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Material para estudo sobre dispositivo eletrônico do Boylestad.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Objetivos
Um amplificador operacional ou cl.Olp-op. é um amplificador d1ferenc1al de ganho muito alto com im- pedância de entrada n1u110 alld e baixa impedância de ..aída. Ut1ltLaçôcs tipic~ do ampbficador oper.icionnl compn."-'Tl(.k:m altcr.içõe:. em \alo~ ck lctlSÕl-s (ampli- tude e po!Mi<ludc). osciladorc~ filtro:. e di'cr::.o:. upo:. dc c1rçu1tos de 1n~lrum1.:nlação. Um amp-Op contem alguns ~"'t.igio~ tle amphticac.lores diferenctai!t para atingir um g;inho de tensão muito alio. \ Figura 10.1 moslrn um amp-<>p bào;1co com dull.'
entrad:i., e uma "41tda como reqilmdo da utíli73Çào de um amplificador diferencial como ~tágio de entrada. C'ada entf'a(b ~uh.a em uma "<lida de me.;ma polaridade (mes-
in\ ertida ), dependendo do sinal ..e ele é aplicado à entrada po .. iúva (-+)ou à entrada negati'a C-). ~ci,amente.
Ellrr:lo:b (^1) ---~+ btDda nJo 111\C:T-.OIJ :---- S.aídJ ~? ___ ....,,_ F.nrl'"Jda 1n' e Nn
Entrada simples A operação de entr.1da :.imples e obtida quando o :.inal de entrada é conectado a uma L'Tlt.rads com a outra 1..-n~ con1..'Cl.l•l3 ao terra. A figura 1O2 (IMblI3 O!> ,.mal!. conectado:. para~"" o~r.i.ç<io. l\a Figura 102(a). o~ de entrada é aplicado.; 1..'Tltmda posití'a (com a entrada ne- gativa atcmtda). o que resulta cn1uma saída com a mc-.-ma polandadc do ~inal de cntrJda aplicado. _1 _ Figura 10.1(b) n10,tra un1 'inal de entrado apliaido à entrada negativa., o;cndo a ..aida, então. de fase opo<;ta ao siruil aplicado,
Entrada dupla (diferencial) .\ lém de u..:ir ~mcnle umaentrada, podemos a.plicar c;ina1s a amb:l., ª' cntrndas, o que é chamado de operação com entrada dupla.,\ F1gum 10 .3(a) mostra uma entr.Jda J' apltcacb entre º' dois terminais de entrada (lembre-
Saída dupla Enquanto as operações do an1p--0p discutid~-. até aqui produzem apena:. u1Tia saida, o a1np-op tam~ pode fornecer .;aid.li opo ta:.. corno 1nostra a Figura 10 .4. Um s111al dl! entrad.l aplicado a qualquer entrnda resultará en1 :.aidb em ambo:. o:. tenninais de saída. i.empre com
r
V,. ',
(a)
Figura 10 .2 Oper~"lio com entrada simples...
1
" \ ' ', •
(U)
Figura 10 .3 Operação com ~nlJ'llda dupla fdiíerencial).
.',, ----< + ~----^ ^ ~
Figura 10 .4 Encroda dupla com saidll dupla.
polaridad~ opostas. A Figura 10.5 mostra uma sit~ào de entrada imples com saída dupla Como mostrado. o sinal aplicado à entrada posit iva resulta em duas saídas amplificadas de polaridades opostas. A Figura 10 .6 mostra a mesma operação com uma saída única medida entre os terminais de saída (nào en1 relação ao tei111). Esse sinal de saída diferencial é 1 :, P..i· A saída di ferenct:d é também
saída é o tenninal do terra (referência). A ~ida diferen-
polaridades opostas.. e. subtraindo-as. obtemos duas 'e.zes sua amplitude (is-to é. lO V - (- 10 V) - 20 \ '). A Figura
' (^) ',
\ '
i '.,
(b)
/ ~
Figura 10 .5 EntJwta :.imples com saída dupla
(^1 ) \ '
Figura 10 .b Saída dúerenc1al
508 o.spos.tlws ~ettônicos e teoria de árCUÍlos
aplirudos. a open.1t;ào é cho111oda de "t.,1uada dupla~.
