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Este documento explica o que é síncope, suas causas e sintomas. A síncope é a perda transitória e autolimitada da consciência causada por redução global aguda do fluxo sanguíneo cerebral. O documento lista as causas da síncope, como síncope neuromediada, síncope vasovagal, hipotensão ortostática e síncope cardíaca. Ele também descreve os achados clínicos sugestivos da causa da síncope e os 5 P da anamnese na síncope.
Tipologia: Notas de estudo
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Sincope do seio carotídeo Episódios ocorrem com rotação da cabeça ou pressão no seio carotídeo ( colar, gravata, barbear ). Sincope por hipotensão ortostática Episódios ocorrem imediatamente após ficar em pé. Os 5 P da anamnese na síncope 1- Precipitantes Calor, aglomeração , dor, stress , medo, exercício, desidratação, tosse, micção, risada e deglutição Sugere sincope vasovagal ou hipotensão ortostática Com movimentos da cabeça, colar apertado ou barbear-se Sugere síndrome do seio carotídeo Durante exercício ou sem precipitantes óbvios Arritmia e doença estrutural cardíaca 2- Pródromos Tontura, visão borrada Sugere sincope vasovagal ou hipotensão ortostática Náusea, sudorese e dor abdominal Sugere sincope vasovagal Dor precordial, dispneia ou sem pródromo Sincope cardíaca Nenhum pródromo Sincope vasovagal em idosos ou sincope cardíaca 3- Palpitação Arritmia 4- Posição Posição ortostática prolongada Sincope vasovagal ou hipotensão ortostática Com mudança súbita de postura Hipotensão ortostática Sincope em supinação Arritmia ou doença estrutural cardíaca
Náusea, vomito e fadiga : sincope vasovagal. Recuperação imediata : qualquer causa, comum nas arritmias. Palidez e sudorese : sincope ao contrario de arritmia. Abalos mioclonicos quando sem consciência : sincope de qualquer causa. Desorientação transitória : comum na sincope neuralmente mediada. Incontinência : inusual na sincope; não específica. Doença cardíaca anterior: sincope cardíaca. Diabetes, Parkinson, etilismo e diálise: hipotensão ortostática. Hipertensão arterial: hipotensão ortostática e droga mediada .. SÍNCOPE NEUROMEDIADA Dividida em causas vasovagal e reflexa situacional A síncope neuromediada é a via final de um arco reflexo complexo dos sistemas nervosos central e periférico. Há uma alteração súbita e transitória na atividade autonômica eferente com aumento do fluxo de saída parassimpático e inibição do simpático, resultando em bradicardia, vasodilatação e/ou redução do tônus vasoconstritor. A queda da pressão arterial sistêmica pode reduzir o fluxo sanguíneo cerebral para abaixo dos limites compensatórios de autorregulação. Classificação da síncope neuromediada: A síncope vasovagal é provocada por emoção intensa, dor e/ou estresse ortostático , as síncopes reflexas situacionais têm estímulos específicos localizados que provocam a vasodilatação reflexa e a bradicardia que levam à síncope. O gatilho pode originar-se nos sistemas pulmonar, gastrintestinal e urogenital, no coração e na artéria carótida. Além dos sintomas de intolerância ortostática, como tontura, vertigem e fadiga , pode haver aspectos premonitórios de ativação autonômica., como: diaforese, palidez, palpitações, náusea, hiperventilação e bocejos.
enchimento diastólico reduzido devido a períodos mais curtos de enchimento, perda da sincronia AV e isquemia miocárdica. Doença estrutural: Cardiopatias estruturais (valvopatia, isquemia miocárdica, miocardiopatia hipertrófica, massas cardíacas como o mixoma atrial e derrame pericárdico) podem ocasionar síncope por comprometimento do débito cardíaco. TRATAMENTO O tratamento da síncope cardíaca depende do distúrbio subjacente. As terapias para arritmias incluem marca-passo cardíaco para doença do nó sinusal e bloqueio AV, e ablação, antiarrítmicos e cardioversores desfibriladores para taquiarritmias atriais e ventriculares. DIAGNÓSTICO – AVALIAÇÃO INICIAL Anamnese e EF antecedente cardiaco neurologico metabolico, comorbidades identificar a causa e avaliar a possibilidade de futuros episódios e danos graves Anamnese detalhada , questionário para as testemunhas e exame físico e neurológico completo. exame oral: mordedura lingua , sinal de congestão vascular A pressão arterial e a frequência cardíaca devem ser medidas na posição supina e após 3 minutos em pé , para se determinar se há hipotensão ortostática. Glicemia ECG se houver suspeita de síncope devido a arritmia ou cardiopatia subjacente. Anormalidades eletrocardiográficas relevantes incluem bradiarritmias ou taquiarritmias, bloqueio AV, isquemia, infarto do miocárdio antigo, síndrome do QT longo e bloqueio de ramo. EEG Dois padrões de alterações no eletrencefalograma ocorrem em pessoas com síncope.
