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tecnicas construtivas, Notas de estudo de Engenharia Civil

Resumo O dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado e vem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não há detalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente para unir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalho encontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectar pilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhes de ligação apresentados são utilizados dispositivos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 06/07/2010

renato-martin-3
renato-martin-3 🇧🇷

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construção metálica 2323
2323
23
2007
Detalhes de ligação entre pilares
mistos preenchidos e vigas de aço
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artigotttttécnico
SILVANA DE NARDIN 1
ALEX SANDER C. DE SOUZA 2
ANA LÚCIA H. C. EL DEBS 3ResumoResumo
ResumoResumo
Resumo
O dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado eO dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado e
O dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado eO dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado e
O dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado e
vem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não hávem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não há
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vem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não há
detalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente paradetalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente para
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detalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente para
unir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalhounir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalho
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encontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectarencontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectar
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encontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectar
pilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhespilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhes
pilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhespilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhes
pilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhes
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elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos,elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos,
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elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos,
soldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos quesoldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos que
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soldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos que
podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.
podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.
podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.
Naturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e oNaturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e o
Naturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e oNaturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e o
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comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,
comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,
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conforme é discutido neste artigo.conforme é discutido neste artigo.
conforme é discutido neste artigo.conforme é discutido neste artigo.
conforme é discutido neste artigo.
1. INTRODUÇÃO
A utilização dos pilares preenchidos
é justificada por diversas vantagens que
envolvem aspectos estruturais,
construtivos e econômicos. Os detalhes
de ligação entre estes e os demais
elementos estruturais, entretanto, são
uma preocupação em relação a sua
utilização. Aspectos como compor-
tamento estrutural e representati-
vidade do custo da ligação em relação
ao custo da estrutura como um todo
devem ser considerados na elaboração
de dispositivos de ligação viga-pilar
preenchido. Em síntese, para que um
detalhe de ligação seja considerado
eficiente, ele deve reunir: capacidade
resistente, capacidade de rotação e
rigidez adequadas, facilidade de
execução e montagem, e custo
reduzido.
Estudos de detalhes de ligação entre
pilares preenchidos e vigas metálicas
são basicamente experimentais e ainda
não culminaram em métodos e
recomendações normativas para seu
dimensionamento. Os detalhes de
ligação encontrados na literatura
decorrem de estudos em países onde
as ações sísmicas, ao contrário do
Brasil, são importantes. Entretanto,
esses detalhes podem inspirar o
desenvolvimento de ligações viga-pilar
preenchido aplicáveis à realidade
brasileira. Dentro deste contexto, são
apresentados e discutidos detalhes de
1 Pesquisadora Pós-doutorado do Departamento de Engenharia de Estruturas – EESC-USP e Profa. Dra. Centro Universitário de Lins – UNILINS e-mail: [email protected]
2 Prof. Dr. do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. E-mail: [email protected].br
3 Profa. Dra do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC-USP.
ligação viga-pilar preenchido
encontrados na literatura técnica e
alguns investigados experimen-
talmente pelos autores.
O comportamento das ligações
pode ser classificado quanto a rigidez
e resistência. Em função da rigidez, as
ligações podem ser: 1)
rígidas
, quando
restringem acima de 90% da
capacidade de rotação da ligação, ou
seja, a deformação no nó é pequena e
não exerce influência na distribuição
de momentos; 2)
flexíveis
: quando
permitem, no mínimo, 80% da rotação
teórica esperada e; 3)
semi-rígidas
:
quando a rotação relativa entre
elementos varia entre 20 e 90% da
rotação correspondente à ligação
flexível. Em relação à resistência, as
ligações podem ser: a)
nominalmente
rotuladas
, quando transferem apenas
esforços normais e cortantes; b)
de
resistência total
, quando tem
resistência ao momento fletor maior
que a dos elementos conectados,
levando as rótulas plásticas para os
elementos, e; c)
de resistência parcial
,
quando a resistência de cálculo é
menor que a resistência do elemento
conectado, levando à formação da
rótula plástica para a ligação.
2. Detalhes de ligação viga-
pilar preenchido
As ligações podem ser classificadas
em três grupos: ligações externas,
ligações internas e ligações mistas.
2.1 Ligações externas2.1 Ligações externas
2.1 Ligações externas2.1 Ligações externas
2.1 Ligações externas
As ligações
externas
são
caracterizadas pela transferência
direta de forças da viga para o pilar,
podendo ser subdivididas em
ligações
externas
enrijecidas
e
não enrijecidas
.
Ligações
não enrijecidas
resultam da
combinação entre a soldagem direta
das mesas da viga I à face do perfil de
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Detalhes de ligação entre pilares

