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revista algo mais, Notas de estudo de Cultura

maria bonita

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 02/11/2012

jose-batista-39
jose-batista-39 🇧🇷

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2011 fevereiro
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R$ 9,00
Ano 5 | no. 59 | Fevereiro 2011
www.revistaalgomais.com.br
A Maria
do cangaço
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Ano 5 | n R$ 9,

o. 59 | Fevereiro 2011

www.revistaalgomais.com.br

A Maria

do cangaço

4 >^ >fevereiro 2011

Carta

do

Editor

CAPA................................................

A marca da sertaneja

A

prendi, ainda no ginásio, que a Maria Bonita do Cangaço era, na verdade, feia por ser baixa e ter pernas grossas demais. Acreditava nisso, mas agora, no centenário da cangaceira mais ilustre, surge a versão contrária: Maria Bonita era baixa, mas de uma beleza que encantou Lampião, o rei do Cangaço. Jornalista e pesquisadora, Wanessa Campos, que prepara um livro sobre a can- gaceira, assevera a nossa repórter Mirela Soane que Maria Bonita, além de ser bonita mesmo era fina e meiga e gostava de bordar e costurar como qualquer jovem prendada do seu tempo. Teriam os adversários da época disseminado histórias grotescas sobre a bele- za da cangaceira? Vi, em certa época, no museu da antiga estação ferroviária de Piranhas (Alagoas) uma foto das cabeças cortadas de Lampião e seus companheiros depois de mortos na grota de Angi- cos, em Sergipe. Deformada, a imagem de Maria Bonita desmentia a que foi tirada na década de trinta e que ilustra a Capa desta edi- ção. Confira na página 30 a matéria de Capa sobre como Maria Bo- nita virou grife nacional e internacional depois de morrer. E mais: O historiador e jornalista Leonardo Dantas Silva fala de Carna- val na entrevista mensal. Inventor da Frevioca e responsável por várias iniciativas vitoriosas da folia de Pernambuco, Leonardo re- lembra Capiba, o Baile da Saudade, os grandes desfiles do Galo da Madrugada e critica o modelo adotado pela Prefeitura do Recife para o próximo Carnaval. Em Política, uma análise sobre as consequências, para o Parti- do Verde, de sua adesão ao governo Eduardo Campos. O PV tenta- rá manter compromissos de campanha e solucionar contradições sobretudo do discurso de campanha eleitoral do ex-adversário Sérgio Xavier. Por que o mercado de executivos está em alta em Pernambu- co. Jorge Jatobá testemunha a degradação das praias estaduais. O exemplo típico do desmando é a praia de Pontas de Pedra, em Goiana. O escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras Abdias Moura escreve sobre sua criação literária. O cartunista Bione, criador do Papa-Figo, o jornal mais escrachado de Pernambuco, re- vela que a publicação, de 25 anos, vai virar filme. Na página 43, o per- fil impressionante do compositor erudito e maestro pernambucano Marlos Nobre, apontado pela crítica especializada como o autor brasileiro mais executado no mundo depois de Heitor Villa Lobos.E em Última Página, Francisco Cunha denuncia o desaparecimento da placa que lembrava o local de existência do Primeiro Observatório Astronômico do Hemisfério Sul e das Américas. Algomais , caro leitor, comemorará em março próximo cinco anos de circulação ininterrupta. Faremos festa com edição espe- cial dedicada à data, cuja capa será escolhida através de concurso. Antes, teremos o lançamento do blog Algom@is (confiram os de- talhes na estreia da coluna do blog, assinada por Ivo Dantas). Nela o jornalista informa que a coluna terá a missão de integrar os mun- dos online e ofline, com análise dos fatos mais importantes que ocorreram ao longo do mês. Boa leitura.

Maria era linda

Roberto Tavares Editor Geral

Seções

Carta do Leitor ........................................................... Entrevista ................................................................... Fuxicos Literários ......................................................... De Olho ....................................................................... Francamente .............................................................. Pensando Bem ............................................................ João Alberto ................................................................ Economia .................................................................... Palavra do ibef-pe ......................................................... Gestão Mais ................................................................. Algom@is ..................................................................... Comer Bem ................................................................. Memória Pernambucana ............................................ Última Página ..............................................................

