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Simulado ENEM com várias questões, Provas ENEM de História

simulado enem diversas questões

Tipologia: Provas ENEM

2019

Compartilhado em 10/09/2019

usuário desconhecido
usuário desconhecido 🇧🇷

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SIMULADO ENEM - CADERNO 1

PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

PROVA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

LEIA ATENTAMENTE AS SEGUINTES INSTRUÇÕES

  1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 1 a 90, dispostas da seguinte maneira:
  2. Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade correta de questões e se essas questões estão na ordem mencionada na instrução anterior. Caso o caderno esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente divergência do modelo descrito, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis.
  3. Verifique, no CARTÃORESPOSTA, se os seus dados estão registrados corretamente. Caso haja alguma divergência, comuniquea imediatamente ao aplicador da sala.
  4. ATENÇÃO: após a conferência, escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃORESPOSTA com caneta esferográfica de tinta preta ou azul.
  5. Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃORESPOSTA, pois ele não poderá ser substituído.
  6. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas uma responde corretamente à questão.
  7. No CARTÃORESPOSTA, preencha todo o espaço compreendido no retângulo correspondente à opção escolhida para a resposta. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta.
  8. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃORESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação.

as questões de número 1 a 45 são relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

a)

as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

b)

  1. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃORESPOSTA.
  2. Você será excluído do exame no caso de:

a) prestar, em qualquer documento, declaração falsa ou inexata; b) agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante ou pessoa envolvida no processo de aplicação das provas; c) perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realização do exame; d) no período de realização do exame, comunicarse, por qualquer meio, com outro participante; e) utilizar qualquer tipo de equipamento eletrônico de comunicação, computação, armazenamento ou envio de informações durante a realização do exame; f) utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento, em benefício próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do exame; g) utilizar livros, notas ou impressos durante a realização do exame; h) ausentarse da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e/ou o CARTÃORESPOSTA.

(Geekie 2014)

Texto I

Mapa – Zonas Econômicas Especiais Chinesas

Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:PR_ChinaSAR_%26_SEZEnglish.png. Acesso em: 15 jan. 2014. Texto II

O governo alemão tem um plano para promover o crescimento na Europa que inclui zonas econômicas exclusivas em países mais vulneráveis, com impostos mais baixos e desregulação laboral, para atrair investimento estrangeiro,

noticiou hoje [25 maio 2012] o [jornal] Der Spiegel.

Disponível em: http://sol.sapo.pt. Acesso em: 15 jan. 2014.

Para se integrar à economia mundial e à globalização, o governo chinês criou áreas denominadas Zonas Econômicas

Exclusivas, caracterizadas

A. pela sua concessão, por um determinado período de tempo, às potências estrangeiras como os Estados Unidos e o Reino Unido.

B. pelo planejamento territorial voltado ao mercado de exportação, com menos impostos, acesso à mão de obra barata e grandes portos marítimos.

C. pelo controle total das empresas estrangeiras pelo governo chinês, não permitindo demissões ou contratação de chineses por multinacionais.

D. pela manutenção da concessão de áreas como Hong Kong e Macau para o Reino Unido e Portugal, para acessar os mercados da UE.

E. pelo incentivo fiscal para a instalação de empresas multinacionais no interior do país, onde há infraestrutura logística e mão de obra barata.

(Geekie 2013)

Texto I

O maior inimigo de Platão era Homero, que fingia saber sobre tudo, medicina, guerra, política, leis, sem, entretanto, saber coisa alguma. Ele e toda a sua filiação de poetas trágicos cometiam um grande crime contra a cidade.

PESSANHA, J. A. M. Cadernos do departamento de filosofia da PUC. Rio de Janeiro: PUC, 1997.

Texto II

Uma paixão, para Platão, deve ser motivo de trabalho e de controle, de trabalho de domação, de trabalho de contenção, de trabalho matemático, médico, filosófico, de disciplina. Ao contrário, o que se escancara no teatro grego é a paixão, e a pior dentre as paixões: a não verdadeira, o simulacro da paixão.

