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Sequencias e Series de Funções Professor Cláudio Martins Mendes - ICMC-USP
Tipologia: Notas de estudo
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1
1
y
x
f 3 f 2 f 1 °°
°°
°°
°°
°°
°
6
Observa¸c˜ao: Para cada x 0 ∈ A fixado, obtemos uma seq¨uˆencia num´erica (fn(x 0 )) que pode ou n˜ao ser uma seq¨uˆencia num´erica convergente.
Defini¸c˜ao 1.1.2. Seja (fn) uma seq¨uˆencia de fun¸c˜oes definidas em A, subconjunto de R. Seja B ⊂ A e f uma fun¸c˜ao com valores reais, definida em um conjunto contendo B. Di- zemos que a seq¨uˆencia (fn) converge sobre B para f se para cada x ∈ B, fixo, a seq¨uˆencia num´erica (fn(x)) converge para f (x). Neste caso chamaremos a fun¸c˜ao f de limite, sobre B, da seq¨uˆencia (fn).
Nota¸c˜ao: (fn) → f sobre B ou (^) nlim→∞ fn = f sobre B. Observa¸c˜ao 1: Notemos que f est´a univocamente determinada, isto ´e, ´e de fato uma fun¸c˜ao. Observa¸c˜ao 2: [(fn) → f sobre B ] ⇔ [ Para cada x ∈ B e para cada ≤ > 0, ∃N 0 ∈ N, N 0 = N 0 (≤, x), tal que para n ≥ N 0 temos |fn(x) − f (x)| < ≤ ] Observa¸c˜ao 3: Este tipo de convergˆencia de seq¨uˆencia de fun¸c˜oes ´e chamado tamb´em de convergˆencia ponto a ponto. Exemplo 1. Consideremos A = R e fn : R → R dadas por fn(x) = xn. Fixado x ∈ R temos que (^) nlim→∞ fn(x) = lim n→∞^ xn = 0. Logo, tomando-se f : R → R dada por f (x) = 0, temos que (fn) → f sobre R, ponto a ponto.
°° °°
°°
°°
°°
°°
°°
f
f 1
6
f 2 f 3 f 4 x
y
x 0
Exemplo 2. Consideremos A = [0, 1] e fn : A → R dadas por fn(x) = xn. Fixado x ∈ A temos que (i) Se x = 1 ent˜ao lim n→∞ fn(1) = lim n→∞ 1 n^ = 1.
(ii) Se 0 ≤ x < 1 ent˜ao lim n→∞ fn(x) = lim n→∞ xn^ = 0.
Logo, tomando-se f : A → R dada por f (x) =
0 , se x 6 = 0 1 , se x = 1 temos que (fn) → f sobre B = A = [0, 1], ponto a ponto.
x 0
f 1 f 2 f 3 °°
°°
°°
°°
°°
°°
y
1 x
6
Exemplo 3. Consideremos A = R e fn : R → R dadas por fn(x) = x
(^2) + nx n. Fixado x ∈ R temos que lim n→∞ fn(x) = lim n→∞^ x
2 n +^ x^ =^ x. Logo, tomando-se^ f^ :^ R^ →^ R^ dada por f (x) = x, temos que (fn) → f sobre R, ponto a ponto.
≤
≤
fn f
y
x
6 ? 6
?
6
Observa¸c˜ao 2. Segue imediatamente das defini¸c˜oes que convergˆencia uniforme implica em convergˆencia ponto a ponto. A rec´ıproca ´e falsa, como mostram os exemplos a seguir.
Exemplo 1. Sejam A = R e fn : R → R dada por fn(x) = xn. Observemos que (fn) → 0 quando n → ∞, isto ´e, a seq¨uˆencia (fn) converge ponto a ponto para a fun¸c˜ao f (x) = 0 em R. Por´em a convergˆencia n˜ao ´e uniforme em R. De fato, suponhamos, por absurdo, que (fn) → 0 uniformemente em R. Ent˜ao, dado por exemplo, ≤ = 1, deveria existir um N 0 ∈ N tal que se n ≥ N 0 ent˜ao | xn − 0 | < 1, para todo x ∈ R. Em particular | (^) Nx 0 | < 1, ∀x ∈ R ou equivalentemente |x| < N 0 , ∀x ∈ R, o que ´e um absurdo. Portanto n˜ao existe um N 0 ∈ N tal que |fn(x) − f (x)| < ≤ = 1, ∀x ∈ R. Logo a convergˆencia n˜ao ´e uniforme.
