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Revista ISSN 1806-1877 nº 69 - Dezembro de 2012
Artigos do XXI SNPTEE e da Bienal 2012
LPNE Seropedica de propriedade de Furnas Centrais Elétricas S/A. Foto: José Lins
Para mais informações
Maio 19 a 23 – Foz do Iguaçu – PR ERIAC Junho 10 a 12 – São Paulo – SP SIGAMT Agosto 5 e 6 – Curitiba – PR I CMDT – COLÓQUIO SOBRE MATERIAIS DIELÉTRICOS E TÉCNICAS EMERGENTES DE ENSAIOS E DIAGNÓSTICO - D 25 a 31 – Belo Horizonte – MG SIMPASE E COLÓQUIO INTERNACIONAL DO B Setembro/Outubro 28/09 a 04/10 – Brasília - DF REUNIÃO ANUAL SC B Outubro 20 a 23 – Brasília - DF XXII SNPTEE CALENDÁRIO DE EVENTOS 2013 Revista do CIGRÉ-Brasil de publicação trimestral nos meses de Março, Junho, Setembro e Dezembro para profissionais que atuam em Sistemas Elétricos de Potência. A Revista publica artigos de alta qualidade, apresentados em eventos nacionais e internacionais do CIGRÉ e do CIGRÉ-Brasil, artigos escritos por Grupos de Trabalho e Comitês Técnicos do CIGRÉ-Brasil, além de artigos convidados. A revista tem circulação nacional e no âmbito do Mercosul. Tem uma tiragem de 1.000 exemplares e está disponível para download pelos associados. Os seus leitores estão espalhados por cerca de 60 empresas e universidades e mais de 600 especialistas do setor. A data para envio de Anúncios é até o primeiro dia do mês anterior ao da publicação. Os custos para publicação de anúncios em 4 cores na Revista EletroEvolução são os seguintes: Página Inteira (220mmx307mm) R$ 4.000, Meia página (210 mmx 50,5mm) R$ 3.000, Contracapa R$ 5.000, Verso Capa R$ 4.500, Verso Contracapa R$ 4.300, Data para envio: Até o primeiro dia do mês anterior ao da publicação. [email protected] PUBLICAÇÃO DE ANÚNCIOS NA ELETROEVOLUÇÃO – Sistemas de Potência
EDITORIAL
Os desligamentos que atingem os sistemas elétricos em escala mundial sempre trazem, com certeza, importantes lições para os profissionais que atuam no setor elétrico. Inicialmente, deve ser ressaltado que, logo após um desligamento em um sistema elétrico, é de vital importância investigar a ocorrência, diagnosticar causas e recomendar medidas para solução dos problemas identificados. Alguns dos problemas de hoje já foram causas de ocorrências passadas e se repetem porque essas causas não foram efetivamente eliminadas. Em segundo lugar, deve ser dito que as informações contidas nos primeiros relatos são obtidas de observações retiradas da análise superficial dos acontecimentos, diante das informações e dados obtidos em análises preliminares sem o diagnóstico minucioso que deve nortear tais análises. Em sequência, registramos que, em muitos casos, as causas primárias que dão origem a ocorrências são falhas sucessivas em instalações e equipamentos, que pela baixa probabilidade de ocorrência não foram consideradas no planejamento e projeto dos sistemas elétricos. Portanto, as causas que originam estes eventos de maior porte, os ditos blecautes, não são decorrentes de contingências simples ou mesmo duplas, mas de contingências de maior severidade que o sistema não suporta. Tudo de acordo com a máxima da teoria de sistemas, pela qual “nenhum sistema é inexpugnável por mais seguro e confiável que pareça”, ou seja, sempre haverá uma contingência de maior severidade para a qual que o sistema não foi projetado para suportar. Antes de passar a relatar os recentes desligamentos que ocorreram, é importante salientar que o Sistema Interligado Nacional (SIN) brasileiro tem dimensões continentais, é predominantemente hidroelétrico, que representa um pouco menos de 70% da capacidade total instalada de mais de 120 mil MW, e tem uma produção superior a 90% do total, com grandes usinas hidráulicas distante dos centros de carga, que estão concentrados na costa leste brasileira do atlântico sul. Esta carga rarefeita é atendida por longas linhas de transmissão, cuja extensão atinge mais de 100 mil km nos níveis de 230 kV e acima. Estas características tornam o planejamento e a operação do SIN dos mais complexos em todo mundo. Os recentes desligamentos que ocorreram no SIN podem ser agrupados em duas categorias: os sistêmicos e os locais. Os sistêmicos são aqueles que envolvem uma ou mais regiões, e os locais são aqueles restritos a uma área dentro de um Estado. O 1º desligamento sistêmico foi o do dia 22.09.12 que se iniciou na SE Imperatriz, uma das mais importantes subestações das interligações inter-regionais do SIN, pois é ponto de interseção das interligações Norte/Sudeste e Norte/Nordeste, acarretando o desligamento de sete linhas tronco de 500 kV dessas interligações e isolando as regiões Norte/Nordeste, que é um distúrbio de grande nível de severidade. Os sistemas especiais de proteção e as proteções sistêmicas atuaram corretamente, e o esquema regional de alívio de carga cortou automaticamente cerca de 4.000 MW, que representou 34% da carga total de 11.750 MW das regiões Norte/ Os recentes desligamentos no Brasil
EDITORIAL
