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Pequeno roteiro para auxiliar auditores novos e antigos
Tipologia: Notas de estudo
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O que é uma Auditoria? É um processo sistemático, independente e documentado, para obter evidências de auditoria e avaliá-las objetivamente, a fim de determinar a extensão em que os critérios de auditoria são atendidos. (ISO 9001:2000)
O que se espera de um Auditor? O Auditor deve ser capaz de:
As Seis Etapas do Processo de Auditoria: 1 – Estabelecer o Cenário:
4 – Buscar Evidências Objetivas:
2 – Confirmar o Básico:
5 – Trilha de Auditoria:
3 – Estabelecer o Processo:
6 – Encerramento:
Grau de Alerta do Auditor: A comunicação humana é composta de três elementos: Palavras 7% Visualização 38% Linguagem Corporal 55%
A atitude pessoal dos auditados muitas vezes fornece pistas para áreas potencialmente boas ou más. Sorrir: demonstra aceitação e coloca as pessoas à vontade, principalmente no início do contato; Franzir o cenho: tem efeito oposto. Olhar nos olhos: mostra que você está interessado, mas não olhe fixamente, isto pode intimidar. Evitar contato visual: indica timidez ou nervosismo. Passar a mão no rosto: tende a ocorrer quando a pessoa está mentindo, assim como toca ou coçar o nariz ou o olho. Ajeitar o colarinho: pode indicar uma mentira ou raiva ou frustração. Barreira com os braços: Indica defesa. São gestos como cruzar os braços, tocar no relógio ou punho, etc...
Esses sinais visuais devem ser considerados, mas não tire conclusões de um único deles.
Outras Observações: Sempre que possível, devemos utilizar perguntas abertas, que exigem que o auditado dê informações voluntariamente, como: Quais as suas responsabilidades com relação a requisições? – ou – O quê acontece com este formulário depois de preenchido?. A estrutura da entrevista de auditoria deve seguir o fluxo de informações e materiais. Mas lembre-se de que não é um interrogatório! Quanto mais relaxado o auditado, mais provavelmente o auditor obterá as informações requeridas. Esteja atento a novidades, como equipamentos, produtos, layout do local, etc... Administre bem o tempo.
Registros
Na intenção de auxiliar e uniformizar o trabalho das equipes de Auditoria Interna, preparamos este roteiro:
Composição da equipe: A equipe de Auditores Internos é composta por um Líder, um Assistente, e eventualmente um auditor em treinamento.
Responsabilidades de cada integrante da equipe: Fase Líder Assistente Auditor em treinamento
Geral
Coordenar os trabalhos envolvidos no processo de AI Auxiliar na execução dos trabalhos.
Acompanhar o processo como observador.
Controlar a agenda de AI´s sob sua responsabilidade. Isto inclui confirmar a data de execução junto ao auditado; observar o prazo para execução; comunicar com antecedência à CGQ, eventuais alterações necessárias à programação.
Controle
Definir data e horários para reunir a equipe.
Circular entre os integrantes da equipe o material de apoio.
Auxilia nestas atividades sob orientação do Líder.
Preparação Ler o material de apoio e preparar o roteiro e/ou questionários para execução.
Acompanha o processo como observador.
Execução Conduzir a execução da AI.
Pode fazer comentários ou abrir questões durante a AI, pertinentes ao tema abordado.
Não deve dirigir-se ao auditado, mas pode alertar os Auditores sobre pontos que tenha observado.
Fechamento Redigir o relatório final e encaminhá-lo à CGQ.
Auxilia nesta atividade sob orientação do Líder.
Acompanha o processo como observador.
Controle das Auditorias: É conveniente que o Auditor Líder, ao receber a programação anual, reúna sua equipe e analise o seu programa. Eventos previsíveis como férias (de integrantes da equipe ou auditados) devem ser considerados. As semanas programadas para execução das AI´s devem ser marcadas em um calendário, para que seja possível recordar a programação durante o ano. A flexibilidade do programa permite amplas condições de alteração, mas a CGQ deve ser comunicada sempre dessas alterações, se possível com razoável antecedência.
Preparação da Auditoria: A preparação é muito importante para um resultado eficaz e bem sucedido de uma auditoria. Para tanto é recomendável a análise prévia dos procedimentos aplicáveis, do fluxograma de processo, do histórico de auditorias anteriores e de ações corretivas e preventivas aplicadas ou em implementação na área a ser auditada, para a definição do seu roteiro. A maior parte desses documentos integra o material de apoio, recebido aproximadamente um mês antes de cada auditoria.
O roteiro consiste nos questionários que você aplicará e numa lista de verificação, muito útil para coordenar o trabalho durante a auditoria. Obs.: Questionários padronizados devem ser evitados. Isso restringe o alcance da auditoria e reduz a iniciativa do auditor, além de permitir que pontos atualmente críticos do processo possam ser ignorados.
Execução: Uma auditoria com base no processo deve seguir uma seqüência lógica, orientada pelo fluxo de eventos do processo. Esta estrutura é particularmente útil nas situações em que o auditor tem conhecimento limitado do processo a ser auditado ou quando não há procedimento documentado para esse processo. Uma auditoria é basicamente uma entrevista. Pergunte às pessoas o que elas fazem, quais informações recebem e passam adiante. Muitas vezes um auditor pouco experiente faz extensas análises da documentação envolvida no processo e pouco ou nenhum input das pessoas que executam as tarefas. Sempre que possível, devemos utilizar perguntas abertas, que exigem que o auditado dê informações voluntariamente, como: Quais as suas responsabilidades com relação a requisições? – ou – O quê acontece com este formulário depois de preenchido?. A escolha das perguntas é muito importante, principalmente para administrarmos bem o tempo. Considerando-se que uma auditoria não deve ultrapassar o limite de uma hora e meia, o auditado não deve ser dirigido para áreas irrelevantes.