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Importância da Estrutura Física de Armazenagem associada à
Segurança Operacional e ao Desempenho Financeiro:
Um Estudo de Caso.
Por:
Roberto Paulo Mac Allister Settanni
Marcelo Barbosa de Araújo
Arnaldo Albert Falcão Sobrinho
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso
MBA em Logística Empresarial
Pós-Graduação Lato Sensu, Nível de Especialização
Programa FGV Management , da Fundação Getulio Vargas
Maio/
FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
Programa FGV Management
Curso: MBA em Logística Empresarial
O Trabalho de Conclusão de Curso:
Importância da Estrutura Física de Armazenagem associada à Segurança Operacional e ao
Desempenho Financeiro: Um Estudo de Caso.
Elaborado por:
Roberto Paulo Mac Allister Settanni
Marcelo Barbosa de Araújo
Arnaldo Albert Falcão Sobrinho
e aprovado pela Coordenação Acadêmica do Curso MBA em Logística Empresarial, foi aceito
como requisito parcial para a obtenção do certificado de pós-graduação, nível de
especialização, do Programa FGV Management.
Barueri, ____ de ___________ de 2010.
Jamil Moysés Filho
Jamil Moysés Filho
AGRADECIMENTOS
Agradecemos as pessoas diretamente envolvidas na elaboração do TCC e do
projeto/estudo de caso que faz parte deste trabalho:
Simone Menezes Sueishi;
Thais de Sousa Gomes;
FHE projetos - Jorge e Branco;
Almer Alcir Piana.
RESUMO
O presente estudo visa apresentar a relação de importância que existe entre a estrutura
física de armazenagem de matéria-prima com a segurança da operação logística e com a
redução de custos e, por conseguinte, o resultado financeiro.
O estudo analisa o tema, considerando o que a literatura tem apresentado, abordando
conceitos como: gerenciamento de estoques, custos, segurança e armazenagem.
Finalizando, o referido estudo descreve um caso real de como uma empresa conseguiu
diminuir os acidentes de trabalho, além de obter excelentes resultados financeiros, realizando
algumas modificações em seu processo de logística, basicamente alterando sua estrutura de
armazenagem.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABC – Activity-Based Costing
ANSI – American National Standards Institute
CRM – Customer Relationship Management
CSCMP – The Council of Supply Chain Management Professionals
DPP – Direct Product Profitability
EAN – European Article Number
EDI – Eletronic Data Interchange
EDIFACT – Electronic Data Interchange For Administration, Commerce and Transport
ELA – The European Logistics Association
FMI – Fundo Monetário Internacional
IMA – Institute of Management Accountants
PIB – Produto Interno Bruto
RF – Radio Frequency
SKU – Stock Keeping Unit
SRM – Supplier Relationship Management
TCO – Total Cost of Ownership
TCS – Total Cost to Serve
TMS – Transportation Management System
UE – União Européia
UPC – Universal Product Code
XML – Extensible Markup Language
WMS – Warehouse Management System
ÍNDICE
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1. INTRODUÇÃO
Diante do cenário atual apresentado pelo mercado em nossa imensa “aldeia global”, a
logística tem se revelado cada dia mais como um importante instrumento de orquestração
entre os diversos setores internos das empresas, bem como entre as empresas. Todavia essa
“orquestração” tem um custo relativamente alto.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os custos logísticos
representam uma média de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
BOWERSOX e CLOSS (2001) chegam a afirmar que os gastos com logística em uma
empresa, variam normalmente de 5 a 35% do valor de suas vendas, que podem variar de
acordo com a atividade da empresa, com a área geográfica em que a operação logística está
inserida e com a relação peso/valor dos produtos e materiais envolvidos.
É fácil entender o porquê de a logística compreender parcela tão significativa do valor
das vendas de uma empresa, quando entendemos toda a sua amplitude. A logística gerencia
atividades como: transportes, manutenção de estoques, processamento de pedidos, compras,
armazenagens, manuseio de materiais, embalagens, padrões de serviços ao cliente e produção.
Segue abaixo uma tabela em que BALLOU (2006) mostra um exemplo do percentual de cada
atividade logística com relação ao valor de venda dos produtos:
Categoria Percentagem de Vendas $/cwtª Transporte 3,34% $ 26, Armazenagem 2,02 18, Serviço ao Cliente/Processamento de Pedidos 0,43 4, Administração 0,41 2, Custo de Manutenção de Estoques a 18% ao ano 1,72 22, Custo Total de Distribuição 7,65% $67,
Tabela 1 - Média recente dos custos da distribuição física, em percentuais de vendas e $/cwt. BALLOU (2006).
ª cwt é a unidade de massa que corresponde a 100 libras-peso ou 43,3 Kg.