Crise epiléptica é definida como a ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas decorrentes de atividade neuronal síncrona ou excessiva no cérebro. Estes sinais ou sintomas incluem fenômenos anormais súbitos e transitórios , como alterações da consciência , ou eventos motores, sensitivos e/ou sensoriais , autonômicos ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por um observador Epilepsia é a predisposição persistente do cérebro para gerar crises epilépticas recorrentes. Epilepsia é definida pela ocorrência de 2 crises epilépticas não provocadas , separadas por um intervalo de mais de 24 h. A ocorrência de 2 crises epilépticas não provocadas autorizaria o médico a propor o início do tratamento da epilepsia. Síndrome epiléptica é definida por um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem juntos. Os sinais e sintomas podem ser clínicos (história, tipos de crises, modos de ocorrência das crises e achados neurológicos e psicológicos) ou alterações detectadas por exames complementares (EEG, TC e RM do encéfalo). Estas características juntas formam um padrão reconhecível. Exemplos: síndrome de West, epilepsia autolimitada com descargas centrotemporais.
Focais Crises epilépticas focais são aquelas que se originam em redes neuronais limitadas a um hemisfério cerebral , as quais podem ser restritas ou distribuídas de forma mais ampla. São divididas em perceptivas , quando a percepção de si próprio e do meio ambiente é preservada , e disperceptivas com comprometimento da percepção. As crises focais podem ter início motor ( subtipos) ou não motor (5 subtipos), e ambos os tipos podem evoluir para crises tônico-clônicas bilaterais Generalizadas Crises epilépticas generalizadas são aquelas que se originam em algum ponto de uma rede neuronal e rapidamente envolvem e se distribuem em redes neuronais bilaterais (2 hemisferios) São subdivididas em crises de início motor e não motor (ausências ). Há 8 subtipos de crises generalizadas de início motor e 4 subtipos de ausências de início não motor. Início desconhecido Crises de início desconhecido por não terem sido integralmente testemunhadas, que seriam referidas pela
estado dura minutos a horas. Algumas vezes, o estado pós-ictal cursa com paralisia de Todd, um deficit neurológico transitório, geralmente no membro contralateral ao foco da convulsão. Mioclônicas A mioclonia é uma contração muscular súbita e breve que pode comprometer uma parte ou todo o corpo. Mioclonia patológica é vista com frequência associada a distúrbios metabólicos, doenças degenerativas do SNC, ou lesão cerebral anóxica. As convulsões mioclônicas são consideradas eventos epilépticos verdadeiros, pois são causadas por disfunção cortical. O estado pós-ictal costuma ocorrer; é caracterizado por sono profundo, cefaleia, confusão e dor muscular ; esse estado dura minutos a horas. Algumas vezes, o estado pós-ictal cursa com paralisia de Todd, um deficit neurológico transitório, geralmente no membro contralateral ao foco da convulsão. O EEG revela descargas sincrônicas bilaterais em ponta-onda lenta imediatamente antes do artefato de movimento e muscular associado à mioclonia. As convulsões mioclônicas costumam coexistir com outras formas de convulsões generalizadas, mas são a característica predominante da epilepsia mioclônica juvenil Tonico-clonica generalizada As convulsões tônico-clônicas de início generalizado são o principal tipo de convulsão em cerca de 10% de todas as pessoas com epilepsia. Também são o tipo mais comum de convulsão nos distúrbios metabólicos. A convulsão costuma iniciar-se bruscamente, sem aviso prévio A fase inicial da convulsão costuma ser de contração tônica dos músculos de todo o corpo. A contração tônica dos músculos da expiração e da laringe produz um gemido alto, ou “grito ictal ”. A respiração é prejudicada, as secreções acumulam-se na orofaringe e surge cianose. A contração dos músculos da mandíbula pode levar o paciente a morder a língua. Um aumento acentuado do tônus simpático gera aumentos da frequência cardíaca, da pressão arterial e do tamanho das pupilas. Após 10 a 20 segundos , a fase tônica da convulsão evolui