Nordeste naquela ocasião, visando restabelecer o equilíbrio carga/ geração. O desempenho dos sistemas de proteção e controle sistêmicos pode ser considerado excelente, evitando um blecaute completo dessas regiões diante da severidade da contingência. O 2º desligamento sistêmico ocorreu no dia 03.10.12 através do desligamento automático de toda SE Foz do Iguaçu 750/500 kV, acarretando em consequência a desconexão da UHE Itaipu-60Hz com cerca de 5.800 MW de geração, resultando em subfrequência no SIN e a consequente atuação do 1º estágio do esquema regional de alívio de carga das regiões Sul/ Sudeste/Centro-Oeste cortando automaticamente cerca de 3. MW, equivalente a cerca de 6% da carga do SIN naquele momento. O desempenho dos sistemas de proteção e controle sistêmicos também pode ser considerado excelente. Em ambos os casos o restabelecimento das cargas desligadas foi feito de forma rápida em menos de 1 hora. O 3º desligamento sistêmico ocorreu no dia 26.10.12 que se iniciou na SE Colinas, outra das mais importantes subestações das interligações inter-regionais do SIN, pois é outro ponto de interseção das interligações Norte/Sudeste e Norte/Nordeste, acarretando o desligamento de oito linhas tronco de 500 kV dessas interligações e isolando de forma separada as regiões Norte e Nordeste. Este foi um distúrbio de grande nível de severidade muito maior do que o primeiro, pois o defeito permaneceu por cerca de 3 segundos alimentado pelos Subsistemas Norte e Nordeste, por falha das proteções primária e secundária do circuito aonde se iniciou a falta. Em decorrência, ocorreu o blecaute total da região Nordeste e de parte da região Norte. Os desligamentos locais foram os três dos dias 04.10 e 19.10 (2) que afetaram o Distrito Federal e Goiás, e podem ser considerados de grande porte para o Distrito Federal. Esses desligamentos são creditados a defeitos em equipamentos que se amplificaram por falhas dos sistemas de proteção de componentes. A disponibilização das instalações e equipamentos em perfeito estado de funcionamento e de desempenho é um fator crítico que pode afetar de forma significativa o suprimento de energia elétrica. Este é um assunto bastante debatido em nível internacional e na opinião dos especialistas isto se consegue com regulamentos e normas a serem cumpridos pelos concessionários das instalações, e estabelecidos e fiscalizados pelo órgão regulador, a quem cabe auditar o concessionário cujas instalações não tiverem desempenho adequado. Em qualquer estrutura hierárquica da operação de sistemas elétricos de grande porte, é obrigatório ter-se em mente o seguinte princípio básico de divisão clara de responsabilidades entre o Operador do Sistema (ONS) e os Agentes da Operação. O ONS é responsável pelas funções e atividades relacionadas à segurança, confiabilidade e qualidade da operação do SIN, enquanto que os Agentes de Geração, Transmissão e Distribuição são responsáveis pelas funções relacionadas ao projeto, construção, manutenção e operação, bem como pela segurança, confiabilidade e integridade das instalações e equipamentos. A constatação que fica da análise dessas ocorrências é que o SIN possui um elevado nível de segurança e confiabilidade sistêmica, embora ela seja inexoravelmente dependente da segurança e confiabilidade das instalações e equipamentos, e do desempenho dos seus sistemas de proteção e controle. Por fim, outra lição é a necessidade permanente de analisar em detalhes e identificar as causas das ocorrências, bem como definir e implantar as ações e medidas para correção dos problemas identificados. Saulo José Nascimento Cisneiros, 2º Vice-Presidente do Cigré-Brasil
VISÃO ESTRATÉGICA
plano de implementação das
iniciativas, com ações, responsáveis
e prazos.
Premium para consolidar o
Planejamento Estratégico
que vinha sendo adotado
pela Eletronorte baseado no
Balanced Scorecard. A Execução
Premium adota um sistema de
gestão de circuito fechado, com
as seguintes etapas:
- Desenvolver a estratégia;
- Planejar a estratégia;
- Alinhar a organização;
- Planejar as operações;
- Testar e adaptar e,
- Monitorar e aprender.
O uso da Execução Premium
está perfeitamente alinhado ao
programa de sustentabilidade
empresarial, eficiência e
crescimento bem como às novas
medidas oriundas da MP-579.
Hoje, também, desempenhan-
do a função de Primeiro Vice-
Presidente do Cigré-Brasil, não
poderia deixar de fazer algumas
reflexões sobre os possíveis im-
pactos da MP 579 na Demonstra-
ção de Resultados do Cigré-Brasil.
O Cigré-Brasil ao longo de seus
quarenta anos de existência tem
exercido um papel importante
no nosso país promovendo e
desenvolvendo estudos, pesquisas
e investigações, além de possibilitar
o intercâmbio e a disseminação
de conhecimentos, técnicas e
tecnologias correlatos à geração,
transmissão e comercialização de
energia elétrica.
O Cigré-Brasil conta com um
Comitê Técnico que tem como
um dos principais objetivos
estabelecer as estratégias de
atuação, diretrizes e o Programa
de Ação e Desenvolvimento
Técnico, acompanhado do
plano de receitas e proposta
orçamentária para assegurar o
funcionamento dos diversos
comitês de estudo e manter o
funcionamento da instituição
de forma a continuar a prestar
apoio relevante aos profissionais
e empresas do setor elétrico
nacional através de seminários,
publicações e elaboração
de documentos técnicos. As
principais fontes de receitas
advêm principalmente de
patrocínios de empresas do setor
elétrico brasileiro de forma a
viabilizar a realização de eventos
técnicos e seminários como,
por exemplo, SNPTEE, SIMPASE,
SEPOPE, e outros de grande
importância para disseminação
de conhecimentos e intercâmbio
de experiências.
É lógico que as empresas
do setor elétrico diante dos
impactos da MP 579, com a
consequente redução de suas
receitas, terão que buscar a
eficientização em seus processos
operacionais com a redução de
custos. Trata-se de uma decisão
de gestão como forma de
manter o equilíbrio econômico-
financeiro para garantir a
sustentabilidade empresarial.
Esse novo cenário do setor
elétrico é que nos leva a repensar
a prática de gestão do Cigré-
Brasil. Trata-se de um desafio que
transcende a abordagem técnica.
É necessária uma profunda
reflexão sobre os objetivos da
instituição, estabelecer seus valores,
missão e visão e a elaboração de
um planejamento estratégico,
de preferência, baseado nas
perspectivas financeiras, processos,
pessoas e clientes e mercado.
