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Sequências e Séries numéricas Professor Cláudio Martin Mendes ICMC-USP
Tipologia: Notas de estudo
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a 2 n− 1 = 7 a 2 n = 4
temos
Consideremos as seq¨uˆencias:
αn = n ; βn = (−1)n^ e γn =
n
Como fun¸c˜oes eles podem ter os seus gr´aficos tra¸cados, mas ele geralmente s˜ao pouco
significativos.
6
°
°
°
°
°
°
°
°
°
°
°
°°
r
r
r
r r r
αn
6
r r r r r r
βn
6
r r (^) r r r r
γn
Uma representa¸c˜ao mais conveniente para seq¨uˆencias pode ser obtida colocando-se os
pontos a 1 , a 2 , a 3 ,... sobre uma reta.
0 γ 4 γ 3 γ 2 γ 1
Esta representa¸c˜ao pode mostrar para onde a seq¨uˆencia “est´a indo”. A seq¨uˆencia (αn) “diverge”para infinito, a seq¨uˆencia (βn) ´e dita “oscilante”e a seq¨uˆencia
(γn) “converge para 0”.
Todas estas frases podem ser definidas precisamente, e ´e o que faremos.
Defini¸c˜ao 1.1.2. A seq¨uˆencia (an) ´e dita convergente com limite ` se para cada ε > 0
dado, ∃ N = N (ε) ∈ N tal que n > N ⇒ |an − `| < ε.
Observe: −ε < an − < ε ou seja − ε < an < ` + ε.
−ε^ an `+ε
A partir de um certo N todos os an est˜ao no intervalo (− ε , + ε). Da arbitrariedade do ε temos que os an v˜ao se juntando em torno de `.
Nota¸c˜ao: (^) nlim→∞ an = ou (an) →.
Observa¸c˜ao 1. Note que a defini¸c˜ao anterior ´e muito parecida com a de lim x→∞ f (x) = ` ,
vista anteriormente.
Observa¸c˜ao 2. Quando uma seq¨uˆencia tem limite 0 frequentemente ela ser´a dita infi-
nit´esima.
Exemplos:
n
→ 0 De fato: Dado ε > 0. Queremos: N ∈ N tal que n > N ⇒
n
< ε
mas n > N ⇒
n
Basta ent˜ao tomar N tal que
≤ ε [ ou seja: N ≥
ε
n n + 1
De fato: Dado ε > 0. Queremos: N ∈ N tal que n > N ⇒
∣∣^ n n + 1
∣∣ < ε
mas
∣∣^ n n + 1
n + 1 e
n > N ⇒ n + 1 > N + 1 ⇒
n + 1
Basta tomar ent˜ao N ≥
ε
Defini¸c˜ao 1.1.3. Uma seq¨uˆencia (an) ´e dita divergente quando ela n˜ao ´e convergente.
Teorema 1.1.5 (Teorema da Substitui¸c˜ao). Se
x^ lim→∞ f^ (x) =^ L ,^ ent˜ao^ nlim→∞ f^ (n) =^ L ,
L sendo um n´umero real, −∞ ou ∞.
6
x
y
r
r r
y = f (x)
Observa¸c˜ao: A rec´ıproca do resultado anterior ´e falsa, em geral. Por exemplo:
nlim→∞ sen(nπ) = 0^ mas^ xlim→∞ sen(πx)^ n˜ao existe
Exemplos:
xlim→∞
xp^ = 0 ; logo (^) nlim→∞
np^
x )x^ = e , vale igualmente que (^) nlim→∞(1 +
n )n^ = e.
1 x (^) = 1 ent˜ao lim n→∞ n^
1 n (^) = 1 ou seja, lim n→∞
√ nn = 1.
