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texto complementar fundamentos da administração, Esquemas de Administração Empresarial

com a crise econômica varejistas se apoiam no mercado estrangeiro para melhor rendimento

Tipologia: Esquemas

2023

Compartilhado em 23/08/2023

i-v-5
i-v-5 🇧🇷

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Texto Complementar
Em meio à crise econômica, varejistas apostam no comércio
exterior para sobreviver
São Paulo O ano de 2021 foi marcado por um momento de recessão
econômica e pelos impactos da pandemia, mesmo com o avanço da vacinação.
E, para o setor varejista, o cenário não foi diferente. Segundo os dados do IBGE,
no mês de outubro, as vendas do varejo tiveram uma queda de 0,1% em relação
ao mês anterior. Entretanto, para atender uma demanda que tende a crescer
com as festas de final de ano e a retomada de quase todos os setores da
economia, o segmento tem investido no comércio exterior.
Para Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa de assessoria em
comércio exterior, “o varejo pode se beneficiar muito dos processos de
exportação e importação, principalmente, ao observarmos o cenário da
economia brasileira, atualmente. Nesse fim de ano, por exemplo, estamos
notando que, com o aumento da inflação, muitos vendedores preferem
comprar os bens do mercado externo para não precisarem repassar a alta dos
produtos para o consumidor.
Para ilustrar o impacto da compra de produtos internacionais no setor, segundo
os dados da Secretaria do Comércio Exterior do Ministério da Economia, as
importações de produtos, tipicamente, natalinos entre setembro e novembro de
2021, atingiram US$ 436,1 milhões, representando um crescimento de 19%, em
relação ao mesmo período de 2020.
Para o especialista, “esse movimento está muito ligado ao setor varejista, pois,
com a alta da inflação, fica mais barato comprar os produtos provenientes do
mercado externo que estão sujeitos às taxas internacionais do que os preços
do mercado interno que estão bem mais caros. É uma forma que eles
encontram de não precisar repassar na revenda todo o aumento nos custos de
aquisição”.
Porém, segundo indica Pizzamiglio, não é só a importação que pode ser uma
aliada dos comerciantes, já que a exportação também pode proporcionar novas
oportunidades de negócios, especialmente, com a expansão do e-commerce.
Em especial, quando citamos os pontos com o drawback, o incentivo fiscal para
a exportação. E esse fato já pode ser observado dentro do próprio mercado; um
grande exemplo é o crescimento da gigante de fast-fashion, Shein, que opera
por um meio, totalmente, digital e exporta os seus produtos para o mundo inteiro
encontrando grande margem de lucro e se consolidando como uma das
maiores empresas do setor.
O fenômeno da Shein, diz Fábio, ilustra bem a oportunidade que o comércio
exterior pode proporcionar para as empresas que estão em um processo de
expansão, que “com a criação do conceito de omnicanalidade e de e-
commerce, que preveem a integração de diversos canais de comunicação, seja
on-line ou físico, para a interação com o consumidor, surgem, também, novos
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Texto Complementar

Em meio à crise econômica, varejistas apostam no comércio

exterior para sobreviver

São Paulo – O ano de 2021 foi marcado por um momento de recessão econômica e pelos impactos da pandemia, mesmo com o avanço da vacinação. E, para o setor varejista, o cenário não foi diferente. Segundo os dados do IBGE, no mês de outubro, as vendas do varejo tiveram uma queda de 0,1% em relação ao mês anterior. Entretanto, para atender uma demanda que tende a crescer com as festas de final de ano e a retomada de quase todos os setores da economia, o segmento tem investido no comércio exterior. Para Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa de assessoria em comércio exterior, “o varejo pode se beneficiar muito dos processos de exportação e importação, principalmente, ao observarmos o cenário da economia brasileira, atualmente. Nesse fim de ano, por exemplo, estamos notando que, com o aumento da inflação, muitos vendedores já preferem comprar os bens do mercado externo para não precisarem repassar a alta dos produtos para o consumidor”. Para ilustrar o impacto da compra de produtos internacionais no setor, segundo os dados da Secretaria do Comércio Exterior do Ministério da Economia, as importações de produtos, tipicamente, natalinos entre setembro e novembro de 2021 , atingiram US$ 436,1 milhões, representando um crescimento de 19%, em relação ao mesmo período de 2020. Para o especialista, “esse movimento está muito ligado ao setor varejista, pois, com a alta da inflação, fica mais barato comprar os produtos provenientes do mercado externo – que estão sujeitos às taxas internacionais – do que os preços do mercado interno – que estão bem mais caros. É uma forma que eles encontram de não precisar repassar na revenda todo o aumento nos custos de aquisição”. Porém, segundo indica Pizzamiglio, não é só a importação que pode ser uma aliada dos comerciantes, já que a exportação também pode proporcionar novas oportunidades de negócios, especialmente, com a expansão do e-commerce. Em especial, quando citamos os pontos com o drawback , o incentivo fiscal para a exportação. E esse fato já pode ser observado dentro do próprio mercado; um grande exemplo é o crescimento da gigante de fast-fashion , Shein, que opera por um meio, totalmente, digital e exporta os seus produtos para o mundo inteiro

  • encontrando grande margem de lucro e se consolidando como uma das maiores empresas do setor. O fenômeno da Shein, diz Fábio, ilustra bem a oportunidade que o comércio exterior pode proporcionar para as empresas que estão em um processo de expansão, já que “com a criação do conceito de omnicanalidade e de e- commerce , que preveem a integração de diversos canais de comunicação, seja on-line ou físico, para a interação com o consumidor, surgem, também, novos

caminhos de venda, que podem incluir, inclusive, a comercialização de bens para o mercado internacional. Esse constante desenvolvimento de novas tecnologias e maneiras de atender o cliente cria um cenário, verdadeiramente, fértil para esse tipo de exploração”. Entretanto, para Pizzamiglio, o que, ainda, impede muitos varejistas de explorarem o comércio exterior como plano de negócio é o receio. “Muitos, ainda, partem da crença de que o varejo não é bom para a importação, porque não há grande volume de peças. Além disso, por vezes, a falta de conhecimento nos processos logísticos brasileiros, faz parecer que exportar é caro e complicado, quando não é”, finaliza. (*) Com as informações da Efficienza. Fonte: Equipe Comex do Brasil. Disponível em: comexdobrasil.com/em-meio-a-crise-economica- varejistas-apostam-no-comercio-exterior-para-sobreviver, 03 jan. 2022.