Há de se pensar num projeto
de transformação de forma
sistêmica que contemple os
seguintes aspectos:
- Repensar o número excessivo
de eventos, priorizando aqueles
de maior alcance em termos de
interesse para as entidades do
setor elétrico brasileiro;
gestão baseado em processos;
controle de custos e eficiência
operacional;
- Consolidar a avaliação de
desempenho dos Comitês de
Estudo;
orçamento e de custos baseada
em processos;
maior envolvimento do meio
acadêmico no CIGRÉ-BRASIL;
necessárias para que se possa
tirar o melhor proveito dos
recursos da organização.
O novo cenário requer
cada vez mais uma gestão
profissionalizada com um
controle eficaz dos recursos e
das despesas, pois o Cigré-Brasil,
entidade sem fins lucrativos,
está sujeita aos mesmos
desafios e adversidades a que
se submetem as empresas
públicas e privadas. Portanto,
é imprescindível que se
repense a organização de
trabalho da entidade e que
se adote ferramentas como
o planejamento estratégico
para superar as dificuldades e
assegurar a sobrevivência da
organização com superávit, de
modo que se continue a cumprir
todos os objetivos estatutários
dentro dos mesmos padrões
de qualidade que se pratica ao
longo da existência do Cigré-
Brasil.
NOTÍCIAS
NOTÍCIAS
Na 44ª Sessão Bienal realizada em Paris no período de 26 a 31 de agosto de 2012 o engenheiro José Henrique Machado Fernandes,ex-presidente do CIGRÉ-Brasil,foi agraciado com o título de Sócio Honorário do CIGRÉ. Como parte dessa homenagem durante a Sessão de Abertura ocorrida no dia 26 de agosto, na qual estiveram presentes cerca de 3000 participantes do evento, foram anunciados os nomes dos agraciados com o título de Sócio Honorário, bem como apresentadas na tela as fotos dos homenageados. Em prosseguimento, no dia 28 de agosto foi realizado um almoço em homenagem aos novos Sócios Honorários do CIGRÉ e do qual participaram os membros do Conselho de Administração e da Diretoria do CIGRÉ. Nessa oportunidade os agraciados receberam do Presidente do CIGRÉ André Merlin um diploma e uma medalha em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à instituição.Durante a entrega dos diplomas foi destacado pelo Presidente do CIGRÉ a grande contribuição realizada pelo engenheiro José Henrique, não só para o crescimento do CIGRÉ-Brasil, como também para a divulgação e o compartilhamento de conhecimento em escala mundial. O engenheiro José Henrique em agradecimento proferiu um pequeno discurso no qual concluiu dizendo: As John Lennon said “You may say I am a dreamer” but, when I am among CIGRÉ colleagues, I am completely sure that “I am not the only one”.
José Henrique Machado Fernandes recebe o título de Sócio Honorário do CIGRÉ em PARIS
RELATÓRIOS DE ATIVIDADES DOS COMITÊS DE ESTUDO
- Escopo do Comitê As atividades do CE-A1 tratam de aspectos econômicos, projeto, construção, teste, comportamento e materiais para turbogeradores, hidrogeradores, máquinas não convencionais e grandes motores. O Comitê conta com 62 participantes de 28 empresas.
- Coordenação do Comitê e Grupos de Trabalho em Andamento - Coordenadores Coordenador: Jacques Sanz – E-mail: [email protected] – Fone: 91- Secretário: Marcio Rezende Siniscalchi – e-mail: [email protected] – Fone: 21- 2.1. Grupos de Trabalho Nacionais - Coordenadores
- GT-A1-01 - Monitoramento de Máquinas Elétricas - Renato Rocha
- GT-A1-02 - Critérios para Modernização / Recapacitação de Usinas - João Marra
- GT-A1-03 - Estudo de envelhecimento de parafusos - Luiz Mileo 2.2. Participação em Grupos de Trabalho Internacionais – Representantes brasileiros A1.01 TURBO GUIDE ON OVERFLUXING GENERATORS – RELATORIO FINAL APRESENTADO A1.02 HYDRO GENERATOR STATOR WINDING STRESS GRADING COATING PROBLEM 2 PARTICIPANTES: JOSE CARLOS BORGMANN – TRACTEBEL; PEDRO SAKUMA – CONSULTOR
- RELATORIO FINAL APRESENTADO A1.05 TURBO GUIDE ON ECONOMIC EVALUATION OF REFURBISHMENT/REPLACEMENT DECISIONS ON GENERATORS AND RELATED POWER PLANT EQUIPMENT- 1 PARTICIPANTE: ADELMO CAMPOS – CHESF – RELATORIO FINAL EM REVISÃO A1.13 HYDRO FEASIBILITY OF UPDATING FROM CLASS F TO CLASS H THE INSULATION SYSTEMS IN ELECTRICAL ROTATING MACHINES 4 PARTICIPANTES: MAURO UEMORI – ALSTOM; ALVARO FOGAÇA – COPEL; MARCO AURELIO MAURO – ITAIPU; JACQUES SANZ – ELETRONORTE – RELATORIO FINAL PREVISTO PARA MES 09, ATRASADO A1.14 HYDRO GUIDE FOR MINIMIZING THE DAMAGE FROM STATOR WINDING GROUNDS IN HYDRO GENERATORS 2 PARTICIPANTES: ERLI FIGUEIREDO – UERJ; ALVARO FOGAÇA – COPEL - ATRASADO A1.17 MOTOR METHODS OF DETERMINING THE CONDITION OF STATOR WINDING INSULATION AND THEIR EFFECTIVENESS 1 PARTICIPANTE: MARCIO SINISCALCHI – ELETRONUCLEAR – EM ANDAMENTO A1.21 HYDRO BEARING SEGMENTS WITH PLASTIC LINING – OPERATING AND MAINTENANCE EXPERIENCE 1 PARTICIPANTE: GERALDO BRITO – ITAIPU – EM ANDAMENTO, SEM EXPERIENCIA NO BRASIL A1.22 TURBO GUIDE – CONSIDERATION OF DUTY ON WINDINGS – PREVISÃO 2012 2 PARTICIPANTES: FRANCISCO RENNO – RENNO TEC.; PEDRO SAKUMA – CONSULTOR – DRAFT APRESENTADO EM 2010 A1.23 TURBO STATE OF THE ART AND CAPACITY FOR ROBOTIC INSPECTION OF TURBO-GENERATORS – PREVISÃO 2012 - COORDENAÇÃO:MARCIO SINISCALCHI – ELETRONUCLEAR – DIFICULDADE NA OBTENÇÃO DE RESPOSTAS GEROU A CONFEÇÃO DE UM RELATORIO PRELIMINAR A SER COMENTADO. A1.24 WIND LITERATURE SURVEY ON DIAGNOSTICS TRENDS FOR WIND GENERATORS FOR RELIABILITY IMPROVEMENT - 2 PARTICIPANTES: SOLANGE TIBURCIO – CHESF; FRANCISCO RENNO – RENNO TEC. O QUESTIONARIO ESTA AINDA EM ELABORAÇÃO E O TRABALHO DEVERA SER CONTINUADO POR NOVO COORDENADOR A1.25 HYDRO SURVEY ON HYDRO-GENERATOR CLEANING – EM ANDAMENTO A1.26 MOTOR MONITORING, DIAGNOSIS AND PROGNOSIS OF LARGE MOTORS, PROPOSTO POR NICO SMIT – SOUTH AFRICA, APROVADO EM OUTUBRO 2010. 1 PARTICIPANTE: MARCIO SINISCALCHI – ELETRONUCLEAR – EM ANDAMENTO Comitê de Estudo A1 – Máquinas Rotativas Relatório Anual de Atividades de 2011 e Plano de Metas para 2012