PESSANHA, J. A. M. Cadernos do departamento de filosofia da PUC. Rio de Janeiro: PUC, 1997.

De acordo com os textos apresentados, o crime que os poetas trágicos cometiam contra a cidade era

A. fingir conhecimento sobre as mais diversas disciplinas e criar poesia desprovida de sentimento cívico.

B. produzir peças de teatro e poesia sem qualidade cívica.

C. expor e estimular as paixões amorosas.

D. estimular as falsas paixões e deixar as verdadeiras de lado.

E. fingir conhecimento sobre as mais diversas disciplinas e expor e estimular as paixões.

QUESTÃO 5

(Geekie 2014)

Texto I

Mantendo os planos de se tornar a maior fabricante de carros do mundo até 2018, a Volkswagen afirmou, na última sextafeira, que planeja investir 10 bilhões de reais no Brasil até o fim desse período. O anúncio foi dado por Michael Macht, responsável da companhia pela região da América do Sul.

CARVALHO, J. Volkswagen quer investir R$ 10 bilhões no Brasil até 2018. Disponivel em: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/volkswagenquerinvestirr bilhoesnobrasilate2018. Acesso em: mar. 2014.

Texto II

Essa segmentação do mercado autoriza a convivência de uma ampla variedade de formas de realização econômica, que trabalham segundo diversas taxas de lucro, produtividade, rendimentos e salários.

ARROYO, M. A economia invisível dos pequenos. Le Monde Diplomatique, out. 2008.

A terceira divisão internacional do trabalho foi gestada a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Em relação aos processos produtivos, para os países subdesenvolvidos, esse período se caracterizou pela

A. formação de blocos econômicos para fortalecer a economia e as relações regionais.

B. execução de medidas imperialistas para elevar o poder político e econômico nos países desenvolvidos.

C. implementação de políticas econômicas desenvolvimentistas para superar etapas do subdesenvolvimento.

D. instalação maciça de multinacionais para aumentar a produção e explorar o vasto mercado consumidor nos países periféricos.

E. criação de organizações para regular as relações em esfera mundial como a Organização Mundial do Comércio e o Banco Mundial.

(Geekie 2013)

  • Como vão lá os nossos correligionários em Riacho do Sangue? Estão firmes e certos de nossa vitória política?
  • Ora e cumo antonce? Nós lá estamo tudo fixe: votamo é no Nilo!
  • Mas, o que é isso? O nosso candidato não é o Nilo Peçanha; é o Artur Bernardes! E vocês vão votar no Nilo?
  • Espere; o nosso candidato não é o Nilo não? É o outro? Hã! Nós samo é do outro! É! Nós samo é BERNALDO...

Nós sempre fumo é BERNALDO.

MOTA, L. Violeiros do Norte. Rio de Janeiro: Cátedra, 1976.

O diálogo estereotipa, no contexto da Primeira República, um comportamento político vigente nas áreas interioranas do Brasil que pode ser caracterizado pela

A. indecisão dos trabalhadores rurais na escolha do candidato.

B. manipulação dos chefes locais no processo representativo.

C. repressão das forças policiais na segurança do pleito eleitoral. D. ação das autoridades estaduais na denúncia do voto de cabresto.

E. participação dos habitantes na contagem dos votos pelas juntas.

QUESTÃO 9

(Geekie 2014)

Ao mesmo tempo, a industrialização nascente se fez numa fase em que os progressos técnicos eram menos rápidos,

de sorte que o tempo de vida de uma fábrica era maior, e a cada necessidade de aumentar a produção uma outra fábrica era agregada. A economia era de certo modo concorrencial e, por isso mesmo, criavamse mais empregos e o

salário fabril servia, juntamente com o rural, para encorajar o nascimento de outras fábricas.

SILVEIRA, M. L.; SANTOS, M. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001.

