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Semiologia e Semiotécnica do Abdome: Inspeção, Ausculta, Percussão e Palpação, Notas de estudo de Semiologia

Resumo teórico + prático de semiologia do abdome

Tipologia: Notas de estudo

2021

Compartilhado em 24/03/2023

lisserns
lisserns 🇧🇷

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Abdome
O abdome se estende do diafragma para baixo
a borda da pelve
-
Localização dos órgãos abdominais
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Anatomia
In t rod ução
Dentro da cavidade abdominal, todos os
órgãos internos são chamados de vísceras.
As vísceras sólidas (fígado, pâncreas, baço,
glândulas adrenais, rins, ovários e útero) são
aquelas que mantêm um formato
característico, enquanto as vísceras ocas
(estômago, vesícula biliar, intestino delgado,
cólon e bexiga) possuem formato que
depende do seu conteúdo.
Relação da aorta e veia cava inferior com as
vísceras abdominais profundas
-
Importante a localização da aorta para o
exame físico
A aorta situa-se imediatamente à esquerda
da linha média, na porção superior do
abdome. Desce por trás do peritônio e, 2 cm
abaixo do umbigo, bifurca-se nas artérias
ilíacas comuns direita e esquerda, sobre a
quarta vértebra lombar
Divisão em quadrantes
-
Regiões
Por conveniência de descrição, a parede
abdominal é dividida em quatro quadrantes
por uma linha vertical e por outra horizontal,
que se cruzam na altura da cicatriz umbilical
Página 1 de SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA
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Baixe Semiologia e Semiotécnica do Abdome: Inspeção, Ausculta, Percussão e Palpação e outras Notas de estudo em PDF para Semiologia, somente na Docsity!

Abdome

O abdome se estende do diafragma para baixo a borda da pelve

  • Localização dos órgãos abdominais
  • Anatomia Introd uç ã o Dentro da cavidade abdominal, todos os órgãos internos são chamados de vísceras.

As vísceras sólidas (fígado, pâncreas, baço, glândulas adrenais, rins, ovários e útero) são aquelas que mantêm um formato característico, enquanto as vísceras ocas (estômago, vesícula biliar, intestino delgado, cólon e bexiga) possuem formato que depende do seu conteúdo. Relação da aorta e veia cava inferior com as vísceras abdominais profundas

Importante a localização da aorta para o exame físico

A aorta situa-se imediatamente à esquerda da linha média, na porção superior do abdome. Desce por trás do peritônio e, 2 cm abaixo do umbigo, bifurca-se nas artérias ilíacas comuns direita e esquerda, sobre a quarta vértebra lombar

  • Divisão em quadrantes
  • Regiões Por conveniência de descrição, a parede abdominal é dividida em quatro quadrantes por uma linha vertical e por outra horizontal, que se cruzam na altura da cicatriz umbilical
  • Divisão em regiões  Esquema mais antigo e complicado Embora o sistema antigo geralmente não seja usado, algumas denominações regionais persistem, como epigástrica, para a região localizada entre as bordas costais; umbilical, para a área em torno do umbigo; e hipogástrica ou suprapúbica, para a região acima do osso púbico

Importante que se saiba, pois são utilizados na evolução clínica

  • Localização dos órgãos por quadrante  Mais comum
  • Achatado  Também chamado de escavado  Pessoas emagrecidas, desnutridas
  • Escafóide
  • Tipos de abdome
    • Arredondado  Abdome globoso?  Presença de hérnias ou massas  Achado clínico frequente Tumor, ascite, gravidez, gordura (sobrepeso/obesidade), desnutrição proteica proteica em crianças, verminoses na infância
  • Protuso Houve alguma alteração do apetite? Houve perda de apetite?

Houve alguma alteração do peso? Quantos quilos foram ganhos ou perdidos? Durante que período de tempo? A perda de peso deve-se à dieta?

  • Apetite Você tem dificuldade para deglutir? Quando você percebeu isso pela primeira vez?