RELATÓRIOS DE ATIVIDADES DOS COMITÊS DE ESTUDO
5.3. Plano de Ação para 2012
- Participar e intensificar a participação de membros do Comitê Nacional na Reunião Internacional do SC-A1 e de seus Grupos de Trabalho e Consultivos.
- Preparar um relatório sobre a Experiência Brasileira no Monitoramento de Máquinas Elétricas GT A1 01, incorporando os ensinos do acidente ocorrido na usina russa de Sayano, considerando as respostas dos diversos segmentos do setor elétrico ao questionário preparado pelo GT A1.01 nacional, a ser disponibilizado no portal do CIGRÉ. Pretende-se ou fazer uma Brochura Técnica ou publicar o trabalho na revista ELETROEVOLUÇÃO, dependendo da sua dimensão.
- Colaborar com a ELETRONUCLEAR na organização do V Encontro Nacional de Monitoramento de Máquinas Rotativas (V ENAM), em Angra dos Reis, em Outubro 2012.
- Dar continuidade ao Grupo de Trabalho Nacional GT A1.02 sobre “ Critérios para Moderniza-ção/Recapacitação de Usinas”.
- Concluir o trabalho do GT A1.03 sobre estudo do envelhecimento de parafusos.
- Aumentar a participação brasileira nos questionários dos Grupos de Trabalho do Comitê Internacional.
- Aumentar a participação de especialistas brasileiros nos Advisory Groups de Turbogeradores, Grandes Motores, Máquinas Novas, principalmente aerogeradores, e não Convencionais. Neste sentido prosseguir com a aproximação com os fabricantes de aerogeradores.
- Aumentar a participação dos usuários e fabricantes de turbogeradores, principalmente Petrobras. Comitê de Estudo A3 – Equipamentos de Alta Tensão Relatório Anual de Atividades de 2011 e Plano de Ação para 2012
- Relatório Anual de Atividades de 2011 a. Coordenação e Secretaria Coordenador: Paulo Cesar Fernandez (ELETROBRAS) – E-mail: [email protected] – Fones: (21)-2514- 5763 Secretário: Jorge Amon Filho (FURNAS) – E-mail: [email protected] – Fones: (21)-2528- b. Escopo Técnico do Comitê de Estudo A “Teoria, projeto, construção e operação para todos os dispositivos de manobra, interruptores e limitadores de corrente, pára-raios, capacitores, secionadores isoladores de equipamentos e de barramentos e transformadores de instrumento.” c. Participação em Grupos de Trabalho nacionais Não há Grupos de Trabalho nacionais em andamento dentro do CE A d. Participação em Grupos de Trabalho internacionais (WG) em andamento no SC A As atividades dos membros do CE-A3 no ano 2011 caracterizaram-se pelo apoio/participação aos grupos de trabalho no exterior (WG), seja por meio de contribuições técnicas dos participantes brasileiros, seja pela participação direta nas reuniões no exterior, ou no Brasil (quando for o caso de ocorrerem no país). d.1. WG A3.06 – Confiabilidade de Equipamentos de Alta Tensão/(Reliability of HV equipment) Representantes brasileiros: Antonio Carlos C. Carvalho (ONS) O WG A3.06 tem como escopo “Estudar as falhas em disjuntores, secionadores, transformadores de instrumentos, demais equipamentos constantes da atividades técnicas do SE A3, e subestações blindadas a SF6, na faixa de tensão de 72,5 kV a 800 kV”. d.2. WG A3.15 – Transformadores de Instrumentos não Convencionais/(NCIT – Non Conventional Instrument Transformers). Representantes brasileiros: Carlos Fonseca de Carvalho (FURNAS). Draft de brochura técnica final enviada para aprovação em 2010. Publicação na revista ELECTRA ainda pendente. d.3. WG A3.17 - Pára-raios/(Surge Arresters) Representantes brasileiros: Jorge Luiz De Franco (Consultor), Adriano Delallibera (Balestro), e Renato Ganzela (Balestro), todos membros correspondentes. O WG 13.17 tem como escopo “a avaliação dos estresses nos pára-raios e dos procedimentos de ensaio apropriados”. O resumo para a Electra está pronto e enquanto isso a TB será finalizada até o final de setembro. Este WG foi substituído pelo A3-25, de modo que os trabalhos possam ter sequência. d.4. WG A3.21 – Isoladores não cerâmicos (poliméricos)/ (Non-ceramic insulators) Representantes brasileiros: Jorge Luiz De Franco (Consultor) e Paulo Maldonado (FURNAS) O WG A3.21 tem como escopo “considerar todos os aspectos relativos ao comportamento dos isoladores, como parte dos equipamentos de alta tensão chamando a atenção sobre a interação entre o isolador e o equipamento”. Todo o trabalho foi concluído em 2010 e a Brochura Técnica foi publicada em Abril de 2011: TB 455 ‘Aspects for the Application of composite insulators to high voltage apparatus’.
