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Sinais Contínuos e Convoluções, Slides de Análise e Processamento de Sinais

Introdução a análise de sinais e convoluções

Tipologia: Slides

2020

Compartilhado em 10/01/2020

luigi-maciel-ribeiro
luigi-maciel-ribeiro 🇧🇷

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Sinais Cont´ınuos e Convolu¸ao
EA614 - An´alise de Sinais
Sinais Cont´ınuos e Convolu¸c˜ao
Prof. Pedro L. D. Peres
Faculdade de Engenharia El´etrica e de Computa¸ao
Universidade Estadual de Campinas
1oSemestre 2014
Sinais Cont´ınuos e Convolu¸ao EA614 - An´alise de Sinais 1/65
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EA614 - An´alise de Sinais

Sinais Cont´ınuos e Convolu¸c˜ao

Prof. Pedro L. D. Peres

Faculdade de Engenharia El´etrica e de Computa¸c˜ao Universidade Estadual de Campinas

1 o^ Semestre 2014

Sinais Cont´ınuos e Convolu¸c˜ao

Defini¸c˜ao 1 (Sinais Cont´ınuos) Um sinal cont´ınuo, denotado x(t), ´e uma fun¸c˜ao (real ou complexa) cujo dom´ınio ´e o conjunto dos reais R.

Defini¸c˜ao 2 (Degrau Unit´ario)

u∆(t) =

0 , t ≤ 0

(1/∆)t , 0 < t ≤ ∆

1 , t > ∆

⇒ u(t) = lim ∆→ 0 +^

u∆(t) =

u(t) = 0, t ≤ 0

u(t) = 1, t > 0

Note que

u(0) = 0 ; u(0+) = lim t→ 0 +^

u(t) = 1

Impulso Unit´ario II

Os sinais u∆(t) e δ∆(t) s˜ao mostrados na Figura 1.

t t

u∆(t)^ δ∆(t)

Figura : Sinais u∆(t) e δ∆(t).

Integral com Impulso

Propriedade 1 (Integral com Impulso)

∫ (^) +∞

−∞

f (t) δ (t)dt = f (0) , ∀ f (t) cont´ınua em t = 0

Prova: I =

∫ (^) +∞

−∞

f (t) δ (t)dt = lim ∆→ 0 +

∫ (^) +∞

−∞

f (t) δ∆(t)dt = lim ∆→ 0 +

∫ (^) ∆

0

f (t)dt

Pelo teorema do valor m´edio, tem-se ∫ (^) b

a

f (t)dt = f (c)(b − a) , c ∈ (a, b), e, portanto,

I = lim ∆→ 0 +

f (y )(∆ − 0) , y ∈ (0, ∆) ⇒ I = lim ∆ → 0 + y ∈ (0, ∆)

f (y ) = f (0)

A fun¸c˜ao impulso n˜ao pode ser calculada pontualmente. Apenas integrais envolvendo δ (t) podem ser avaliadas. Como conseq¨uˆencia f (t) δ (t) = f (0) δ (t) pois ambas tˆem o mesmo valor da integral.

Integral com Impulso Deslocado II

Exemplo 1. Usando as propriedades do impulso, tem-se:

∫ (^) +∞

−∞

(2t^2 + 3) δ (t)dt = 3

∫ (^) +∞

−∞

(2t^2 + 3) δ (−t)dt = 3

∫ (^) +∞

−∞

(2t + 3) δ (t + 1)dt = 1

∫ (^) +∞

−∞

δ (2t)dt =

∫ (^) +∞

−∞

δ ( β )d β =

∫ (^) +∞

−∞

(2t^2 + 3) δ (2t)dt =

Exemplo I

Exemplo 1. A fun¸c˜ao u(t) (degrau unit´ario) pode ser usada na defini¸c˜ao de outras fun¸c˜oes.

A fun¸c˜ao gate GT (t), T > 0, pode ser descrita como

GT (t) = u(t + T /2) − u(t − T /2) =

+1 , | t |<

T

0 , | t |>

T

Note que u(t + T /2) corresponde a deslocar para a esquerda a fun¸c˜ao u(t) de T /2.

