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Simulado de psicologia infantil
Tipologia: Exercícios
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S.O.S VIDA – NÚCLEO DE DEFESA DA VIDA Professora Glória Veiga SUELI SANCHES CRUZ DA CUNHA A SEXUALIDADE INFANTIL RIO DE JANEIRO 2020
A sexualidade é uma dimensão humana essencial, e deve ser entendida na totalidade dos seus sentidos como tema e área de conhecimento. O primeiro teórico a falar sobre a sexualidade infantil foi Sigmund Freud. Nos dias atuais, a sexualidade, se configura como uma área de estudos e pesquisas. De acordo com Freud (2006) a sexualidade nos acompanha desde o nascimento até a morte. Observa-se atualmente uma escassez de estudos voltados para o papel dos pais na educação sexual das crianças desde a primeira infância, para que estes possam chegar à adolescência segura e consciente de sua maturação sexual e tendo consciência de sua sexualidade. Antes de qualquer inquietação, é necessário entender que, se para o adulto erotização, preconceito e desejos fazem parte da sexualidade, para a criança estão mais ligados a conhecimento, descoberta e curiosidade. Não há malícia. Segundo Sigmund Freud, sexualidade e infância são assuntos interligados. Já na Fase Oral, que vai dos primeiros meses aos 2 anos de idade, a criança concentra seu prazer na região bucal. E a hora da mamada é um momento de alimentação e prazer. A higiene íntima também pode proporcionar sensações agradáveis. Para Melaine Klein, discípula de Freud, a sexualidade infantil desenvolve-se desde quando mãe e bebê se tocam, despertando prazeres mútuos. Este período é único e delicado, e possíveis problemas podem trazer futuras complicações no comportamento sexual da criança. Entre 2 e 3 anos de idade, vive-se a Fase Anal. Nessa hora ocorre aquilo que chamamos de "desfraldamento", quando há o contato real e visual com suas produções fisiológicas e o controle dos esfíncteres (músculos anulares que, por contração ou relaxamento, Quando o adulto é tomado por alguma manifestação sexual da criança, é preciso que ele faça o exercício de distinguir o que é expressão da sexualidade infantil (o que é esperado em cada etapa do desenvolvimento da sexualidade humana na infância) e o que pode ser expressão da sexualidade adulta na criança (erotização precoce e abuso sexual).
tem destaque na vida da criança, pois as habilidades aparecem e as cobranças da família também. Dessa forma, é natural que não haja muito espaço para que o pré-adolescente viva sua sexualidade. Os pais podem auxiliar conversando sobre as mudanças do corpo e até incentivando a "vaidade" em doses homeopáticas. Atualmente, há crianças com idade em torno dos 11 anos cujo desenvolvimento corporal é avançado, e os pais precisam estar preparados para introduzir o diálogo a respeito de temas como camisinha, gravidez e drogas. Além de "preparar o terreno", essa atitude aproxima pais e filhos. Adultos ou crianças, somos todos humanos, e esta condição nos faz sentir, desejar e querer. Por isso, para não serem pegos de surpresa com as perguntas e atitudes dos filhos, os pais precisam se informar, ler. Em caso de dúvida, vale buscar orientação profissional e trabalhar as inseguranças diante do tema. Se nossas casas são invadidas por cenas picantes em qualquer horário e nossos e-mails recebem mensagens maliciosas, precisamos estar preparados para responder aos questionamentos das crianças. Lembre-se: a criança que pergunta está pronta para a resposta, desde que a explicação seja adequada para sua idade. Não delegue a outro o direito de responder e dialogar com seu filho. Olhe bem nos olhos da criança e responda com franqueza, conquiste sua confiança e garanta a formação de adultos mais seguros. _Valesca Souza Psicóloga Clínica - Especialista em Neuropsicologia_*
Aliás, ele afirma que, mesmo quando não se fala abertamente sobre a sexualidade infantil, “toda família realiza a educação sexual de suas crianças e jovens”. Isso acontece de diversas maneiras, inclusive ao tratar o assunto como tabu. Além da escola e da família, outras fontes também podem influenciar a sexualidade infantil. Nem a psicologia, que está longe do pulsar da vida e produz especulações abstratas, quanto a psicologia experimental, com suas experiências laboratoriais, conhecem as sensações sexuais da criança, imperando a ignorância hipócrita moralista daqueles que, inflamados, não conseguem conversar sobre tal conhecimento polêmico. É de extremo erro a população falar que não existe com punção sexual na infância e que ela só despertará na puberdade, porém, não é um erro qualquer é a evidência de graves consequências, tendo em vista hoje as condições da vida sexual de nossos jovens, causada por nossa ignorância.
▪ Neurológica: A hipótese neurológica, por sua vez, nos remete ao fato de que nos primeiros anos de vida ainda temos a imaturidade do cérebro. Com isso, é durante a primeira infância que o hipocampo está submerso em um processo constante de aumento de neurônios. Assim, este crescimento pode atrapalhar a criação de registros consistentes. Além disso, há outro fator neurológico pode impactar no armazenamento destas memórias: a chamada poda neural. Esta poda diz respeito ao fato de que possuímos neurônios pré-definidos para morrerem, levando consigo as nossas memórias.
