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aula sobre talassemias
Tipologia: Notas de aula
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MáMá--formação dos glóbulos vermelhos, que são menores do que o normal eformação dos glóbulos vermelhos, que são menores do que o normal e têm uma membrana celular ligeiramente deformada.têm uma membrana celular ligeiramente deformada.
Heterozigotos e homozigotosHeterozigotos e homozigotos
(beta)(beta) (alfa)(alfa)
Heterozigotos (beta) São habitualmente assintomáticos
Homozigotos e Heterozigotos têm manifestações clínicas que podem variar, desde anemias graves até
formas benignas praticamente assintomáticas;
A talassemia é uma doença de transmissão recessiva, pois enquanto os homozigotos recessivos estão sujeitos a crises devidas à falta de capacidade respiratória dos glóbulos vermelhos, os heterozigotos (portadores sãos) se reconhecem mutuamente pois são microcitêmicos, apresentando uma má-formação dos glóbulos vermelhos, que são menores do que o normal e têm uma membrana celular ligeiramente deformada.
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β/β+^ β/β^0 β+/β+^ β+/β^0 β+/β^0 β^0 /β^0
Talassemia β menor Talassemia β intermediária Talassemia β maior
O defeito pode comprometer a síntese de cadeias α ou de cadeias β da hemoglobina, classificando-se em α-talassemias ou β-talassemias. Como temos um único par de genes da cadeia β, cada individuo pode ser heterozigoto (tem somente um gene β-talassemicos) ou homozigotos (tem dois genes β-talassemicos). Do ponto de vista clinico, as formas sintomáticas de β-talassemias classificam-se em talassemia maior (forma que se denominava anemia de Cooley), que corresponde a forma mais grave, dependente de transfusão, e a α talassemia intermediária, menos grave.
As α talassemias são mais complexas em relação a genética , já que temos em cada cromossomo 16 dois genes α vizinhos e funcionais. Enquanto a forma homozigótica com lesão dos quatros genes α é incompatível com a vida (provoca morte com grande edema do feto, Hidropsia fetal), a presença de um único gene funcional causa uma síndrome talassêmica de intensidade intermediaria com anemia crônica. Por sua vez , as formas em que há lesão de apenas um ou dois genes α somente são detectáveis com segurança quando se usam técnicas de biologia molecular
A enfermidade só pode ser prevenida hoje através do aconselhamento genético pré natal de casais portadores. Indivíduos que tem casos de Talassemia na família ou descendência européia com casos de anemia crônica ou morte perinatal na família devem procurar ajuda médica em centros especializados para realizar estudo genético e planejamento familiar.
A primeira descrição clínica década de 1950, quando Rigas (EUA) e Gouttas (Grécia)
Observaram que alguns apresentavam concentrações normais das hemoglobinas A 2 e fetal, associadas à presença de quantidades variáveis de uma hemoglobina de migração mais rápida que a hemoglobina A, que, posteriormente, foi denominada hemoglobina H (Hb H) e corresponde ao tetrâmero de globinas beta normais.^1
Em 1970 com o desenvolvimento das técnicas de biologia molecular, a partir da década de 1970, a estrutura genética e molecular, bem como a localização e organização dos genes alfa foram elucidadas.
Demonstrou-se que, em indivíduos normais, as células diplóides contêm quatro genes codificantes para as cadeias alfa (a) da hemoglobina (a^2 a^1 /a^2 a^1 ), presentes no cromossomo 16 (dois em cada cromossomo 16).
Do ponto de vista clínico, existem três formas de talassemia alfa:
traço talassêmico a (deleção de um ou dois genes a)
doença da Hb H (três genes a afetados)
síndrome da hidropsia fetal (quatro genes a afetados).
Traço talassêmico a+^ heterozigoto (-a/aa), também denominado portador silencioso
assintomática e com alterações laboratoriais mínimas ou ausentes, o que dificulta o seu diagnóstico por técnicas laboratoriais convencionais.
O traço talassêmico a+^ homozigoto e o traço talassêmico a^0 heterozigoto
por apresentarem anemia (Hb geralmente entre 11,0 e 13,0 g/dl), hemácias hipocrômicas e microcíticas (VCM entre 75 e 80 fl), anisopoiquilocitose discreta presença de Hb Bart's (5% a 10%) ao nascimento. A Hb H formada na vida adulta é rapidamente proteolisada pela própria hemácia, o que dificulta a sua detecção.