No Brasil do começo do século XX, o processo descrito tem como uma de suas causas a

A. intervenção estatal na propriedade privada.

B. acumulação de capitais na atividade cafeeira.

C. qualificação de operários na imigração italiana.

D. ampliação da lucratividade no trabalho escravo.

E. adoção do pósfordismo na organização produtiva.

(Geekie 2013)

Respeitar a diferença não pode significar “deixar que o

outro seja como eu sou” ou “deixar que o outro seja diferente de mim tal como eu sou diferente (do outro)”,

mas deixar que o outro seja como eu não sou, deixar que ele seja esse outro que não pode ser eu [...], deixar ser

uma diferença que não seja, em absoluto, diferença entre duas identidades, mas diferença da identidade.

PARDO, J. L. El sujeto inevitable. In: CRUZ. M. (Org.). Tiempo de subjetividad. Barcelona: Paidós. 1996. In: SILVA, T. T. (Org.). Identidade e diferença. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

O ponto de vista do autor em relação ao respeito às diferenças também está expresso no seguinte cartaz:

A.

Disponível em: www.curitiba.pr.gov.br. Acesso em: 7 nov. 2013.

B.

Disponível em: http://www.newsrondonia.com.br/noticias/ministerio+publico+l Acesso em: 18 mar. 2015.

C.

Disponível em: portaldoprofessor.mec.gov.br. Acesso em: 8 abr. 2014.

D.

Disponível em: redeglobo.globo.com. Acesso em: 7 nov. 2013.

E.

Disponível em: aventuralisboa.blogspot.com. Acesso em: 7 nov. 2013.

(Geekie 2013)

Nos últimos 20 anos o impacto dos desastres naturais foi devastador. Os números divulgados por Margaretha Wahlstrom, representante especial da Secretaria de Redução de Risco e desastres das Nações Unidas durante a

Rio+20, foram usados pelos cientistas reunidos no Fórum de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável, para mostrar como é preciso que cientistas, governos e sociedade entendam a urgência de incluir o

debate sobre gerenciamento de riscos de catástrofes na pauta do desenvolvimento sustentável. O gerenciamento de riscos de catástrofes é realizado pela chamada geotecnologia, ciência que trabalha com as tecnologias aplicadas à

Geografia e à Cartografia. Atualmente, devido ao avanço tecnológico, vem ganhando destaque no cenário acadêmico e ambiental.

Gerenciamento de riscos e catástrofes deve integrar cientistas e governantes. Disponível em: http://www.pucrio20.com.pucrio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm? infoid=272&sid=9. Acesso em: 10 abr. 2013 (adaptado).

Sendo necessária a inclusão do debate sobre o gerenciamento de riscos, as geotecnologias assumem atualmente um

papel relevante por

A. produzir informações em pouco tempo e com alto custo.

B. analisar dados espaciais e as variáveis geofísicas separadamente.

C. integrar as variáveis geofísicas e os conceitos de antropologia cultural. D. apresentar uma série de dificuldades na geração e produção de dados e informações.

E. processar dados de um grande número de variáveis geofísicas e humanas em pouco tempo.

QUESTÃO 16

(Geekie 2013)

[...] alianças com a divisa: A Nação, a Lei, o Reino [...] e sobretudo por numerosos bibelôs feitos de pedra da Bastilha engates de argola, medalhões, berloques que todas trazem com orgulho, como se uma lasquinha de prisão

constituísse a mais bela insígnia dum povo livre. [...] Num fragmento polido da famosa pedra, mandou gravar com brilhantes a palavra Liberdade. Por cima o Sol de 14 de Julho; mais abaixo, a Lua, com a forma exata que apresentava

na noite da jornada.

ROBIQUET, J. A vida quotidiana no tempo da Revolução Francesa. Lisboa: Livros do Brasil, 1934, p. 55.

Qualquer movimento social implica, entre outros elementos, em uma construção simbólica para legitimálo como ato fundador de um novo tempo. O texto discute um relevante episódio histórico a partir de emblemas que representaram a

A. consagração de direitos naturais.

B. opressão da Monarquia Absolutista.

C. expressão jurídica da vontade geral.

D. declaração do poder político soberano.

E. afirmação de princípios democráticos.

(ENEM 2009)

O clima é um dos elementos fundamentais não só na caracterização das paisagens naturais, mas também no histórico de ocupação do espaço geográfico.

Tendo em vista determinada restrição climática, a figura que representa o uso de tecnologia voltada para a produção é:

A.