Se o mesmo sinal de entTadu é ap/u:aáo a amhas as
Em uma operação com entrada s imples.. aplica-se
'ào emissor-comum. o sinal de entrada aciona ambos os
Em uma operação co1n entrada dupla. aplicam-se dois sinai:. de entrada. sendo que a diferença das ecoadas
diferença dos sumis aplicados u ambas as eru:radJs. Cm uma operação rnodo-comum. o smal de enttada
s ma1s se cancelam. de maneira que o sfll31 de ~da resul- tanh: e 1gual a a'fô. Na prâuca. os snta.1s Opchlõ:> não se canccl3JD por completo. e o n.-sultado é um pcqlh."11.0 sinal. A pnnctp31 caractcristJca do amphfic=!Jdoc dJfcn:nc1al
cados :b entradas, em comparação com o g3Jlho muito pequeno resultante de entradas con1u!l". _1 _ ra7ào entre o ganho diferencial e o ganho de modo-comum echamn.da de rej eição dl! ntodt>-C'o11111111.
Polarização CC \nalisaremos primeiru a operação de polari73çàO C'C do circuito da Figura l 0.9. Com entra~ C\ obtidas das fontes de tensão. a tensão C'C em cada entrada C"'lá es-sencialmente conectada a O V, como TllOStra a Figura J0.1O. Com cada tensão de base em O V. a tensão de po-
l c =O ' - VM. = - O. 7 V
(como ocorreria em um circuilo integrado). obtemos
( 10.2)
o que resulta em uma censão de coletor de:
( l 0.3)
Figt. a 10. 10 Powizaçio CC do circuito amplificador diferencial
Calcule ª" tensões e correntes CC' no circuito da
So lução: Equação 10 .1:
t E = ---""'--R-1.-- = 3 .3 i..n = 2,.s mA
A com:nle de coletor e então Equaçio 1 O~ :
lc = -., - (^)? = 1,25 mA
3.9k0 3,9k
-9V
Figu ·. 10. 11 Cin:wto :unplificador diferencial para o Exemplo 10. 1.
resoltando em uma tensão de coletor de Equação 10 .3:
quanto a tensão d~ polariL.ação do colc:1or ~~tó próxima de 4, I V para ambas as saidas.
Operação CA do circuito Uma conexão CA de um an1plificador diferencial é mostnKti na Figura 10. 12. Sinais de eotmf:l separados são aplicados como J'; , e 1 ':· com saidas separadas resul -
o circuito na Figura 10. 13. Cada ll'3nSi:.tor é substiruido
Rc
l 'c
Rc
Figura l0. 12 Conexão CA do amplificador <hferencial
8 1^1 ~ .. e,
'•1 11.1., v,1 (^) ~ Rc t l c , 1
Ei ,,.
.. (1 ~fJ 1 )/..
v..,
calcular o ganho de tensão CA com saída simples. J• J'. apli· que sinal a uma entrada com a outrn ligada ao terra. como mo tra a Figura 10. 14. O equivalente CA dessa cooedo está desenhado na Figura 10. 15. A corrente de base C \ pode sercaJcuJada utilizando-se n Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK) para malha de enttadn na base l. Supondo-.-.e que os dois transistores estão bem casados, então J bl = 1 ,,, = 1 ,, r, 1 = r,~ =- r, = {Jr, Com R muiro grande (idealn1ente infinjra). o cir- cuito para obtenção da equação pela LTK I! simplificado para o da Figura 10. 16 , a panír do qual podemos escte\ er
í' (^) I - / .,. -"' /."I ,. = o
Q~ •
,.,.• -o
Figura 10. 14 Conexão para calcular A 11 = 1 ~ 11 1 ;,.
C
11'! (^) s~ v"l ..
/J2l112 'ti Rc ', (^) ' ~! lc~ t E-i (^) 1 ,,. ...-
.. (l ·~ -:) 1., • Rc
Figura l O. 13 Equ1vaJerue C\ do cucnno ampl&fiC3dor diferencial.
O valor do ganho de tensão CA pode ser c.aJculodo pela Equação 10 .31:
A - -^ Rc^ - (47^ kfl^ l = 87.-l ~ lr~ 2(269 fi )
o que proporciona uma tensão CA de Slllda de magnirude
condição de ~toais aplicados a ambas as entradas, o valor do ganho de tl·nsão diferencial é
Ouuc;^ -...1-^ J'"^ - - • ,, 11 - ,, •r
Circuito de operação em Modo-comum Embom um amplificador dtfl'M!cial forneça grande ampli ficaçào sobro a diferença do<> snws aplicada a ambas a.-. entradas, ele também deve proporcionar uma amplifi- cação pequena do sinal comum a ambas as entradas. Uma cone-<ào CA n1os1rando unia entrada comum a ambos os tran istores é apresentada na Figura 10. 18. O circuito equi'nlenre CA está dese nhado na Figura 10.19. e a partir dele podemos escrever
,, ,, = Vi^ -^ 2(/J r ·^ +^1 ).liJlE ' que pode se r reesc-rito como
V, I h=------ r1 + 2(/3 + 1 )Rt:
1,,
v, (^) ', r,
lc
Vo
Captiulo 1O Amplificadorl!S operacionais S 11
A magnitude da censão de sa ída é. pon~to. Jl' ;Rc ',, = lcRc = fJJ,,Rc = ;; + 2(/3 + t >R;
Calcule o ganho de modo-comum para o circuito am- plífícador da Figuro 10. 17.