Edição 59 Circulação 4.fevereiro. Criação Adrianna Coutinho Tiragem 18 .000 exemplares

2011 fevereiro> > 1

Ano 5 | n R$ 9,

o. 59 | Fevereiro 2011 www.revistaalgomais.com.br

A Maria do cangaço

Sumário

Reportagens

Da oposição ao governo .............................................. Mercado de executivos em alta ................................... ARTIGO | O alijamento do Nordeste das Políticas de garantia de preços mínimos ...................................... ARTIGO | O meu livro preferido ................................ Papa-Figo quer atacar Pernambuco em filme.............. PERFIL | Marlos Nobre cidadão do mundo.................... O Capitão e o Capitão capítulo 2 - Manuel Clemente e .................. capítulo 3 - Chumbinho ...............................

8 >^ >fevereiro 2011

Cartas

do

Leitor

Diretores da Algomais , Sérgio Moury Fernandes e Luciano Moura receberam de leitores e amigos de- zenas de manifestações de aplau- sos ao conteúdo de artigo escrito pelo escritor Antônio Falcão sobre a revista e publicado no Jornal do Commercio em 31 de dezembro de 2010. Em “A Revista de Pernam- buco”, Falcão descreve a Algomais como “revista mensal compatível com nossa tradição jornalística, de texto leve, de bem com a vida e ta- lhada para cobrir – além de outros assuntos essenciais, tipo política, cultura, sociedade, esporte..., o no- tável boom econômico vivido pelo estado”. Para o escritor, “ Algomais é maravilhosa e profissionalmente feita por uma redação enxuta, po- rém composta de talentosos repór- teres” Os jornalistas Sofia Graciano e César Rocha foram bem enfáticos em seu entusiasmo. “A revista é um exemplo vitorioso de um produto editorial sério, feito com muito pro- fissionalismo, apuro e competência técnica”, diz Sofia. “Sabem que tor- ço por vocês, sou fã da revista e me orgulho de ter escrito algumas vezes pra vocês”, afirma César. Para o tam- bém jornalista José Paulo Kupfer, ti- tular do blog econômico de O Estado de São Paulo, “a Algomais se firmou e vai de vento em popa”. Consultor respeitado de jornais em todo o país, Kupfer dá um parecer técnico sobre a revista: “Está cada vez mais pesa- da, no sentido literal, que é como seu Victor Civita, da Abril, media se uma revista estava indo bem, colo- cando na mão, como se fosse uma balança e sentindo o peso (mais pá- ginas de publicidade e mais páginas editoriais). Sem falar nos filhotes, outra prova de sucesso”. O senador Armando Monteiro Neto não deixa por menos. “Sinto-

Artigo de Antonio Falcão me, inclusive, honrado de, em vá- rios momentos”, escreveu ele, “ter sido procurado para emitir opiniões sobre a conjuntura política e econô- mica do Brasil e, especificamente, de Pernambuco. Torço por vida lon- ga a esta que já é reconhecida como a revista dos pernambucanos”. Na opinião do escritor Alexan- dre Santos, “o JC disse o que muita gente boa quer dizer”, o que é re- forçado por Alberto Lopes Júnior: “É, sem sombra de dúvida, a melhor revista do estado, com matérias que interessam aos que aqui resi- dem, analisando todos os aspectos da cultura, da política, da economia, do turismo etc.”. O presidente dos Diários Associados, Joezil Barros, se admira do arrojo do empreendi- mento: “Vocês são, realmente, uns heróis no comando da Algomais ”, enfatiza. Uma opinião que é compartilha- da por outros profissionais assinan- tes como o secretário de Imprensa do estado, Evaldo Costa, Sérgio Kano, Henrique Salvador Menezes, Soninha Lopes, Toni Azevedo, Júlio Paschoal, José Emílio Calado, Au- gusto Campos, Alexandre Almeida, André Vieira, Alano Vaz, Alessandro Rodrigues, Aníbal Gaudêncio (“me atualizo com a revista”), Aderbal Barros (“Fiquei muito orgulhoso”), Heuler Santos, César Silveira, Fer- nando Ítalo, Ingrid Dornel, Rosina Bernardes, Álvaro Rocha, Lyane Cyreno, Múcio Novaes, Natália Ta- vares, Armando Lemos, Eduardo Lemos, Ágata Gioia, Rodrigo Aguiar da Costa Pinto, Renata Ozores, Iva- na Montemurro, Kássia Araújo, Ca- rolina Tigre Viriato, Bruno Perreli, Sérgio Costa, Alberto Lopes Peres Júnior, Cláudio Zorzett, Alexandre Grimancelos, Jaime Prado, Fernan- do de Queiroz Galvão (“o conte- údo do artigo reflete exatamente