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O serviço logístico está calcado sob três pilares: a disponibilidade, o desempenho
operacional e a confiabilidade do serviço. A disponibilidade está ligada diretamente à
existência do produto e que o mesmo esteja em suas perfeitas condições. O desempenho
operacional é basicamente o tempo gasto para se receber o pedido, processá-lo e entregá-lo ao
cliente final. E, finalmente, a confiabilidade diz respeito à qualidade das ações praticadas na
função logística. A combinação de uma alta disponibilidade, desempenho operacional e
confiabilidade resultam num alto custo logístico.
Diante do avanço da tecnologia, hoje, alcançado pelo homem, o fator restritivo no qual
as empresas devem levar em consideração ao planejarem suas operações logísticas passa a ser
o econômico e não mais o tecnológico. Dessa forma, há de se escolher entre nível de serviço e
custo. A contribuição maior que a logística pode lhes oferecer, é a possibilidade de adquirir
vantagens competitivas que lhes proporcionem um nível mais alto de serviço aos seus
clientes. Essas vantagens são obtidas basicamente através de duas premissas: custos mais
baixos ou customização do serviço.
1.1. O PROBLEMA DA PESQUISA
A pesquisa se propõe a responder duas questões de suma importância para a logística,
pois está relacionada com uma de suas atividades básicas – a gerência de estoques. As
questões são:
Como a estrutura física de armazenagem pode interferir na segurança operacional?
Qual a importância da estrutura física de armazenagem no desempenho financeiro?
1.2. OBJETIVOS
O objetivo final do estudo é mostrar o valor de uma estrutura física de armazenagem
bem definida e apresentar o reflexo dessa estrutura na segurança operacional e no custo.
Já os objetivos intermediários são:
Revisar alguns conceitos que são exaustivamente utilizados na logística
empresarial e, ao mesmo tempo, são relevantes para o tema do estudo;
Entender como esses conceitos relacionam-se entre si;
Apresentar um caso de uso real para reforçar a o embasamento da pesquisa.
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Capítulo 3 – No terceiro capítulo, a pesquisa apresenta o entendimento da
literatura atual sobre o que significa cadeia de suprimentos, bem como a diferença
entre a logística e a cadeia de suprimentos.
Capítulo 4 – Neste capítulo, o estudo examina os custos logísticos e relaciona os
custos fixos e variáveis, além de apresentar as classificações dos custos.
Capítulo 5 – No quinto capítulo, a pesquisa aborda a gestão de estoques, a
administração de materiais e a armazenagem, além de apresentar alguns conceitos,
como: consolidação de carga, fracionamento de carga, break bulk , cross-dock ing
etc.
Capítulo 6 – No capítulo seis, o estudo apresenta um caso real. Ele inicia
descrevendo a situação inicial antes do projeto, depois ele lista as premissas
definidas pela alta administração da empresa, em seguida o estudo enumera as
ações corretivas introduzidas e finaliza com a execução do projeto realizado pelo
fornecedor vencedor da proposta.
Capítulo 7 – Neste capítulo são exibidas as conclusões do estudo.
Capítulo 8 – No último capítulo do estudo, é listada a bibliografia utilizada.
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2. LOGÍSTICA
O significado da palavra logística vem se modificando com o passar do tempo e se
tornando cada vez mais amplo. Essa ampliação se deve, muitas das vezes, por conta da
evolução tecnológica.
A etimologia da palavra “ logística ” remonta ao verbo “ loger ” que significa alojar em
francês. No início, a logística estava restritamente associada arte militar e objetivava a
disponibilização dos recursos humanos, equipamento e material para o campo de batalha. Para
NOVAES (2001), por se tratar de um serviço de apoio e não participar da estratégia militar,
ou mesmo do calor das batalhas, os grupos logísticos trabalhavam invariavelmente no silêncio
e isso se deu também no início com as empresas.
BOWERSOX e CLOSS (2001) afirmam que não havia conceito formal ou teoria sobre
logística integrada antes da década de 50. Naquela época, as funções hoje aceitas como logísticas
eram geralmente consideradas como operações de apoio ou de suporte, ou mesmo um centro de
custos.
Com o decorrer do tempo, a logística foi recebendo cada vez mais importância devido
ao aumento da concorrência entre as empresa, proporcionada pelo surgimento da globalização
(ou pelo menos pela consciência desse fenômeno, haja vista que alguns autores como
FRIEDMAN (2007) e FERNANDES (1996), defendem que a globalização teve seu início na
idade média, com a conquista do novo mundo pelos europeus) que foi alavancada pelo avanço
da tecnologia.
CHING (2007) afirma que a logística responde por toda a movimentação de materiais
dentro de uma empresa, tanto no ambiente interno como no externo, desde a entrada da
matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente.
Para BOWERSOX e CLOSS (2001), o processo executado pela logística tem duas
ações inter-relacionadas: o fluxo de materiais e o fluxo de informações. Os autores afirmam
que a logística é a competência que liga a empresa aos seus clientes e fornecedores e que as
informações envolvendo os clientes, sejam vindas dele ou sobre eles, são controladas pelas
atividades de previsões, pedidos e vendas, onde são executadas nas áreas de compras e de
produção. E que o fluxo de bens de valor agregado se dá no momento do suprimento de