x
≤ n≤ x (^0) ≤
(^6)? ?^6
fn
f 2
y f 1
°°
°°
°°
°°
°°
°°
°°
6
Exemplo 2. Consideremos A = [0, 10] e fn : A → R dada por fn(x) = xn. Observemos que como no caso anterior (fn) → f = 0, ponto a ponto sobre A = [0, 10]. Analisemos se a convergˆencia ´e uniforme. Para isto, dado ≤ > 0 tomemos N 0 ∈ N tal que
N 0 > (^10) ≤. Ent˜ao, se n > N 0 temos |fn(x) − f (x)| = | xn| ≤ (^10) n ≤ (^) N^100 < ≤ mostrando que (fn) → f , uniformemente sobre A = [0, 10]. Notemos aqui que o mesmo tipo de racioc´ınio poderia ser usado para o caso de A = [a, b] qualquer.
x
≤ (^10) ≤
6 ? ?
6
fn
f 3
f 2
y f 1
°°
°°
°°
°°
°°°
6
Exemplo 3. Consideremos A = [0, 1], fn : A → R, dada por fn(x) = xn^ e f : A → R,
definida por f (x) =
0 , se x < 1 1 , se x = 1 Observemos que (fn) → f pontualmente em A = [0, 1], mas a convergˆencia n˜ao ´e uniforme. De fato, suponhamos, por absurdo, que a convergˆencia seja uniforme. Dado ≤ tal que 0 < ≤ < 1. Por maior que seja n tomamos x 0 ∈ [0, 1] tal que ≤^1 /n^ < x 0 < 1 Logo, |fn(x 0 ) − f (x 0 )| = |xn 0 − 0 | = xn 0 > ≤ Portanto, a convergˆencia n˜ao ´e uniforme.
°°
°μ
fn(x) = xn
≤^1 /n x 0 ?
6 ≤
?
6 ≤ (^) -
6 1
(^1) x
y
°°
°°
°°
°°
°°
°
Neste caso, (fn) → f ponto a ponto sobre A, mas a convergˆencia n˜ao ´e uniforme (Tente veri- ficar). Mais adiante teremos uma outra maneira de comprovar que neste caso a convergˆencia n˜ao pode ser uniforme.
1
x 0 f x
y
≤ ≤ ?
6?
6
f 3
f 2
f 1
@ @
@@
@@
@@
@@
@@
6
1 1 - (^132)
Exemplo 7. Sejam A = R e fn : R → R, definida por f(x) =
1 − (^1) n |x| , se |x| < n 0 , se |x| ≥ n
e f : R → R dada por f (x) = 1, ∀x ∈ R. Ent˜ao (fn) → f ponto a ponto sobre R, mas n˜ao uniformemente em R. (Tente resolver)
−n − 2 − 1
1
1 2 n
f 1 f 2 fn
y
x
≤
(^6)? (^6)?
≤
x 0
°^ f °° ° @@
@@
6
Exemplo 8. Consideremos A = (0, 1], fn : A → R, dada por fn(x) = (^) nx^1 e f : A → R, definida por f (x) = 0, para todo x ∈ A. Ent˜ao (fn) → f pontualmente em A, mas n˜ao converge uniformemente em A. De fato, suponhamos, por absurdo, que a convergˆencia fosse uniforme. Logo, dado por exemplo ≤ =^12 , existiria um N 0 ∈ N tal que para todo n ≥ N 0 ter´ıamos |fn(x) − f (x)| < 1 /2,
para todo x ∈ A = (0, 1], isto ´e, | (^) nx^1 | < 12 , ∀x ∈ A = (0, 1].
Assim, em particular, | (^) N^10 x| < 12 , ∀x ∈ A = (0, 1].
Logo, 0 < (^) x^1 x < N 2 0 , ∀x ∈ (0, 1], o que ´e um absurdo. Portanto n˜ao existe tal N 0 , isto ´e, a convergˆencia n˜ao ´e uniforme.