Equação 10 .6:
Ac- = -^ v ..^ = --"'---...;._ PRc __ V, r; + 2(/j + 1 )Rt, 75(-17 kfl) = 0. .20 kO + 2(76)(43 k0)
- -v..
Figura 10. 18 Conc'(:iO rnodo-comum.
lc
<ft-1> '•
,.,
<Jf+I) 1,, 1 2 (,6+1) /~ t RE
Figura 10. 19 CircuitoCAcbco~modo-comum.
512 o.spos.tiws ~ettônicos e teoria de árCUÍlos
Um bom amplificador diferencial apresenta um ganho diferencial muito grande A "' que é muito maior do que o ganho de modo-com uni A,. A capaadade de rejeição de TTl<XIO<omum do circuito pode ser considera,-elmente n1elhorada fazendo-se o ganho de 1nodo-comum o menor pos Í\el (idealmente. 0). Pela Equação 10 .6. \emos que quanto maior for Ri. menor será A. Um método cmnum de aumentar o valor CA de R1, é utilizar um circuito de fonte de corrente constance. A Figura 10 .20 mostra um ampli- ficndor ruferencial co1n fonte de corrente con.slante para
-comum e o terra CA. O principal melhoramento desse etrcuito em relaç-Jo ao da Figura 10.9 é a impcd.inc1a CA moiro maior para Rc ob tida pelo uso da fonte de corrente roru.tan1.-....\ F1.gum 10.21 tnosr.ra o circuito CA cqw' al~'lltc para o circuJlo da figurei 10.20. Uma fonte de co11cnlc constante utilizada na prática é mostrada como uma alta impedância. cm paralelo co 1 n a fonte de co~tc constante.
t-- v,.. V~- ...
concute constante.
(.(...... 1 PLO 10.
difcrcucial da Figura 10 .22. Solução
A<' = --..C--"---^ fJRc r; -r "(/3 + 1 )RE 75(10kí l ) = 24 1
V 10
__, l I L.{l -+ 2(76)(200 k!l) '
v.
VI I (^) v,
Figura 10 .2 Equn'31mte _C1_ do crrruno da Figura 1020.
Embora a seção anterior tenha aprcSt.'11lado Uirul introdução para o amplificador diferencial usando dispo~1- trvos bipolares.. wiidades comercialmente disponíveis tam- bé1n utili.am transist<Jrel. JFET e MOSFET para con:.truir esses tipos de CU'CUJto. Um circuito integrado construido tanto com transístores bipolares (Bi) quanto com IT.lnsis-
com transistores bipolare<> (Bi) quanto com tr.msistore<:. MOSt'LT (MOS) é chamado de- cin.'uito Bii/OS. Por fim. u1n cimiito consuuido com mmsistores MOSFET de tipos opostos é um cirr:uito C.\fOS. O C~10S é u.ma fonna de circuito comum em circui- tos digitais e U..'ia transístores \10SFET tipo intensificação tanto de canal n quanto de canaJ p (Figura 10.23). ~
transistores de ripo oposto {ou con1plemenrar). A entrada V, é ap licada a am~ as portas com a saída tomada do)) drenos conectados• ..ntes de abordar a operação do círcuito CMOS, rcpassarcmo~ o funcionamento dos l.ranslstol"C!> MOSFET tipo inten:.'tficação.
tipo intensificação de canal 11 ou utn trunsis1or n~10S é mostrada na Figura 10.24(a). ('om OV aplicado entre porta e fonte, niio bá corrente de dreno. Somente quando J 'r.~ é
f (;_'" - O I' dt"ixa o p \fOS "desli!!ado ": I '~ - - 5 J' li~a op ~fOS.