o que os pernambucanos pensam da revista”), Sérgio Laonth Leite, Madalena Areias (“é um reconhe- cimento público da qualidade da Algomais ”), Luiz Otávio Cavalcanti, Queiroz Filho (“é a revista dos per- nambucanos que começa a desbra- var o Nordeste”), Fred Leal, Joaquim Edinílson, Luiz Montenegro (“O em- preendimento certo, na hora certa, no foco certo, Pernambuco”), Anto- nio Augusto Moreira, Eliane Aguiar, Patrícia Raposo, Henrique Arruda, Marcelo Braga, Theophilo Freitas, Márcio Waked de Moraes Rêgo, El- der Lins Teixeira, Magno Trindade, Nelson da Franca Ribeiro dos Anjos, Clementina Duarte, Gustavo Caval- canti Costa, Rosalvo Mafra (“Não há como ser diferente com a qualidade que você tem apresentado ao longo da vida desta publicação”. Uma mensagem pessoal, de Marcelo H. Silva, dirigida a Sérgio Moury Fernandes, comoveu parti- cularmente a equipe da revista: “Lembro que quando o se- nhor me falou que iria lançar uma revista em paralelo ao trabalho da Engenho de Mídia, que estava apenas começando, questionei o por que de entrar em um negócio tão complicado. Afinal de contas, a Engenho de Mídia, além de estar só começando, era um negócio que tinha tudo para dar certo. Então o senhor me respondeu: “Henrique, a Engenho de Mídia está consoli- dada e por isso pouco me desafia, preciso de um projeto que me desa- fie!!!”. Realmente fazer uma revista dar certo em Pernambuco há cinco anos, um estado com perspectivas bem diferentes do que vemos hoje, era realmente um desafio monstru- oso. Quando alguém vem hoje me elogiar a Algomais , tenho muito or- gulho em dizer que ela foi idealiza- da pelo meu tio!!!”.

A salada ideológica 2010 agosto> >^1

Polo Jurídico Setor enfrenta o desafio de preparar profissionais para o futuro

Mestres do Frevo Documentário sobre os velhos maestros fica pronto em 2011

o. 53 | Agosto 2010 R$ 9,00 Ano 5 | n (^) www.revistaalgomais.com.br

2010 setembro> > 1

Ano 5 | no^ R$ 9,00^. 54 | Setembro 2010 www.revistaalgomais.com.br

O gigante de Suape

Arte Centenário Lula Cardoso Ayres aindaé pouco lembrado

Eleições Polarização da novo capítulocampanha tem

Atlântico Sul^ Angelo Bellelis^ Presidente do Estaleiro

BalançoEmpresarial 2010

Ano 5 | n^ o. 57 | Dezembro 2010^ R$ 9,00^ www.revistaalgomais.com.br

A força de Pernambuco

Caminhar pelo Recife^ Andarilhos conhecer a nossa históriaé uma oportunidade de

Como convencer a^ Mobilidade utilizar o transporte públicoclasse média recifense

2011 janeiro> 1 >

Patrimônio do folclore^ Cultura pernambucano será mantido,pela família Salu, em museu

O avanço da consciência ecológica

o R$ 9,00 Ano 5 | n. 58 | janeiro 2011 www.revistaalgomais.com.br

A preservação do Parque dos Manguezais A preservação do Parque dos Manguezais na luta pela conservação da ecologia na luta pela conservação da ecologia representa um passo decisivo representa um passo decisivo