RELATÓRIOS DE ATIVIDADES DOS COMITÊS DE ESTUDO
d.5. WG A3.22 – Requisitos técnicos para equipamentos de UAT/(Ultra High Voltage - UHV equipment) Representantes brasileiros: Paulo Cesar Fernandez (ELETROBRAS) e Jorge Amon Filho (FURNAS) O objetivo do WG é estabelecer as bases técnicas relativas às especificações para equipamentos de UHV (acima de 800kV AC) e também para rever estas bases para equipamentos de 800 kV AC, dentro do escopo do SCA3. As atividades técnicas desenvolvidas por este WG tiveram grande interação com o SC 17A da IEC – High Voltage Switchgear and controlgear. Duas brochuras técnicas foram publicadas, especialmente para apoiar os trabalhos de normalização IEC na faixa de UHV:TB 362 e TB 456. d.6. WG A3.23 – Limitadores de Curto-Circuito (aplicação e viabilidade)/ (Gudelines and Selection of FCL – Fault Current Limiters) Representantes brasileiros: Paulo Cesar Fernandez (ELETROBRAS) e Jorge Amon Filho (FURNAS) O objetivo do WG é estudar, a partir do trabalho dos WGs A3.10 e A3.16, as aplicações e a viabilidade de aplicação dos dispositivos limitadores de corrente. O trabalho descreve o estado da arte da tecnologia para limitação de correntes de curto-circuito. d.7. WG A3.24 - Tools for Simulating Internal Arc and Current Withstand Testing/(Simulating internal arcs and current withstand testing) Representantes brasileiros: Sergio Feitoza Costa – Cognitor O objetivo do WG é continuar o trabalho do WG A3.20, dando ênfase a Ferramentas para simulação dos ensaios de corrente suportável e arco interno. d.8. WG A3.25 – Metal Oxide varistors and surge arresters for emerging system condition/(MO varistors and surge arresters for emerging system conditions) Representantes brasileiros: Jorge de Franco (Consultor), Adriano Delallibera (Balestro) e Renato Ganzela (Balestro) O objetivo do WG é continuar o trabalho do WG A3. dando ênfase à investigação de condições de sistema adversas e seu efeito no envelhecimento dos pára-raios. d.9. WG A3.26 - Capacitor bank switching and impact on Equipment Representantes brasileiros: Sérgio de Azevedo Morais – Marte Engenharia. d.10. WG A3.27 – The impact of the application of vacuum switchgear at sub transmission voltages Representantes brasileiros: Sérgio de Azevedo Morais – Marte Engenharia O objetivo do WG é fazer um levantamento do estado- da-arte das encomendas, produtos e desenvolvimento de equipamento de manobra a vácuo de alta tensão, investigando o impacto de questões técnicas específicas relacionadas com a aplicação dessa tecnologia em tensões mais altas. O WG irá também identificar áreas de possível melhora dos requisitos de norma (IEC) para melhor atender à tecnologia de vácuo. d.11. WG A3.28 - Switching phenomena and testing requirements for UHV & EHV equipment Representantes brasileiros: Paulo César Fernandez – ELETROBRAS, Jorge Amon Filho – FURNAS e Angélica C. O. Rocha – CEMIG Este WG, dando sequência ao trabalho publicado pelo WG A3.22 sobre UHV, investigará aspectos específicos de fenômenos de manobra, equipamentos e ensaios em UHV em maior profundidade. d.12. WG A3.29 - Deterioration of ageing substation equipment and possible mitigation techniques Representantes brasileiros: ainda sem membro brasileiro A reunião de kick-off foi realizada em março de 2011. Novo título do WG foi proposto, “Deterioration & ageing of HV substation equipment”, para evitar qualquer sensibilidade ou suscetibilidade com SC B3 sobre a gestão de subestações. A estreita cooperação com A3.30 fará parte do trabalho. d.13. WG A3.30 - Impact of overstressing on substation equipment Representantes brasileiros: Antonio Carlos C. Carvalho (ONS) e Jorge Amon Filho – FURNAS Os Engs. Antonio Carlos Carvalho (ONS), como Chairman e Jorge Amon Fo. (FURNAS), como secretário, são membros regulares deste WG. A reunião de kick-off foi realizada em setembro, em Viena. Os membros consistem principalmente de especialistas de concessionárias. Eles discutiram os objetivos do WG e sugeriram a mudança do título para:“Overstressing of HV substation equipment”. O trabalho deve ficar restrito ao equipamento, porque assuntos relacionados ao sistema são cobertos por outros SCs. d.14. WG A3.31 - NCIT with digital output Representantes brasileiros: ainda sem membro brasileiro O Termo de Referência (ToR) havia sido aprovado em julho e o CO iniciou a chamada para especialistas. Segundo a última mensagem do Chairman, existiam apenas cinco indicações até a data desta reunião. Alguns especialistas a mais são muito bem-vindos e os membros do SC devem procurar mais interessados. e. Atividades do CE em 2011 e.1. Atividades Nacionais
- Participação no XXI SNPTEE: Engs. Jorge Amon Filho, exercendo atividades preparatórias na Comissão Técnica (CT) do evento e Paulo Cesar Fernandez, exercendo atividades como relator do Grupo VIII - GSE para seleção de resumo de artigos e montagem da grade de apresentação juntamente com a CT.
- Participação no XIV ERIAC: Eng. Jorge Amon Filho na condição de integrante de mesa diretora do CE A3, autor e co-autor de artigos técnicos.
