre a natureza da doença, o acolhimento dos medos e inseguranças das pessoas com DPOC, a avaliação de suas dificuldades para o autocuidado, o apoio psicossocial, a participação em grupos na unidade, as orientações práticas sobre o uso de inaladores e a reabilitação pulmonar são parte fundamental das intervenções multiprofissionais e da educação em saúde
Os principais objetivos do manejo farmacológico de pessoas com DPOC são a redução na severidade dos sintomas e a prevenção das exacerbações Os broncodilatadores de ação curta, como os P2-agonistas salbutamol ou fenoterol ou o anticolinérgico ipratrópio podem ser utilizados, mas em indivíduos com sintomas persistentes, os broncodilatadores de longa duração produzem alívio mais uniforme e duradouro O tratamento farmacológico se divide em 2 componentes: Tratamento de manutenção ou profilático Tratamento das exacerbações
Uso de mucolítico Oxigenoterapia domiciliar Pa02 ≤ 55 mmHg ou saturação de 0 2 ≤ 88% em repouso. Pa02 entre 56 e 59 mmHg ou saturação de 0 2 < 89% com evidências de cor pulmonale ou policitemia Flebotomias (sangria) Cor pulmonale descompensado com hematócrito > 55% Vacinação Reabilitação pulmonar
O tratamento inclui o uso de broncodilatadores inalados de curta ação e corticoides sistêmicos Antibióticos → somente se houver ↑ quantidade de catarro e a modificação do aspecto do catarro p/ purulento Dependendo do estágio da DPOC e da gravidade da exacerbação, suplementação de O2 p/ manter a saturação entre 90 e 92% ou suporte ventilatório ñ invasivo ou mesmo ventilação mecânica poderão ser indicados
Incerteza diagnóstica DPOC em pessoas com menos de 40 anos DPOC em pessoas que possuem um parente de primeiro grau com história de deficiência de α1- antitripsina DPOC grave Exacerbações frequentes Hemoptise Dificuldade em controlar os sintomas Necessidade de oxigenoterapia domiciliar Necessidade de reabilitação pulmonar Necessidade de cirurgia