Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Teórico John Ruskin, Resumos de Conservação e restauro

Resenha sobre o teórico de restauro John Ruskin

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 18/09/2020

beatriz-mozer
beatriz-mozer 🇧🇷

5 documentos

1 / 2

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM
Unidade: Bonsucesso Curso: Arquitetura e Urbanismo Turno:
Manhã
Profº.: Fernando Rabello Disciplina: Conservação e
Restauração
Alunas: Beatriz Mozer – Matrícula: 18101016
Geyza Siqueira – Matrícula: 18100374
JOHN RUSKIN
O teórico John Ruskin nasceu em Londres, 1819, e fazia parte de uma família
escocesa de forte apelo a religião, o puritanismo calvinista. Obteve uma
educação severa e intrínseca ao Livro Sagrado, revelando sua
correspondência a cultura tradicional, refutando os efeitos desfavoráveis
provenientes da Revolução Industrial. Escritor, poeta e crítico, possuía ideais
adversos ao de Viollet-le-Duc, contemporâneo da época, representava uma
teoria romântica que defendia a conservação indo em oposição à restauração.
Ruskin estudou na Universidade de Oxford e em 1842, logo após sua
formatura, começou sua trajetória como artista e crítico de arte, escrevendo
seu livro Modern Painters. Mais tarde, realizou viagens pela Europa que
culminaram na publicação de dois dos seus mais significativos livros, As
Pedras de Veneza e As Sete Lâmpadas da Arquitetura. Boa parte de sua
carreira foi dedicada a lecionar na universidade onde se formara, Universidade
de Oxford. J.Ruskin se afastou de sua carreira como professor em torno de
1884 por conta de suas crises de depressão e esquizofrenia, crises essas que
acabariam levando-o à falência em 1900.
John Ruskin disseminou suas principais teorias a respeito da conservação e do
restauro através do seu livro As Sete Lâmpadas da Arquitetura, publicado em
1849. O livro é dividido em sete capítulos com caráter independente, sendo o
capítulo a Lâmpada da Memória o mais repercutido diante da apresentação
das suas teorias a respeito da conservação e preservação do patrimônio
público e a respeito do seu movimento antirrestauração.
J. Ruskin afirma que as construções devem ser feitas com o intuito de torna-las
históricas, mantendo-as preservadas como patrimônio de uma cidade. Desta
forma a história dessas construções seria uma espécie de fundamentação do
processo de desenvolvimento cultural, contribuindo para que os indivíduos
identifiquem marcos referenciais da identidade e memória do local. É neste
contexto que o teórico defende a conservação da arquitetura do passado a fim
de prolongar a vida de uma edificação, aceitando que é inevitável que um dia
essa construção se torne ruinas, acarretando em seu desaparecimento.
Ruskin aborda a importância de as residências durarem diversas gerações,
preservando e conservando-as, afim de construir o patrimônio de uma cidade.
Para o teórico os descendentes que residirem nessas construções criam a
percepção de como foram, viveram e onde cresceram seus antepassados.
Assim sendo, afirmando seu puritanismo, o autor aponta uma santidade nas
pf2

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Teórico John Ruskin e outras Resumos em PDF para Conservação e restauro, somente na Docsity!

CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM

Unidade: Bonsucesso Curso: Arquitetura e Urbanismo Turno : Manhã Profº.: Fernando Rabello Disciplina: Conservação e Restauração Alunas: Beatriz Mozer – Matrícula: 18101016 Geyza Siqueira – Matrícula: 18100374 JOHN RUSKIN O teórico John Ruskin nasceu em Londres, 1819, e fazia parte de uma família escocesa de forte apelo a religião, o puritanismo calvinista. Obteve uma educação severa e intrínseca ao Livro Sagrado, revelando sua correspondência a cultura tradicional, refutando os efeitos desfavoráveis provenientes da Revolução Industrial. Escritor, poeta e crítico, possuía ideais adversos ao de Viollet-le-Duc, contemporâneo da época, representava uma teoria romântica que defendia a conservação indo em oposição à restauração. Ruskin estudou na Universidade de Oxford e em 1842, logo após sua formatura, começou sua trajetória como artista e crítico de arte, escrevendo seu livro Modern Painters. Mais tarde, realizou viagens pela Europa que culminaram na publicação de dois dos seus mais significativos livros, As Pedras de Veneza e As Sete Lâmpadas da Arquitetura. Boa parte de sua carreira foi dedicada a lecionar na universidade onde se formara, Universidade de Oxford. J.Ruskin se afastou de sua carreira como professor em torno de 1884 por conta de suas crises de depressão e esquizofrenia, crises essas que acabariam levando-o à falência em 1900. John Ruskin disseminou suas principais teorias a respeito da conservação e do restauro através do seu livro As Sete Lâmpadas da Arquitetura, publicado em

  1. O livro é dividido em sete capítulos com caráter independente, sendo o capítulo a Lâmpada da Memória o mais repercutido diante da apresentação das suas teorias a respeito da conservação e preservação do patrimônio público e a respeito do seu movimento antirrestauração. J. Ruskin afirma que as construções devem ser feitas com o intuito de torna-las históricas, mantendo-as preservadas como patrimônio de uma cidade. Desta forma a história dessas construções seria uma espécie de fundamentação do processo de desenvolvimento cultural, contribuindo para que os indivíduos identifiquem marcos referenciais da identidade e memória do local. É neste contexto que o teórico defende a conservação da arquitetura do passado a fim de prolongar a vida de uma edificação, aceitando que é inevitável que um dia essa construção se torne ruinas, acarretando em seu desaparecimento. Ruskin aborda a importância de as residências durarem diversas gerações, preservando e conservando-as, afim de construir o patrimônio de uma cidade. Para o teórico os descendentes que residirem nessas construções criam a percepção de como foram, viveram e onde cresceram seus antepassados. Assim sendo, afirmando seu puritanismo, o autor aponta uma santidade nas

casas, tendo em vista que as mesmas relatam as histórias de famílias. “Creio que, se os homens vivessem de fato como homens, suas casas seriam templos

  • templos que nós nunca nos atreveríamos a violar, e que nos fariam sagrados se nos fosse permitido morar neles.” (RUSKIN, 2008) Suas considerações abordam ainda a preservação de edifícios públicos, sendo estas ainda mais rigorosas e precisas. Indo em oposição as ideias de outro teórico da época – Viollet-le-Duc, John Ruskin concebe teorias contra a restauração, que originaram o movimento Anti- Scrape ou antirrestauração. Segundo Ruskin, as restaurações descaracterizavam as edificações, desonrando suas histórias. À vista disso, o autor ressalta que a única opção é optar pela preservação do monumento, pois para ele os únicos que possuem direito de tocá-los são quem os construiu e todas as gerações da humanidade que agregaram histórias. Considerava, ainda, o restauro como uma "necessidade destrutiva" e acreditava que se preservássemos nossos edifícios não seria necessária essa restauração. Sendo necessário apenas algumas intervenções para conservar a edificação. Ao falar da preservação dos monumentos, a memória é um dos principais pontos do seu raciocínio. Ruskin estabelece que a idade e a história estão diretamente conectadas, atribuindo beleza aos monumentos, e consequentemente apresentando mais valor para a sociedade. Desta forma, as marcas conferidas pelo tempo na arquitetura conferem um conceito pitoresco à edificação.