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Ilustrar Magazine, primeira revista 100% brasileira sobre ilustração, feita por ilustradores e para ilustradores.
Tipologia: Notas de estudo
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www.revistailustrar.com
Sabrina Eras, Sex & Crime, Hans Liska, Marcus Penna, Rune Bennicke, e colunas de Brad Holland e Renato Alarcão
ENDEREÇO DO SITE: www.revistailustrar.com ricardo antunes são paulo / Lisboa [email protected] www.ricardoantunes.com Dia 1 é dia de editora nova...
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- E D I T O R I A L :............................................. **2
Quando conheci o Léo (meu marido) comecei a focar um pouco mais nessa área; ele queria trabalhar com isso, pois já era (meu) professor de desenho e começou a me levar para esse lado. A decisão de virar de vez ilustradora aconteceu com um fato muito triste e que me marcou muito. Meu avô, David, era pintor, e a pessoa que mais me incentivava a largar tudo para viver da minha arte. Mas ele faleceu e eu fiquei muito mal com isso e prometi a mim mesma que iria atrás e trabalhar na área. Seria a minha maneira de homenagear a memória dele e me sentir mais próxima de alguma maneira. Como se vê, vários fatos da minha vida já me levavam pra esse caminho, sempre foi assim, mas essa foi a cartada final que me fez ir atrás, de vez. Foi quando comecei a procurar cursos e Workshops em São Paulo, e foi em um desses que conheci o Japs (Marcus Penna). Rolou um workshop do Kako e Bruno na Faap, no evento Ilustra Brasil e o Japs estava lá olhando portfolio da galera. Fizemos amizade e ele me “apadrinhou”. Me deu dicas, me ensinou como era o mercado de trabalho, onde eu deveria ir atrás de informações, como tratar com clientes, apresentar portfolio e coisas do tipo. Fui com ele em um dos primeiros “Bistecão Ilustrado” que rolou e comecei a conhecer mais profissionais da área e expandir minha rede de contatos. Foi nessa época que me mudei pra São Paulo. Em muitos tropeços e acertos, peguei meus primeiros livros e revistas e desde então não parei. E N T R A N D O N O M E R C A D O P
Tenho tanta referência que nem caberia aqui. Cresci apaixonada por Disney e quando criança só queria saber de desenhar isso. Aí vieram os animes, os quadrinhos. Mas o pulo do gato, que me fez olhar para o desenho de uma outra maneira, foi quando vi “The Kiss” do Klimt. A sensação de ver aquela pintura mexeu muito comigo e me fez abrir os olhos para outras coisas e buscar referências fora do que eu já conhecia. Antes não era tão fácil ir atrás de referências como hoje em dia, que é só você abrir o Google e está tudo lá. Sempre gostei mais do diferente, do estranho. Acho que tem mais personalidade e muito mais a ver comigo. Aquela coisa de mostrar os dois lados da mesma moeda. Tim Burton e Hayao Myazaki são gênios nisso, sempre mostrando que nem sempre o bonito é o bom e o feio é o mal. Essa dualidade me emociona e me impulsiona. Alguns artistas: Disney, Alphonse Mucha, Egon Schiele, Audrey Kawasaki, Tim Burton, Junko Mizuno, Mark Ryden, Nicoletta Cecolli, Jill Thompson, etc. P R I N C I P A I S I N F L U Ê N C I A S P
As bonecas começaram como um hobbie. Nunca fui muito de bonecas, eu gostava mais de brincar na rua, andar de bike, jogar bola, essas coisas, mas sempre gostei muito de brinquedos em geral, e as Blythes me chamaram atenção justamente por fugirem dos padrões de bonecas “normais”. Olhos e cabeças grandes sempre me chamaram atenção, e ela ainda tem aquele jeito meio scary/sweet que eu amo, foi a combinação perfeita para mim. Era meu momento de descontração, que eu saía do computador/prancheta e ia colocar a mão em algo que tivesse “massa”. Aquela coisa de poder pegar, desmontar, refazer, pintar, criar em cima. Mistura moda, cultura pop e ainda são fofas. Tudo isso está inserido no meu dia- a-dia e consequentemente acaba influenciando meu trabalho de ilustração. Acho que uma coisa não foge da outra, elas acabam casando de alguma maneira e se mostrando em algum momento. A S B O N E C A S Não faço esse tipo de coisa. Mesmo. Sei de coisas que quero fazer, mas não fico me segurando nisso; acredito muito em ir atrás das coisas em vez de deixar que elas aconteçam (porque o Universo NÃO conspira porcaria nenhuma, hahahaha). Sei que quero fazer muitos livros, telas, quem sabe participar de exposições, aprender animação, mas no momento é isso. A única coisa que tenho certeza é quero desenhar e pintar até o final da vida. O resto, a gente vê quando chegar a hora. P R O J E T O S F U T U R O S