B.

C.

D.

E.

QUESTÃO 19

(Geekie 2013)

Texto I

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi aprovada pela Assembleia Nacional, em 26 de agosto de

  1. [...] Um grande historiador da Revolução, Georges Lefebvre, escreveu: "Proclamando a liberdade, a

igualdade e a soberania popular, a Declaração foi o atestado de óbito do Antigo Regime, destruído pela

Revolução".

BOBBIO, N. A Revolução Francesa e os direitos do homem. In: A era dos Direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. p. 98.

Texto II

(...) Era cada vez mais evidente para os nobres e os

governantes por direito divino de outros países que a restauração do poder de Luis XVI não era meramente um

ato de solidariedade de classe, mas uma proteção importante contra a difusão de ideias perturbadoras

vindas da França. Consequentemente, as forças para a reconquista da França concentraramse no exterior.

HOBSBAWN, E. A era das revoluções: Europa, 17891848. São Paulo: Paz e Terra, 2007. p. 99.

Uma das principais consequências do princípio da

soberania popular consiste na

A. limitação do poder real, uma vez que a legitimidade do poder passou a emanar do povo e não mais do direito divino.

B. ampliação dos direitos sociais, como direito à educação, à saúde, à moradia e à dignidade.

C. difusão dos ideais socialistas de igualdade e do fim da exploração dos trabalhadores pela burguesia.

D. restrição dos ideais de liberdade, igualdade e propriedade ao território francês – único em que, de fato, houve soberania popular no século XVIII.

E. desconcentração imediata do poder político, uma vez que já nos primeiros meses da Revolução Francesa os revolucionários adotaram o modelo parlamentarista inglês.

(Geekie 2012)

O fim do Estado, repito, não é fazer os homens passarem de seres racionais a bestas ou autômatos: é fazer com que a sua mente e o seu corpo exerçam em segurança as respectivas funções, que eles possam usar livremente a razão e que não se digladiem por ódio, cólera ou insídia, nem se manifestem intolerantes uns para os outros. O verdadeiro fim do Estado é, portanto, a liberdade. ESPINOSA, B. de. Tratado teológicopolítico. São Paulo: Martins Fontes,

Seguindo a visão do texto, é possível dizer que o fim do Estado deve

A. pôr fim ao estado natural do homem.

B. limitarse ao mínimo de instituições.

C. defender o homem da morte violenta.

D. estimular a libertação do pensamento.

E. limitar a liberdade humana.

QUESTÃO 21

(Geekie 2013)

Texto I

CHAPLIN, C. Tempos Modernos. Califórnia, Sierra Hwy. & Penman Rd., 1936. 1 cassete VHS, 83 min, p/b. Texto II

Assim, o movimento histórico, que transforma os produtores e trabalhadores assalariados, aparece, por um

lado, como sua libertação da servidão e da coação corporativa [...]. Por outro lado, porém, esses recém

libertados só se tornam vendedores de si mesmos depois que todos os seus meios de produção e todas as

garantias de sua existência, oferecidas pelas velhas instituições feudais, lhes foram roubados.

MARX, K. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Abril Cultural,

A partir da análise da imagem e do texto, a forma de

produção pósRevolução Industrial caracterizase

A. pelo trabalho compulsório e pela propriedade individual dos meios de produção pela elite.

B. pela divisão do trabalho e pela crescente alienação do operário quanto ao processo fabril.

C. pela divisão do trabalho e pela divisão dos bens de produção entre todos os trabalhadores.

D. pelo trabalho comunal e pela propriedade dos meios de produção por cada indivíduo.

E. pelo trabalho em corporações e pela propriedade coletiva dos materiais de produção.

(ENEM 2011)

Texto I

A bandeira no estádio é um estandarte/A flâmula pendurada na parede do quarto/ O distintivo na camisa do uniforme/ Que coisa linda é uma partida de futebol/ Posso morrer pelo meu time/ Se ele perder, que dor, imenso crime/ Posso chorar se ele não ganhar/ Mas se ele ganha, não adianta/ Não há garganta que não pare de berrar/ A chuteira veste o pé descalço/ O tapete da realeza é verde/ Olhando para a bola eu vejo o sol/ Está rolando agora, é uma partida de futebol SKANK. Uma partida de futebol. Disponível em: www.letras.terra.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (fragmento). Texto II

