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TEXTO ONCOLOGIA
Tipologia: Notas de estudo
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*Transcrição da introdução da edição escrita por Luiz Antonio Santini Rodrigues da Silva Diretor Geral do Instituto Nacional de Câncer
“ O termo câncer é utilizado genericamente para representar um conjunto de mais de 100 doenças , incluindo tumores malignos de diferentes localizações. Importante causa de doença e morte no Brasil, desde 2003, as neoplasias malignas constituem-se na segunda causa de morte na população , representando quase 17% dos óbitos de causa conhecida, notificados em 2007 no Sistema de Informações sobre Mortalidade.
Compreender e controlar as doenças malignas requer conhecimentos científicos e experiências que vão desde o conhecimento dos complexos mecanismos de regulação molecular intracelular às escolhas individuais do estilo de vida. Também se exige uma gestão competente e o melhor uso dos recursos disponíveis para o planejamento, execução e avaliação das estratégias de controle da doença. A prevenção e o controle de câncer estão entre os mais importantes desafios, científicos e de saúde pública, da nossa época.
A Política Nacional de Atenção Oncológica, incorporada pela Portaria nº 2.048, de 3 de setembro de 2009 , define, para o país, abrangente controle do câncer, e considera vários componentes, desde as ações voltadas à prevenção até a assistência de alta complexidade, integradas em redes de atenção oncológica, com o objetivo de reduzir a incidência e a mortalidade por câncer. Planejar é fundamental.
Para mudar a realidade e controlar o câncer, a informação de qualidade, detalhada e precisa, regionalizada,
é condição essencial. Assim, cumprindo sua missão institucional e em continuidade ao trabalho iniciado em 1995, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) lança a edição das Estimativas 2010 : Incidência de Câncer no Brasil , com informações de referência para os anos 2010 e 2011. Desejamos que esta se constitua em uma ferramenta de planejamento, gestão e avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS) , útil para todos os que têm essa importante e complexa missão, que é controlar o câncer no país”.
Estimativas para o ano 2010 de número de casos novos de câncer, por região. Localizaçã o Primária*
Norte Norde ste
Centro -Oeste
Sul Sudest e Mama Feminina
1.350 8.270 2.690 9.310 27.
Traquéia, Brônquio e Pulmão
1.080 3.950 1.760 7.230 13.
Estômago 1.300^ 4.280^ 1.270^ 4.090^ 10. Próstata 1.960^ 11.570^ 3.430^ 9.820^ 25. Colo do Útero
1.820 5.050 1.410 3.110 7.
Cólon e Reto
620 3.040 1.580 6.150 16.
Esôfago 260 1.530^580 3.040^ 5. Leucemias 560 2.070^650 1.790^ 4. Cavidade Oral
410 2.810 800 2.510 7.
Pele Melanoma
180 540 250 2.020 2.
Outras Localiza ções
5.260 14.780 8.090 28.810 80.
Subtotal 14.800^ 57.890^ 22.510^ 77.880^ 202. Pele não Melanoma
4.320 31.460 7.830 24.600 45.
TOTAL 19.120^ 89.350^ 30.340^ 102.480^ 247.
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Estimativas para o ano 2010 das taxas brutas de incidência por 100.000 e de número de casos novos por câncer, em homens, segundo localização primária.*
Localização Primária Neoplasia maligna Estimativa dos Casos Novos
Estado Capital
Casos Taxa Bruta Casos Taxa Bruta
Próstata 710 45, 160 54,
Traquéia, Brônquio e Pulmão 220 14, 50 18,
Estômago 180 11, 30 11,
Cólon e Reto 110 6, 30 10,
Cavidade Oral 110 6, 30 11,
Esôfago 90 5, 20 5,
Leucemias 80
4, 20 5,
Pele Melanoma 20 1, ** 2,
Outras Localizações 680 43, 70 24,
**Subtotal
139, 420 145,**
Pele não Melanoma 740 47, 210 70,
**Todas as Neoplasias
186, 630 217,**
Fonte: INCA, 2010.
Questão avaliativa 1:
1. Analisando as estimativas de ocorrência de câncer no Brasil, Mato Grosso e Cuiabá, apresentadas nas tabelas, construa uma tabela apresentando: 1.1 os cinco tipos de Câncer de maior incidência nos homens em MT. 1.2 os cinco tipos de Câncer de maior incidência entre mulheres em MT. 1.3 compare tal resultado com as estimativas por região do Brasil para ocorrência de câncer e descreva sua conclusão.