- Participação na sessão de “CHAT” realizada no site do CIGRÉ-Brasil no dia 28/08/2011, sobre o trabalho do CE A3 apresentado no XIV ERIAC A3.07 - “Ensaios com Módulos Supercondutores para Limitação de Corrente de Curto-Circuito” - Alexander Polasek: Eng. Jorge Amon Filho (moderador)e outros.
- Reunião anual de 2011 do BR.CE A3, realizada através de sessão de “CHAT” realizada no site do CIGRÉ-Brasil no dia 28/12/
RELATÓRIOS DE ATIVIDADES DOS COMITÊS DE ESTUDO
Coordenação: Evanise Neves de Mesquita, E-mail: [email protected] Secretário: André Luiz Mustafá, E-mail: [email protected]
- Escopo Técnico do Comitê de Estudo: “Identificar e avaliar os vários impactos no meio ambiente, natural e construído, causados pelos sistemas elétricos de potência, além de recomendar medidas adequadas de controle, gestão e monitoramento ambientais”.
- Grupos de Trabalho em Andamento Nacionais: Atualmente existem oito Grupos de Trabalho (GT) ativos, sendo que três estão em fase de conclusão dos trabalhos. GT C3-01 – Campos Elétricos e Magnéticos de Baixa Frequência e Saúde Coordenador: José Antônio Bulcão – Furnas (Este é um Grupo de Trabalho permanente cujo objetivo é acompanhar o estado da arte do tema no Brasil e no mundo.) GT C3-04 – Estratégias de Comunicação de Desempenho Ambiental Coordenadora: Mírian Regini Nuti – EPE; O GT encerrou seus trabalhou e publicou uma Brochura Técnica pela CIGRÉ-Brasil em 2010. GT C3-05 – Impactos Ambientais de Geração Distribuída Coordenador: André Luiz Mustafá – CESP; Este WG está em fase de encerramento. GT C3-06 - Avaliação Ambiental Estratégica Coordenador: Ricardo C. Furtado – EPE; Este WG já foi encerrado e foi publicada uma Brochura pelo CIGRÉ internacional. Cabe ressaltar que o Engo. Ricardo coordenou o WG internacional que contou com o apoio de Flávia Serran, dentre outros membros do CE C3. GT C3-08 – Internalização de Custos Externos de Linhas de Transmissão Coordenador: Valdson Simões de Jesus - Chesf; Este WG conta também com a colaboração de Silvia Helena Pires e outros membros do CE C3. GT C3-09 - Gestão de CorredoresCoordenadora: Arilde Sutil Gabriel – Copel; Internacionais: Em 2010 foram aprovados 2 novos WG. Todos os membros do CE C3 participam em WG, e sempre que possível é montado um GT nacional para preparar contribuições para o WG internacional. O C3 tem representante nos seguintes WG e JWG: WG C3-01 - EMF and Health - José Antônio Bulcão - Furnas WG C3-04 - Stakeholders engagement and communication in S.D. - Mirian Regini Nuti WG C3-05 - Environmental Impacts of Dispersed Generation
- André Luiz Mustafá - CESP WG C3-06 - Strategic Environmental Performance - Ricardo Cavalcanti Furtado - Consultor WG C3-08 - External Costs of Environmental - Valdson Simões de Jesus - Chesf WG C3-09 - Corridor Management - Arilde Sutil Gabriel - Copel WG C3.10 - Environmental and S.D. Performance Indicators for Electric Power Generation Utilities - Flávia Gama - Consultora WG C3.12 - Green-House Gases Emission Inventory Methodologies for T&D Utilities - Evanise Neves Mesquita - Consultora JWG B4/B2/C3.50 -Electric Field and Ion Current of HVDC OHL - Evanise Neves Mesquita - Consultora JWG B1/B2/C3.13 - Environmental issuesof high voltage transmission lines for rural and urban areas - Em fase de analisa e verificação da pertinência montar um único WG espelho envolvendo WG C3.09 - Silvia Helena Pires -Consultora
- Atividades do CE-C3 em 2011
- O CE-C3 realizou três reuniões ordinárias em 2011, participou das seguintes reuniões e eventos internacionais:
- The CIGRE 2011 Bologna Symposium -Italy (September, 13 - 15 2011);
- Study Committee SC C3 - Annual meeting in Israel – October (Reunião Annual do SC C3, reunião de WGs e Simpósio);
- Simpósio “2nd International Conference on Extremely Low Frequency Electric and Magnetic Fields (Paris, marco/2011) Simpósio “Long-distance and Cross-border Electric Power System Interconnections: Strategic needs, Sustainability, Environmental and Social Issues”, TelAviv, Israel, October 27th 2011.
- No Brasil, participou na relatoria do XXI SNPTEE – Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica e organizou a sessão técnica conjunta com o CE- C1 Questão Ambiental da UHE Belo Monte e do Sistema de Transmissão da Energia Gerada Associado. Participaram na Mesa Redonda técnico do IBAMA, Norte Energia e EPE. O debate teve como moderador membro do C3 e o Diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte.