A disfagia ocorre com distúrbios envolvendo a garganta ou o esôfago

  • Disfagia Existe algum alimento que você não consegue comer? O que acontece quando você o come: reação alérgica, azia (pirose), eructação (emissão de gases do estômago pela boca), distensão abdominal, indigestão?
  • Você usa antiácidos? Com que frequência?
  • Intolerância alimentar Da d os subjetiv os
  • Estetoscópio
  • Régua pequena com escala em centímetros
  • Caneta para marcação da pele
  • Swab com álcool (para limpar o diafragma do estetoscópio) e bolas de algodão
  • Equipamentos
  • Assegurar a privacidade do paciente A ausculta deve ser feita primeiro pois as técnicas de percussão e palpação causam alteração dos ruídos
  • Inspeção, ausculta, percussão e palpação Atenção especial à dispositivos de assistência e bolsas coletoras no abdome (ostomia), observando a pele ao redor destas para verificar sinais de inflamação (calor, dor, edema, rubor, perda de função)

Integridade da pele, presença de cicatrizes, estrias, veias dilatadas

Normalmente é lisa e uniforme, com coloração coloração homogênea

Se cicatriz, representar em desenho o local no prontuário da pessoa, indicando o comprimento em centímetros.

  • Pele
  • Inspeção Ex a me físico O turgor cutâneo adequado reflete uma nutrição saudável. Pince delicadamente

uma dobra da pele e, em seguida, a libere para observar o imediato retorno da pele à posição original As veias geralmente não são observadas, porém uma delgada rede venosa pode ser

visível em indivíduos magros.  Tipo de abdome Posicione-se de pé e à direita do indivíduo e inspecione o abdome. Em seguida, incline-se

para frente ou sente-se para olhar o

  • Contorno abdome de lado a lado. Sua cabeça deve estar em uma posição discretamente acima deste. Determine o perfil desde a margem da costela até o osso púbico.  O contorno descreve o status nutricional Exemplo de achado normal: abdome plano e arredondado

Exemplo de achado anormal: abdome protuberante, distendido, circulação visível

Com um foco de luz, ilumine perpendicularmente o abdome e, depois, paralelamente ao corpo do indivíduo, inspecione o abdome de ambos os lados, para verificar a simetria

 O abdome deve ser bilateralmente simétrico Observe abaulamento, massa visível ou formato assimétrico. Até mesmo pequenas saliências são destacadas pelo sombreamento.

  • Simetria Observar seu contorno e sua localização, sinais de inflamação ou protusão, sugestivos de hérnia ventral.
  • Umbigo

Normalmente, situase na linha média e em posição invertida, sem apresentar sinais

de descoloração, inflamação ou hérnia. Com a gravidez, o umbigo pode ficar invertido ou destacado A área não deve apresentar vermelhidão nem crostas.

As pulsações da aorta podem ser visualizadas sob a pele na região epigástrica, principalmente em pessoas magras com um bom relaxamento da parede muscular.

O movimento respiratório também aparece no abdome

Por fim, ondas de peristaltismo às vezes são visíveis em pessoas muito magras. Elas ondulam lenta e obliquamente através do abdome

  • Pulsação ou movimento O padrão de crescimento dos pelos pubianos normalmente apresenta um formato de

diamante em homens adultos e um formato de triângulo invertido em mulheres adulta

  • Distribuição de pelos Uma pessoa que se sente confortável permanece tranquilamente relaxada sobre a mesa de exames, apresenta uma expressão facial tranquila e respirações lentas e uniformes
  • Postura Ruído hidroaéreo (estalidos e gorgolejos, como sons de água), na frequência de 5-34 por minuto
  • Normal Como os sons intestinais são amplamente transmitidos pelo abdome, a ausculta em um único ponto, como o quadrante inferior direito, é, em geral, suficiente

Use o diafragma do estetoscópio, pois os ruídos intestinais são relativamente agudos.