para a fase clônica , produzida pela sobreposição de períodos de relaxamento muscular e a contração muscular tônica. Os períodos de relaxamento aumentam progressivamente até o final da fase ictal, a qual costuma durar 1 minuto. A fase pós-ictal se caracteriza por ausência de responsividade, flacidez muscular e salivação excessiva que pode causar respiração ruidosa e obstrução parcial das vias aéreas. Pode ocorrer incontinência urinária ou fecal. Os pacientes gradualmente recuperam a consciência em alguns minutos ou horas e, durante essa transição, há um período de confusão pós-ictal. Mais tarde, os pacientes queixam-se de cefaleia, fadiga e mialgia, que podem durar muitas horas. O EEG durante a fase tônica da convulsão exibe um aumento progressivo da atividade rápida e generalizada de baixa voltagem, seguido por descargas polipontas generalizadas de alta amplitude. Na fase clônica , a atividade de alta amplitude é interrompida por ondas lentas, criando um padrão de ponta- onda lenta. O EEG pós-ictal revela supressão difusa de toda atividade cerebral e, em seguida, lentidão que gradualmente se recupera à medida que o paciente acorda. Espasmos epiléticos Os espasmos epilépticos caracterizam-se por flexão ou extensão brevemente sustentadas dos músculos predominantemente proximais , incluindo músculos do tronco. o EEG revela hipsarritmia , que consiste em ondas lentas gigantes e difusas, com fundo caótico de pontas multifocais irregulares e ondas agudas. Durante o espasmo clínico, observa-se uma supressão acentuada do EEG de fundo (a “resposta eletrodecremental”). A eletromiografia (EMG) revela um padrão romboide característico, que pode ajudar a distinguir os espasmos das convulsões tônicas e mioclônicas breves. Os espasmos epilépticos ocorrem
predominantemente em lactentes e resultam provavelmente de diferenças da função neuronal e da conectividade no SNC imaturo versus maduro. Hipercinéticas (movimentos de pedalar ou debater) Início não motor De ausencia Crises típicas Consistem em perda da consciência por 10 a 30 segundos , com tremor palpebral; o tônus da musculatura axial pode ou não ser perdido. Os pacientes não caem nem apresentam contrações espasmódicas; cessam abruptamente sua atividade , retomando-a da mesma forma, sem sintomas pós-ictais ou sem saber que tiveram uma crise epiléptica. As crises de ausência são genéticas e ocorrem predominantemente em crianças. Em geral, começam entre os 5 e 15 anos de idade e não continuam na idade adulta. Sem tratamento, essas crises podem acontecer várias vezes durante o dia. Muitas vezes, as crises ocorrem quando os pacientes estão calmamente sentados, podem ser precipitadas por hiperventilação. Crises atípicas Geralmente ocorrem como parte da síndrome de Lennox-Gastaut , uma forma grave de epilepsia. Elas diferem no seguinte das crises de ausência típicas: Duram mais. São acompanhadas por movimentos reflexos ou automáticos mais pronunciados A perda de consciência é menos completa. Muitos pacientes têm história de lesão do sistema nervoso, atraso de desenvolvimento , resultados anormais de exame neurológico e outros tipos de crise epiléptica. As crises de ausência atípicas geralmente continuam na idade adulta. Sensoriais As convulsões também podem manifestar-se como alterações na sensibilidade somática (parestesias), na visão (luzes piscando ou alucinações bem formadas), no equilíbrio (sensação de queda ou vertigem), ou na função autonômica (rubor, sudorese, piloereção ). As convulsões focais que surgem do córtex temporal ou frontal também podem causar alterações na audição, olfato ou estado emocional. Elas incluem a sensação de odores incomuns e intensos (borracha queimando ou querosene) ou sons (grosseiros ou altamente complexos), ou uma sensação epigástrica que ascende do estômago ou tórax para a cabeça. Alguns pacientes descrevem sentimentos singulares, como medo, sensação de mudança iminente, dissociação, despersonalização, déjà vu , ou ilusões de que os objetos estão se tornando menores (micropsia) ou maiores (macropsia). Esses eventos “internos” subjetivos, que não são diretamente observáveis por outra pessoa, são designados auras.
