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Aplicação de Estatística em Zootecnia: Testes de Hipóteses, Teses (TCC) de zootecnia

Este documento explica o conceito de hipóteses estatísticas e testes de hipóteses, com um foco na aplicação em zootecnia. O autor discute como definir hipóteses, simples e compostas, e os passos para realizar um teste de hipóteses. Além disso, ele aborda os erros tipos i e ii e o conceito de nível de significância. Um exemplo prático é fornecido para ilustrar o processo.

Tipologia: Teses (TCC)

Antes de 2010

Compartilhado em 06/12/2010

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ESTATÍSTICA APLICADA À ZOOTECNIA
Euclides Braga MALHEIROS
*
TESTES DE HIPÓTESES
Hipótese estatística: pode ser definida como uma afirmação sobre a distribuição de uma
variável aleatória (no geral sobre seus parâmetros).
Exemplos: Em uma população com média µ e variância σ
2
, possíveis hipóteses seriam
H:µ=0; H:µ>50; H:µ≠0; H:σ
2
=100; H:σ
2
<10.
A hipótese estatística pode ser simples ou composta:
Simples: se a hipótese especifica completamente a distribuição (H:µ=0, H:µ≠0;
H:σ
2
=100).
Composta: se a hipótese não especifica completamente a distribuição (H:µ>50,
H:σ
2
<10).
Teste de hipóteses: Como o próprio nome diz, são critérios estatísticos que permitem
rejeitar ou não hipóteses testadas.
Os testes de hipóteses, no geral, apresentam duas hipóteses:
Hipótese nula (ou da nulidade), geralmente representada por H
0
, que é a hipótese
natural colocada à prova.
Hipótese alternativa, geralmente representada por H
1
ou H
A
, que é a hipótese
alternativa à hipótese colocada à prova.
Os testes de hipóteses devem seguir os passos:
Passo 1. Estabelecer as hipóteses (H
0
e H
1
).
Passo 2. Obter uma estatística, com distribuição conhecida, que fique completamente
definida sob H
0
.
Passo 3. Estabelecer os critérios do teste.
Todo teste estatístico apresenta dois tipos de erro:
Erro tipo I: Erro que se comete ao rejeitar H0, dado que ela é verdadeira, geralmente
representado por α, e denominado nível de significância do teste.
Erro tipo II: Erro que se comete ao não rejeitar H0, dado que ela é falsa.
O critério mais comum em testes de hipóteses é fixar o erro Tipo I (nível de
significância do teste).
Passo 4. Calcular o valor da estatística, item (2), para os valores da amostra.
Passo 5. Aplicar o critério do teste.
*
Departamento de Ciências Exatas – FCAV/UNESP, Campus de Jaboticabal. 14884-900 Jaboticabal SP
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ESTATÍSTICA APLICADA À ZOOTECNIA

Euclides Braga MALHEIROS*

TESTES DE HIPÓTESES

Hipótese estatística : pode ser definida como uma afirmação sobre a distribuição de uma variável aleatória (no geral sobre seus parâmetros).

Exemplos: Em uma população com média μ e variância σ^2 , possíveis hipóteses seriam

H:μ=0; H:μ>50; H:μ≠0; H:σ^2 =100; H:σ^2 <10.

A hipótese estatística pode ser simples ou composta:  Simples : se a hipótese especifica completamente a distribuição (H:μ=0, H:μ≠0; H:σ^2 =100).  Composta : se a hipótese não especifica completamente a distribuição (H:μ>50, H:σ^2 <10).

Teste de hipóteses : Como o próprio nome diz, são critérios estatísticos que permitem rejeitar ou não hipóteses testadas. Os testes de hipóteses, no geral, apresentam duas hipóteses:  Hipótese nula (ou da nulidade), geralmente representada por H 0 , que é a hipótese natural colocada à prova.  Hipótese alternativa , geralmente representada por H 1 ou HA, que é a hipótese alternativa à hipótese colocada à prova.

Os testes de hipóteses devem seguir os passos:

Passo 1. Estabelecer as hipóteses (H 0 e H 1 ).

Passo 2. Obter uma estatística, com distribuição conhecida, que fique completamente definida sob H 0.

Passo 3. Estabelecer os critérios do teste.

Todo teste estatístico apresenta dois tipos de erro: Erro tipo I : Erro que se comete ao rejeitar H0, dado que ela é verdadeira, geralmente representado por α, e denominado nível de significância do teste. Erro tipo II : Erro que se comete ao não rejeitar H0, dado que ela é falsa. O critério mais comum em testes de hipóteses é fixar o erro Tipo I (nível de significância do teste).

Passo 4. Calcular o valor da estatística, item (2), para os valores da amostra.

Passo 5. Aplicar o critério do teste.

  • (^) Departamento de Ciências Exatas – FCAV/UNESP, Campus de Jaboticabal. 14884-900 Jaboticabal SP

Para exemplificar, apresentemos esses passos em uma situação prática:

A quantidade de calorias de um produto (v.a. X) é tal que X~ N(μ,σ^2 ). Para a indústria,

μ=30, mas para os concorrentes μ≠30. Para avaliar o produto foi tirada uma amostra de tamanho 25, cujos valores são apresentados a seguir:

30,05 29,38 28,45 31,22 31,07 34,44 34,50 34,48 31,75 30, 31,92 31,76 30,25 33,28 33,40 31,46 31,43 32,92 29,91 33, 27,98 33,07 31,01 29,85 29,

Passo 1. Hipóteses a serem testadas: H 0 :μ=30 e H 1 : μ≠30.

Passo 2. Sabe-se que

n

X S

T = −^ μ~ t(n-1), ou seja, T tem distribuição t de Student com n-

graus de liberdade.

Passo 3. Fixando-se α=0,05 (5%), tem-se pela tabela da distribuição t ( ANEXO ) :

Região Crítica (Região de rejeição de H 0 ) = (-∞, -2,064) ∪ (2,064,+∞).

Passo 4.

25

3 , 43

=^31 ,^5 −^30 TC = 4,

Passo 5. Aplicar o critério do teste.

Como Tc pertence à região crítica do teste, rejeita-se H0 em favor de H1, ao nível de 5% de probabilidade.

Graficamente tem-se.