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***Breves comentários sobre os tipos de câncer de maior magnitude que são passíveis de prevenção primária (prevenção da ocorrência) ou secundária (detecção precoce). Texto original do INCA - Incidência de câncer no Brasil. Estimativa2010.
Câncer de mama O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres são de mama. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, este tipo de câncer também é o mais frequente nas mulheres das regiões Sul (64/100.000), Centro-Oeste (38/100.000) e Nordeste (30/100.000). Na Região Norte é o segundo tumor mais incidente (17/100.000)
Os fatores de risco relacionados à vida reprodutiva da mulher (menarca precoce, nuliparidade, idade da primeira gestação a termo acima dos 30 anos, anticoncepcionais orais, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal) estão bem estabelecidos em relação ao desenvolvimento do câncer de mama. A idade continua sendo um dos mais importantes fatores de risco. As taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos, e posteriormente, esse aumento ocorre de forma mais lenta. Essa mudança no comportamento da taxa é conhecida na literatura como “Clemmesen´s hook”, e tem sido atribuída ao início da menopausa. Além desses, alguns estudos recentes mostram que a exposição à radiação ionizante, mesmo em baixas doses, aumenta o risco de desenvolver câncer de mama, particularmente durante a puberdade. Ao contrário do câncer do colo do útero, o câncer de mama encontra-se relacionado ao processo de urbanização da sociedade, evidenciando maior risco de adoecimento entre mulheres com elevado status socioeconômico. Fatores genéticos também estão associados ao maior risco de desenvolvimento de câncer de mama. A
amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menor risco de desenvolver esse tipo de câncer. A prevenção primária dessa neoplasia ainda não é totalmente possível devido à variação dos fatores de risco e às características genéticas que estão envolvidas na sua etiologia. No Brasil, o rastreamento mamográfico para mulheres de 50 a 69 anos é a estratégia recomendada para controle do câncer de mama. As recomendações do Ministério da Saúde para detecção precoce e diagnóstico desse câncer são baseadas no Documento de Consenso para Controle do Câncer de Mama , de 2004, que considera como principais estratégias de rastreamento um exame mamográfico, pelo menos a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos, e o exame clínico anual das mamas, para mulheres de 40 a 49 anos. O exame clínico da mama deve ser realizado em todas as mulheres que procuram o serviço de saúde, independente da faixa etária, como parte do atendimento à saúde da mulher. Para as mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer de mama (com história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau), recomendam-se o exame clínico da mama e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos.
Câncer de pulmão Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de pulmão em homens é o segundo mais frequente nas regiões Sul (35/100.000), Sudeste (21/100.000) e Centro-Oeste (16/100.000). O câncer de pulmão é o tipo mais comum de câncer no mundo. O padrão da ocorrência desse tipo de neoplasia é determinado por um passado de grande exposição ao tabagismo. Ao final do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitável.Esse tipo de câncer é geralmente detectado em estágios avançados, uma vez que a sintomatologia nos estágios iniciais da doença não é comum.
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Estudos epidemiológicos apontam como outros importantes fatores de risco para o câncer de pulmão: exposição ao asbesto, ao gás radioativo radônio e poluição do ar, assim como infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A. Existem outros agentes cancerígenos de origem ocupacional e ambiental relacionados ao câncer de pulmão, como fumo passivo, poluição do ar (hidrocarbonetos policíclicos e a fumaça do óleo diesel, oriundos dos veículos a motor e das indústrias), radiação e história de tuberculose.
Câncer de estômago No mundo, a incidência do câncer de estômago configura-se como a quarta causa mais comum e, em termos de mortalidade, é a segunda causa de óbitos por câncer. Em geral, sua magnitude é de duas a três vezes maior nos países em desenvolvimento e é maior no sexo masculino que no feminino. Estratégias para a prevenção do câncer de estômago incluem melhorias no saneamento básico, mudanças no estilo de vida da população, modificação do consumo alimentar (aumento da ingestão de frutas, legumes e verduras, redução do uso do sal, melhores métodos de conservação alimentar), bem como atitudes individuais como não fumar e manutenção do peso corporal. A infecção por Helicobacter pylori continua sendo o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de estômago, aumentando cerca de seis vezes a incidência desse tipo de câncer.