mistos preenchidos e vigas de aço

SILVANA DE NARDIN 1 ALEX SANDER C. DE SOUZA 2 ANA LÚCIA H. C. EL DEBS 3

ResumoResumoResumoResumoResumo O dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado eO dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado eO dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado eO dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado eO dimensionamento de elementos mistos aço-concreto já está consolidado e vem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não hávem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não hávem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não hávem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não hávem sendo bastante utilizado. Com relação às ligações, no entanto, não há detalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente paradetalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente paradetalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente paradetalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente paradetalhes de ligação pré-qualificados desenvolvidos especificamente para unir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalhounir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalhounir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalhounir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalhounir vigas de aço a pilares mistos preenchidos. Sendo assim, neste trabalho encontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectarencontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectarencontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectarencontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectarencontram-se reunidas algumas das estratégias utilizadas para conectar pilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhespilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhespilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhespilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhespilares mistos preenchidos à vigas de aço de seção simétrica. Nos detalhes de ligação apresentados são utilizados dispositivos comuns em ligações entrede ligação apresentados são utilizados dispositivos comuns em ligações entrede ligação apresentados são utilizados dispositivos comuns em ligações entrede ligação apresentados são utilizados dispositivos comuns em ligações entrede ligação apresentados são utilizados dispositivos comuns em ligações entre elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos,elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos,elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos,elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos,elementos de aço, tais como: chapas de extremidade, cantoneiras, parafusos, soldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos quesoldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos quesoldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos quesoldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos quesoldas, enrijecedores, barras de armadura e diversos outros elementos que podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido.podem ser ancorados no núcleo de concreto do pilar preenchido. Naturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e oNaturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e oNaturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e oNaturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e oNaturalmente, cada detalhe é fruto da associação de vários dispositivos e o comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido,comportamento da ligação resultante depende do grau de continuidade obtido, conforme é discutido neste artigo.conforme é discutido neste artigo.conforme é discutido neste artigo.conforme é discutido neste artigo.conforme é discutido neste artigo.

1. INTRODUÇÃO

A utilização dos pilares preenchidos é justificada por diversas vantagens que envolvem aspectos estruturais, construtivos e econômicos. Os detalhes de ligação entre estes e os demais elementos estruturais, entretanto, são uma preocupação em relação a sua utilização. Aspectos como compor- tamento estrutural e representati- vidade do custo da ligação em relação ao custo da estrutura como um todo devem ser considerados na elaboração de dispositivos de ligação viga-pilar preenchido. Em síntese, para que um detalhe de ligação seja considerado eficiente, ele deve reunir: capacidade resistente, capacidade de rotação e rigidez adequadas, facilidade de execução e montagem, e custo reduzido. Estudos de detalhes de ligação entre pilares preenchidos e vigas metálicas são basicamente experimentais e ainda não culminaram em métodos e recomendações normativas para seu dimensionamento. Os detalhes de ligação encontrados na literatura decorrem de estudos em países onde as ações sísmicas, ao contrário do Brasil, são importantes. Entretanto, esses detalhes podem inspirar o desenvolvimento de ligações viga-pilar preenchido aplicáveis à realidade brasileira. Dentro deste contexto, são apresentados e discutidos detalhes de