O “gostar de futebol” no Brasil existe fora das consciências individuais dos brasileiros. O gosto ou a paixão por um determinado esporte não existe naturalmente em nosso “sangue”, como supõe o senso comum. Ele existe na coletividade, em nosso meio social, que nos transmite esse sentimento da mesma forma que a escola nos ensina a ler e a escrever. HELAL, R. O que é Sociologia do Esporte? São Paulo: Brasiliense, 1990.

Chamado de ópio do povo por uns, paixão nacional por outros, o futebol, além de esporte mais praticado no Brasil, pode ser considerado fato social, culturalmente apreendido, seja por seus praticantes, seja pelos torcedores. Nesse sentido, as fontes acima apresentam ideias semelhantes, pois o

A. futebol aparece como elemento integrante da cultura brasileira. B. lazer aparece em ambos como a principal função social do futebol. C. “tapete verde” e a “bola–sol” são metáforas do nacionalismo. D. esporte é visto como instrumento de divulgação de valores sociais. E. futebol é visto como um instante de supressão da desigualdade social.

(ENEM 2013)

O canto triste dos conquistados: os últimos dias de Tenochtitlán

Nos caminhos jazem dardos quebrados;

os cabelos estão espalhados.

Destelhadas estão as casas,

Vermelhas estão as águas, os rios, como se alguém as tivesse tingido,

Nos escudos esteve nosso resguardo,

mas os escudos não detêm a desolação...

PINSKY, J. et al. História da América através de textos. São Paulo: Contexto, 2007 (fragmento).

O texto é um registro asteca, cujo sentido está relacionado ao(à)

A. tragédia causada pela destruição da cultura desse povo.

B. tentativa frustrada de resistência a um poder considerado superior.

C. extermínio das populações indígenas pelo Exército espanhol.

D. dissolução da memória sobre os feitos de seus antepassados.

E. profetização das consequências da colonização da América.

QUESTÃO 27

(ENEM 2011)

A memória não é um simples lembrar ou recordar, mas revela uma das formas fundamentais de nossa existência, que é a relação com o tempo, e, no tempo, com aquilo que está invisível, ausente e distante, isto é, o passado. A memória

é o que confere sentido ao passado como diferente do presente (mas fazendo ou podendo fazer parte dele) e do futuro (mas podendo permitir esperálo e compreendêlo).

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1995 (fragmento).

Com base no texto, qual é o significado da memória?

A. É a prospecção e retenção de lembranças e recordações.

B. É a perda de nossa relação com o presente, preservando o passado. C. É a capacidade mais alargada para lembrar e recordar fatos passados.

D. É o esforço de apagar o passado e inaugurar o presente.

E. É o potencial de evocar o passado apontando para o futuro.

(Geekie 2013)

Texto I

A Revolução Francesa tem na tomada da Bastilha seu grande símbolo; o assalto ao Palácio de Inverno é o seu

correspondente na Revolução Russa. [...] Os defensores do último bastião do governo eram apenas o Batalhão de Mulheres e alguns cossacos e kadetes. Por volta das 06h30min do dia 25 [de outubro de 1917], começou a invasão

[...]. A resistência foi praticamente inexistente. [...] A maioria da população não percebeu o que estava acontecendo. A vida cotidiana transcorria, aparentemente, sem grandes modificações. A tomada do poder havia sido quase que

totalmente incruenta, o número de pessoas mortas não ultrapassou de quinze.

VALLADARES, E.; BERBEL, M. Revolução do século XX. São Paulo: Scipione, 1994.

Texto II

Tudo que, num momento histórico, um partido pode dar em matéria de coragem, energia, perspicácia revolucionária e coerência, Lênin, Trotski e seus companheiros realizaram plenamente. Toda a honra, toda a capacidade de ação

revolucionária, que fizeram falta à socialdemocracia ocidental, encontravamse nos bolcheviques. Com sua insurreição de outubro não somente salvaram, de fato, a Revolução Russa, mas também a honra do socialismo internacional.