Câncer do colo do útero O câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, com aproximadamente 500 mil casos novos por ano no mundo, sendo responsável pelo óbito de, aproximadamente, 230 mil mulheres por ano. Sua incidência é cerca de duas vezes maior em países menos desenvolvidos quando comparada aos países mais desenvolvidos. A incidência de câncer do colo do útero evidencia-se na faixa etária de 20 a 29 anos e o risco
aumenta rapidamente até atingir seu pico, geralmente na faixa etária de 45 a 49 anos. Ao mesmo tempo, com exceção do câncer de pele, é o câncer que apresenta maior potencial de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. Sabe-se hoje que, para o desenvolvimento da lesão intraepitelial de alto grau e do câncer invasivo do colo do útero, o Papilomavírus Humano (HPV) é condição necessária; porém, por si só, não é uma causa suficiente, uma vez que, para o desenvolvimento, manutenção e progressão das lesões intraepiteliais faz-se necessária, além da persistência do HPV, a sua associação com os outros fatores de risco. Aproximadamente todos os casos de câncer do colo do útero são causados por um dos 13 tipos do HPV atualmente reconhecidos como oncogênicos pela IARC. Destes, os tipos mais comuns são o HPV16 e o HPV18. Outros fatores que contribuem para a etiologia desse tumor são o tabagismo, multiplicidade de parceiros sexuais, uso de contraceptivos orais, multiparidade, baixa ingestão de vitaminas, iniciação sexual precoce e coinfecção por agentes infecciosos como o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Chlamydia trachomatis. Até a década de 1990, o teste Papanicolaou convencional constituiu-se na principal estratégia utilizada em programas de rastreamento voltados ao controle do câncer do colo do útero. Novos métodos de rastreamento, como testes de detecção do DNA do HPV e inspeção visual do colo do útero, utilizando ácido acético (VIA) ou lugol (VILI), são apontados, em vários estudos, como eficazes na redução das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero. No Brasil, o exame citopatológico é a estratégia de rastreamento recomendada pelo Ministério da Saúde prioritariamente para mulheres de 25 a 59 anos.
Câncer de próstata Na Região Centro-Oeste (48/100.000) o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens. Em termos de valores absolutos, o câncer de
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malignidade, é outra estratégia internacionalmente aceita.
Tumores Pediátricos : O câncer infantojuvenil, até 18 anos, é considerado raro quando comparado com os tumores que afetam os adultos. O câncer infantojuvenil deve ser estudado separadamente do câncer do adulto por apresentar diferenças nos locais primários, origens histológicas e comportamentos clínicos. Dos cânceres infantis, a leucemia é o tipo mais frequente na maioria das populações. Entre os Linfomas, o mais incidente na infância é o Linfoma não Hodgkin.
Questão avaliativa 2.
www.oncoguia.com.br. Equipe Oncoguia
O corpo humano é formado por milhões de células que se reproduzem através de um processo chamado divisão celular. Em condições normais, esse processo é ordenado e controlado e é responsável pela formação, crescimento e regeneração dos tecidos saudáveis do corpo. Em contrapartida, existem situações nas quais estas células, por razões variadas, sofrem uma “metamorfose” tecnicamente chamada de carcinogênese, e assumem características aberrantes quando comparadas com as células normais. Essas células perdem a capacidade de limitar e controlar o seu próprio crescimento passando, então, a multiplicarem-se muito rapidamente e sem nenhum controle.
O resultado desse processo desordenado de crescimento celular é uma produção em excesso dos tecidos do corpo (que podem ser processos inflamatórios, infecciosos ou mesmo os crescimentos celulares benignos), formando o que se conhece como tumor. Podemos dividir os tumores em: Tumor Benigno –Os tumores benignos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo (semelhantes às do tecido normal) determinando a compressão dos tecidos vizinhos, o que leva a formação de uma pseudocápsula fibrosa. Geralmente podem ser removidos totalmente através de cirurgia e na maioria dos casos não tornam a crescer. Tumor Maligno – as células deste tumor tem crescimento rapido, desordenado, infiltrativo e destrutivo e não permite a formação da pseudocápsula; mesmo que ela se encontre presente, não deve ser equivocadamente considerada como tal, e sim como tecido maligno.
Neoplasia=Tumor Neoplasia - de origem grega, a palavra neoplasia "neo" + "plasis" significa, ao pé da letra: nova proliferação; novo tecido. É o nome de um processo patológico que resulta no desenvolvimento de um neoplasma (crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular). As neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são chamadas tumores.