Faça-o Pessoal por Brad Holland No início do século 20, Ezra Pound desafiou os artistas a “torná-lo novo.” Desde então, a busca da novidade tem sido um fantasma que assombra o artista moderno. Novidade na arte sempre foi reconhecida como uma das marcas de uma mente original. Mas a novidade por si só é um vírus do Século 20. A partir do Cubismo, os vários movimentos do Modernismo, Pós- Modernismo e um Modernismo novo e melhorado tem sido um monumento à lógica da novidade autoconsciente. Cada movimento alegou ser mais radical que o último, como se estabelecer as suas credenciais revolucionárias garantiria a seus artistas um lugar na história da arte. Mas cem anos depois da revolução de autoconscientes, devemos reconhecer a inexperiência de tentar forçar todo um campo da criatividade humana no conceito trivial de novidade. Não são muitos os artistas em qualquer idade que são verdadeiramente originais, e fazer da originalidade uma exigência de trabalho destes artistas não os fazem originais. Quando as pessoas comuns têm que passar como originais, dificilmente você pode ser surpreendido ao encontrá-las reduzindo a originalidade em novidade, de novidade a estilo, de estilo a moda, de moda a publicidade. E a novidade da publicidade não é prova de novidade. É um sintoma de exaustão. Você não pode permanecer fresco por tentar se manter fresco, e pessoas que tentam geralmente fazem pouco mais do que chamar a atenção para si mesmas. A mudança no pensamento ocidental que nos deu a ciência deu-nos novas maneiras de explicar o mundo. Isso nos ensinou o valor da novidade. Mas a virtude que atribui a novidade é apenas um subproduto. A ciência é, por natureza, revolucionária. A arte não é. Na ciência, a teoria das placas tectônicas não é apenas uma nova forma de explicar o movimento continental; é superior à explicação que continentes se movem porque cavalgam sobre as costas de tartarugas gigantes. No entanto, na arte, as Coéforas nas paredes do palácio de Minos não são superiores aos hieróglifos egípcios que os influenciaram - nem são inferiores à “A Dança”, de Matisse, que lhe seguiram por mais de três mil anos. A pintura de Rembrandt sobre Jan Six não marca o ponto a meio caminho entre as esculturas polidas da Roma imperial e as pinturas de olhos frios irregulares de Lucien Freud. Na arte, estilos mudam, mas as mudanças não se somam para o progresso. Em vez de ensinar os artistas a fazerem um fetiche do novo, os tumultos que nos deram a ciência e o mundo moderno poderiam ter-nos ensinado uma lição diferente. Os grandes revolucionários da ciência geralmente têm sido relutantes radicais. Copérnico (cuja teoria da rotação planetária nos deu o sentido político da palavra “revolução”) demorou para publicar sua teoria radical, porque ele não queria vê-la minar a fé religiosa. Darwin demorou para publicar sua teoria da seleção natural, pela mesma razão. Mendel descobriu o mecanismo da evolução não por tentar entender como as espécies se modificaram, mas sim para determinar precisamente como uma espécie passava adiante suas características sem qualquer mudança. Nenhum desses revolucionários foi levado a impor novidade na sociedade. Cada um rompeu com o passado apenas como um ato de fé com o passado. Quando a tradição fica fora de sintonia com os tempos, muitas vezes você tem que dar uma parada para tê- la de volta aos trilhos. O avanço do conhecimento coletivo é a ética da ciência. Mas a ética da arte é a experiência individual. Um artista só pode redescobrir o que todos os outros artistas têm descoberto ou redescoberto antes dele. Um desafio de um artista não é fazê-lo novo, mas torná-lo pessoal. Brad holland estados unidos [email protected] www.bradholland.net