LUXEMBURG, R. A Revolução Russa. Rio de Janeiro: Vozes, 1991.

Os textos tratam de um dos mais significativos movimentos revolucionários do século XX: a Revolução Russa. Tomando por base o contexto do movimento, depreendese que a relação entre os fragmentos pode ser encontrada na seguinte opção:

A. os dois textos defendem a ideia de que a Revolução Russa em sua fase bolchevique, a exemplo da Francesa, foi um processo violento de tomada de poder pelas camadas mais humildes da população.

B. a Revolução Russa em sua etapa bolchevique, ao contrário da Revolução Francesa, promoveu a derrubada de um governo absolutista por meio da ação das camadas populares combinada com a atuação de um partido político.

C. ao derrubar o governo socialdemocrata na Rússia, a insurreição bolchevique foi responsável pela concretização do movimento socialista internacional, apesar das camadas populares não terem participado da ação.

D. o primeiro texto defende que a Revolução Russa não teve grande participação popular e resistência, já o segundo expõe o conceito de que a insurreição bolchevique foi responsável pela vitória do movimento.

E. os dois textos defendem que a Revolução Russa, em sua etapa bolchevique, foi resultado da ação de grupos políticos, não apresentando um caráter, de fato, revolucionário.

QUESTÃO 30

(Geekie 2014)

Texto I

O absolutismo consiste num poder não partilhado, concentrado na pessoa do rei. Seu caráter pessoal é o

que os sociólogos políticos chamam hoje de personalização do poder.

REMOND, R. O antigo regime e a Revolução. São Paulo: Cultrix, 1974. Texto II

Um príncipe deve ainda mostrarse amante das virtudes, honrando os homens virtuosos e os que excedem em

alguma arte. Deve encorajar os seus cidadãos a acreditar que podem exercitar suas atividades em calma, seja no

comércio, na agricultura ou em qualquer outra. Que um não tema melhorar suas propriedades por medo que lhes

sejam tiradas, que outro não tema abrir um comércio por medo dos impostos. O príncipe deve preparar prêmios

para quem queira fazer essas coisas e para quem quer que pense, de qualquer modo, em ampliar a sua cidade

ou o seu Estado. Deve, além disso, nas épocas convenientes do ano, manter o povo ocupado com as

festas e espetáculos. Como toda cidade é dividida em corporações ou classes sociais, deve manter em mente

tal universo, reunirse com eles, de vez em quando, mostrarse humano e magnânimo, mantendo sempre

firme a majestade de sua posição, pois essa deve ser mantida sempre.

MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Paz e Terra, 2012.

Com base nos textos, é possível afirmar que a relação dos ideais absolutistas, representados na figura do

monarca, com as práticas do Estado decorrentes desses ideais se estabelecia porque o Estado absolutista

A. necessitava de se legitimar por ideais divinos no plano ideológico, e no plano econômico, pelos princípios mercantilistas, desse modo a máxima “os fins justificam os meios” remete às duas práticas do Estado.

B. se legitimava pelo aspecto divino do monarca, o que causava, muitas vezes, atritos com a Igreja, desse modo, em muitas ocasiões, havia a necessidade de aumentar os impostos para cobrir as exigências eclesiásticas.

C. dependia da imagem do monarca, dessa forma suas ações e seus atos deveriam ser teatralizados a fim de passar sempre a mesma imagem, e no plano político deveria se sustentar empreendendo guerras para arrecadar verbas.

D. deveria combinar características que reiterassem sua divina sabedoria e, no plano político, defender práticas que mantivessem, ao mesmo tempo, seu modo de vida e o controle sobre o restante da população.

E. dependia de um conjunto de práticas e cerimônias para se legitimar, o que acarretava a dependência parasitária de outras classes, levando, muitas vezes, à desapropriação de bens da nobreza e ao aumento de impostos.