O câncer detém o poder de matar por invasão destrutiva os órgãos normais, pois não respeita as mais básicas regras de “convivência social” entre as células e cresce demais, ocupando o espaço de seus vizinhos, sufocando-os. Ele detém a propriedade de se disseminar através da corrente sanguínea e dos vasos linfáticos, produzindo as chamadas metástases , que na verdade são uma espécie de “filial” do tumor primário , em outro órgão ou tecido.
A metástase também pode invadir órgãos e tecidos circunvizinhos por continuidade, impondo severos danos a estes órgãos e tecidos. O comportamento anormal das células
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cancerosas é geralmente espelhado por mutações nos genes das células, ou secreção anormal de hormônios ou enzimas. A maioria dos cânceres invadem ou se tornam metastáticos, mas cada tipo específico tem características clínicas e biológicas, que devem ser estudadas para um adequado diagnóstico, tratamento e seguimento. Resumindo, cada caso é um caso.
Ainda com relação ao câncer... Devido às diferentes células existentes e componentes do corpo humano, o câncer pode se apresentar de diferentes tipos. Podemos então, dividi-los em tumores sólidos e neoplasias hematológicas.
Carcinoma – o câncer se origina nos tecidos epiteliais, ou seja, aqueles cuja função é o revestimento ou a formação das glândulas. (Exemplos de revestimento: pele, mucosa das vias aéreas, mucosa do tubo digestivo e exemplos de glândulas: tireóide, mama e próstata). Sarcoma – são definidos por sua origem embrionária, ou seja, aquelas classificadas de acordo com a formação do órgão durante a fase de embrião. Nas fases iniciais do desenvolvimento de um embrião, ocorre uma diferenciação nas células que se dispõem em camadas. Essas camadas evoluem para formar os diversos tecidos e órgãos do corpo. A mesoderme, que é a camada intermediária, dá origem aos ossos, músculos, gorduras, tendões e vasos sanguíneos. Melanoma – são formados por células pigmentadas da pele. Tumores de células germinativas – se originam nas células reprodutoras (testículos e ovários). Tumores de Sistema Nervoso
São doenças malignas com origem nas células do sangue e que desde o seu início já não costumam estar restritas a uma única região do corpo, manifestando-se em várias partes do corpo sem respeitar barreiras anatômicas. Os órgãos mais
freqüentemente envolvidos neste processo são: sangue, medula óssea, gânglios linfáticos, baço e fígado.
Câncer tem cura? Como toda doença, alguns tipos de câncer têm cura e outros não. Tudo depende essencialmente do tipo de tumor maligno e do estágio em que esse câncer se encontra. As possibilidades de cura estão diretamente relacionadas com tempo em que tumor é detectado no paciente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de o tratamento dar certo. Se o diagnóstico for feito tardiamente, o índice de cura do câncer diminui e complicações podem aparecer mesmo depois de esse tumor ter sido tratado. É importantíssimo lembrar que mesmo pacientes que não têm cura podem viver por muitos anos com boa qualidade de vida, com a doença controlada e tratada, como qualquer doença crônica. Isto é comum em oncologia, portanto, ainda mais por esta razão, todo caso de câncer, mesmo em fase adiantada, deve ser visto por um oncologista. A falta de informação aliada à crença de que o câncer não tem cura acaba por gerar uma atitude de medo. Esse receio faz com a pessoa não queira saber se tem algum tumor maligno logo no começo da doença. É uma pena porque nos estágios iniciais as possibilidades de cura do câncer são bem maiores. Se pensarmos em termos estatísticos, podemos afirmar que o câncer é a doença crônica mais curável atualmente. Cerca de 50% dos casos, nos países desenvolvidos, são curados. No Brasil estima-se que este número seja menor, devido ao fato de que os diagnósticos são feitos bem mais tardiamente.