Genitores portadores
Filhos portadores
Normal
α-Thal
Cromossoma 16
A interação das formas a^0 e a+^ (--/-a) resulta na doença da Hb H.
Os pacientes portadores dessa forma apresentam: - 25% a 50% de Hb Bart's ao nascimento e 5% a 30% de Hb H na vida adulta.
Os quadros clínico e laboratorial são mais exuberantes e caracterizam-se por: -anemia (Hb entre 8,0 e 11,0 g/dl), microcitose (VCM entre 55 e 65 fl), hipocromia e poiquilocitose, presença de hemácias policromatófilas e de hemácias em alvo, icterícia e esplenomegalia.
25%
Doença de Hb-H
A homozigose da talassemia a^0 (--/--), denominada hidropsia fetal, é a forma mais grave das síndromes talassêmicas, sendo causa de morte intra-uterina ou morte logo após o nascimento.
Apresenta: a eletroforese de hemoglobina mostra a presença de quase 100% de Hb Bart's e, no sangue periférico observa-se hipocromia, microcitose e anisopoiquilocitose intensas, além do aumento significativo da porcentagem de eritroblastos.
25% 25%
Hidropsia fetal
Normal Traço αααα +
Traço αααα o
Traço αααα + homozigoto
Doença de HbH Hidropsia fetal
Cromossoma 16
A talassemia a+^ é elevada em populações da Ásia e da Oceania (China, Tailândia, Indonésia, etc), e da região do Mediterrâneo (Itália e Grécia) podendo chegar a 80%.
Em países do Oriente Médio (Arábia Saudita, Irã e Turquia), essa freqüência pode atingir 60%; no continente africano e em alguns países da América (Canadá, Estados Unidos, México, Caribe, Jamaica, Venezuela, Argentina), pode chegar a 40%.
Quanto à talassemia a^0 , sua ocorrência limita-se, praticamente, às regiões do Mediterrâneo e do Sudeste Asiático.^1
O diagnóstico da talassemia alfa se dá pelo hemograma e principalmente pelaO diagnóstico da talassemia alfa se dá pelo hemograma e principalmente pela eletroforese de hemoglobina.eletroforese de hemoglobina.
Intermédia: termo que pouco a pouco vai caindo em desuso pelo tanto que se progrediu no entendimento das diversas formas genéticas em que se fala em mutações levando à ausência ou inativações de genes á ,â , subunidades globínicas em que finais de cadeias são fundidos formando cadeias anômalas ( talassemia, Talassemia) e outras mutações. O termo Intermédia é usado e útil, pois descreve condições clínicas de talassemias em que a anemia não é tão acentuada quanto na major.
Algumas pessoas têm uma forma heterozigótica que é clínica e hematologicamente normal e é chamada de carreador silencioso cujo diagnóstico geralmente só é feito por técnicas de biologia molecular.
Heterozigoto: níveis de Hb ligeiramente diminuídos (10,5-13g/dl); microcitose e hipocromia com ferro sérico normal; aumento de HbA2 em geral de 3,5 a 6% e níveis de HbF normais ou ligeiramente elevados.
Homozigoto: as alterações hematológicas são anemia (em geral Hb inferior a 9g/dl), hipocromia, anisopoiquilocitose intensa, esquizocitose, hemácias e eritroblastos com granulações basófilas, hemácias em alvo, eritroblastos, desvio a esquerda dos granulócitos. Quando há hiperesplenismo, pode ocorrer leucopenia ou mais comumente plaquetopenia. Há um aumento de HbF, em geral de 20-100% do total. Os níveis de HbA2 são muito variáveis.
Pessoas com talassemia menor geralmente não apresentam sintomas e não precisam de tratamento.
Aqueles com formas moderadas de talassemia podem precisar de transfusão de sangue ocasionalmente, como quando estão passando por estresse devido a infecção. Se uma pessoa com talassemia intermédia piorar e necessitar de transfusões regulares, ela passa a ser considerada talassemia maior.
Pessoas com talassemia severa têm uma doença grave que pode ameaçar a vida. Elas são tratadas com transfusões de sangue regular, terapia quelante de ferro e transplante de medula óssea. Sem tratamento, crianças com talassemia grave não sobrevivem até depois da primeira infância.