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Resumo teórico + prático de semiologia do abdome
Tipologia: Notas de estudo
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O abdome se estende do diafragma para baixo a borda da pelve
As vísceras sólidas (fígado, pâncreas, baço, glândulas adrenais, rins, ovários e útero) são aquelas que mantêm um formato característico, enquanto as vísceras ocas (estômago, vesícula biliar, intestino delgado, cólon e bexiga) possuem formato que depende do seu conteúdo. Relação da aorta e veia cava inferior com as vísceras abdominais profundas
Importante a localização da aorta para o exame físico
A aorta situa-se imediatamente à esquerda da linha média, na porção superior do abdome. Desce por trás do peritônio e, 2 cm abaixo do umbigo, bifurca-se nas artérias ilíacas comuns direita e esquerda, sobre a quarta vértebra lombar
Importante que se saiba, pois são utilizados na evolução clínica
Houve alguma alteração do peso? Quantos quilos foram ganhos ou perdidos? Durante que período de tempo? A perda de peso deve-se à dieta?
A disfagia ocorre com distúrbios envolvendo a garganta ou o esôfago
Integridade da pele, presença de cicatrizes, estrias, veias dilatadas
Normalmente é lisa e uniforme, com coloração coloração homogênea
Se cicatriz, representar em desenho o local no prontuário da pessoa, indicando o comprimento em centímetros.
uma dobra da pele e, em seguida, a libere para observar o imediato retorno da pele à posição original As veias geralmente não são observadas, porém uma delgada rede venosa pode ser
visível em indivíduos magros. Tipo de abdome Posicione-se de pé e à direita do indivíduo e inspecione o abdome. Em seguida, incline-se
para frente ou sente-se para olhar o
Exemplo de achado anormal: abdome protuberante, distendido, circulação visível
Com um foco de luz, ilumine perpendicularmente o abdome e, depois, paralelamente ao corpo do indivíduo, inspecione o abdome de ambos os lados, para verificar a simetria
O abdome deve ser bilateralmente simétrico Observe abaulamento, massa visível ou formato assimétrico. Até mesmo pequenas saliências são destacadas pelo sombreamento.
Normalmente, situase na linha média e em posição invertida, sem apresentar sinais
de descoloração, inflamação ou hérnia. Com a gravidez, o umbigo pode ficar invertido ou destacado A área não deve apresentar vermelhidão nem crostas.
As pulsações da aorta podem ser visualizadas sob a pele na região epigástrica, principalmente em pessoas magras com um bom relaxamento da parede muscular.
O movimento respiratório também aparece no abdome
Por fim, ondas de peristaltismo às vezes são visíveis em pessoas muito magras. Elas ondulam lenta e obliquamente através do abdome
diamante em homens adultos e um formato de triângulo invertido em mulheres adulta
Use o diafragma do estetoscópio, pois os ruídos intestinais são relativamente agudos.
Não há necessidade de contabilizálos, apenas avalie se os sons são normais, hipo (subsequentes à cirurgia abdominal ou em virtude de inflamação do peritônio)
ou hiperativos (altos, fortes, céleres e em tinidos, e sinalizam o aumento da mobilidade).
Usualmente, nenhum som é detectado. Entretanto, um pequeno número de indivíduos indivíduos saudáveis (em geral com menos de 40 anos de idade) pode apresentar um ruído normal, que se origina a partir do tronco celíaco.
Tratas-e de um som sistólico, de altura baixa a moderada, e auscultado entre o processo xifoide e o umbigo
O timpanismo deve predominar, pois o ar nos intestinos sobe à superficie quando a pessoa está em decúbito dorsal
Se o paciente não tem queixa renal, a percussão pode ser feita diretamente (sem colocar a mão primeiro, embaixo); se ele tiver queixa, se faz uma única percussão indireta (se relata dor, o sinal é positivo)
Coloque a mão sobre a 12ª costela no ângulo costovertebral das costas. Golpeie essa mão com a borda ulnar do outro punho. A pessoa normalmente sente um golpe, mas não há dor dor
A dor aguda ocorre na inflamação renal ou da região paranéfrica.
Palpação superficial: com os quatro dedos juntos, pressione a pele cerca de 1cm. Realize Realize movimentos suaves em rotação. O objetivo dessa manobra não é procurar órgãos, e sim formar uma impressão geral acerca da superfície da pele e da musculatura superficial.