\mficarerno a segu ir como o circui to 0 1 0S real da Figura 10.15 funciona para uma entrada de O' ou + 5 ~
C:\10S. fomecen1os O V para amba.., a.-. portas do~ tran- si'itOres n"IOS e pMOS. A Figura 10.15(a) moWti que Para nl\10S (Q 1 ):
I '~=- Ji- OV = O V - O V =- OV
J 'e;:; = i; - (+5 V)= O V - 5 V= - 5 V
Uma entrada de O V e1n um l1"Bn!tl5tor n~lOS Q, deLxa ~ ili!>positivo "desligado"". A mõJlla entrada J.e OV. no rntanto, resulta na tensão porta-font~ do t.ronststor p~10S Q~ igual a - 5 V~ porta cm O V e 5 V mtnor do que a fonte cm ..- 5 \ ' ).o que faz com que cs:.c d1spos1Uvo seja ligndo. - ~saída 1: é, então. +5 V.
Quando 1: = +5 V, ela fornece +5 \ parn amba~ lb port3S. A Figuro 1025(b) mostra que Pam nl\10$ (Q 1 ):
1'(;5- i :- (+ 5V) -+ 5V-5V - O'
Es_q enrroda faz con1 que o transistor Q 1 seja ligado e o cransistor Q: se mantenha desligado. com a saída
Voo ( +.5 V) Vos =-5 v- (^) s Qz(pMOS > G (^) u pdo
, , = ov^ D D
\ ~ :a +SV
G Q,^ (^ ..~J O..-.li1..iÔ"
(1)
próxima de O V. atra'ês da condução do trnnsistor Q A conexão C~OS da Figuro 10.23 funciona como um inversor lógíco com J' opo:,ta a I ~. tal como mo~tra a Tabela 10. 1. Os Cll'CWlOS utili73dos a seguir para mo:.-uar os \árias circuitos multidi:,po:.iti' O!> são. na maior p:ll1e , :.imbóli- cos. uma vez que O!> circwto~ reab uti l izado!> e1n Cb são muito mai~ complexos.. ..\ Figura 10. 26 mostra wn circuito BiFET com tnlnShtorc:, JFET nas cntradai. e tr3ru.i:.l~ bipol3re!> formando a fonte de com."lllC (usando um Cll'CUllO
\ '1 ( \ )
t 5
Opc:raçio de circuito CMOS.
Q. Dcs ~ Lig.iJ.>
Q Lig;llJc.l ~ligoido
+V ~
V., ( V ) · 5 o
_______ ,, ..
o^1 -V
Figura 10.26 C'1rcuno amphficador d1fcre11ciaJ Bifhl.
Voo t-SV)
Qz(pMOO) G (^) Desligad ()
V, - +S V D D
V.=OV
G^ Q^1 ( nMOS) l1g;ad o VGJ ....sv^7 s
Figura 10~ Operação de tll'Cullo C~iOS: (a) saída +5 V. (b) sa.ída OV.
espelho de corrente). O espelho de conente asseguro que cada JFET funcione com a 1nesma corrente de polarização. Em operação CA. o JFET fornece uma alta impedância de crurada (bem n1ais elevada do que a obtida uúlizando-se ~ente lrallSistores bipolares). A fígura l 0.27 mo.:.tta U1tl circuito com transístores ~t OSf 1:1 de entrad a e transl!>tores btp0lares pam as fon- te. de com:nte; nes te caso, a UJlldadc B1MOS apre1.enta UDJX'dãncia de 1..'lllr.tda ainda mai.:. e!C\ ada do qué a BifET por causa do uso de tr.msiston.-s ~1 0SFET_ Porfim, um ci rc uitoampli licadord.ifcrcnciaJ pode ser con_<;truído n partir de tra~isto~ f\ tOSFE 1 complcmen- tm:s. como mostra a F i!,rura 10..28. Os transi.,-tores pMOS fornecem as en t radas opostas. ao passo que os tra.nsistores n\ 10S operam como a fonte de corrente constante. Uma única saida é retirada do ponto comum entre transistores
I
1
1-'
~
Figura 10. 27 Circuito amplificador diferencial Bi~! OS.
ln-
+V i
Rgura 10.28 Arnplificau()r dífettnci.ll C\ lOS.