- Destaque Flavia Serran, membro do CE C3, será “Special Reporter” do tema preferencial “PS1: Public acceptance of electric power system infrastructures” na Bienal 2012. Comitê de Estudo C3 – Desempenho Ambiental de Sistemas Relatório Anual de Atividades – 2011
RELATÓRIOS DE ATIVIDADES DOS COMITÊS DE ESTUDO
- Relatório Anual de Atividades de 2011 a. Coordenação e secretaria Coordenador: Luiz Augusto Barroso – email: [email protected] – Fone: (21) 39062100 Secretário: João Carlos Mello – email: jmello@ andradecanellas.com.br – Fone (11) 2122 0420 b. Escopo Técnico do Comitê de Estudo e Coordenação Análise das estruturas de mercado e regulação na indústria de energia, formação de preços e tarifas de energia, economia da energia e do meio ambiente, comercialização de energia, gestão de riscos, gestão pelo lado da demanda, estruturas de financiamento, aspectos regulatórios e econômicos de energias renováveis e redes inteligentes (smart grids). O CE C5 possui cerca de 20 membros ativos e, caso você esteja interessado em participar, por favor, visite o hot site do CE C e contate seus coordenadores. c. Grupos de Trabalho em Andamento c.1. Grupos de trabalho nacionais
- Melhores Práticas de Gestão de Riscos – criado em 2012, Coordenador: Anderson M. Iung, da Duke Energy
- Gestão Pelo Lado Da Demanda – criado em 2012, Coordenador: Carlos Dornellas, da Diferencial Energia O plano e a dinâmica para estes dois grupos de trabalho serão desenvolvidos conjuntamente com os interessados em participar desta iniciativa. Ambos terão, a princípio, uma duração de 24 meses e o produto final um relatório técnico a ser disponibilizado para o setor. A operacionalização dos trabalhos seria feita através de reuniões periódicas, teleconferências e troca de e-mails. Para participar, visite o hot site do CE C5. c.2 Grupos de trabalho internacionais
- Interaction of Market Pricing and Regulation Actions with Emerging Technologies”
- “Generator Market Power Mitigation Measures in Electricity Markets” d. Atividades do CE em 2011 d.1 Atividades nacionais
- Relatoria do GCR (Grupo de Comercialização e Regulação) no Simpósio Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE). Em 2011, 105 resumos foram recebidos, 35 selecionados, 34 apresentados e um painel com o titulo “Resolvendo o “quebra cabeças” energético na América Latina: oportunidades técnicas, regulatórias e comerciais para a integração energética Latino-americana” foi realizado com forte interesse da audiência.
- O CE C5 realiza anualmente uma reunião de coordenação entre seus membros. O objetivo desta reunião, realizada sempre em Abril de cada ano, é apresentar as atividades em andamento do CE C5 e discutir novas atividades, seminários, cursos, criação de grupos de trabalho, etc. A reunião de 2011 foi realizada em Abril, na sede do Cigré Brasil. d.2 Atividades internacionais Participação na reunião anual do SC C5 associada a um Colóquio (“Drivers for Regulatory and Market Design Changes”), ambos realizados em Sydney, Austrália. Durante este evento. O CE C5 Brasil esteve representado por seu vice- coordenador. e. Atividades do CE em 2012
- Reunião técnica do CE, realizada no dia 3 de Abril de 2012, na sede do Cigre Brasil no Rio de Janeiro.
- Organização do III Simpósio Nacional de Regulação, Economia e Mercados de Energia Elétrica (SINREM). O SINREM é um fórum nacional dedicado a debates sobre temas regulatórios, econômicos e de mercado relacionado ao setor elétrico. O objetivo do SINREM é a integração técnica entre academia, a indústria e as instituições do Setor Elétrico Brasileiro. O III SINREM foi realizado em Julho de 2012, em São Paulo, contando com cerca de 25 empresas patrocinadoras, 20 palestrantes (nacionais e internacionais). O SINREM teve uma audiência de 150 pessoas, incluindo participantes de universidades, geradoras, transmissoras e consumidoras, instituições, e discutiu tecnicamente dois grandes temas de importância para o setor (i) mecanismos para a formação de preços e sinais econômicos e (ii) instrumentos de mercado para o aumento da eficiência na contratação de energia.
- Lançamento no III SINREM do livro “Mercados e Regulação de Energia Elétrica”, 1º livro do CIGRÉ-Brasil, que conta com contribuições técnicas dos membros do CE C5.
- Criação de dois grupos de trabalho nacionais: melhores Práticas de Gestão de Riscos e Gestão pelo Lado da Demanda.
- Participação na 44ª Sessão Bienal do CIGRÉ com uma delegação de 3 membros e apresentação de dois artigos técnicos:
- C5-208, X. Vieira, J.L.Alqueres, M.Veiga, A.Oliveira, M.Vieira “The Brazilian Market Structure: Strenghts and Improvements Still Needed”
- C5-209, T. Cavalcanti, E.H.D. Fittipaldi “Auction Analysis for Energy Trading in Brazilian Market
- Participação no Workshop sobre “market disturbances”, cujo objetivo é discutir de eventos específicos que impactaram de forma significativa mercados de eletricidade no mundo.O CE C5 participará com uma contribuição, titulada “Conciliating short-term economic signals and security of supply in the Brazilian power market”.