Mais de 50 milhões de pessoas com epilepsia no mundo , a maioria vivendo em países em desenvolvimento onde a qualidade de vida é pior e a incidência de infecções do SNC é maior. Na população mundial, a prevalência de epilepsia encontra-se entre 1,5 e 30 casos para cada mil habitantes.
Existem diversos tipos de etiologias que estão envolvidos com a epilepsia: estrutural, genética, infecciosa, metabólica, imune e desconhecida. A epilepsia de um paciente pode ser classificada em mais de uma categoria etiológica. Estrutural Se refere a anormalidades visíveis em estudos de neuroimagem estrutural. Em que, a avalição eletroclínica associada aos achados de imagem levam à um grau razoável de inferência de que a anormalidade da imagem é a causa das crises do paciente. As etiologias estruturais podem ser: Adquiridas - como encefalopatia hipóxico-isquêmica, AVC, trauma e infecção
neurônios resultam na descarga em ponta no EEG. A onda de disseminação da convulsão é alentecida e, por fim, interrompida pela hiperpolarização intacta e uma inibição “circundante” criada pela ativação progressiva de neurônios inibitórios. Com ativação suficiente, há recrutamento dos neurônios circundantes por diversos mecanismos sinápticos e não sinápticos, incluindo: 1- aumento do K+ extracelular , que amortece a hiperpolarização e despolariza neurônios vizinhos ; 2- acúmulo de Ca 2+ nos terminais pré- sinápticos , levando a maior liberação de neurotransmissores ; 3- ativação induzida pela despolarização do subtipo N-metil-D-aspartato (NMDA ) do receptor de aminoácidos excitatórios, que causa influxo adicional de Ca 2+ e ativação neuronal; 4- interações efáticas relacionadas a alterações da osmolaridade tecidual e edema celular. O recrutamento de uma quantidade suficiente de neurônios leva à propagação de correntes excitatórias para áreas contíguas por meio de conexões corticais locais , e para áreas mais distantes por meio de vias comissurais longas como o corpo caloso. Muitos fatores controlam a excitabilidade neuronal e existem muitos mecanismos com o potencial de alterar a propensão do neurônio a apresentar atividade paroxística. Os mecanismos intrínsecos ao neurônio incluem alterações na condutância dos canais iônicos, nas características de resposta dos receptores da membrana, no tamponamento citoplasmático , nos sistemas de segundo mensageiro e na expressão de proteínas determinada pela transcrição, tradução e modificação pós-traducional dos genes. Os mecanismos extrínsecos ao neurônio abrangem modificações na quantidade ou no tipo de neurotransmissores presentes na sinapse, modulação de receptores por íons extracelulares e outras moléculas e propriedades temporais e espaciais dos impulsos aferentes sinápticos e não sinápticos. As células não neuronais, como os astrócitos e oligodendrócitos, também exercem um papel importante em muitos desses mecanismos. A ingestão acidental de ácido domoico, um análogo do glutamato (o principal neurotransmissor excitatório do cérebro), causa convulsões intensas por meio da ativação direta de receptores de aminoácidos excitatórios em todo o SNC. O conhecimento dos mecanismos responsáveis pelo início e pela propagação da maioria das convulsões generalizadas (incluindo os tipos tônicoclônico, mioclônico e atônico) ainda é rudimentar e reflete a compreensão limitada sobre a conectividade do cérebro no nível de sistemas. Sabe-se muito mais sobre a origem das descargas em ponta-onda generalizadas das crises de ausência. Elas parecem ter relação com os ritmos oscilatórios normalmente gerados durante o sono por circuitos que conectam o tálamo e o córtex. Esse comportamento oscilatório envolve uma interação entre receptores GABAB , canais de Ca 2+ do tipo T e canais de K+ localizados dentro do tálamo. Estudos indicam que a modulação desses receptores e canais pode induzir crises de ausência, e há boas evidências de que as formas genéticas da epilepsia de ausência possam estar associadas a mutações de componentes desse sistema Epileptogênese Durante a atividade repetitiva ictal a concentração de potássio aumenta no meio extracelular e modifica o potencial de equilíbrio desse íon, de tal forma que as correntes de saída enfraquecem e não são mais efetivas repolarização da membran a. Nessa fase também há aumento da acetilcolina que r eduz ainda mais a condutância do potássio, prolongando o efeito excitatório. Células gliais contribuem para o clearance extracelular , facilitando a recapitação dos neurotransmissores e, assim, contribuindo para reduzir o
