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Teórico William Morris, Resumos de Conservação e restauro

Resenha sobre o teórico de restauro William Morris

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 18/09/2020

beatriz-mozer
beatriz-mozer 🇧🇷

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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM
Unidade: Bonsucesso Curso: Arquitetura e Urbanismo Turno:
Manhã
Profº.: Fernando Rabello Disciplina: Conservação e
Restauração
Alunas: Beatriz Mozer – Matrícula: 18101016
Geyza Siqueira – Matrícula: 18100374
WILLIAM MORRIS
William Morris nasceu em 1834 em Londres, no bairro de Walthamstow, filho
de pais de classe média, sofrendo influência da arquitetura Medieval. Amante
da arte, arquitetura e filosofia, atuou em diversas áreas profissionais. Viveu
durante a era vitoriana, perante um novo caminho da cultura romântica, sendo
totalmente contra a industrialização que ocorria na época, liderando um
revivalismo na Inglaterra.
Iniciou seus estudos na Universidade de Oxford, cursando arquitetura, e foi
onde conheceu as obras de John Ruskin, seguindo suas teorias até mesmo na
prática. Durante sua formação acadêmica conheceu seus amigos Dante
Gabriel Rossetti, Edward Burne-Jones, Ford Madox Brown e Philip Webb. que
mais tarde se tornariam seus colaboradores em diversos trabalhos e foi onde
conheceu também sua esposa.
Em 1856, Morris começa a trabalhar no estúdio gótico do arquiteto Street, mas
logo se descobriu cada vez mais atraído pelas artes decorativas. No ano
seguinte o teórico tomou conhecimento do movimento artístico Irmandade Pré-
Rafaelista, tornando o movimento famoso juntamente com outros artistas. Tal
movimento defendia o retorno ao artesanato, evitando a manufatura industrial
da época. Morris defendia que a arte tinha que ser “feita pelo povo e para o
povo”, no intuito de apresentar o design natural, artesanato, como uma espécie
de ajuda ao cotidiano das pessoas.
Morris era uma figural crucial que discutia sobre a natureza e a importância do
design e da arquitetura no meio social, ao procurar estabelecer relações
interdisciplinares entre a arte e os demais campos da experiência humana.
Sendo a arte não mais um luxo ou futilidade, mas sim um bem essencial na
vida de qualquer indivíduo.
No ano de 1859, ao se casar, W. Morris decide construir uma casa de campo,
para ele e sua esposa, e convida seu amigo da época da faculdade Philip
Webb para projetá-la. A casa foi uma das obras mais influentes atreladas ao
nome do autor, pois suas ideias começaram a se tornar físicas, demonstrando
sua temática medieval através dos elementos góticos como o telhado inclinado
e os arcos em ogiva. Com um aspecto de design natural, que defendia através
do pré-rafaelismo, atribuiu-se a residência tijolos vermelhos, para retomar as
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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM

Unidade: Bonsucesso Curso: Arquitetura e Urbanismo Turno : Manhã Profº.: Fernando Rabello Disciplina: Conservação e Restauração Alunas: Beatriz Mozer – Matrícula: 18101016 Geyza Siqueira – Matrícula: 18100374 WILLIAM MORRIS William Morris nasceu em 1834 em Londres, no bairro de Walthamstow, filho de pais de classe média, sofrendo influência da arquitetura Medieval. Amante da arte, arquitetura e filosofia, atuou em diversas áreas profissionais. Viveu durante a era vitoriana, perante um novo caminho da cultura romântica, sendo totalmente contra a industrialização que ocorria na época, liderando um revivalismo na Inglaterra. Iniciou seus estudos na Universidade de Oxford, cursando arquitetura, e foi onde conheceu as obras de John Ruskin, seguindo suas teorias até mesmo na prática. Durante sua formação acadêmica conheceu seus amigos Dante Gabriel Rossetti, Edward Burne-Jones, Ford Madox Brown e Philip Webb. que mais tarde se tornariam seus colaboradores em diversos trabalhos e foi onde conheceu também sua esposa. Em 1856, Morris começa a trabalhar no estúdio gótico do arquiteto Street, mas logo se descobriu cada vez mais atraído pelas artes decorativas. No ano seguinte o teórico tomou conhecimento do movimento artístico Irmandade Pré- Rafaelista, tornando o movimento famoso juntamente com outros artistas. Tal movimento defendia o retorno ao artesanato, evitando a manufatura industrial da época. Morris defendia que a arte tinha que ser “feita pelo povo e para o povo”, no intuito de apresentar o design natural, artesanato, como uma espécie de ajuda ao cotidiano das pessoas. Morris era uma figural crucial que discutia sobre a natureza e a importância do design e da arquitetura no meio social, ao procurar estabelecer relações interdisciplinares entre a arte e os demais campos da experiência humana. Sendo a arte não mais um luxo ou futilidade, mas sim um bem essencial na vida de qualquer indivíduo. No ano de 1859, ao se casar, W. Morris decide construir uma casa de campo, para ele e sua esposa, e convida seu amigo da época da faculdade Philip Webb para projetá-la. A casa foi uma das obras mais influentes atreladas ao nome do autor, pois suas ideias começaram a se tornar físicas, demonstrando sua temática medieval através dos elementos góticos como o telhado inclinado e os arcos em ogiva. Com um aspecto de design natural, que defendia através do pré-rafaelismo, atribuiu-se a residência tijolos vermelhos, para retomar as

formas construtivas da idade média, onde acreditava-se que os homens trabalhavam com prazer de criar a própria arte. Em 1861, fundou a firma Morris, Marshall, Faulkner & Co. com dois amigos da Universidade de Oxford, onde se dedicaram a produção de vidros, tapeçarias e artigos de artesanato em geral, desenhados por eles mesmos e confeccionados manualmente. Continuou a trabalhar no seu negócio próprio no decorrer de sua vida, mudando de nome da mesma diversas vezes. Morris era uma figural crucial que discutia sobre a natureza e a importância do design e da arquitetura no meio social, ao procurar estabelecer relações interdisciplinares entre a arte e os demais campos da experiência humana. Sendo a arte não mais um luxo ou futilidade, mas sim um bem essencial na vida de qualquer indivíduo. Seu pensamento procurava restabelecer a dignidade medieval do artesanato, pois para eles, a arte tinha que ser “feita pelo povo e para o povo”. Na arquitetura Morris interessava-se em criar ambientes internos decorados e agradáveis, não projetando edificações propriamente ditas. Sua relação com a Arquitetura se atribuiu mais fortemente em 1877 quando o mesmo fundou a Sociedade para a Proteção de Prédios antigos, onde difundia as teorias de J. Ruskin, e procurava restabelecer a dignidade medieval do artesanato, e ainda propagava sua ideia de honestidade dos materiais, no qual os materiais que fossem utilizados nas obras deveriam ser fidedignos ao material original e não a um material que o imitasse. Posteriormente, seu trabalho de preservação resultou indiretamente na fundação do Fundo Nacional para Locais de Interesse Histórico ou Beleza Natural (National Trust), organização de conservação na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.