p~I OS
n.\ IOS
Captiulo 10 Amplificadorl!S operacionais 515
11MOS e p!. lOS de um lado do circui10. Esse tipo de anlpli- fi cadordifereocial Ct\IOS éparriculannente adequado para o funcionamento com baterias devido ao bai.>to consumo de enetgja de um c1rcuuo CMOS. , 10.4 FUNDAMENTOS BASICOS DE AMP-OPS
l ' m amplificador operacional é um amplificador de ganho muito alto com uma impedância de entrada muito alta (normalmente alguns megaoh ms) e uma bai'~a impe- dância de saída (menor do que 100 n). o circuilo bãsico é co05trUido utilizando-se um amplificador diferencial com duas entradas (posiri'a e negai iva} e ao .menos uma saída A Figura l 0.29 mostra uma unjdade de amp-op bãsíca. Como já discutimo!>. a enll'U da p ositi\ a (....) produz uma saída que está em fase com o si nal apHcado. enquanto um sinal de entrada negn1t\a (- ) resulta e1n uma saída oom
mostrado na Figura 10.JO(a). Corno pod1.:mlh '~o !>mal de entrada aplu:ado entre O!> tcn n inais de entrada cn.<terga uma 1mpalincaa de entrada, R,, nonnalmcntc mu.110 alta./
tensão de saída é mostrada co mo sendo o ganho do ampl1- ficador multiplicado pelo sinal de en trada, tomado a1ravé!> de unia impedància de saida, R,, , normaJ 1 nente muito baixa. Um circuito amp-op ideal, mostrado na Figura I0.30(b), teria impedância de entrada infini ta, in1pedància de <iaida nula e um ganho de tensão in fi nito.
_1 _ cont:"cio de cin:uico bás ico que utilim am amp-op é 1 nostrad3 na Figma 1O.J1. Esse circu ito opera como um mulriplicadorde gnnho consui111e. Um sinal de entrada ~- é aplicado atr.l'is do resistor R 1 à entrada negam a. A saícb é. então. conectada de volta à n1esma entrada negativa aua' ês do resistor R A enlr.lda posi ti va é oonectadn ao terra 'isto que o sinal J e aplicado exclusivan1ente à emrada negariva.
gura 1 O.J2(a) mostra o runp--0p subsútuido por seu cimúto
para o amp-op. substirwndo R, por uma resistência infinita
que pode ser resolvida pnra 1: como
R 1 '
Se A. >> 1 e A,R 1 >> R 1 .t7omo nonn.:llmente ocorre, então
-^ vu^ - -^ -AI^ V;^ - v, V,
de modo que
-= (^) ( 10.8)
O resultado da Equa1r-ão J 0.8 mo!>Lra que a razão da te&ào de salda global pela tc-nsão de entrada depende
.4,, !>Cja muito grande.
Ganho unitário Se R 1 = R,. o ganho é
Rr Ganho de ten,.ão = - = -
de maneira que o circuito fornece um ganho de tensão uni- tírio com inversão de fase de 180 º. Se R, for e~atamente igual a R 1 • o ganho de tensão é exatamente 1.
Garho constante Se R 1 for múltiplo de R 1 , o ganho global do amplifi- cador é uma constante. Por e~emplo• .;e R, = IOR 1 • então
R 1 Ganho de tensão = -- = - lO
1 Ocom uma inversão de fase de 180 ~ do sinal de en1rndn. Se selecionannos valores precisos de reswores para R 1 e R,. poderemos obter wna ampla faixa de ganhos, sendo o pnho tão preciso quanto o:. resi~tores utiliz.ados e apenas J~emerue afetado pela temperamra e por outros fatores do CtrCWlO.
Captiulo 10 Amplificadorl!S operacionais 517
Terra virtual A tensão de <íaída. é limitada pela tensão de alimenta- ção. noll1lalmente em alguns vohs. Como já mencionado. os ganhos de tensão c;ão muito altos. Se. por e~empto. i ;, ~ 1 O' · e A = .20.000, a ten sfio de entrada é
-V IOV \ '. 1 = (^) A,. " (^) = 20.000 = 0.5 (^) mV
Se o ci.rcuito ti\·er um ganho global ( Jl '1' 1 ) de. di-
outras tensões de eocrada e salda. o valor de J é então pequeno e pode ser considerado O V. Obsene que. embora 1 ~ := OV. ela não é ex.aramence OV. (A tensão de saída é de alguns volts, por causa da en- lr3da mwto pequena i~ multiplicada por wn ganho muito grande ..{..) O fato de que J ~ := O V Leva a um concetto de que na cntrad3 do amplificador cx.i~tc um curto-ci:rc:uito virtual ou um terra virtual. O conceito de curto virtuuJ implica que_ embora a tensão sejli quase O: não há corrente da entrada doam- plificador para o t.erra. _1 _ figura 10.33 descreve o conccito de terra ,;rtuaJ. \linha mais grosS<J é utili7ada para indicar que podemos considerar a existência de um cuno com I ~ ::: O \ ', mas um curto virtual, pois nenhuma c-0rren1e circula do curto para o terra. A corrente circula somente
Utilizando o conceito de tem \Írtual. podemos es- crever equações paro o corrente /.como segue:
a quaJ pode !><.T calculada para Vj V 1 :
O conceito de terra virtual. que depende de 1, ser muito grande. pennitiu uma solução simples para
R, (^) Rt o-^ -^ - -^.^ - ---^ - I^ •^ I •^ • ,. 1 ', ,' ~ l',~O V .. 1, : O
Figura 10. 33 Terra ~ai cm um :unp-op.