2010 outubro> >^1

Pernambuco é destaque em^ Rio Oil and Gas evento no Rio de Janeiro

Polo médico amplia o turismo

Praiade Portode GalinhasIpojuca PE

o Ano 5 | n. 55 | outubro 2010 R$ 9,00 www.revistaalgomais.com.br GARANTE O SEU A REVISTA DIFERENTESÉ A FAVOR DAA REVISTADEALGOMAISDIREITO DE TEROPINIÕES.ALGOMAISLIBERDADEIMPRENSA.

2010 novembro> 1 >

Salame é salame

sobre a Região que mais^ Reportagem especial^ Litoral Sul cresce no Estado

Ano 5 | no R$ 9,00^. 56 | novembro 2010 www.revistaalgomais.com.br

o DNA dos políticos^ Sérgio Buarque e^ Eleições 74 anos depois

O executivo pernambucano Marcelo Silva explica o livro “Gente Não É Salame” que escreveu sobre os recursoshumanos das empresas

10 >^ >fevereiro 2011

SAudoSiSMo | Amigo de Capiba, escritor fala sobre a paixão

pelo carnaval e critica o modelo adotado pela Prefeitura

Entrevista

Leonardo Dantas

“Antes era uma paixão,

hoje é negócio”

J

ornalista e escritor, Leonardo Dantas é um verdadeiro apaixonado pelo carnaval. Próximo de Capiba, ele teve o privilégio de brincar carnaval ao lado de grandes nomes da música pernambucana. Como administrador público, organizou carnavais do Recife e criou a Frevioca para animar os foliões pelas ruas do Centro. Sentado em um dos antigos quartos da casa em que Capiba viveu - hoje conservada por um projeto da TGI Consultoria em Gestão -, Leonardo Dantas falou para Algomais sobre seu amor pelo carnaval e analisou as mudanças que ocorreram ao longo dos anos na festa de Momo. No fim, um sentimento: “Antes era uma paixão, hoje é negócio. E gosto muito das coisas apaixonadas, ainda mais se forem feitas com profissionalismo”.

Algomais | Como o senhor vê o carnaval de ontem, e o de hoje? Leonardo dantas | É difícil fa- zer essa comparação porque é pre- ciso levar em conta a idade e a saú- de quando fala de carnaval. Mas pensando sem paixão, o carnaval de hoje diminuiu. Brinca-se menos carnaval. Saíamos pela manhã e ía- mos para o desfile de troça, fazia passo na rua. Pela tarde continua-

va, às vezes dava uma descansada. No final da tarde, emendava com a noite até umas 11 horas. No fim, era carnaval de clube, que ia até as sete da manhã.

AM | E quanto ao estilo do carna- val. Muita coisa mudou? Ld | Acredito que o estilo está muito parado. Virou um grande Rap, onde se traz Zeca Baleiro,

Alexandre Albuquerque

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Martinho da Vila, Maria Rita. O que esse povo tem a ver com o carnaval pernambucano? É melhor quando Caetano Veloso vem, sem ser cha- mado, e fica na rua conversando.

AM | O Frevo perdeu espaço pelo poder público ou a culpa é da po- pulação? Ld | Temos a mania de culpar o poder público por tudo, mas nos esquecemos de que os meios de comunicação também têm sua parcela, por dizer que frevo é uma coisa descartável. O Multicultural é tudo contra o frevo. Nas outras épocas do ano, não temos mani- festação de frevo, mas no carnaval, vem tudo.

AM | O que o senhor mudaria no carnaval de hoje? Ld | Acabaria com o palco do Marco Zero. Para que um palco tão grande? Só pode ser para fazer di- nheiro. Faria dois, com orquestras tocando e as atrações entrariam no meio, como era feito antiga- mente. Entre uma atração e outra, às vezes, leva uma hora e quarenta minutos para subir alguém no pal- co. Isso não pode acontecer.