- Plano de metas O CE C5 continua o processo de maior difusão de suas atividades buscando sua consolidação como ambiente para discussão de temas do mercado de energia elétrica no Brasil em forte cooperação com os agentes de mercado, universidades e instituições. Para 2013, a meta é aumentar o numero de membros, desenvolver os grupos de trabalho, planejar o IV SINREM e organizar workshops, cursos, treinamentos e mesas de discussão em temas de interesse ao SEB. Comitê de Estudo C5 – Mercados de Eletricidade e Regulação Relatório Anual de Atividades de 2011/2012 e Plano de Metas para 2013
ARTIGO NACIONAL
tipo de câncer infantil ou em adultos. A causa básica para a ligação hipotética entre a leucemia infantil e o fato de residir nas proximidades de linhas de transmissão é desconhecida. Acredita-se que fatores ainda desconhecidos para a causa de leucemia teriam que estar relacionados com as linhas. Contudo, ainda não se tem estudos de laboratório satisfatórios, que comprovem tal associação [1] - [41]. 3.0 PARÂMETROS NORMATIVOS INDICADORES À luz das análises feitas e registradas ao longo do projeto ficaram evidenciados os seguintes parâmetros indicadores dos níveis adequados de exposição a campos elétricos e magnéticos de baixa frequência que devem balizar projetos e aferições de linhas de transmissão de alta tensão, atenden-do às recomendações emanadas da ICNIRP [4], para o con-dutor a 1,5m:
- campos elétricos:
- público ocupacional: 8,33 kV/m;
- público geral: 4,16 kV/m;
- campos magnéticos:
- público ocupacional: 333,33 A/m (416,67 μT);
- público geral: 66,67 A/m (83,33 μT) No que se refere à TV interferência os seguintes parâmetros devem balizar a questão: a relação sinal/ ruído, na frequência de 54 MHz para vídeo, no limite da faixa de servidão deverá ser no mínimo igual a 40 dB(μV/m) para 50% do período de um ano; este limite considera um nível de sinal mínimo de 47 dB(μV/m), valor este que corresponde ao grau B de recepção para as faixas baixas de frequência de sinais VHF, sob a condição de chuva forte (atendimento a revisão da NBR-5422 [42], em sua reunião realizada em 02 de julho de 2008). Para rádiointerferência os seguintes critérios devem ser atendidos: a relação sinal/ruído no limite da faixa de servidão deverá ser no mínimo igual a 24 dB para 50 % do período de um ano; para este cálculo o sinal adotado deverá ser igual ao nível mínimo de sinal na região atravessada pela linha de transmissão, válido para toda a faixa de radiodifusão (atendimento a revisão da NBR-5422, já mencionada). No que se refere ao ruído audível, os seguintes balizamentos devem ser observados: o ruído audível no limite da faixa de servidão, quando a linha de transmissão estiver submetida à tensão máxima operativa, deve ser, no máximo, igual a 58 dB(A) em qualquer uma das seguintes condições não simultâneas: durante chuva fina (0, mm/min.); durante névoa de 4 (quatro) horas de duração; ou durante os primeiros 15 (quinze) minutos após a ocorrência de chuva (atendimento a procedimentos já praticados no setor elétrico, o qual apresenta mais detalhes em relação às recomendações da revisão da NBR-5422); chama-se atenção para a necessidade de quantificação das condições ambientais “névoa” e “chuva”, quando da aplicação deste critério. 0.4 METODOLOGIAS DE CÁLCULO DE IMPACTOS AMBIENTAIS Devido as suas baixas frequências, os campos produzidos pelas linhas são considerados quase estáticos, podendo ser obtidos através de técnicas de cálculo de campos estáticos. Para os cálculos de campo magnético e elétrico foram utilizadas a Lei de Ampere e Coulomb, respectivamente. Foram realizadas validações a partir de técnicas de elementos finitos [43]. No que se refere às interferências em sinais de rádio e emissão de ruídos audíveis, os impactos são provenientes do efeito corona em condutores, os quais são gerados a partir da disrupção do dielétrico ar em torno do condutor, quando o campo elétrico atinge o gradiente superficial crítico. As formulações utilizadas foram embasadas nas modelagens constantes da bibliografia [44] [45]. Na Figura 1 é apresentada tela de abertura de software específico desenvolvido para inferir níveis de impacto elétrico provocado por linhas de transmissão (campo elétrico, magnético, rádio interferência e ruído audível). Na Figura 2 é ilustrado exemplo de caso base estudado. A geometria da linha analisada é ilustrada na Figura 2 (a). Os níveis de impacto proveniente de rádio interferência são apresentados na Figura 2 (b). É possível observar que tais níveis se apresentam superior ao permitido por norma ensejando a necessidade de adequações no projeto no sentido de amenizá-los. Figura 1 – Programa para cálculo de impactos eletromagnéticos de linhas de transmissão
0.5 ALTERNATIVAS PARA MINIMIZAÇÃO DOS IMPACTOS
A validação das rotinas elaboradas permitiu simular a implementação de soluções que venham minimizar os impactos eletromagnéticos oriundo das linhas. Foram concebidas três alternativas: geminação parcial dos condutores (com condutor de mesma bitola ou com tubo de alumínio) e encapsulamento metálico dos condutores. A utilização de eventual blindagem para minimização dos ruídos de rádio interferência requer uma análise inicial quanto ao trecho do vão a ser blindado. Essa avaliação passou pela necessidade de analisar a altura do condutor ao longo do vão, em sua curva característica (catenária) para se identificar a que altura do solo os ruídos gerados estariam atendendo às restrições estabelecidas em norma. Cada caso específico requereria uma avaliação também específica. Basicamente, entretanto, foi verificada a necessidade de blindar, apenas, o 1/ central ao longo do vão, conforme ilustrações contidas na Figura 3. Esse tipo de solução permite resolver diversos problemas pontuais que ocorrem em regiões urbanas, minimizando sobremaneira os recursos envolvidos. A geminação parcial do condutor seria implementada através da instalação de cabo condutor de mesma bitola ou tubo de alumínio equivalente, distante 20 cm do cabo original. Esse cabo ou tubo adicional seria terminado, em cada vão, com esfera equalizadora no sentido de minimizar o gradiente elétrico nas extremidades. O encapsulamento metálico do condutor seria realizado através de sua cobertura por camada externa metálica contendo uma separação de 2 mm preenchido com material dielétrico. Figura 2 – (a) geometria do caso estudado; (b) perfil de rádio interferência obtido. Figura 3 – Necessidade de blindagem eletromagnética Os resultados da simulação das soluções propostas encontram-se ilustrados na Figura 4. Pode ser verificado que a solução “geminação” permite reduzir os ruídos de rádio-interferência de 59 para 48 dB, enquanto que a solução “encapsulamento” reduz para 18 dB o mesmo tipo de ruído. Figura 4 – Resultados obtidos para rádio interferência Resultados similares foram obtidos para o ruído audível. No que se refere aos campos elétricos, entretanto, essas alternativas não produziram maiores reflexos, levando, inclusive, a um leve aumento, quando da solução “geminação”. Para o campo magnético, como esperado, não ocorre ne-nhuma alteração. Os estudos para redução de campos elétricos e magnéticos foram realizados em linha de transmissão de 500 kV com feixe expandido, conforme geometria apresentada na Figura 5. Nesses estudos foram utilizadas técnicas específicas de otimização do campo elétrico ao nível do solo, tendo como restrições as alturas e distâncias de segurança relativas ao padrão original da linha de transmissão [40]. Os valores dos Campos magnéticos foram calculados após obtida a configuração otimizada para o campo
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