518 DlspoSllM>s elettõnlcos e teon.l de cítcli!M
a determinação do gnnho de tensão global. De\emos compreender que. emboro o circuito da Figura 10 .33 não e:.teja fi icamente correto. ele no:. pennite determinar mais facilmen1c: o ganho de ten_-.ão global.
10 .5 CIRCUITOS PRÁTICOS COM AMP-OPS
O amp-op pode -;er conectado em um grande nú- mero de cin:uit0<; para estabelecer vária" po-..••íbílidades operacionai. ~esta "cção, abordaremo" algumas das conexões mai cornuns destes circuito:..
Ampli':c. ~""' inversor O c1rcu110 amplificador de ganho constante mais amplamente utilizado é o amplificador in\ersor. mostrado na figura 10 .34 ;\ snidn é obtida pela multiplicação da entrada por um gnnho fixo ou (^) constante. definido pelo resi'lor de entrada (R,) e pelo re-.istor de realimentação
Aplicando a Equação l 0.8 podemos escre'ef
' = -- i', " R
R
--+
~---
R
Figura 10.3S Amplificador d~ ganho constante não LnveJsor.
!:. ( .tn1 ") 10. Se o circuito da Fii?ura - 10 .34 lÍ\Cr R 1 = 100 ill e R, = 500 kQ qU.JI a tensão de saída resultante para uma entrada de r·, =! '?
Equação 1 º" :
º R 1 100 L:íl
Amplificador nâo inve· sor A conc~ão d3 Fiirura ~ 1 O35( a) n1ostro um ctrcuito con1 nmp-op que trabalha co1no u1n ompli ficador não in- versor ou um 1nultiplic3dor de ganho constante. Obsen·e que a conexão de nmplifiaiJor tn\ersor é u1ai~ amplamente utilizada por ter melhor ~tabrl!JaJe ern frequência (a ser discuudo ll1ab adiante). Para detemunar o ganho de tm>lo do c1rcu1to. podemo .. utiluar a repre:.entac;ão eqw,aJente mo~trad3 na Figura I0.35fbl 'ote que a Le~o atm\o de R 1 é I • urn3 \i:L que I ~ O\ l~o Lambem ,aJe para a tcru.ào d1: !klida atra\ .~ do dr' 1sor de tcn..,jo entre R e R,. de maneira que
, , =^ R (^1) \ ' (^1) R (^) 1 ~ R J "
o que resulta eM
\ '1 R r
(10.9)
v~o •
"• R (^) 1 R l ' í
l 111
520 Dispositivos e!eltõnlcos e teoria^ de^ arcr.itos
EXEMPLO 10. C11lcule a t~-n~o de sa1da de um^ amplificador^ sont!dor com am~ para O'> conjunto"^ de^ tensões^ e^ resistore:. a seguir. Uo;c R 1 e 1 \fO cm^ todo'~^ ca~
Solu Utilizando a Equaçõo 10 .11.^ obtemos: a) , , [ 10001.;n 10001.;n
1000 i. n J ~ iõoo k{l (+J^ V) =-f.?(I V)+ 1(2Vl^ +^ 1(3' l)^ =^ - 7V b)
[
10001.;{l^1000 J..f! 'o= - -,- (- 2 V)^ +^ (-3^ ') _()() J..íl 500 L.fi
Integrador Alé aqui. a-. componentes de^ entrada^ e^ os^ componen- te-.. de rcali mentJÇào foran1 resistores^ Se^ o^ componente de realimenuç-.io utilizado forum^ capxitor.^ como^ mostra a Figura 10 .3 (a), a conc!Cào rcsultan1e^ seri^ chamadn^ de intt>grc1Jor. O circuito equivalente.^ com^ terra'^ inual^ [Fi- gura 10 .3 (b)]. mo tm que u1na^ e\pre~o^ para^ a^ tensão entre entrada e i.a1da pode ser deduzida^ em^ função^ da corrente 1. da entrnda para a saida.^ Lembromo:.^ que^ terra -tnual :.ignifica que podc1no~^ com.1d~^ que^ a^ tensão
e
,' (^1) - R Amp-cp
Figura 10. 38 lnt~nsdor.