A Oncologia é a especialidade médica que estuda os tumores, que podem ser benignos ou malignos. A palavra Oncologia tem origem grega: oykos"= volume, tumor e é um ramo da patologia que estuda as neoplasias. Os
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(geralmente, um câncer de pulmão) disseminou para os linfonodos vizinhos. Existem vários sistemas para estadiamento de câncer, sendo o mais simples deles o que classifica as neoplasias malignas em:
a) Estágio Local ou Inicial Determina o local em que a doença se encontra localizada. Geralmente, restrita ao órgão de origem, sem metástases (filiais). É em grande parte curável com medidas locais, como cirurgia ou irradiação.
b) Estágio Regional O câncer estende-se para fora do órgão de origem, mas mantém proximidade, como em linfonodos (gânglios), por exemplo. Muitas vezes curável com medidas locais (cirurgia e irradiação) e, às vezes, necessitando de tratamento conjunto com a quimioterapia, em geral, após a cirurgia (quimioterapia adjuvante).
c) Estágio Regional Extenso Estende-se para fora do órgão de origem, atravessando vários tecidos. É geralmente impossível de ser removido cirurgicamente, devido ao comprometimento de estruturas anatômicas nobres como artérias, nervos e órgãos. O tratamento local ou sistêmico depende das características do tumor. Em geral, não tem bom prognóstico, todavia o uso de quimioterapia pré-operatória (neo- adjuvante) pode reduzir o tamanho destes tumores permitindo que eles sejam retirados por meio de cirurgia, melhorando o prognóstico e aumentando as chances de cura.
d) Estágio Avançado Disseminado pelo corpo através de metástases. Pode envolver múltiplos órgãos. Raramente curável, salvo alguns tipos de neoplasias que respondem muito bem à quimioterapia convencional ou mesmo a quimioterapias de alta dosagem.
Classificação TNM Estágio 0 TIS
Estágio IA T1, N0, M Estágio IB T2, N0, M Estágio IIA T1, N1, M Estágio IIB T2, N1, M0; T3, N0, M Estágio IIIA T1-3, N2, M0; T3, N1, M Estágio IIIB T4, qualquer N, M0; qualquer T, N3, M Estágio IV Qualquer T, qualquer N, M TIS, tumor in situ; T, tumor; N, linfonodos; M, metástases.
Exame PET Scan ( PET/CT ) O PET Scan (ou PET/CT), é a sigla para Positron Emission Tomography ou, em português, Tomografia por Emissão de Pósitrons, é uma modalidade de diagnóstico por imagem que permite avaliar funções importantes do corpo, tais como o fluxo do sangue, o uso do oxigênio, e o metabolismo do açúcar (glicose), ajudando aos médicos a avaliar como os órgãos e os tecidos estão funcionando.
Para que serve A detecção de anormalidades metabólicas através da tomografia por emissão de pósitrons (PET Scan) tem sido aplicada nas áreas de oncologia, neurologia e cardiologia. Os avanços na área de diagnósticos por imagem utilizando o PET Scan têm permitido diagnósticos mais precisos de diferentes doenças, possibilitando um planejamento terapêutico mais adequado ao paciente. O PET scan é realizado para:
pelo corpo e quanto (metástases)
tratamento, por exemplo, a terapia contra câncer que um paciente recebe
o tratamento
chega ao músculo cardíaco
provocou um infarto cardíaco
que se potencialmente podem se beneficiar de um procedimento invasivo, por exemplo, angioplastia
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tais como tumores e alterações da memória
cérebro e coração humanos
O câncer é contagioso? Mito. Mesmo o câncer causado por vírus não é contagioso, ou seja, não passa de uma pessoa para a outra por contágio como ocorre com resfriados, por exemplo. No entanto , alguns vírus oncogênicos, isto é, capazes de produzir câncer, podem ser transmitidos através do contato sexual, de transfusões de sangue ou de seringas contaminadas utilizadas para injetar drogas.
Desenvolver um câncer é um castigo? Mito. Há várias causas para o câncer, sobretudo tabagismo, consumo exagerado de álcool, maus hábitos alimentares, sedentarismo que são os principais responsáveis pelos casos de câncer. Pessoas na minha família tiveram câncer, terei também porque o câncer é hereditário? Mito. Em geral, o câncer não é hereditário. Há apenas alguns raros casos que são herdados, tal como o retinoblastoma, um tipo de câncer de olhos que ocorre em crianças. Entretanto, existem alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais sensíveis à ação de carcinógenos, isto é, agentes que provocam o desenvolvimento de um câncer ou tumor maligno no organismo, o que explica por que algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno ambiental. Mas, repetimos: o câncer não é comprovadamente hereditário.
Pessoas afro-descendentes não correm risco de ter câncer de pele? Mito. Qualquer pessoa pode ter câncer de pele, no entanto aquelas com maior concentração de melanina na pele, como as pessoas afro-descendentes,
apresentam menor incidência de tumores de pele.
Câncer de pele é mais comum em pessoas com idade acima de 40 anos? Verdade. Os efeitos nocivos do sol são cumulativos, por isso é comum que o câncer de pele e suas lesões apareçam após os 40 anos.
