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Protocolo de síncope, Notas de estudo de Enfermagem

protocolo síncope

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 02/08/2012

su-lima-12
su-lima-12 🇧🇷

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SÍNCOPE
DEFINIÇÃO/CAUSAS
É um sintoma complexo composto de uma breve perda de consciência
associado com uma inabilidade de manter um tônus postural que se resolve
espontaneamente e completamente sem intervenção de medicações.
1. Vaso-Vagal (21%)
2. Cardíaca (9,5%)
3. Ortostática (9,4%)
4. Desconhecida (37%)
OBJETIVOS
Identificar os pacientes com afecções que comprometam a vida (pouco
freqüente) como disritmias, tromboembolismo pulmonar, dissecção aórtica,
hemorragia subaracnóide, ou os que se beneficiarão de intervenção como
bradicardia ou hipotensão induzida por droga.
1. Definir risco de óbito ou morbidade
2. Definir candidatos a internação
TIPOS DE SÍNCOPE/CARACTERÍSTICAS
1. Hipotensão ortostática é definida como diminuição da pressão arterial
sistólica em posição supina de 20mmHg ou mais.
2. Ausência de pródromos (menor que 5 segundos) pode estar presente
em síncope relacionado a arritmias.
3. Presença de pródromos longos associados a náuseas e vômitos está
relacionada com síncope vaso-vagal ou neurocardiogênica (síncope
neuralmente mediada)
4. Síncope que ocorre em pacientes sentados ou reclinados está mais
relacionada com síncope de origem cardíaca.
5. Síncope que ocorre dentro de 2 minutos após ficar de sugere
hipotensão ortostática.
6. Avaliar uso de drogas como causadora de síncope (anti-hipertensivos,
nitrato, sildenarfil ou similares), principalmente em pacientes idosos em
uso de múltiplas medicações.
7. Avaliar história familiar (QT longo, síndrome de Brugada)
8. Dor abdominal relacionada à síncope pode ser um marcador de
patologia importante ou hemorragia.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
1. Vertigem (tontura ou perda do equilíbrio sem alteração ou perda da
consciência).
2. Convulsões (presença de abalos e movimentos tônico-clônicos
localizados ou generalizados, seguidos de torpor).
3. Estados de alteração da consciência ou coma (estado de inconsciência
ou distúrbio da consciência prolongado).
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SÍNCOPE

DEFINIÇÃO/CAUSAS

É um sintoma complexo composto de uma breve perda de consciência associado com uma inabilidade de manter um tônus postural que se resolve espontaneamente e completamente sem intervenção de medicações.

  1. Vaso-Vagal (21%)
  2. Cardíaca (9,5%)
  3. Ortostática (9,4%)
  4. Desconhecida (37%)

OBJETIVOS

Identificar os pacientes com afecções que comprometam a vida (pouco freqüente) como disritmias, tromboembolismo pulmonar, dissecção aórtica, hemorragia subaracnóide, ou os que se beneficiarão de intervenção como bradicardia ou hipotensão induzida por droga.

  1. Definir risco de óbito ou morbidade
  2. Definir candidatos a internação

TIPOS DE SÍNCOPE/CARACTERÍSTICAS

  1. Hipotensão ortostática é definida como diminuição da pressão arterial sistólica em posição supina de 20mmHg ou mais.
  2. Ausência de pródromos (menor que 5 segundos) pode estar presente em síncope relacionado a arritmias.
  3. Presença de pródromos longos associados a náuseas e vômitos está relacionada com síncope vaso-vagal ou neurocardiogênica (síncope neuralmente mediada)
  4. Síncope que ocorre em pacientes sentados ou reclinados está mais relacionada com síncope de origem cardíaca.
  5. Síncope que ocorre dentro de 2 minutos após ficar de pé sugere hipotensão ortostática.
  6. Avaliar uso de drogas como causadora de síncope (anti-hipertensivos, nitrato, sildenarfil ou similares), principalmente em pacientes idosos em uso de múltiplas medicações.
  7. Avaliar história familiar (QT longo, síndrome de Brugada)
  8. Dor abdominal relacionada à síncope pode ser um marcador de patologia importante ou hemorragia.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

  1. Vertigem (tontura ou perda do equilíbrio sem alteração ou perda da consciência).
  2. Convulsões (presença de abalos e movimentos tônico-clônicos localizados ou generalizados, seguidos de torpor).
  3. Estados de alteração da consciência ou coma (estado de inconsciência ou distúrbio da consciência prolongado).
  1. Acidente vascular cerebral: presença de sinais de localização ou coma. Síncope precedida ou seguida de cefaléia intensa (hemorragia subaracnóide).