V ::: O V). ma.., nenhuma corrente^ flui^ para o^ terra^ nesse ponto. A impedância capa.:íth.a pode ser^ expressa^ por
'e~= 1 1 jwC^ \C
onde .\ JW corresponde à noução^ de^ Lnplnce^ .•^ Calcu- lando para r;;1• 1 • obtemos:
/ _____^ ''•^ !!^ ,, R^ -^ .'<e -
' .,
V, 1 '.~e^ =^ - scv.,
A expre:.:.Jo anterior pode ~cr^ n.--escrita^ no^ dominio do tempo como
A Equ;ição 10 .13 mo,tra que^ a^ saída.::^ a^ 1ntc.,oral^ da entrada. '"' crtnb e um multiplicador^ de^ 'alor^ l^ RC.^ A^ o - pacidade de integrar um <bdo o;in.il^ rc~ulta^ no^ computador analógico. com a apac1dadc de^ l'C"olvcr^ equações^ dife· renciais e, portanto. de re-,ol"CT cletricamcnle^ a^ operação de sistema<> Íl'IÍCO' amlog~. A operação de iniegrnçào é uma^ -;orna.^ uma'ª^ que "e constirui da soma d3 área sob uma fom1a de onda ou sob u1nn cul'\ a cm um periodo de^ tc1npo.^ Se^ uma^1 ensào fixo for aplicada como entrada a^ un1 circuito^ integrador. a Equação 10 .13 mo'tro que a tens.tio^ de saida^ cresce^ ao
R Xc (
l
,,
( b )
em fonna de rompn. Essa equação mostra que a ran1pa de tensão de saida {para wna lensão de encrnda fLxa) é
operar com '.-ãrios t ipos de sina! de cnuada. os exemplos a
resultará em uma rrunpn de tensão de saída. Como eAeinplo, con:.idcrc uma tem.lo de entrada, I , = 1 V. paru o circuito int1..~r da Figura 1039(a).
1 ) =. = - 1 RC ( 1 ~· 1 fi .)( 1 μ.F>
de modo que a saída é uma rampa de tensão negativa, como mostra a Figura 10 .39(b}. Se o fator de esctlln for aJu:r.1do. f:izendo-se R = 100 kfl.. por exemplo, então
---^1 = 1 = -
e a saída é, portanto, uma ra1npa de letl5ào mais inclinada. como mostta. a Figura J0.39(c). fl.1ai!:t de uma entrada pode ser aplicada a um in- tegrador. como mostro a rigura 10.40. com a operação rc:.ultanlc dada por:
""'') = -[
1 R /,·,(t)^ dr^ -^ l^ f^ 1·~(1)^ til 1 C^ R^ iC
Um exemplo de integrador~ ulilizado cm um computador analógico é dado na Figura 10 .40. O eircu1lo real e m<htrndo eon1 resi!>to~'!> de oitrdda e capacitor de reahmcntação, t"llquanto a representação do computador analógico indica apena'> o íatorde escala paro cada entrada.
C -l!AF
R l ~1Q ,._. _ \•,,(/)
(li
Figura 10. 39 Operação de 1nteg.l'lldor com cntr:l.da ef'n dcgnil.l.
Captiulo 10 Amplificadorl!S operacionais 521
Diferenciador Um circuito diferenciador é mostrado na Figura 1O. ~1. Embora não seja tão útil quanto os circuitos ja abordados. amda nssim o diferenciador fornece um:i ope- ração, cuja relação resultnnte para o circuito é
d~·1(t)
" dt
na qual o fator de escala é - RC.
(10.15)
10.6 ESPEClflCAÇOES DO AMP-OP
CC quanlo caractensttcas en1 frequência ou ua~ilOrias. abordadas a ~r.
entrada for O \ '. na prãuca, há aJgwna tefüão de offset na
do runp--0p e ent.ão medtnnos 26 mV (CC) na salda. cs.sa tensão !>C'fá mdt:se_μda e gerada pelo l'.1rcwto. e não pelo !>Ínal de entrada. Mas, \•isto que o usuário pod.: con:.tnur o circuuo amphftcador püra operar com vários ganho:. e polaridades., o fubncantc cspc.,-cilica wna tensão d.: offsct de entrada para o amp-op. A tensão de off..<icl de saída é. então. calculada a p:irtiTcb iensão de off.5cl de entrada e do grulho do amplificador, confonne detenninado pelo usu:uio. _t_ tensão de olfsetde saída pode ser afetada por duas condições de circuito independentes: ( l) uma tensão de offset de entrada. J' 10 • e (2) un1a corrente de offset devido ã diferença nas correntes resulmntes nas entradas positiva ( t) e neqali~ a( - ).
ov -
( R~- -1)
-1 \ ' -10 \ '
(C'i
de onde poden1os concluir
(10.16)
A Equação 10.16 mostra como a rensão dt: ot'!Set de saida resulta de un1a tensão de off-wt de entrada especifl· cada par.i uma dada conexão do amp-op.