Charutos e cachimbos provocam menos câncer de pulmão que cigarros comuns? Mito. Tanto os cigarros como os charutos e fumo para cachimbos consistem em folhas de tabaco secas, além de outras substâncias. Dentre aquelas já identificadas no tabaco e na sua fumaça, 43 são comprovadamente cancerígenas. Como há mais fumantes de cigarros do que de charutos e cachimbos, a ocorrência de câncer por cigarro é maior, no entanto charutos e cachimbos são igualmente perigosos.
O tabaco causa apenas câncer de pulmão? Mito. O hábito de fumar é a principal causa do câncer de pulmão, laringe, faringe, cavidade oral e esôfago. Também contribui para o surgimento do câncer de bexiga, pâncreas, útero, rim e estômago, além de algumas formas de leucemia.
A destruição da camada de ozônio aumenta as chances de se desenvolver algum tipo de câncer, principalmente o câncer de pele? Verdade. Com a destruição da camada de ozônio, os raios UV-B e UV-C aumentam sobre a Terra. Os raios UV-B estão diretamente relacionados ao surgimento do câncer de pele e os raios UV-C são potencialmente mais carcinogênicos do que os UV-B.
Desodorante antiperspirante pode causar câncer de mama? Mito. De forma alguma. Esse é um boato que circula na Internet, mas nada tem de verdadeira. Na axila nem existem células mamárias. Não existem pesquisas ou estudos que demonstrem haver qualquer ligação entre as duas coisas. O que pode acontecer é o entupimento de algumas
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por ano é suficiente. Nem o auto-exame, nem o exame médico, nem a mamografia são eficientes sozinhos. Alguns cânceres de mama são detectados apenas com a mamografia. Outros são detectados apenas com exame médico, por esta razão, a American Cancer Society (ACS) recomenda a mamografia, junto com o auto-exame e o exame físico feito por um profissional de saúde.
Anemia transforma-se em leucemia? Mito. A leucemia causa anemia, devido à diminuição do número da fabricação das células vermelhas.
Quimioterapia é o tratamento que utiliza medicamentos com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. Pode ser associada a outros tipos de tratamento, como cirurgia e radioterapia. A quimioterapia pode ser indicada antes ou após uma cirurgia, ou ainda isoladamente, sem que haja indicação cirúrgica. Pode, ainda, ser feita em conjunto com outros tipos de tratamento, como a radioterapia e a imunoterapia. A indicação do tipo de tratamento a ser feito depende de vários fatores, como o tipo de tumor, localização e estágio da doença. A quimioterapia interfere nas células anormais do câncer, impedindo o seu crescimento e multiplicação desordenados. Freqüentemente a quimioterapia é usada em adição à cirurgia e/ou radioterapia. Nestas circunstâncias a quimioterapia é chamada de adjuvante. Algumas vezes a quimioterapia é usada para diminuir o tamanho do tumor antes da cirurgia e/ou radioterapia e é chamada de neoadjuvante. Quando a quimioterapia serve apenas para controlar os sintomas da doença em progressão e para ajudar pessoas a viverem mais confortavelmente com a doença, então é chamada de paliativa.
Como age a Quimioterapia As células normais do nosso corpo se multiplicam e morrem de forma
equilibrada. As células cancerosas, entretanto, mantêm um crescimento desordenado e se multiplicam sem controle. A quimioterapia é capaz de impedir esse processo, interrompendo a multiplicação destas células em um ou mais pontos do seu ciclo de vida. Como algumas drogas funcionam melhor em combinação do que isoladamente, a quimioterapia freqüentemente consiste no uso de mais de uma droga e é chamada quimioterapia combinada. Os medicamentos anti-tumores agem destruindo as células doentes, inibindo a sua manifestação. O seu mecanismo de ação direciona-se principalmente para células de multiplicação rápida do nosso organismo. Desta ação resultam os principais efeitos colaterais da quimioterapia como anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos do sangue), leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos do sangue), a mucositose (aftas) e a alopecia (queda dos cabelos). Esses efeitos colaterais são reversíveis em sua maioria, pois as células normais voltam a se multiplicar e desempenhar suas funções habituais após o término da quimioterapia.
Para que serve a Quimioterapia Dependendo do tipo do câncer e do estádio de evolução da doença, a quimioterapia pode ser usada com o objetivo de:
espalhado para outras partes do corpo a partir do tumor primário;
câncer.