efeito epileptogênico. 5 são os principais fatores envolvidos na epileptogênese:
Diagnóstico Clínico: Na maioria dos casos, o diagnóstico pode ser feito clinicamente através da obtenção de uma história detalhada e de um exame físico geral , com ênfase nas áreas neurológica e psiquiátrica. O auxílio de uma testemunha ocular é importante. A existência de aura bem como as condições que possam ter precipitado a crise devem ser registradas. Idade de início, frequência de ocorrência e intervalos mais curtos e mais longos entre as crises devem ser caracterizados , muitas vezes com o auxílio de um diário de crises. A história deve cobrir a existência de eventos pré e perinatais , crises no período neonatal , crises febris , qualquer crise não provocada e história de epilepsia na família. Trauma craniano, infecção ou intoxicações prévias também devem ser investigados. Exames complementares Exames laboratoriais Exames de sangue de rotina estão indicados para identificar as causas metabólicas mais comuns das convulsões, como anormalidades nos eletrólitos, glicose, cálcio ou magnésio e doenças hepática ou renal. Também se deve solicitar rastreamento para toxinas no sangue e na urina de todos os pacientes que pertençam aos grupos de risco apropriados, principalmente se não for identificado um fator precipitante claro. A punção lombar é indicada se houver qualquer suspeita de meningite ou encefalite , e é obrigatória em todos os pacientes infectados pelo HIV, mesmo na ausência de sinais ou sintomas sugestivos de infecção. O teste para autoanticorpos no soro e no líquido cerebrospinal (LCS) deve ser considerado em pacientes com uma forma muito agressiva de epilepsia associada a outras anormalidades, como sintomas psiquiátricos e distúrbios cognitivos. EEG A atividade elétrica do cérebro é facilmente registrada por meio de eletrodos aplicados no couro cabeludo. A diferença de potencial entre os pares de eletrodos posicionados no couro cabeludo (derivação bipolar) ou entre eletrodos específicos e um ponto de referência comum relativamente inativo (derivação referencial) é amplificada e exibida na tela de um computador, no osciloscópio ou no papel. Todos os pacientes com suspeita de um distúrbio convulsivo devem ser avaliados com EEG. Na avaliação de um paciente com suspeita de epilepsia, a presença de atividade convulsiva eletrográfica durante o evento clinicamente evidente
Obs: É um fármaco mal tolerado do ponto de vista psiquiátrico (muitos efeitos negativos) e possui um elevado custo. Fenitoína – usar crise generalizada e motoras de 2 escolha Mecanismo de ação : bloqueador do canal de sódio Interação medicamentosa : indutor enzimático Função psiquiátrica : Efeito negativo Teratogênese : D – evidência de risco fetal Dose : 100-300 mg Efeitos adversos: efeito teratogenico ataxia, tontura, sonolência, disartria, nistagmo, atrofia cerebelar, bradicardia, bloqueio de condução (apenas com infusão rápida), hipertrofia gengival e anemia megaloblástica. Obs: única droga disponível por via endovenosa. Indicações :
Dose : 200 a 400 mg Efeitos adversos : redução de bicarbonato sérico, tontura, fadiga, ataxia, nervosismo, parestesia, lentificação psicomotora, visão anormal, anorexia, confusão, alteração de memória, náuseas, alteração da fala e dificuldade de na realização de cálculos. Obs: por ser um fármaco com grande quantidade de efeitos adversos, não é tão bem tolerado! Indicações • Monoterapia para crises focais ou primariamente TCGs em pacientes mais de 10 anos de idade com intolerância ou refratariedade a outros medicamentos de primeira linha;