AM | Se essas mudanças ocorres- sem, o público não se afastaria? Estão desacostumados a gostar de frevo? Ld | Não. Quando você bota a Frevioca na rua, existe uma grande quantidade de pessoas logo atrás. O problema é colocar a Frevioca nos subúrbios. Tem que ser no centro da cidade. Nos subúrbios, a Frevioca gasta mais tempo se deslocando do que tocando. Existe uma mania de espalhar o carnaval, mas acho que é uma festa que tem o centro como base, como todos os grandes eventos.

AM | Os compositores estão compondo menos, já que quase não se ouve música nova? Ld | Há muito tempo que se faz o carnaval e o disco do ano não é publicado. É preciso ter organiza-

ção, começando em maio do ano anterior para, em outubro, produ- zir o cd e fazer um trabalho junto às rádios.

AM | As mudanças passam pelo fato do carnaval ter virado um grande negócio? Ld | Antes era uma paixão, hoje é negócio. E gosto muito das coisas apaixonadas, ainda mais se forem feitas com profissionalismo. Por exemplo, não acredito que um gru- po de paulistas possa escrever a memória do frevo, como está sen- do realizado para o novo centro “Passo do Frevo”.

AM | O Galo da Madrugada anun- ciou mudanças. O que o senhor acha disso? Ld | Deixou de ser um clube de máscaras para ser um verdadeiro Rap. Não tem nem mais orques- tra, são apenas os trios elétricos. A Rua da Concórdia realmente não tem condições. O Galo era um bom exemplo do que é carnaval. No

desfile era proibido qualquer mú- sica que não fosse frevo. Em 1983, criaram-se os primeiros carros ale- góricos. Deixou de ser um clube de máscaras para ser um clube de ale- gorias. Quem saiu nos carros não queria mais ir no chão. Depois, vie- ram os trios elétricos e o costume de juntar os vizinhos para irem fan- tasiados foi esmorecendo. Hoje, se pergunta para que camarote a pes- soa vai. Virou um negócio. Agora, é o maior evento carnavalesco, sem dúvidas.

AM | Na disputa Pernambuco- Bahia. Os baianos são mais com- petentes para organizar e divulgar o carnaval? Ld | A Bahia é o estado mais rico em recursos naturais do Brasil. Co- meçou a ser divulgada por Dorival Caymmi, depois Ari Barroso. Depois, seguiu com Carmem Miranda, que pegou carona em Hollywood. Ago- ra, o baiano é muito desorganizado. Pega as coisas que copia dos outros e não dá continuidade. Porque todo ano tem que ter novidade.

AM | Como foi criada a Frevioca? Ld | Da necessidade de ter orques- tra no Centro, e não ter dinheiro. Na administração de Gustavo Krause, o dinheiro era pouco para fazer o car- naval. Na época, fui o executivo da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, então era praticamente res- ponsável pelo carnaval. Primeira coi- sa que fizemos foi tirar a decoração. Passaram-se quatro anos e ninguém reclamou que não tinha decoração.

AM | Como foi feito? Ld | Usamos a criatividade. Tira- mos os refletores de Boa Viagem e da Prefeitura para colocar no cen- tro. A Frevioca passava pelas prin- cipais ruas para ocupar os espaços que eram deixados pelas agremia- ções. Precisávamos de mais agre- miações. Fizemos concursos para estimular as agremiações.

AM | Por que o carnaval saiu do centro?

O Galo da Madrugada deixou de ser um clube de máscaras para ser um verdadeiro rap. Não tem nem mais orquestra, só trios elétricos

u

Alexandre Albuquerque

14 >^ >fevereiro 2011

Fuxicos

Literários

Rostand Paraíso

[email protected]

Um antigo professor de nossa Faculdade de Medicina gostava, vez por outra, de diri- gir perguntas embaraçosas às poucas alunas que, naqueles tempos, ousavam tentar a car- reira médica. Qual é o órgão do corpo humano que mais aumenta de tamanho? E com a estudante enru- bescida ao extremo: Não é nada disso que a se- nhorita está pensando, S-U-A G-U-L-O-S-A: trata-se do úte- ro que, durante a gravidez, é capaz de crescer muitas vezes seu volume original... Certa vez, uma aluna, observando que o capítulo concernente à próstata não havia sido incluído nos as- suntos relacionados para a prova final, ingenuamente, perguntara: E próstata, professor, não entra? Ele, não perdendo a oca- sião: Não entra, minha filha, mas ajuda bastante...