© Brad Holland Foto: arquivo Brad Holland © Brad Holland
© Brad Holland
o que o Benicio fez é excelente, e em todas as áreas: ilustração publicitária, editorial, infantil, adulto, posters de cinema, capas de discos, ilustrações de arquitetura, etc. A decisão do tema ficou por conta daquilo que Benicio sabe fazer melhor do que ninguém: mulheres. Lindas, sensuais e muitas vezes perigosas mulheres. Uma parte da produção de Benicio que é extremamente conhecida são as capas para livros de bolso que ele produziu para a Editora Monterrey durante cerca de 20 anos, entre os anos 60 e 80. Foram mais de 3.000 capas que se tornaram célebres, apesar da péssima qualidade de impressão. Então resgatar esse material era mais do que necessário para que E
Foto: arquivo Gil Tokio Foto: arquivo Gil Tokio
finalmente todos nós pudéssemos ter em mãos algumas das pin-ups mais desejadas do mundo das artes, em uma impressão primorosa de alta qualidade. Uma vez o livro pronto, nossa parceira de eventos, a Mandacarú Design (das irmãs Bebel e Manaira Abreu) providenciaram uma exposição extraordinária na Galeria Cartel 011, em São Paulo, onde trouxemos 80 originais dispostos de forma inusitada, em uma moldura única de 18 metros de comprimento. Sucesso absoluto. Mas este é só o primeiro livro. Estão previstos pelo menos outros 2 livros com trabalhos do Benicio, que serão, todos, vendidos exclusivamente nos sites da editora Reference Press e na Brandstudio Press, além de outras exposições programadas. Benicio merece... finalmente.
http://bit.ly/AberturaExpoBenicio (video da noite de abertura da expo) www.benicioilustrador.com.br (site oficial do Benicio) http://referencepress.blogspot.com (blog da Reference Press) www.referencepress.com www.brandstudiopress.com (sites oficiais das editoras) E
Foto: arquivo Marcelo Loschiavo
Hans Liska foi um famoso e prolífico ilustrador austríaco, nascido em 19 de novembro de 1907 em Viena, Áustria, e falecido em 26 de dezembro de 1983 em Schesslitz, na região da Bavária, Alemanha. Desde pequeno Hans Liska sempre sonhou em estudar artes, mas acabou por se formar em uma escola de negócios e trabalhou como contador. Ganhando seu próprio dinheiro, resolveu ingressar na Escola de Artes Aplicadas de Viena como um aluno de Berthold Löffler, um amigo de Oskar Kokoschka. Diretamente da Escola de Artes Aplicadas, devido às suas habilidades excepcionais, ele foi convidado a ir para St. Gallen, na Suíça, para se tornar o chefe do estúdio de uma grande agência de publicidade. Revista Ilustrar encontrou em São Paulo um raro documento histórico, e procurou resgatar esse documento - uma edição impressa de um sketchbook do artista Hans Liska
Par te 1 - Hans Liska Hans Liska Áustria / Alemanha http://hansliska.com
© Hans Liska Foto: arquivo Hans Liska
Uma vez que ele tinha guardado dinheiro suficiente, continuou seus estudos na Escola de Artes Aplicadas de Munique, aos cuidados de Emil Pretoius e Walter Deutsch. Então, no Ano Novo de 32/33, Liska conseguiu seu grande sonho: iniciou sua carreira como ilustrador ao ter um de seus cuidadosos desenhos publicados na mundialmente famosa revista alemã Berliner Illustrirte Zeitung (que foi fundada em 1890 e chegou à marca de 2 milhões de exemplares durante a guerra). Alguns meses depois, o editor- chefe da época fundou a Life Magazine. Desde então Liska nunca mais parou, e seu enorme talento como ilustrador fez com que, após a Segunda Guerra Mundial, trabalhasse principalmente como ilustrador publicitário para algumas das maiores empresas alemãs, em especial para a Daimler- Benz durante 9 anos, onde produziu uma quantidade enorme de posters, anúncios e livros para a empresa automobilística.