QUESTÃO 31

(ENEM 2011)

O professor Paulo Saldiva pedala 6 km em 22 minutos de casa para o trabalho, todos os dias. Nunca foi atingido por um carro. Mesmo assim, é vítima diária do trânsito de São Paulo: a cada minuto sobre a bicicleta, seus pulmões são envenenados com 3,3 microgramas de poluição particulada — poeira, fumaça, fuligem, partículas de metal em suspensão, sulfatos, nitratos, carbono, compostos orgânicos e outras substâncias nocivas. ESCOBAR, H. Sem Ar. O Estado de São Paulo, ago. 2008.

A população de uma metrópole brasileira que vive nas mesmas condições socioambientais das do professor citado no texto apresentará uma tendência de

A. ampliação da taxa de fecundidade. B. diminuição da expectativa de vida. C. elevação do crescimento vegetativo. D. aumento na participação relativa de idosos. E. redução na proporção de jovens na sociedade.

QUESTÃO 32

(Geekie 2013)

A Secretaria de Inclusão Social (SIS) [...] tem como

finalidade estruturar o sistema de reserva de vagas e desenvolver o Plano de Assistência Estudantil da UFES

(Universidade Federal do Espírito Santo), objetivando promover a permanência e o bom desempenho dos

estudantes nos cursos de graduação. A missão é atuar no aprimoramento do processo de seleção do vestibular

[...] e contribuir para a redução dos índices de retenção e evasão dos estudantes e a conclusão do curso no tempo

mínimo sugerido. Ao criar a Secretaria de Inclusão Social, a UFES busca instrumentos necessários para que os

estudantes oriundos da escola pública e com limitações socioeconômicas possam desenvolver seus estudos sem

abandonar a Universidade.

Secretaria de Inclusão Social. Disponível em: http://web3.ufes.br/sis/node/35. Acesso em: 04 fev. 2013.

De acordo com o conteúdo do excerto, a Secretaria de Inclusão Social da UFES

A. tem como objetivo garantir aos alunos carentes a possibilidade de permanecer na Universidade e concluir seus estudos.

B. permite uma maior possibilidade de concorrência nos vestibulares entre os alunos vindos de escolas públicas e os das instituições privadas.

C. busca recursos econômicos, junto a órgãos governamentais, para alunos vindos de escolas públicas, garantindo sua permanência na Universidade.

D. tem como objetivo reservar vagas nos cursos mais concorridos para alunos vindos de escolas públicas e com problemas econômicos.

E. impede que alunos carentes sejam reprovados, reduzindo a evasão da Universidade e demonstrando uma melhora na qualidade do ensino.

(Geekie 2013)

A obra de Darwin, A origem das espécies por meio da seleção natural, ou a conservação das raças favorecidas na luta pela vida publicada em inglês em novembro de 1859, parecia fornecer caução científica aos partidários da supremacia da raça branca [...]. Os pósdarwinianos ficaram, portanto, encantados: iam justificar a conquista do que eles chamavam de “raças sujeitas”, ou “raças não evoluídas”, pela “raça superior”, invocando o processo inelutável da “seleção natural”, em que o forte domina o fraco na luta pela existência. Pregando que “a força prima sobre o direito”, eles achavam que a partilha da África punha em relevo esse processo natural e inevitável. BOAHEN, A. A. (Ed.). História Geral da África. Brasília: UNESCO, 2010. v. VII.

Ao expor seu ponto de vista sobre a conquista do continente africano durante o século XIX, o autor do fragmento acima defende a concepção de que

A. a obra de Charles Darwin, ao pregar a superioridade da raça branca sobre as demais, foi utilizada como justificativa ideológica para a dominação da África pelas potências europeias. B. uma das justificativas utilizadas para a conquista da África é o conceito de superioridade da raça branca sobre as demais, apontando sua submissão como algo natural e inevitável. C. a razão fundamental para a conquista da África pelas grandes potências foi a superioridade militar dos europeus, não tendo a presença europeia no continente uma motivação ideológica.

D. o conceito de que a força supera o direito, preconizado na obra de Charles Darwin, foi utilizado como justificativa ideológica para a ocupação europeia no continente africano. E. as pesquisas científicas durante o século XIX, ao provarem que a raça branca é superior às demais, foi o grande estimulador da conquista europeia sobre o continente africano.