ABORDAGEM INICIAL DO PACIENTE ACORDADO

  1. Obter dados vitais em ortostase.
  2. Manter o paciente deitado por 3 minutos e mensurar dados vitais.
  3. Sentar o paciente e após 1 minuto nesta posição mensurar PA (pressão arterial), FC (freqüência cardíaca) e sintomas.
  4. Considerar hipotensão postural se: a. FC aumentar em 30bpm ou mais; b. Houver redução de PAS (pressão arterial sistólica) em 20mmHg. c. PAS cair para menos de 90mmHg.
  5. Contra-indicações para a abordagem: a. Hipotensão supina b. Choque c. Nível de consciência severamente alterado. d. TRM (trauma raquimedular) e. Trauma pélvico ou de extremidades.
  6. Caso hipotensão ortostática seja constatada, considerar perda sanguínea aguda: a. Hemorragia digestiva alta b. Gravidez ectópica rota c. Trauma não visível: i. esplênico ii. hepático iii. retroperitoneal iv. pélvico
  7. Coletar sangue para seriar Ht/Hb antes e depois de reposição volêmica generosa (cristalóides e colóides) para elevar PAS acima de 100mmHg.
  8. Se confirmado, puncionar veia com jelco calibroso (número 18) e instalar Oxigênio.

HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA AFASTADA

  1. Considerar causas cardíacas.
  2. Causas neurológicas.
  3. Considerar reação vaso-vagal.
  4. Estratificar risco. DADOS DE ANAMNESE
  5. Ausência ou pródomos fugazes (< 5s), considerar síncope cardíaca.
  6. Presença de pródomos, considerar reação vaso-vagal: i. Eventos precipitantes ii. Stress
  7. Pós ou durante exercício, considerar lesão cardíaca estrutural: i. Cardiomiopatia hipertrófica ii. Estenose aórtica iii. Estenose pulmonar iv. Mixoma cardíaco

DOPLLER DE CARÓTIDAS E VERTEBRAIS

  1. Se houver suspeita de AIT (acidente isquêmico provisório): i. Afasia ou sinal de localização ou desvio de comissura temporários, presenciados ou referidos.

PACIENTES DE RISCO

  1. Alto risco : i. > 60 anos com histórico de doença cardiovascular. ii. Achados de exame físico de ICC (insuficiência cardíaca congestiva) ou arritmia. iii. Achados de exame físico consistente com doenças valvares obstrutivas ou cardiomiopatia hipertrófica (obstrução do fluxo). iv. ECG com arritmia ou alargamento do QT ou alterado em relação ao anterior.
  2. Baixo Risco : i. Pacientes abaixo de 45 anos sem histórico de doenças cardíacas ou outros fatores de risco cardiovasculares. ii. Suspeitos de síncope vaso-vagal ou pós-reflexo mediado.

INDICAÇÃO DE MONITORIZAÇÃO

  1. Se após anamnese e exame físico o diagnóstico etiológico não ficar claro.
  2. Se síncope de origem cardiovascular.

INDICAÇÃO DE INTERNAÇÃO

  1. Pacientes de alto risco.
  2. Se síndrome coronária aguda não excluída.
  3. Pacientes com idade > 60 anos.
  4. Histórico de DAC (doença arterial coronária) ou cardiopatia congênita.
  5. História familiar de morte súbita.
  6. Síncope relacionada ao exercício.
  7. Síncope seguida de TCE.
  8. Síncope precedida ou seguida de cefaléia intensa ou dor abdominal.

REFERÊNCIAS

  1. Soteríades ES, Evans JC, Larson MG, Chen MH, Chen L, Benjamin EJ, Levy D. Incidence and prognosis of syncope. N Eng J Med 2002; 347: 878-85.
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  4. Calkins H, Shyr Y, Frumin H, et al. The value of the clinical history in the differentiation of syncope due to ventricular tachycardia , atrioventricular block, and neurocardiogenic syncope. Am J Med1995; 98: 365-73.
  5. Day S, Cook E, Funkenstein H, et al. Evaluation and outcome of emergency room patients with transient loss of consciousness. Am J Med 1982; 73: 15-23.
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  7. Atkins D, Hanusa D, Sefcik T, et al. Syncope and orthostatic hypotension. Am J Med 1990; 91:179-85.
  8. Kapoor W, Karpf M, Wieand S, et al. A prospective evaluation and follow- up of patients with syncope. N Engl J Med 1983; 309: 197-204.
  9. Kapoor W, Snustad D, Peterson J, et al. Syncope in the elderly. Am J Med 1986; 80: 419-28.
  10. Eagle K, Black H. Evaluation of prognostic classifications for patients with syncope. Am J Med 1985; 79: 455-60.
  11. Kapoor W, Hanusa B. Is syncope a risk factor for poor outcomes? Comparison of patients with and without syncope. Am J Med 1996; 100: 647-55.
  12. Middlekauff H, Stevenson W, Saxon L. Prognosis after syncope: impact of left ventricular function. Am Heart J 1993; 125: 121-7.
  13. Middlekauff H, Stevenson W, Stevenson L, et al. Syncope in advanced heart failure: high risk of sudden death regardless of origin of syncope. JACC 1993; 21: 110-6.
  14. Benbadis S, Wolgamuth B, Goren H, et al. Value of tong biting in the diagnosis of seizures. Arch Int Med 1995; 155: 236-49.
  15. Advanced Trauma Life Support for Doctors. American College of Surgeons, Sixth Edition, 1997.
  16. Kapoor W, Peterson J, Wieand H, et al. Diagnostic and prognostic implications of recurrences in patients with syncope. Am J Med 1987; 83: 700-7.
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  18. American College of Emergency Physicians. Clinical policy: critical issues in the evolution and management of patients presenting with syncope. Ann Emerg Med 2007; 49: 431-44.