Getúlio Vargas, cujos discursos eram, provavelmente, de autoria de seus assessores e que começavam invariavelmente com o famoso Tra- balhadores do Brasiiiilll... , é eleito para a Academia Brasileira de Letras. O escritor Aparício Torelly, que se auto-intitulava Sua Graça Barão de

Itararé , é tido como o autor do se- guinte soneto:

Uma historieta dos tempos da II Guerra Mundial. Dizia-se que Wins- ton Churchill tinha como hábito fi- car andando, enrolado numa toalha ou, às vezes, completamente nu – e com um charuto aceso na boca –, em seu gabinete, na 10 Downing Street, a ditar seus discursos, me- morandos e ordens de serviço para uma atarantada secretária que não sabia para onde olhar.

Na guerra

Embaraço

Agripino Grieco era famoso pe- las suas irreverências e mordazes ironias, dirigidas principalmente aos literatos em geral. Sobre a obra-pri- ma de Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala, ele disse: É um livro bem pensado e mal escrito: pensado na casa-grande e escrito na senzala... Referindo-se a Ataulfo de Paiva, membro da Academia Brasileira de Letras, a quem considerava dono de um enorme vazio intelectual, disse ele, certa vez: Se de manhã cedo, logo ao saltar da cama, alguém abrir a cabeça de Ataulfo e comer seus miolos, pode-se considerar ainda em jejum e poderá até comungar!

Por motivos literários, o sergi- pano Gilberto Amado era antigo desafeto do poeta mato-grossen- se Aníbal Teófilo. Na noite de 19 de junho de 1915, durante uma festividade no prédio do Jornal do Commercio, no Rio, Amado, acompanhado da esposa grávida, e Teófilo cruzam caminhos. Auto- maticamente, tiram os chapéus. Teófilo diz: Não foi você que eu cumpri- mentei, seu corno! Foi sua mulher. Amaro dispara três tiros de sua Mauser, à queima-roupa, e sai cal- mamente, sendo, apesar de alegar impunidade parlamentar, detido e preso. Vai a julgamento e é absolvido.

Ironias Pela honra

Cocheira

Confessando-se um admira- dor da natureza, o poeta per- nambucano Bastos Tigre, disse, certa vez:

No banco trinta e sete, ei-lo sentado, com o fardão dos grandes imortais: escárnio atroz à Casa de Machado, de Humberto, Rui Barbosa, e outros mais.

Só por ser Gegê Vargas, foi votado. naquelas condições puxa-sacais, estando o Lar da Luz abarrotado, de escribas cavalares, ou asnais.

A hora é triste e só de analfabetos, bagagens literárias são decretos: que bela academia de muares!

É de pasmar, meu Deus, tanta sujeira, só falta ver também nessa cocheira Gas’Dutra, Capanema e Valadares...

Do que não presta Sim, adoro a floresta! Contanto que não fique longe dos teatros, dos cafés, de tudo que não presta...

16 >^ >fevereiro 2011

De

olho

Francamente

Aniversário A Di Cavalcanti Consultoria Em- presarial completa 18 anos e lança um novo site que vale a pena visi- tar. Ela atua com financiamentos do BNDES e BNB, além de incentivos estaduais e os concedidos pela Su- dene. Recentemente, num consór- cio com a Enerbio Consultoria, a Di Cavalcanti foi contratada pela Chesf para desenvolver o Projeto de Cré- dito de Carbono para a Usina Eólica Casa Nova, que será o maior parque eólico do Brasil, em termos de po- tência instalada. Os 18 anos estão bem comemorados. Parabéns.

Pombo educado Dia desses, na faixa de pedes- tre da Padre Carapuceiro com Con- selheiro Aguiar, um pombo, acre- ditem, um pombo branco esperava educadamente o sinal de pedestre para atravessar a rua andando pela faixa, sequer voando. Minha sócia Stella Beltrão estava comigo e não me deixa mentir. Será que é mais fácil ensinar a um animal irracional que aos racionais?