EXEtl..1PLO 1 O 8 Calcule a tensão de oíf..wt de saida do circuito da Fi- gura 10 .43. A.<. C!>llCcificaçõcs do amp-op fornecem 1· = 12 mV. Solução· Equação l 0.16:
Tensão de offset de saída devido à corrente de offset de entrada , l io Qu.üqu1..-Y d.Jfcrenç3 cnLtC a:. coucnli..~ de polnrizaçilo das entrada~ llllnb.-"lll prodtuírá uma tensão de off.-.c t na saída. (.;ma ycz que dois transis- tores de entrada nunca são exatamente igual->, cada um
uma conexão amp.-<J p típica, como a mostrada na Figura 1 O.+t. uma tensão de otTset de saida pode "'er detenninadn como egue. Substituindo-se as co11entes de polariz.nção através dos resis1ores de entrada pela queda de tensão
detenninar n expressão paro a tensão de saída resultante. Utilizando-se superposição. verificamos que a tensão de saída devida à corrente de polanzação de entroda / 1 ~. denota<l.a por v;;. é dada por
JSOkO
: --- -V,,
,..;g·1r~ 10. 43 Conexãodoamp-oppar:tosc."emplos 10. e 10 .9.
.--~'\r---=---: - -
.,,. -·~ l 11.
:.--- --''•
Gc - ... r .J 10.44 Coneidio do amp-<>p que 1no:Jra oorrentes de pQlarinçio das cnl~
enquanto a tensão de saída de,,ida apenas a / 18 • denotada por I' • é dada por
para uma tensão de offset de salda total de
( 10. 17)
Uma \ ' e7 que a principal consideração ê sobre a diferença entre conentes de po larização da" entradas em ve7 de cada '-alorseparnclamente, definimos acorrente de offset l u a partir de:
/1 0 = 1ta - l iã
524 o.spos.tiws ~ettônicos e teoria de árCUÍlos
Como a resistência de compensação R cosiumn ser
na Equação 10. 17. podemos escrever
V 0 (off~t) = IÓJ(R1 + R1) - Ire R = ifuR1 - 110 R1 = R1<Irs - /1e>
n.-suJtando cm:
(10.18)
EXF.. 1 nLO 10. Calcule a tensão de offset do circuito da Figura l0. para uma especificaçiio do amp-0p I • 100 nA. Solução: Equação 10. 18 :
i: = / to R 1 = ( 100 nJ)(150 lú!) = 15 m\
que a saida do amp-0p pode apresentar uma tensão de off- set de ..aida dê' ida a ambos os fat0res >i:.lo:. anterionnen1e. a tensão de offset de saída Lotai pode ser escnra como
ll:(offset)I = V,,(offset devido a J'io> ~ 1i: (offsc1 tlt:v1do a l ;o )J l 10. 19)
O \alor absoluto é uulizado de\rdo ao fato de que
neg:luva
EXl=MPLO l 'J. l O Calcule a tensão de oft'Set total para o cimnto da Figura 10.46 para um amp-op com valore:. t:!>pecificados tle tensão de offset de enrradn 1' 10 = 4 mV e corrente de offSêt de entrada de Í to = 150 nA
So lução: O oifscl de\i do a JÍo é Equação 10. 16 : R 1 + R
_ V (5kíl + 500k0)
Equação 10. 19 : J:< offset total) - ~. totfset devido a Jí0 ) -t"" I ' (offset devido a 110 )
polarização das entradas 1 me / ra é a corren1e n1édia de polarização defiruda como:
fie+ 110 Ira = - ,
Podcmoi; determinar correntes de polari7.açào cb.s e ntradas separadamente utilir.mdo os valores espec1fio- dos para/.,_, e /^ • 18 •^ E^ possível^ mostrar^ que^ para^ l^ 1a^ >^ l^^10 :
[X[T\1 1 PLO 1 u 11
ll0..11)
Calcule as. com.-nt<..'S de polarização de cada c:nlnida de um amp-op com' alares l.'Spcci ficados de / XJ = 5 nA é liu = 30 nA. So lução: Utilizando a Equ:içào 10.11. obtemos:
110 5 nl
l te = 118 - '.! = 30 nA - 2
= 27,S nA
Um amp-op e projemdo para ser l un amplificador s Ul de alto ganho, com ampla larguru de bandn. Eo;sa ope-
realímcntação po~ll'a (' cja o Capilulo 14 ). Pãr.l garantir uma operação estivei. os amp-ops são construidos com