  • Ausculta
    • Ausculte ruídos intestinais e vasculares  Com o diafragma Esses sons são produzidos pela movimentação movimentação de ar e líquidos através do intestino delgado

Não há necessidade de contabilizálos, apenas avalie se os sons são normais, hipo (subsequentes à cirurgia abdominal ou em virtude de inflamação do peritônio)

ou hiperativos (altos, fortes, céleres e em tinidos, e sinalizam o aumento da mobilidade).

  • Ruídos intestinais  Com a campânula Ao auscultar o abdome, observe a presença de ruídos vasculares ou sopros

Usualmente, nenhum som é detectado. Entretanto, um pequeno número de indivíduos indivíduos saudáveis (em geral com menos de 40 anos de idade) pode apresentar um ruído normal, que se origina a partir do tronco celíaco.

Tratas-e de um som sistólico, de altura baixa a moderada, e auscultado entre o processo xifoide e o umbigo

  • Ruídos vasculares
  • Percuta o abdome em busca do som timpânico, da extensão do fígado e da macicez esplênica Percuta levemente em todos os quatro quadrantes

O timpanismo deve predominar, pois o ar nos intestinos sobe à superficie quando a pessoa está em decúbito dorsal

  • Timpanismo abdominal
  • Percussão

Se o paciente não tem queixa renal, a percussão pode ser feita diretamente (sem colocar a mão primeiro, embaixo); se ele tiver queixa, se faz uma única percussão indireta (se relata dor, o sinal é positivo)

Coloque a mão sobre a 12ª costela no ângulo costovertebral das costas. Golpeie essa mão com a borda ulnar do outro punho. A pessoa normalmente sente um golpe, mas não há dor dor

A dor aguda ocorre na inflamação renal ou da região paranéfrica.

Palpação superficial: com os quatro dedos juntos, pressione a pele cerca de 1cm. Realize Realize movimentos suaves em rotação. O objetivo dessa manobra não é procurar órgãos, e sim formar uma impressão geral acerca da superfície da pele e da musculatura superficial.

Palpação profunda: pressionando cerca de 5 a 8cm para baixo. Palpando no sentido horário, explore todo o abdome

Palpe áreas superficiais e profundas, a margem do fígado, o baço e os rins

  • Palpação Ao utilizar qualquer uma das técnicas, observe observe a localização, o tamanho, a consistência e a mobilidade de quaisquer órgãos palpáveis, bem como a presença de qualquer aumento anormal, hipersensibilidade ou massas.

Algumas estruturas normalmente são palpáveis

O fígado frequentemente não é palpável e você pode não sentir nada firme. Normalmente, o baço não é palpável para ser sentido precisa estar aumentado em 3 vezes em comparação com seu tamanho normal.

Evitar a palpação do baço, pois no baço aumentado de tamanho pode desencadear uma hemorragia

Se você identificar a presença de uma massa, primeiro a diferencie de uma estrutura normalmente palpável ou de uma visceromegalia.

Em seguida, anote: localização, tamanho, formato, consistência (mole, firme, dura), superfície (lisa, nodular), mobilidade (incluindo o movimento com as respirações), pulsatilidade, sensibilidade

  • Identificando massas Coloque sua mão esquerda sob a região dorsal do indivíduo, paralelamente à 11ª e à 12ª costela, e eleve-a para apoiar os conteúdos abdominais.
  • Fígado

O paciente pode relaxar apoiado a sua mão. O fígado do paciente é mais fácil de ser palpado com a mão direita, ao se exercer compressão para cima com a mão esquerda

Coloque sua mão direita sobre o QSD, ao lado do músculo reto do abdome, com os dedos paralelos à linha média. Faça um compressão abaixo do rebordo costal direito. Aplique uma suave compressão para dentro e para cima

Solicite que o indivíduo respire profundamente profundamente

A cada expiração, mova 12cm para cima a mão com que você está fazendo a palpação. É normal sentir a borda do fígado se chocar contra as pontas dos seus dedos conforme o diafragma a empurra para baixo durante a inspiração. A sensação é de uma borda firme e regular.