Júlia Costa Ela é uma artista plás- tica com peças muito bo- nitas, usando aplicações de imagens de tela em agendas, caneca e camise- tas. Seu trabalho inspira-se principalmente na nature- za, e na busca de uma ten- dência contemporânea e pop. Para conhecer melhor o trabalho de Júlia Costa visite o site www.juliacos- ta.com. Ela não é minha parente, apenas uma boa artista da nossa terra.

Segurança

no shopping Através de e-mail, o Shopping Center Recife esclarece sobre a nota intitulada “Segurança no sho- pping”, publicada na edição 57. O Shopping diz que a informação não procede, acrescentando que “não existe nenhuma queixa ou registro oficial de tal ocorrência. Inclusive, na saída 3, citada na nota, há um posto de vigilância armada posicio- nado de forma estratégica, o que possibilita visão privilegiada do local. O Shopping Recife aproveita para reforçar que possui um efe- tivo de segurança dimensionado, muito bem equipado e preparado, que recebe treinamento contínuo a fim de oferecer um serviço de qualidade aos clientes. Além disso, o Shopping conta com um moder- no circuito fechado de televisão, que monitora, 24 horas, o empre- endimento – inclusive as cancelas de entrada e saída.”

Polícia

e Polícia Os 26 coroneis da Polícia Mili- tar de Pernambuco estão irritados porque ganham menos do que os 548 delegados da Secretaria de Defesa Social. Este seria, segundo um oficial PM, um dos motivos do atual “clima azedo” existente na corporação. E ainda mais quando se mede o grau de responsabili- dade de cada um. Enquanto um delegado pode chefiar apenas dois subordinados, um coronel co- manda um efetivo de mais de mil homens. Além disso, os militares estão perdendo as esperanças na aprovação da PEC 300 pelo Con- gresso.

Bombeiros Tudo bem que o sucateamen- to dos equipamentos do Corpo de Bombeiros do Recife seja reconhe- cido pelo governo do estado, mas é preciso explicar bem o que foi feito do dinheiro arrecadado pela im- posição da taxa de bombeiros aos proprietários de imóveis. No bole- to que envia aos contribuintes, o Corpo de Bombeiros informa que a taxa tem proporcionado a aquisição de diversas viaturas, embarcações, aeronave, equipamentos, materiais e a “manutenção dos serviços exis- tentes com qualidade e eficiência”.

Imprensa A jornalista Flávia Filipini (ex- Jornal do Commercio) é a presença pernambucana na comunicação so- cial da Presidência da República. A ministra Helena Chagas a escolheu para a seção Imprensa Regional. Eis o seu endereço eletrônico: re- [email protected]

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Redação Algomais

[email protected]

Luiz Carlos Costa

[email protected]

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O mundo não é mais o mesmo, a economia não é mais a mesma. Há oportunidades de negócios em muitas frentes e você precisa de um aliado para ampliar a visão de futuro.

A Deloitte coloca todo o seu conhecimento para estender os horizontes da sua empresa nesta nova realidade do mercado. É possível encontrar inúmeras formas diferenciadas para trilhar a estrada do crescimento, adaptando-se sempre.

Com criatividade, orientação, planejamento, pensamento estratégico e soluções ousadas, o momento atual, de profunda adaptação, poderá ser um caminho mais rápido para a conquista do sucesso. Com a Deloitte sempre ao seu lado.

A Deloitte refere-se a uma ou mais Deloitte Touche Tohmatsu, uma verein (associação) estabelecida na Suíça, e sua rede de firmas-membro, sendo cada uma delas uma entidade independente e legalmente separada. Acesse www.deloitte.com/about para a descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e de suas firmas- membro © 2010 Deloitte Touche Tohmatsu

Rapidinhas l É impressionante a semelhança física do cantor e compositor Xico Bi- zerra (é com i mesmo) com o ex- pre- sidente Lula. l Boa sorte ao secretário do Meio Ambiente, Sérgio Xavier. O estado precisa se “esverdear”. l Boa sorte, também, ao novo se- cretário de Turismo do Recife, André Campos, que recebe um bom produto para oferecer ao Brasil e ao mundo. l A revista Algomais vai completar cinco anos. Quem acompanhou a sua história desde a criação, sabe que são muitos os motivos de comemoração.

