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SIBCTI - Capitulo 08, Notas de estudo de Engenharia Agronômica

Classificação de terras para irrigação é um processo de natureza dinâmica, portanto, passível de atualizações periódicas que permitam a incorporação de avanços tecnológicos, a adoção de novos conceitos do ponto de vista ambiental e a otimização do uso dos recursos de água e solo.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 16/01/2012

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joao-marcos-anjos-11 🇧🇷

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Capítulo
Culturas Semiperenes
e Anuais Componentes
da Base de Dados - II
Adoildo da Silva Melo
Alexandre Hugo Cezar Barros
Fábio Pereira Botelho
Fernando Cezar Saraiva Amaral
José Carlos Pereira dos Santos
José Coelho de Araújo Filho
Manoel Batista de Oliveira Neto
Melancia (
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Dentre as culturas exploradas nos perímetros irrigados
do semi-árido, a cultura da melancia pode ser considerada
de média rentabilidade. Permite duas a três colheitas (culti-
vos) por ano. Atualmente, nos melhores ambientes, conside-
rando água e solo sem limitações e sob irrigação localizada e
bom manejo: fertirrigação, controle sanitário, sementes de boa
qualidade e variedades produtivas, principalmente, a produ-
tividade por ciclo tem girado em torno das 60 t ha-1 ano-1.
No tocante a resistência à salinidade do solo, entre
as espécies cultivadas costumeiramente nos perímetros,
pode ser considerada como de baixa resistência. No Perí-
metro Vale do Fidalgo, Estado do Piauí, obteve-se consta-
tações de tentativas de exploração com conseqüente desistência devido à salinização do
solo basicamente causada pela água de baixa qualidade C3S1.
Maas (1984), enquadrou a cultura da melancia como moderadamente sensível, contrastando
parcialmente com as observações de campo em alguns perímetros irrigados do semi-árido.
A cultura da melancia conduzida nos lotes irrigados tem apresentado excelentes res-
postas mesmo quando conduzidas em solos extremamente arenosos (como pode-se cons-
tatar na Figura 1), diferindo do melão, que tem boa resposta em solos argilosos do tipo 2:1.
Com relação à profundidade do solo, à semelhança do melão, a melancia não é exigente.
Mesmo por esta condição do sistema radicular e pela própria fisiologia da planta, compara-
tivamente, tem pouca resistência ao encharcamento do solo por longos períodos.
Em termos de balanço hídrico, quando exigida para a obtenção de elevada produtivida-
de, é uma planta que exige alta quantidade de água, girando em torno de 70 m3 ha-1 dia-1.
Figura 1 - Exploração de melan-
cia sob irrigação por gotejamento
em solo arenoso. (Perímetro Platô
de Guadalupe – Guadalupe/PI).
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Capítulo

Culturas Semiperenes

e Anuais Componentes

da Base de Dados - II

Adoildo da Silva Melo Alexandre Hugo Cezar Barros Fábio Pereira Botelho Fernando Cezar Saraiva Amaral José Carlos Pereira dos Santos José Coelho de Araújo Filho Manoel Batista de Oliveira Neto

Melancia (Citrullus vulgaris)

Dentre as culturas exploradas nos perímetros irrigados do semi-árido, a cultura da melancia pode ser considerada de média rentabilidade. Permite duas a três colheitas (culti- vos) por ano. Atualmente, nos melhores ambientes, conside- rando água e solo sem limitações e sob irrigação localizada e bom manejo: fertirrigação, controle sanitário, sementes de boa qualidade e variedades produtivas, principalmente, a produ- tividade por ciclo tem girado em torno das 60 t ha-1^ ano-1.

No tocante a resistência à salinidade do solo, entre as espécies cultivadas costumeiramente nos perímetros, pode ser considerada como de baixa resistência. No Perí- metro Vale do Fidalgo, Estado do Piauí, obteve-se consta- tações de tentativas de exploração com conseqüente desistência devido à salinização do solo basicamente causada pela água de baixa qualidade C3S1.

Maas (1984), enquadrou a cultura da melancia como moderadamente sensível, contrastando parcialmente com as observações de campo em alguns perímetros irrigados do semi-árido.

A cultura da melancia conduzida nos lotes irrigados tem apresentado excelentes res- postas mesmo quando conduzidas em solos extremamente arenosos (como pode-se cons- tatar na Figura 1), diferindo do melão, que tem boa resposta em solos argilosos do tipo 2:1.

Com relação à profundidade do solo, à semelhança do melão, a melancia não é exigente. Mesmo por esta condição do sistema radicular e pela própria fisiologia da planta, compara- tivamente, tem pouca resistência ao encharcamento do solo por longos períodos.

Em termos de balanço hídrico, quando exigida para a obtenção de elevada produtivida- de, é uma planta que exige alta quantidade de água, girando em torno de 70 m 3 ha-1^ dia-^.