Para esbo¸car x(at + b), primeiro desloque x(t) para a direita se b < 0 (ou para a esquerda, se b > 0) de acordo com o valor de b, e depois fa¸ca o escalonamento no tempo de acordo com o valor de a. Se |a| > 1, trata-se de compress˜ao, e se |a| < 1, de expans˜ao. Ocorre uma revers˜ao se a < 0.

Exemplo 1.

Os esbo¸cos do sinal

x(t) = (t + 1)

u(t + 1) − u(t)

u(t) − u(t − 1)

e de ˙x(t) =

d dt

x(t) s˜ao mostrados na Figura.

x(t)

x˙(t)

t

t

Figura : Sinais x(t) e derivada ˙x(t).

f (t) (^) y (t)

t t

− 2 −^1

Figura : Sinais f (t) = x(t + 1) e y (t) = x(1 − t).

Fun¸c˜ao Par e Fun¸c˜ao ´Impar

Defini¸c˜ao 4 (Fun¸c˜ao Par e Fun¸c˜ao ´Impar)

x(t) = x(−t) ´e par , x(t) = −x(−t) ´e ´ımpar

Exemplo 1. As fun¸c˜oes cos(t), sen^2 (t) s˜ao pares e as fun¸c˜oes sen(t), cos(t)sen(t) s˜ao ´ımpares. Note que qualquer fun¸c˜ao x(t) pode ser decomposta em parcelas xp (t) par e xi (t) ´ımpar, isto ´e

x(t) = xp (t) + xi (t) , xp (t) =

x(t) + x(−t)

, xi (t) =

x(t) − x(−t)

A Figura ilustra a rela¸c˜ao entre uma entrada x(t) e sua integral y (t).

x(t) (^) y (t)

t t

Figura : Sinal x(t) e sua integral y (t).

Exemplo

Exemplo 1.

Denotando a m-´esima derivada de y (t) por y (m), a equa¸c˜ao diferencial

y (m)^ + αm− 1 y (m−1)^ + · · · + α 1 y˙ + α 0 y = βℓx(ℓ)^ + βℓ− 1 x(ℓ−1)^ + · · · + β 1 x˙ + β 0 x descreve um sistema cont´ınuo de ordem m.

Definindo o operador simb´olico p

p =

d dt

, p^2 =

d^2 dt^2

tem-se

D(p)y (t) = N(p)x(t) , D(p) =

m ∑ k=

αk pk^ ; N(p) =

ℓ ∑ k=

βk pk

com αm = 1. Neste caso, D(p) ´e um polinˆomio mˆonico.

Exemplo

Exemplo 1.

Considere um pˆendulo composto por uma haste r´ıgida sem peso, de comprimento ℓ, oscilando em um plano vertical, sujeito ao atrito de fric¸c˜ao no engate e sustentando na extremidade livre uma massa m. Denotando por y o ˆangulo com a vertical (em repouso, y = 0), tem-se a equa¸c˜ao do movimento angular

mℓ¨y = −mg sen(y ) − mb y˙ sendo g a acelera¸c˜ao da gravidade e b o coeficiente de atrito. A for¸ca longitudinal na barra ´e dada por mg cos(y ). Trata-se de um sistema n˜ao-linear, pois o seno da soma n˜ao ´e a soma dos senos. Para pequenas varia¸c˜oes em torno do ponto de equil´ıbrio y = 0, ˙y = 0 tem-se sen(y ) ≈ y , resultando na equa¸c˜ao diferencial linear

mℓ¨y = −mgy − mb y˙

Invariante no Tempo

Defini¸c˜ao 7 (Invariante no Tempo) Um sistema ´e invariante no tempo se um deslocamento da entrada produzir igual deslocamento na sa´ıda, isto ´e,

y (t − a) = G {x(t − a)} para qualquer a real.

Exemplo 1. O integrador do Exemplo 1.5 e o sistema descrito pela equa¸c˜ao diferencial do Exemplo 1.6 com coeficientes constantes s˜ao sistemas lineares invariantes no tempo, pois

y (t) =

∫ (^) t

−∞

x( β )d β ⇒

∫ (^) t

−∞

x( β − a)d β =

∫ (^) t−a

−∞

x( β )d β = y (t − a)

e

D(p)y (t) = N(p)x(t) ⇒ D(p)y (t − a) = N(p)x(t − a)