Além das duas hipóteses destacadas anteriormente, temos ainda diversas hipóteses psicológicas, que consideram pontos trazidos por Freud e Jung, por exemplo. Para Freud, o passado – seja ele lembrado ou não – tem efeitos significativos no presente. Assim, o esquecimento poderia ser visto como um “interceptar” de traços da memória, longe de ser esquecido de fato. Mas sim, é “recalcado” e pode permanecer em nosso inconsciente, resultando em consequências por toda a nossa vida. Dessa maneira, podemos notar a relação deste “esquecer” com a constituição psíquica e a sexualidade infantil. Isso pois é na infância que vivemos a repressão dos instintos e a constituição do Complexo de Édipo, por exemplo. Sendo que é nesta fase (entre 2 e 5 anos), inclusive, que há a estruturação da personalidade. A partir do Édipo, a criança entra no chamado “período de latência”. Aqui, para a psicanálise, a amnésia infantil oculta lembranças relacionadas à vida sexual enquanto criança, além de as experiências sexuais vividas nesse período (como por exemplo, questionar de onde vêm os bebês; tocar a si mesmo; reconhecimento de macho e fêmea). Este esquecimento ocorre a partir do recalcamento , em prol da recusa da existência da sexualidade infantil, a favor de sentimentos “socialmente aceitos”. Com isso em mente, é importante ainda frisarmos que um adulto carrega para sempre a marca de suas vivências infantis. Assim, a amnésia poderá ser vista também como a repressão dos instintos e o estabelecimento do recalque, da lei. Consequentemente, conduzindo-nos para a vida em sociedade.
A fase de latência é uma denominação usada por Freud para compreender um intervalo no desenvolvimento da sexualidade infantil, geralmente identificada entre os seis e dez anos de idade. Cem anos se passaram desde a descoberta freudiana acerca da sexualidade infantil, todavia esse ainda é um tema controverso. A proposta de que a criança é, antes de um ser puro, alguém dotado de desejos e conflitos ainda enfrenta dificuldades de compreensão na sociedade contemporânea. Entre os conceitos abarcados pela teoria da sexualidade infantil está a Fase de Latência, que se caracteriza primordialmente por um período, ou ainda, um intervalo no desenvolvimento da sexualidade.
. "Num certo sentido, o superego pode ser considerado uma formação reativa do ego, uma reação complicada ao complexo de Édipo. Por sua vez, o superego plenamente desenvolvido estimula o ego para novas formações reativas. O ego tem que mudar sua estrutura de acordo com as necessidades internas e externas. Cabe a ele a difícil tarefa de enfrentar três espécies de influências: o superego, o mundo externo e o id embora seu núcleo seja estável, a estrutura do ego como um todo muda de acordo com as influências a que está sujeita. Em vez de reagir a essas influências, isto é, de as perceber e descarregar ou de as ab-reagir, o ego assimila-as e cria algo novo." Tais formações reativas contribuem extensamente para a estrutura final do caráter. Duas formações reativas comumente observadas são a repugnância (uma formação reativa do ego contra um impulso sexual oral) e a vergonha (uma formação reativa aos impulsos exibicionistas). Também sobre o mecanismo desse processo de sublimação pode-se arriscar uma conjectura. As moções sexuais desses anos da infância seriam, por um lado, inutilizáveis, já que estão diferidas as funções reprodutoras — o que constitui o traço principal do período de latência — , e por outro, seriam perversas em si, ou seja, partiriam de zonas erógenas e se sustentariam em pulsões que, dada a direção do desenvolvimento do indivíduo, só poderiam provocar sensações desprazerosas. Por conseguinte, elas despertam forças anímicas contrárias (moções reativas) que, para uma supressão eficaz desse desprazer, erigem os diques psíquicos já mencionados: asco, vergonha e moral.
Sem nos iludirmos quanto à natureza hipotética e quanto à clareza insuficiente de nossos conhecimentos acerca dos processos do período infantil de latência ou adiamento, voltemos à realidade para indicar que esse emprego da sexualidade infantil representa um ideal educativo do qual o desenvolvimento de cada um quase sempre se afasta em algum ponto, amiúde em grau considerável. Vez por outra irrompe um fragmento de manifestação sexual que se furtou à sublimação, ou preserva-se alguma atividade sexual ao longo de todo o período de latência, até a irrupção acentuada da pulsão sexual na puberdade. Na medida em que prestam alguma atenção à sexualidade infantil, os educadores portam-se como se compartilhassem nossas opiniões sobre a construção das forças defensivas morais à custa da sexualidade, e como se soubessem que a atividade sexual torna a criança ineducável, pois perseguem como "vícios" todas as suas manifestações sexuais, mesmo que não possam fazer muita coisa contra elas.