Calculemos lim x→∞ 3 x^3 e^2 x
x^ lim→∞
3 x^3 e^2 x^ = lim x→∞ 9 x^2 2 e^2 x^ = lim x→∞ 18 x 4 e^2 x^ = lim x→∞
8 e^2 x^
onde aplicamos a Regra de L’Hˆopital repetidamente, sempre verificando em cada passagem
intermedi´aria que ainda temos uma forma indeterminada.
Pelo Teorema da Substitui¸c˜ao: lim n→∞
3 n^3 e^2 n^
Limites de seq¨uˆencias tˆem propriedades semelhantes a limites de fun¸c˜oes, vistos anterior-
mente. Enunciaremos algumas delas:
Se lim n→∞ an = L e (^) nlim→∞ bn = M ent˜ao:
(i) (^) nlim→∞(an ± bn) = L ± M
(ii) (^) nlim→∞(c an) = c L (c ∈ R)
(iii) (^) nlim→∞(an bn) = L · M
(iv) lim n→∞
an bn
(se M 6 = 0).
Outra propriedade an´aloga ao caso de limite de fun¸c˜ao ´e a seguinte:
Exemplos:
n
− 2 cos ( π n
n − 2 cos ( π n
n · cos ( π n
n · cos ( π n
n^2
n^2
n
n
0 se |r| < 1 1 se r = 1. Se |r| > 1 ou r = −1 a seq¨uˆencia (rn) ´e divergente. De fato:
xlim→∞ |r|x^ = 0^ se^ |r|^ <^ 1. Pelo Teorema da Substitui¸c˜ao, lim n→∞ |r|n^ = 0 ou seja lim n→∞ |rn| = 0.
(v) mon´otona se for de um dos tipos acima.
Defini¸c˜ao 1.1.7. • (an) ´e dita limitada superiormente se, para algum n´umero real
A , tem-se an ≤ A, ∀ n ∈ N.
−→
a 1 a 2 a 3
a 4 a 5
a 5 a 3 a 4
a 2 a 1
seq¨uˆencia crescente seq¨uˆencia decrescente
a 2 a 1 a 3 A B a 1 a 3 a 2
seq¨uˆencia limitada superiormente
seq¨uˆencia limitada inferiormente
Teorema 1.1.8 (Teorema Fundamental sobre Seq¨uˆencias).
(a) Toda seq¨uˆencia crescente e limitada superiormente ´e convergente.
(b) Toda seq¨uˆencia decrescente e limitada inferiormente ´e convergente.
Observa¸c˜ao 1. No caso (a) se an ≤ A, ∀ n ∈ N ent˜ao an ≤ (^) nlim→∞ an ≤ A.
No caso (b) se B ≤ an, ∀ n ∈ N ent˜ao B ≤ lim n→∞ an ≤ an.
a 1 a 2 a 3 a 4 n^ lim→∞an^ A
B (^) nlim→∞an a 4 a 2 a 3
a 1
Observa¸c˜ao 2. Se (an) ´e crescente e n˜ao ´e limitada superiormente ent˜ao an supera qualquer
n´umero positivo, para todo ´ındice suficientemente grande, logo, diverge para ∞.
De modo an´alogo se (an) ´e decrescente e n˜ao ´e limitada inferiormente, ela diverge para
−∞.
Teorema 1.1.9. Seja f uma fun¸c˜ao cont´ınua em . Se (an) → e an pertence ao dom´ınio
de f , para cada n , ent˜ao (f (an)) → f (`).
æ δ^ - æ δ^ -
an `
æ ε^ - æ ε^ -
f (an) f (`)
j
f
N
HH PP XX (^) √√ √√ ªª^
!! *
Observa¸c˜ao: O teorema anterior em outra nota¸c˜ao:
Se lim n→∞ an = e lim x→ f (x) = f (`)
ent˜ao
lim n→∞ f (an) = f (`) = f ( lim n→∞ an )
Exemplos:
ln
n n + 1
n n + 1
Assim
ln
n n + 1
→ ln 1 = 0
n
n
→ 1 e como
´e cont´ınua em 1 temos que
n
Propriedades: (Tente provar)
Logo, pela propriedade 2 anterior temos o resultado.