1
f x 0
6 ? 6 ?
≤
≤ x
fn
f 2
f 1
y
6
A seguir vamos apresentar algumas resultados baseados na no¸c˜ao de convergˆencia uni- forme.
Teorema 1.1.4. Suponhamos que (fn) seja uma seq¨uˆencia de fun¸c˜oes integr´aveis sobre [a, b] e que (fn) → f uniformemente sobre [a, b], com f integr´avel sobre [a, b]. Ent˜ao ∫ (^) b a f (x) dx = lim n→∞
∫ (^) b a fn(x) dx
ou seja (^) ∫ (^) b
a n^ lim→∞ fn(x)^ dx^ = lim n→∞
∫ (^) b a fn(x) dx
Prova: Dado ≤ > 0, como (fn) → f uniformemente sobre [a, b], existe N 0 = N 0 (≤) ∈ N tal que se n ≥ N 0 ent˜ao |fn(x) − f (x)| < (^) b −≤ a para todo x ∈ [a, b]. Logo, se n ≥ N 0 , temos:
|
∫ (^) b a fn(x) dx −
∫ (^) b a f (x) dx| = |
∫ (^) b a (fn(x) − f (x)) dx|
≤
∫ (^) b a |fn(x) − f (x)| dx ≤
∫ (^) b a
b − a dx^ =^ ≤ Assim,
nlim→∞
∫ (^) b a fn(x) dx =
∫ (^) b a f (x) dx §
y
x
f ≤
≤ 6 ? 6 ?
@@
@@
@@
@@
@@ @ (^) °° °° °° °° °° °
°°
°°
°°
°°
°°
@@ ° @@ @@ @@ @@ @
fn
f 3
f 2
f 1
°°
°°
°°
°°
°°
°
@@
@@
@@
@@
@@ @
6
Exemplo 2. Mesmo se f for diferenci´avel, podemos n˜ao ter a igualdade f ′(x) = lim n→∞ f (^) n′(x). De fato, consideremos fn : R → R dada por fn(x) =^1 n.sen (n^2 x) e f : R → R definida por f (x) = 0, x ∈ R. Observemos que apesar de fn → f uniformemente em R e f ser diferenci´avel, n˜ao temos
nlim→∞ f^ n′(x) =^ f^ ′(x), pois^ f^ n′(x) =^ n^ cos(n^2 x) e este limite nem sempre existe ( por exemplo, ele n˜ao existe quando x = 0).
fn
y
≤
≤
?
6?
6
f 2
f 1
6
Vejamos ent˜ao qual ´e o resultado que permanece para o caso da diferenciabilidade.
Teorema 1.1.6. Suponhamos que (fn) seja uma seq¨uˆencia de fun¸c˜oes diferenci´aveis sobre [a, b] e que (fn) converge ponto a ponto sobre [a, b] para f. Suponhamos ainda que (f (^) n′) converge uniformemente sobre [a, b] para alguma fun¸c˜ao g e que f (^) n′ seja cont´ınua, ∀n ∈ N. Ent˜ao f ´e diferenci´avel sobre [a, b] e
f ′(x) = lim n→∞ f (^) n′(x)
ou seja, [ lim n→∞ fn(x)]′^ = lim n→∞ f (^) n′(x)
Prova: Do teorema anterior, g ´e cont´ınua sobre [a, b]. Aplicando o teorema 1.2.4 ao intervalo [a, x] temos: ∫ (^) x a g(t) dt = lim n→∞
∫ (^) x a f (^) n′(t) dt = lim n→∞[fn(x) − fn(a)] = f (x) − f (a)
onde, na segunda igualdade aplicamos o Teorema Fundamental do C´alculo. Agora, f (x) − f (a) =
∫ (^) x a g(t) dt = G(x) − G(a)
onde G(x) ´e tal que G′(x) = g(x) (Teorema Fundamental do C´alculo). Assim f ′(x) = G′(x) = g(x) = lim n→∞ f (^) n′(x), ∀x ∈ [a, b]
. §
1.2 S´eries de Fun¸c˜oes
Defini¸c˜ao 1.2.1. Dada a seq¨uˆencia de fun¸c˜oes (fn) definidas em A ⊂ R podemos construir uma outra seq¨uˆencia de fun¸c˜oes (Sn(x)) tal que Sn(x) = f 1 (x) + · · · + fn(x) = ∑^ n k=
fk(x). Tal
seq¨uˆencia ´e denominada s´erie de fun¸c˜oes associada `a seq¨uˆencia (fn) e indicada por
n=
fn. Observa¸c˜ao: Para cada x 0 ∈ A a s´erie (Sn(x 0 )) ´e uma s´erie num´erica.