Concorrência 1 Sábado, dia 22 de janeiro, uma jovem com um alto falante tipo cone, roupa vermelha e marca da Claro anunciava uma promoção. Só que ela estava ao lado do orelhão da Oi. Os cuidados nesse tipo de ação devem ser enormes.

Concorrência 2 Também no mesmo sábado, meu exemplar de assinante do JC veio com o encarte Gastrô, um produto do Diario de Pernambuco. Como consultor em marketing e sabendo que a concor- rência é grande, fiquei boquiaberto.

A grande

chance da

oposição As dificuldades encontradas por João da Costa para alavancar sua gestão deram início à cam- panha para a sucessão em 2012. De um lado, a situação se debate com muitos nomes competitivos para uma possível substituição, caso o atual prefeito não recupere sua popularidade. Do outro, as- sim como nas últimas eleições, a oposição sofre para encontrar um político com densidade para o em- bate. O discurso da renovação das lideranças continua no papel, e o adiantamento da disputa prejudica ainda mais os opositores, pois te- rão menos tempo para se unir em torno de um nome de consenso. Caso contrário, perderão a melhor chance de voltar ao poder desde a reeleição de João Paulo para a PCR.

Cadê o Plano

Diretor? Impressiona a quantidade de prédios a partir de 14 andares da rua Antônio de Castro, em Casa Amarela. Embora a rua tenha apro- ximadamente 300 metros está sendo construído mais um edifício com 28 andares e já existem placas para construção de mais dois edi- fícios de grande porte na mesma rua. Conclusão: esgotos com capa- cidade máxima de vazão, estacio- namento dos dois lados ao longo de toda a rua, além de todos os problemas dessa superocupação. Questionada sobre essa situação a Prefeitura do Recife jamais se pro- nunciou.

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João

Alberto

Revelação

Política Raquel Lyra surge como uma das maiores revelações da política pernambucana. Depois de aprovada em concursos para delegada da Polícia Federal e procuradora, ela resolveu seguir os passos da família e disputou mandato de deputada estadual. Foi eleita, sendo a mais votada em Caruaru. Com designação garantida para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, acabou sendo convocada por Eduardo Campos para ser secretária da Criança e da Juventude.

Invadindo o Sul Julião Konrad, dono de uma grande rede de restaurantes no Recife, está ampliando sua ação no sul. Depois dos Spettus de Buenos Aires e Chapecó, unaugura este mês um Spettus e um Nikko em Florianópolis. Sua esposa Marlene também entrou no circuito: é ela quem está comandando a nova fase do Famiglia Giuliano, que aumentou a frequência no almoço em 200%.

Os santos

do senador A coleção de artesanato de Jarbas Vasconcelos tem muitos santos de madeira, especialmente de artistas do Piauí e Minas Gerais, estados com maior tradição na área. Eles vão ganhar espaço especial no novo apartamento do senador sem uma das Torres do Cais de Santa Rita.

Julião Konrad

Raquel Lyra

Jarbas Vasconcelos

Supervisão

no ar César Santos é quem supervisiona os pratos servidos na classe executiva dos vôos da TAP do Recife para Lisboa, que são assinados pelo chef Dânio Braga. Não se trata de uma experiência nova para o dono da Oficina do Sabor: durante um bom período assinou o cardápio da primeira classe nos voos da antiga Varig.

Farmácia

na ilha Os moradores de Fernando de Noronha comemoram a abertura de uma farmácia do Lafepe na ilha. É que até agora havia apenas um espaço que vendia medicamentos e que, sem concorrência ou fiscalização, cobrava preços muito altos, justificando que era em função do frete aéreo. Quando os Ilhéus vinham ao Recife podiam comparar e descobrir a disparidade entre os preços daqui e de lá. u