Propriedade: (^) nlim→∞ an+k = lim n→∞ an , para qualquer valor de k ∈ N. Em linguagem corrente: Isto significa que n˜ao se altera a convergˆencia de uma seq¨uˆencia quando se desconsidera um n´umero finito de termos.
Exerc´ıcios:
n
. Prove que (sn) → ∞. Resolu¸c˜ao: Como (sn) ´e crescente, existem duas possibilidades, a saber:
(i) (sn) ´e limitada superiormente e assim pelo Teorema Fundamental para seq¨uˆencias (sn) seria convergente.
(ii) (sn) n˜ao ´e limitada superiormente e assim (sn) → ∞.
s 1 = 1 , s 2 = 1 +
, s 3 = 1 +
s 4 = 1 +
, s 5 ,...
s 8 = 1 +
(^12)
4 · (^18)
Pode-se mostrar, por indu¸c˜ao, que
s 2 k > (k + 1) ·
, ∀ k ∈ N.
Assim (sn) n˜ao ´e limitada superiormente, portanto: (^) nlim→∞ sn = ∞.
2 , a 2 =
... , an+1 =
2 + an. Mostre que (an) ´e convergente com limite 2. Provemos, por indu¸c˜ao, que (an) ´e crescente:
(i) a 1 < a 2
(ii) Suponhamos v´alido para n − 1 , isto ´e: an− 1 < an
an =
2 + an− 1 <
2 + an = an+.
Assim an < an+1 , portanto (an) ´e crescente.
Provemos, por indu¸c˜ao, que 3 ´e limitante superior de (an):
(i) a 1 =
(ii) Suponhamos an− 1 < 3. Ent˜ao
an =
2 + an− 1 <
portanto (an) ´e crescente e limitada superiormente e assim, pelo Teorema Funda- metal para seq¨uˆencias, (an) → ` , mas an+1 =
2 + an , logo
a^2 n+1 = 2 + an.
^2 = lim n→∞ a^2 n+1 = lim n→∞(2 + an) = 2 + lim n→∞ an = 2 +.
Assim ^2 = 2 + ⇒ = 2 ou = −1. Logo = 2 , pois sabemos que > 0. Portanto, (^) nlim→∞ an = 2.
n^2
n^2
n n^2
Vejamos alguns termos:
1 ,
Voltemos ao termo geral: 1 n^2
n^2
n n^2
1 + 2 + · · · + n n^2
soma de PA = n 2
n + 1 n^2
2 n
Assim lim n→∞
n^2
n n^2
= lim n→∞
2 n
E natural esperar que´ 1 2
2 n^
onde as ´ultimas reticˆencias pretendem indicar que a soma deve ser feita indefinidamente, isto
´e, trata-se de uma soma com infinitas parcelas.
Parece natural definir tal soma como sendo lim n→∞ sn. E o que faremos.´ Usando a f´ormula (que ser´a provada posteriormente)
a + ar + ar^2 + · · · + arn−^1 = a rn^ − 1 r − 1 ; r 6 = 1
para o nosso caso, em que a =
e r =
, vem:
sn =
2 n^
(^12 )n^ − 1 1 2 −^1
)n .
Assim (^) nlim→∞ sn = 1. Obtivemos, ent˜ao, com a defini¸c˜ao dada de soma infinita, o valor 1, que ´e o comprimento
da fita toda dada inicialmente.
Vamos `as defini¸c˜oes: Consideremos a seq¨uˆencia (an). A partir da seq¨uˆencia (an) vamos construir a seq¨uˆencia (sn) do seguinte modo:
s 1 = a 1 s 2 = a 1 + a 2 s 3 = a 1 + a 2 + a 3 ...
sn = a 1 + a 2 + a 3 + a 4 + · · · + an .. .