Defini¸c˜ao 1.2.2. Diremos que a s´erie de fun¸c˜oes
n=
fn converge pontualmente para
f em A se a seq¨uˆencia de fun¸c˜oes (Sn) converge pontualmente para f , isto ´e, se para cada x ∈ A a s´erie num´erica
n=
fn(x) converge para f (x).
Defini¸c˜ao 1.2.3. Diremos que a s´erie de fun¸c˜oes
n=
fn converge uniformemente para
f em A se a seq¨uˆencia de fun¸c˜oes (Sn) converge uniformemente para f em A.
∫ (^) b a f (t) dt =
∫ (^) b a
n=
fn(t) dt =
∫ (^) b a k^ lim→∞
∑^ k n=
fn(t) dt Teo =.^1.^1.^4
= lim k→∞
∫ (^) b a
∑k n=
fn(t) dt = lim k→∞ ∑^ k n=
∫ (^) b a fn(t) dt =
=
n=
∫ (^) b a fn(t) dt
De (iii): Cada fun¸c˜ao f 1 + · · · + fn ´e diferenci´avel, com derivada f 1 ′ + · · · + f (^) n′ cont´ınua. Por hip´otese, a seq¨uˆencia f 1 ′, f 1 ′ + f 2 ′, f 1 ′ + f 2 ′ + f 3 ′, · · · converge uniformemente sobre [a, b] para uma fun¸c˜ao. Pelo Teorema 1.1.6:
f ′(x) = lim n→∞(f 1 ′(x) + f 2 ′(x) = · · · + f (^) n′(x)) =
1
f n ′(x)
isto ´e, (
n=
fn)′(x) =
n=
f (^) n′(x) §
Observa¸c˜ao: At´e aqui este corol´ario pode ter restri¸c˜oes em suas aplica¸c˜oes, desde que temos dificuldades para dizer quando a seq¨uˆencia f 1 , f 1 + f 2 , f 1 + f 2 + f 3 , · · · converge uniforme- mente. O resultado a seguir fornecer´a a mais importante condi¸c˜ao que assegura convergˆencia uniforme.
Teorema 1.2.5. (Crit´erio de Weierstrass ou Teste M de Weierstrass) Seja (fn) uma seq¨uˆencia de fun¸c˜oes definidas em A ⊂ R. Suponhamos que exista uma seq¨uˆencia num´erica (Mn), tal que
|fn(x)| ≤ Mn , ∀x ∈ A
Se a s´erie num´erica
n=
Mn for convergente, ent˜ao a s´erie de fun¸c˜oes
n=
fn converge absoluta
e uniformemente para uma fun¸c˜ao f em A.
Prova: Como a s´erie num´erica
n=
Mn converge, segue, do crit´erio da compara¸c˜ao, que para cada
x ∈ A a s´erie
n=
|fn(x)| converge. Logo, a s´erie
n=
fn converge absolutamente para uma
fun¸c˜ao f em A, isto ´e, f (x) =
n=
fn(x).