Drogas usadas no Tratamento Esta escolha depende dos seguintes fatores: tipo de câncer, localização, objetivo do tratamento, como a doença está afetando suas atividades, e seu estado clínico geral. Baseado nas medidas do peso e altura, e de exames,
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o médico poderá calcular a dosagem apropriada individualmente.
A quimioterapia pode ser recebida ambulatorialmente na clínica ou até mesmo em casa dependendo das medicações usadas ou estado geral. Raramente é necessária a internação apenas para administração do tratamento.
O tempo de aplicação da quimioterapia depende do tipo de câncer, dos objetivos do tratamento, das drogas usadas e de como seu organismo reage a elas. Baseado nisto é programado o tratamento. O período de descanso existe para que o organismo possa se recuperar dos efeitos da quimioterapia pode variar de dias a semanas.
A Quimioterapia pode ser adiada dependendo dos exames de sangue que antecedem a aplicação da quimioterapia e do grau dos efeitos colaterais. Neste caso, a aplicação fica suspensa até a normalização do exame ou superação dos sintomas.
Vias de administração da Quimioterapia
veia é puncionada com uma agulha fina para a infusão de soros e medicações. Geralmente são selecionadas as veias da mão e do antebraço. O cateter de Port, inserido cirurgicamente sob a pele, pode ser usado para a infusão na impossibilidade de acesso venoso convencional.
comprimidos, cápsulas ou líquido;
intralesional;
sobre a pele. Existem vias especiais de aplicação direta da quimioterapia , utilizando-se um cateter, em áreas específicas do corpo: no líquido espinhal (ou intratecal), na cavidade abdominal (ou peritoneal), na bexiga (ou intravesical), ou no fígado. Quando
a infusão de quimioterapia é prolongada, com duração de muitas horas ou dias, Bombas de infusão podem ser utilizadas para controlar a liberação da medicação.
Quimioterapia e outros Remédios Algumas medicações podem interferir com os efeitos da quimioterapia. As medicações usadas no dia a dia como laxativos, analgésicos e vitaminas devem ser avaliadas pelo médico, e informado sempre que for iniciar uma nova medicação.
Como saber se a Quimioterapia está Funcionando O médico poderá "medir" os efeitos da quimioterapia de acordo com o exame físico, exames de sangue e radiológicos, como RX e tomografia computadorizada, e outros. Entretanto, é bom lembrar que os efeitos colaterais do tratamento nada têm haver com os resultados da quimioterapia sobre o tumor. Os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa e de droga para droga, e ter os sintomas causados pela quimioterapia não tem correlação com a eficácia do tratamento. Também, quando o a intenção do tratamento é ‘complementar’ à cirurgia, não há como ‘medir’ o efeito sobre o tumor, e sim quantificar a redução da expectativa de recidiva da doença.
Efeitos Adversos e tempo de duração As células cancerosas crescem e se dividem mais rapidamente que as células normais do nosso corpo. A quimioterapia age justamente eliminando as células de crescimento rápido. Porém, existem células normais no nosso corpo que também se multiplicam rapidamente, como por exemplo, as células da medula óssea, do trato digestivo, dos folículos pilosos e do sistema reprodutivo. As principais áreas do corpo que podem ser afetadas são aquelas onde as células normais se dividem com maior rapidez, como é o caso da pele, cabelo, boca, medula óssea e o sistema digestivo. A quimioterapia pode, portanto, danificar também estas células normais, causando os efeitos colaterais: náuseas,
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paladar como, por exemplo, a perda da sensibilidade gustativa ao doce ou salgado.
Febre Alguns dias após a quimioterapia, há uma diminuição temporária das defesas do organismo, que fica predisposto a contrair mais facilmente infecções por vírus, bactérias e fungos. A febre é um sinal de alerta para a existência de infecções no organismo. Nesta situação, o médico deve ser imediatamente avisado , para que possa iniciar o tratamento adequado. O risco de infecções mais graves, pelo fato de o paciente estar com a imunidade comprometida é muito maior. O número de leucócitos mostra sua defesa imunológica, evidenciando a necessidade do uso de antibióticos, ou mesmo de internação hospitalar para sua maior segurança.
Diarréia Algumas drogas quimioterápicas podem causar diarréia em maior ou menor intensidade, dependendo da reação do organismo. Se ela persistir por mais de 24 horas, o paciente deverá obter orientação médica. Nos casos menos intensos, algumas medidas podem ajudar:
mais líquida (chás, água e sucos);
evitando alimentos gordurosos e frituras.