 Um método alternativo para palpar o fígado consiste em permanecer em pé, próximo ao ombro do paciente, e girar seu corpo para a direita de modo a voltar a face para os pés do paciente. Coloque a “mão em garra” com os dedos por baixo do rebordo costal, de baixo baixo para cima. Solicite uma inspiração profunda. Tente palpar a borda do fígado debaixo das pontas dos seus dedos. Normalmente, o baço não é palpável, e para ser palpado deve estar três vezes maior do que seu tamanho normal. Para procurá-lo, leve sua mão esquerda sobre o abdome e

por trás do lado esquerdo, até a 11ª e a 12ª costela Com a mão esquerda, segura-se o paciente, de modo a apoiar e comprimir para frente a região inferior da caixa torácica e os tecidos moles e adjacentes.

Com a mão direita por baixo do rebordo costal esquerdo, obliquamente sobre o QSD,

com os dedos apontando na direção da axila esquerda, faça pressão para dentro, na direção do baço. Solicite ao paciente que inspire profundamente. Tente palpar a extremidade ou a borda do baço, descendo, de encontro às pontas de seus dedos.

A manobra é repetida em decúbito lateral direito e as pernas discretamente flexionadas na altura dos quadris e nos joelhos.

  • Baço

No teste do obturador, eleve a perna direita fletindo na altura do quadril e em 90 graus na altura do joelho. Segure o tornozelo e gire a perna nos sentidos internos e externos

É importante ressaltar que evidências mostram que o teste do obturador, que estira estira o músculo obturador, não serve para diagnosticar a apendicite

Examinador realiza palpação na fossa ilíaca esquerda e o paciente refere exacerbação da dor na fossa ilíaca direita devido a inflamação peritoneal, como apendicite

  • Sinal de Rovsing Presente nos casos de colecistite (inflamação na vesícula biliar)
  • Sinal de Murphy Normalmente, a palpação do fígado não causa dor.

No hipocôndrio direito (ponto cístico) na linha hemiclavicular aproximadamente 2 cm do rebordo costal

Com a mão parada o examinador solicita ao paciente que inspire profundamente, durante a inspiração o examinador mantém a mão onde estava e pede para o paciente soltar a respiração, durante a expiração o examinador aprofunda a mão e pede para o paciente inspirar novamente, durante a inspiração o paciente vai referir dor e vai interromper a inspiração, essa interrupção caracteriza o sinal de Murphy positivo

Uma resposta normal consiste em concluir a respiração profunda sem sentir dor.

Golpear firmemente no flanco esquerdo do paciente. Se houver ascite percorrerá uma onda líquida no abdome e sua mão no flanco direito sentirá o golpe.

  • Piparote

 Percutir de dentro para fora  Após delimitar as regiões de timpanismo e macicez, solicite que o paciente vire para um dos lados  O indivíduo sem ascite apresenta margens entre timpanismo e macicez constantes.

  • (^) Teste de macicez móvel - ascite Ac had os anorma is ^ Refere bom apetite, sem alterações recentes, ausência de disfagia, ausência de intolerância alimentar, ausência de dor e de náusea/vômitos. Apresentou uma evacuação de fezes formadas hoje. Toma vitaminas e nenhum outro medicamento vendido com ou sem prescrição. Sem história de doença, lesão ou cirurgias abdominais. A recapitulação da dieta nas últimas 24 horas está registrada ao final da história.
  • Subjetivo  Inspeção. Abdome liso, simétrico, sem massas massas aparente. Pele lisa, sem estrias, cicatrizes ou lesões. Ausculta, ruídos intestinais presente, sem sopros. Percussão. Predomínio do timpanismo nos quadrantes, amplitude hepática de 8 cm na linha hemiclavicular direita. A macicez esplênica está localizada no 10º espaço intercostal, na linha hemiaxilar esquerda. Palpação abdome flácido, sem visceromegalia, massas ou hipersensibilidade.
  • Objetivos
  • Sugestões de títulos
  • Registro de dados