Palpação profunda: pressionando cerca de 5 a 8cm para baixo. Palpando no sentido horário, explore todo o abdome
Palpe áreas superficiais e profundas, a margem do fígado, o baço e os rins
Algumas estruturas normalmente são palpáveis
O fígado frequentemente não é palpável e você pode não sentir nada firme. Normalmente, o baço não é palpável para ser sentido precisa estar aumentado em 3 vezes em comparação com seu tamanho normal.
Evitar a palpação do baço, pois no baço aumentado de tamanho pode desencadear uma hemorragia
Se você identificar a presença de uma massa, primeiro a diferencie de uma estrutura normalmente palpável ou de uma visceromegalia.
Em seguida, anote: localização, tamanho, formato, consistência (mole, firme, dura), superfície (lisa, nodular), mobilidade (incluindo o movimento com as respirações), pulsatilidade, sensibilidade
O paciente pode relaxar apoiado a sua mão. O fígado do paciente é mais fácil de ser palpado com a mão direita, ao se exercer compressão para cima com a mão esquerda
Coloque sua mão direita sobre o QSD, ao lado do músculo reto do abdome, com os dedos paralelos à linha média. Faça um compressão abaixo do rebordo costal direito. Aplique uma suave compressão para dentro e para cima
Solicite que o indivíduo respire profundamente profundamente
A cada expiração, mova 12cm para cima a mão com que você está fazendo a palpação. É normal sentir a borda do fígado se chocar contra as pontas dos seus dedos conforme o diafragma a empurra para baixo durante a inspiração. A sensação é de uma borda firme e regular.
Um método alternativo para palpar o fígado consiste em permanecer em pé, próximo ao ombro do paciente, e girar seu corpo para a direita de modo a voltar a face para os pés do paciente. Coloque a “mão em garra” com os dedos por baixo do rebordo costal, de baixo baixo para cima. Solicite uma inspiração profunda. Tente palpar a borda do fígado debaixo das pontas dos seus dedos. Normalmente, o baço não é palpável, e para ser palpado deve estar três vezes maior do que seu tamanho normal. Para procurá-lo, leve sua mão esquerda sobre o abdome e
por trás do lado esquerdo, até a 11ª e a 12ª costela Com a mão esquerda, segura-se o paciente, de modo a apoiar e comprimir para frente a região inferior da caixa torácica e os tecidos moles e adjacentes.
Com a mão direita por baixo do rebordo costal esquerdo, obliquamente sobre o QSD,
com os dedos apontando na direção da axila esquerda, faça pressão para dentro, na direção do baço. Solicite ao paciente que inspire profundamente. Tente palpar a extremidade ou a borda do baço, descendo, de encontro às pontas de seus dedos.
A manobra é repetida em decúbito lateral direito e as pernas discretamente flexionadas na altura dos quadris e nos joelhos.
No teste do obturador, eleve a perna direita fletindo na altura do quadril e em 90 graus na altura do joelho. Segure o tornozelo e gire a perna nos sentidos internos e externos
É importante ressaltar que evidências mostram que o teste do obturador, que estira estira o músculo obturador, não serve para diagnosticar a apendicite
Examinador realiza palpação na fossa ilíaca esquerda e o paciente refere exacerbação da dor na fossa ilíaca direita devido a inflamação peritoneal, como apendicite
No hipocôndrio direito (ponto cístico) na linha hemiclavicular aproximadamente 2 cm do rebordo costal
Com a mão parada o examinador solicita ao paciente que inspire profundamente, durante a inspiração o examinador mantém a mão onde estava e pede para o paciente soltar a respiração, durante a expiração o examinador aprofunda a mão e pede para o paciente inspirar novamente, durante a inspiração o paciente vai referir dor e vai interromper a inspiração, essa interrupção caracteriza o sinal de Murphy positivo
Uma resposta normal consiste em concluir a respiração profunda sem sentir dor.
Golpear firmemente no flanco esquerdo do paciente. Se houver ascite percorrerá uma onda líquida no abdome e sua mão no flanco direito sentirá o golpe.
Percutir de dentro para fora Após delimitar as regiões de timpanismo e macicez, solicite que o paciente vire para um dos lados O indivíduo sem ascite apresenta margens entre timpanismo e macicez constantes.