(^1) Pesquisadora Pós-doutorado do Departamento de Engenharia de Estruturas – EESC-USP e Profa. Dra. Centro Universitário de Lins – UNILINS e-mail: [email protected] (^2) Prof. Dr. do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. E-mail: [email protected] (^3) Profa. Dra do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC-USP.

ligação viga-pilar preenchido encontrados na literatura técnica e alguns investigados experimen- talmente pelos autores. O comportamento das ligações pode ser classificado quanto a rigidez e resistência. Em função da rigidez, as ligações podem ser: 1)rígidas, quando restringem acima de 90% da capacidade de rotação da ligação, ou seja, a deformação no nó é pequena e não exerce influência na distribuição de momentos; 2)flexíveis: quando permitem, no mínimo, 80% da rotação teórica esperada e; 3)semi-rígidas: quando a rotação relativa entre elementos varia entre 20 e 90% da rotação correspondente à ligação flexível. Em relação à resistência, as ligações podem ser: a)nominalmente rotuladas, quando transferem apenas esforços normais e cortantes; b)de resistência total, quando tem resistência ao momento fletor maior

que a dos elementos conectados, levando as rótulas plásticas para os elementos, e; c)de resistência parcial, quando a resistência de cálculo é menor que a resistência do elemento conectado, levando à formação da rótula plástica para a ligação.

2. Detalhes de ligação viga-

pilar preenchido

As ligações podem ser classificadas em três grupos: ligações externas, ligações internas e ligações mistas.

2.1 Ligações externas2.1 Ligações externas2.1 Ligações externas2.1 Ligações externas2.1 Ligações externas As ligações externas são caracterizadas pela transferência direta de forças da viga para o pilar, podendo ser subdivididas emligações externas enrijecidas enão enrijecidas. Ligaçõesnão enrijecidas resultam da combinação entre a soldagem direta das mesas da viga I à face do perfil de

aço tubular e da utilização de chapas de aço que conectam a alma da viga ao pilar. Como aspectos positivos destacam-se: simplicidade, facilidade de execução, baixo custo e facilidade de concretagem. Em contrapartida, é necessário reduzir a concentração de tensões nas paredes do perfil tubular, pois podem ocorrer distorções acentuadas, comprometimento da redistribuição de esforços e ruína da mesa da viga ou das paredes do perfil. Outra característica negativa é a possibilidade de separação entre núcleo de concreto e perfil tubular com conseqüente sobrecarga do perfil e redução do efeito de confinamento. As ligações externas são semelhantes às ligações entre elementos de aço. Os detalhes mais comuns são cantoneiras de alma ou de assento, chapas de extremidade ou soldagem direta (De Nardin 2003, 2004)

  • Figura 1a. Chapas de gusset também podem ser utilizadas para compor a ligação viga-pilar (Figura 1a). O detalhe de ligação com chapa de gusset foi utilizado no edifícioFirst Street Plaza Building que tem 27 pavimentos e está localizado em São Francisco – Califórnia (Roeder et al. 2000).

a) não enrijecidas

b) enrijecidas

Nasligações externas enrijecidas, a região do perfil tubular sujeita a concentração de tensões é reforçada com chapas ou anéis que funcionam como enrijecedores, posicionados nas regiões correspondentes às mesas da viga I (Figura 1b), interna ou externamente ao perfil tubular. Detalhes semelhantes são utilizados para perfis tubulares de seção circular (Schneider & Alostaz 1996, 1998; Nishiyama et al. 2004). Naturalmente, adicionar novos elementos implica em aumentar os custos com consumo de aço e fabricação. As ligações externas não apresentam valores de resistência e rigidez suficientes para que sejam consideradas de resistência total ou rígida. 2.2 Ligações internas2.2 Ligações internas2.2 Ligações internas2.2 Ligações internas2.2 Ligações internas Nasligações internas parte do esforço na viga é transferida diretamente para o núcleo de concreto do pilar; são caracterizadas por detalhes como a ancoragem completa da viga (Figura 2a) ou das mesas (Figura 2a). A utilização de parafusos passantes e chapas de extremidade, conectores de cisalhamento e/ou barras de armadura soldadas às mesas e ancoradas no núcleo de concreto do pilar também é possível. A “ancoragem” de toda a seção da viga no concreto facilita a industrialização da região de ligação, pois permite a fabricação do pilar com parte das vigas já conectada. A ancoragem de elementos ou de parafusos no núcleo de concreto torna a montagem mais simples (Figura 2b). No caso dos parafusos passantes, é necessário garantir a transferência das forças de cisalhamento da viga para o núcleo de concreto do pilar (Figura 2c). O comportamentoMomento vs. Rotação de ligações com chapa de extremidade e parafusos passantes é mostrado na Figura 2f. Conectores de cisalhamento tipo pino com cabeça podem ser associados a chapas horizontais posicionadas na altura correspondente às mesas da viga. O acréscimo de