Defini¸c˜ao 1.2.1. A seq¨uˆencia (sn) ´e chamada s´erie associada `a seq¨uˆencia (an). Cada
sn ´e referido como soma parcial de ordem n. Os termos an s˜ao chamados os termos
da s´erie.
Nota¸c˜ao:
n≥ 1
an ou
an ou
n=
an ou a 1 + a 2 + · · · + an + · · ·.
Exemplos:
n
Constru´ımos a seq¨uˆencia (s´erie): s 1 = 1 s 2 = 1 +
sn = 1 +
n .. .
10 n
Constru´ımos a seq¨uˆencia (s´erie): s 1 = 0, 6 s 2 = 0, 6 + 0, 06 = 0, 66 s 3 = 0, 66 + 0, 006 = 0, 666 .. . Observe que (sn) →
Escrevemos 2 3
Defini¸c˜ao 1.2.2. A s´erie
an ´e dita convergente se a seq¨uˆencia (sn) for convergente.
Caso contr´ario a s´erie ´e dita divergente.
Se a seq¨uˆencia (sn) ´e convergente para S dizemos que a s´erie
1
an ´e convergente com
soma S.
Aqui sn = 1 +
n
J´a vimos anteriormente que (sn) → ∞.
Algumas s´eries s˜ao importantes pois servem como referˆencia para o estudo de outras. A
S´erie Telesc´opica, a S´erie Harmˆonica s˜ao exemplos deste tipo. Outro exemplo seria a S´erie
Geom´etrica.
A S´erie Geom´etrica
n≥ 1
a rn−^1 = a + ar + ar^2 + · · · (a 6 = 0) ´e convergente se, e somente
se, |r| < 1 , caso em que sua soma ´e a 1 − r
Assim
a + ar + ar^2 + · · · + arn^ + · · · = a 1 − r , |r| < 1 (∗)
onde r ´e dito raz˜ao da S´erie Geom´etrica.
De fato:
(i) Se r = 1 ent˜ao sn = a + a + · · · + a = na , que tende a ∞ ou −∞ , conforme a > 0 ou a < 0. Portanto a s´erie ´e divergente.
(ii) Se r 6 = 1, temos: sn = a + ar + ar^2 + · · · + arn−^1 rsn = ar + ar^2 + ar^3 + · · · + arn.
Subtraindo membro a membro:
sn(1 − r) = a − arn^ = a(1 − rn).
Portanto sn = a (1 − rn) 1 − r
a 1 − r
a 1 − r
· rn^.
nlim→∞ sn^ = lim n→∞
a 1 − r
a 1 − r rn
a 1 − r
a 1 − r · (^) nlim→∞ rn^ =
a 1 − r
Exemplo:
(a) Calcule a soma da s´erie geom´etrica
(b) Escreva o n´umero 4 , 728 = 4, 7282828 · · · como quociente de inteiros.
Resolu¸c˜ao:
(a) Para descobrir a raz˜ao, dividimos o segundo termo pelo primeiro
r =
4 5 − 2
Como a = −2 , usamos (∗) para obter a soma desejada
− 2 1 − (−^25 )
7 5
(b) Temos: 4 , 728 = 4 , 7282828 · · · = 4.7 + 0, 02828 · · · = = 4 , 7 + 0, 028 + 0, 00028 + 0, 0000028 + · · · =
=
28 103 1 − (^1012)
[usamos (∗) com a =
e r =
Lembrando que uma s´erie nada mais ´e do que uma seq¨uˆencia, aplicando as propriedades
de seq¨uˆencias obt´em-se:
Teorema 1.2.3. Se
n≥ 1
an e
n≥ 1
bn s˜ao convergentes e c ´e um n´umero real, tem-se:
n≥ 1
(an ± bn) =
n≥ 1
an ±
n≥ 1
bn
n=
c an = c
n=
an.