Queda de cabelo
Nem toda a quimioterapia está associada a este efeito. Mas alguns medicamentos atingem o crescimento e a multiplicação das células que dão origem ao cabelo, podendo provocar a queda de cabelos, de forma total ou parcial. Não se pode prever exatamente como e em que proporção os cabelos serão afetados, porém é importante lembrar que a queda é geralmente temporária; o processo de nascimento do cabelo se reinicia logo após o término da
quimioterapia, e em alguns casos, ainda durante a quimioterapia. Nesta fase, alguns pacientes preferem cortar os cabelos antes, como uma forma para se preparar para o processo da queda. Outros esperam que os cabelos comecem a cair, para então tomar a decisão de cortar e/ou usar um artifício como boné, lenço ou peruca.
7.3 Orientações práticas gerais Alimentação Não há necessidade de grandes modificações na alimentação. No entanto, o paciente deve incluir nas refeições diárias frutas, verduras, cereais, carnes, para que possa obter todos os nutrientes de que o organismo precisa. É importante que o paciente esteja sempre bem alimentado, para ter melhores condições de reagir aos efeitos colaterais, ficando também menos predisposto a infecções. Em geral não é necessária suplementação vitamínica, que deve ficar a critério do médico oncologista.
Bebidas alcoólicas Devem ser evitadas, tendo em vista que o álcool pode interagir com os medicamentos utilizados no tratamento, podendo reduzir os efeitos esperados, e aumentando efeitos colaterais.
Atividades físicas Durante o período de tratamento não há contra-indicação à prática de exercícios físicos ou modalidades esportivas. Porém, o indivíduo pode ficar menos disposto. Por esta razão, o paciente deve estar atento para não exagerar e forçar suas condições físicas.
Trabalho A maioria dos pacientes pode e deve continuar trabalhando durante o tratamento. Não há indicação para que as atividades habituais sejam paralisadas, a menos que sejam bastante pesadas e exijam muita condição física. Na maioria das vezes o paciente precisa apenas ajustar o dias das sessões de tratamento e os dias em que os efeitos colaterais estejam mais fortes, para que possa
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entrar em acordo e ser dispensado do trabalho.
Relações sexuais A quimioterapia, para muitos pacientes, provoca tensões físicas e emocionais que podem estar ligadas não só aos efeitos colaterais, como também às mudanças no ritmo de vida, alimentação e trabalho, além de ansiedades em relação ao futuro, à saúde e à família. Todos esses aspectos juntos podem contribuir para que haja uma diminuição no interesse sexual.
No entanto, é importante que o paciente saiba que a quimioterapia não o impede de manter relações sexuais normalmente.
Ciclo menstrual As drogas utilizadas na quimioterapia podem reduzir temporariamente a produção de hormônios, provocando em algumas mulheres alteração do ciclo menstrual. A quantidade de sangramento pode ser alterada, e às vezes pode ocorrer interrupção completa da menstruação. Geralmente, após o término do tratamento, o ciclo menstrual vai voltando ao seu funcionamento normal.
Gravidez
Durante o período de quimioterapia a gravidez deve ser evitada, já que as drogas usadas podem causar riscos na formação do bebê. É importante pedir orientação ao médico sobre o melhor método de anticoncepção a ser usado durante o tratamento.
Uso de outros medicamentos
Alguns medicamentos, mesmo os homeopáticos. "alternativos" e "naturais", podem interferir no tratamento quimioterápico. Por isso, o médico deve ser sempre consultado antes de o paciente fazer uso de qualquer medicamento.
Vacinação Toda vacinação deve ficar suspensa durante o tratamento, salvo
aquelas que seu médico não contra- indicar.
Para melhorar as condições das veias fazer o seguinte exercício:
superior do braço;
uma bolinha de borracha durante 1 minuto, e desamarre o braço;
Sempre que houver dúvidas, procure a Central de Quimioterapia para receber orientações.
7.4 Sintomas que merecem cuidados imediatos Caso o paciente apresente algum sintoma novo que o incomode, ou ainda um dos sintomas relacionados abaixo, deve procurar orientação médica, o mais rápido possível.
que 38 graus);
respiratória;
borrada);
anorma;l
que persista por tempo mais prolongado.
7.5 Orientações durante a quimioterapia
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