armaduras soldadas à mesa superior da viga e ancoradas no núcleo de concreto resulta em significativa melhora da transferência de esforços viga-pilar (Figura 2d).

a) ancoragem da viga completa de seção I ou das mesas da viga

b) ancoragem de elementos ou de pequenos parafusos (Azizinamini & Prakash 1993)

c) parafusos passantes e chapas de extremidade (Prion & Mclellan 1994, De Nardin 2003, 2004)

d) conectores de cisalhamento (RICLES et al. 2004) ou barras de armadura (Beutel et al. 2001, Schneider & Alostaz 1996, 1998)

Figura 1. Ligações externas^ e) chapa passante (Malaska 2000)

Para seções preenchidas quadradas, a proposta é utilizar chapa passante associada a laje (Figura 5). Resultados experimentais têm mostrado que a laje pode contribuir de forma significativa para a transferência de momento fletor na região de ligação viga-pilar. A incorporação da laje pode modificar o comportamento da ligação de flexível para semi-rígida.

a) chapa passante

b) com laje de CA incorporada

c) com laje mista incorporada Figura 5. Ligação mista entre pilar preenchido quadrado e viga mista com laje convencional e laje mista aço-concreto

A Revista Construção Metálica comunica que os Artigos Técnicos enviados para esta Seção deverão conter informações técnicas gerais, não configurando propaganda. E-mail: [email protected] Revista Construção Metálica comunica que os Artigos Técnicos enviados para esta Seção deverão conter informações técnicas gerais, não configurando propaganda. E-mail: [email protected] Revista Construção Metálica comunica que os Artigos Técnicos enviados para esta Seção deverão conter informações técnicas gerais, não configurando propaganda. E-mail: [email protected] Revista Construção Metálica comunica que os Artigos Técnicos enviados para esta Seção deverão conter informações técnicas gerais, não configurando propaganda. E-mail: [email protected] Revista Construção Metálica comunica que os Artigos Técnicos enviados para esta Seção deverão conter informações técnicas gerais, não configurando propaganda. E-mail: [email protected]

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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3. Conclusões

Foram apresentadas várias possibilidades de detalhes de ligação entre vigas de aço e pilares mistos preenchidos. Embora as normas brasileiras de dimensionamento e verificação ainda não apresentem procedimentos de cálculo para tais ligações, as recomendações existen- tes e discutidas aqui, podem ser utilizadas desde que adequadamente adaptadas para cada projeto. A consideração da laje na transmissão de momento fletor em ligações entre

viga e pilar de aço foi incorporada no texto base para revisão da NBR 8800 para algumas ligações pré-qualificadas. Resultados experimentais confirmam a contribuição da laje, quer seja em concreto armado ou com forma de aço incorporada, e evidenciam a necessidade de novos estudos a fim de desenvolver métodos de cálculo adequados para sua consideração. Uma das dificuldades na utilização de elementos mistos aço-concreto ainda é a ligação entre estes e os demais elementos de aço ou de concreto armado. Este trabalho apresentou soluções utilizadas em outros países e desenvolvidas pelos autores a partir de trabalhos experimentais, adaptando e analisando detalhes de ligação voltados para a realidade brasileira.

Agradecimentos

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP pelo apoio financeiro para realização deste trabalho.