Figura 1 - Exploração de melan- cia sob irrigação por gotejamento em solo arenoso. (Perímetro Platô de Guadalupe – Guadalupe/PI).

Milho (Zea mays)

Dentre as culturas atualmente exploradas nos perímetros irrigados do semi- árido, a cultura do milho é uma das menos lucrativas. Segundo Mattoso (2003), a irrigação da cultura, nos atuais preços praticados para o produto, apresenta grande risco de anti-economicidade. Permite duas colheitas por ano e atualmente, mesmo nos melhores ambientes, considerando água e solo sem limitações e sob irrigação por aspersão e bom manejo: fertirrigação, controle sanitário, sementes de boa quali- dade, variedades produtivas, entre outros, a produtividade por ciclo tem encostado nas 8 t ha -1^ ano -^.

No tocante a resistência à salinidade no solo (E), entre as espéci- es cultivadas costumeiramente nos pe- rímetros, pode ser considerada com uma das mais sensíveis. Ayers (1977) encontrou valores da ordem de 5,9 dS m -1^ como responsáveis por uma queda de 50% na produção, enquanto Ayers & Westcot (1999) o enquadraram como moderadamente sensível.

A cultura da milho conduzida nos lotes irrigados tem apresentado exce- lentes respostas em solos de textura média a argilosa, sofrendo relativa- mente impacto na produção quando explorado em solo de textura arenosa (Figuras 2 e 3).

Quanto ao parâmetro profundida- de do solo, é medianamente exigente.

Pela condição do siste- ma radicular e pela própria fi- siologia da planta, compara- tivamente tem pouca resistên- cia ao encharcamento do solo por longos períodos. Cruciani (1985) encontrou valores de queda de produção corres- pondente a 30% para três dias de encharcamento do solo, 55% em seis dias e 75% em nove dias.

Figuras 2 e 3 - Milho cultivado em solo arenoso (Projeto Apolônio Salles – Petrolândia/PE).

Feijão (Phaseolus vulgaris)

Dentre as culturas exploradas nos perímetros irrigados do semi-árido, a cultura do feijão é uma das menos lucrativas. Permite duas colheitas (cultivos) por ano. Atualmente, nos melhores ambientes, considerando água e solo sem limitações e sob irrigação por aspersão e bom manejo: fertirrigação, controle sanitário, sementes de boa qualidade, variedades produtivas, entre outras, a produtividade tem encostado nas 3 t ha -1^ ano -1^ (Figuras 4 e 5).

Figuras 4 e 5 - Vista geral e detalhe de área cultivada com feijão irrigada por pivô central. (Perímetro de Guadalupe – Guadalupe/PI).

No tocante a resistência à salinidade no solo, entre as espécies cultivadas costumeiramente nos perímetros, pode ser considerada com a mais sensível, sendo consi- derada como planta indicadora de áreas em princípio do processo de salinização do solo (E). Essa alta sensibilidade foi relatada por Ayers (1977) que encontrou valores de 3,6 dS m- (^1) como responsáveis por uma queda de 50% na produção e posteriormente, confirmada por

Ayers & Westcot (1999) que o classificaram como sensível.

Não há registro de boa produtividade de feijão irrigado em solos arenosos. Já no quesito profundidade do solo, é uma planta pouco exigente, quando comparada com as normalmente cultivadas em perímetros irrigados.

Mesmo por esta condição do sistema radicular e pela própria fisiologia da planta, o feijoeiro comparativamente tem pouca resistência ao encharcamento do solo por longos períodos.

Em termos de balanço hídrico, pelo baixo porte e baixa produção de biomassa, mes- mo quando exigida para a obtenção de elevada produtividade, é uma cultura que demanda relativamente pouca água, girando em torno de 40 m 3 ha-1^ dia -^.

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Referências Bibliográficas

AYERS, R. S. Quality of water for irrigation. Journal of the Irrigation and Drainage Division , New York, v. 103, n. 2, p. 135-154, 1977.

AYERS, R. S.; WESTCOT, D. W. A qualidade da água na agricultura. Campina Grande, UFPB.

  1. 153 p. (Estudos FAO: Irrigação e Drenagem, 29 Revisado 1).

CRUCIANI, D. E. Caracterização agronômica do coeficiente de drenagem para elaboração de projetos com cultura de milho (Zea mays, L.). Ítem – irrigação e tecnologia moderna, Brasília, DF, n. 22, p. 28, 1985.

MAAS, E. V. Salt tolerance of plants. In: CHRISTIE, B. R. (Ed.) The handbook of plant science in agriculture. Boca Raton, Florida: CRC Press, 1984. p. 57-

MATTOSO, M. J. Custo de produção de milho irrigado. In: RESENDE, M.; ALBUQUERQUE, P.; COUTO, L. A cultura do milho irrigado. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica.

  1. 317 p.