Para todo x ∈ A temos:
|f (x) − SN (x)| = |
n=
fn(x) −
n=
fn(x)| = |
n=N +
fn(x) |
≤
n=N +
|fn(x)| ≤
n=N +
Mn
Como
1
Mn converge, o n´umero
n=N +
Mn pode ser tomado arbitrariamente pequeno, to-
mando N suficientemente grande. (
n=
Mn − (M 1 + · · · + Mn) =
n=N +
Mn )
ou seja: dado ≤ > 0 existe N 0 ∈ N tal que se n ≥ N 0 , ent˜ao
n=N +
Mn < ≤, assim, para n ≥ N 0
temos: |f (x) − SN (x)| ≤
n=N +
Mn < ≤ , ∀x ∈ A
o que implica que a s´erie
n=
fn converge uniformemente para f em A. §
Exemplo 1. Consideremos A = [− 1 , 1] e fn : R → R dada por fn(x) = x 2 nn , n = 0, 1 , 2 , · · ·. Observemos que para todo x ∈ A = [− 1 , 1] temos
|fn(x)| = |x
n 2 n^ | ≤^
2 n Mas a s´erie num´erica ∑∞ n=0 21 n converge (s´erie geom´etrica de raz˜ao 12 ). Ent˜ao, pelo Crit´erio de Weierstrass, a s´erie de fun¸c˜oes ∑∞ n=0^ x 2 nn converge uniforme e absolutamente para uma fun¸c˜ao f em [− 1 , 1]. Neste caso particular podemos obter a fun¸c˜ao f explicitamente observando que ∑^ ∞ n=
xn 2 n^ =
n=
(x 2 )n^ = (^1) −^1 x 2
= (^2) −^2 x
Sabemos tamb´em que a s´erie
n=
n^2 converge.^ Assim, pelo Cri´erio de Weierstrass, a s´erie ∑^ ∞
n=
cos(nx) n^2 converge uniformemente sobre^ R
Com todas estas verifica¸c˜oes, a s´erie dada inicialmente pode ser derivada termo a termo, ou seja (
n=
sen (nx) n^3 )
n=
(sen ( n 3 nx ))′^ =
n=
cos(nx) n^2 para todo x ∈ R.
Exerc´ıcios propostos
fn(x) =
2 n^2 x, se 0 ≤ x ≤ 1 / 2 n − 2 n^2 (x − (^1) n), se 1 / 2 n ≤ x ≤ 1 /n 0 , se 1 /n ≤ x ≤ 1 (a) Desenhe o gr´afico de fn (b) Mostre que lim n→∞ fn(x) existe para cada x ∈ [0, 1], fixo arbitrariamente. (c) Calcule lim n→∞(
0 fn(x) dx) e
0 ( lim n→∞ fn(x)) dx (d) Deduza de (c) que a convergˆencia de (fn(x)) n˜ao ´e uniforme em [0, 1]
0
x (1 + x)n^ ,^ x^ ≥^0
1
sen (nx) n^3.^ Prove que: (a) F (x) ´e cont´ınua, para todo x ∈ R (b) lim x→ 0 F (x) = 0. (c) F ′(x) =
1
cos(nx) n^2 ´e cont´ınua, para todo^ x^ ∈^ R
0 Sn(x) dx) =
0 ( lim n→∞ Sn(x)) dx (b) A convergˆencia ´e uniforme?
0 fn(x) dx) (b)
0 ( lim n→∞ fn(x)) dx) (c) Mostre que a convergˆencia n˜ao ´e uniforme.
1.3 S´eries de Potˆencias
Nesta se¸c˜ao iremos trabalhar com um tipo especial de s´eries de fun¸c˜oes, chamadas s´eries de potˆencias. Vimos que: 1 + x + x^2 + · · · + xn^ + · · · = (^1) −^1 x , |x| < 1. Fazendo f (x) = (^1) −^1 x , ent˜ao f (x) = 1 + x + · · · + xn^ + · · ·. Dizemos: f ´e representada por esta s´erie de potˆencias. Por exemplo: f
)n
Defini¸c˜ao 1.3.1. Uma s´erie de fun¸c˜oes da forma
n=
an(x − c)n^ , x ∈ R ´e dita uma
s´erie de potˆencias centrada em c. c ´e dito centro da s´erie e a 0 , a 1 ,... s˜ao ditos coeficientes da s´erie.
Por comodidade iremos trabalhar com s´eries de potˆencias centradas em 0 , mas os resultados que obteremos ser˜ao gerais. Temos ent˜ao
0
an xn^.
Teorema 1.3.2. Se
0
an xn^ converge em x 1 , x 1 6 = 0 , ent˜ao ela ´e absolutamente conver-
gente em todo x tal que |x| < |x 1 |.
Prova: Seja x fixado tal que |x| < |x 1 |.
−|x 1 | 0 |x 1 |
? x
∑^ ∞ 0
an xn 1 converge ⇒ (anxn 1 ) → 0 ⇒ ∃ M tal que |anxn 1 | < M , para todo n.