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Texto de hemotransfusão, Notas de estudo de Enfermagem

TEXTO DE HEMOTRANSFUSÃO

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 28/06/2010

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barbara-melissa-8 🇧🇷

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UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ENFERMAGEM
SAÚDE DO ADULTO
HEMOTRANSFUSÃO
Professor: Davi Lúcio de Almeida, Rafaelle Quevedo, Graciela Salomão.
Definição: A hemotransfusão é a transferência de sangue ou de um hemocomponente
(componente do sangue) de um tipo (doador) a outro (receptor).
FINALIDADES;
As transfusões são realizadas para aumentar a capacidade do sangue de transportar oxigênio,
para restaurar o volume sangüíneo do organização, para melhorar a isenção ou para emendar
distúrbios da coagulação.
A administração de sangue e componentes sangüíneos requer o conhecimento de técnicas de
administração corretas e das possíveis complicações. È muito importante estar familiarizado com
as políticas e procedimentos da instituição para terapia transfusional.
(Smeltzer e Bare, 2005)
História da Hemotransfusão
1818 - James Blundell transfundiu sangue humano em mulheres com hemorragia pós
parto,(primeira transfusão)
1901 - Karl Landstainer descobre os grupos sanguíneos ABO,
foram descobertos no início do século XX (cerca de 1900 - 1901), dedicou a comprovar que
havia diferenças no sangue de diversos indivíduos. Ele colheu amostras de sangue de diversas
pessoas, isolou os glóbulos vermelhos (hemácias) e fez diferentes combinações entre plasma e
hemácias, tendo como resultado a presença de aglutinação dos glóbulos em alguns casos, e sua
ausência em outros. Landsteiner explicou então por que algumas pessoas morriam depois de
transfusões de sangue e outras não. Em 1930 ele ganhou o Prêmio Nobel por esse trabalho
1936 - Em Barcelona surgiu o primeiro banco de sangue, durante a guerra civil
espanhola. Enfrentavam problemas relacionados a coagulação do sangue.
1940 - Levine descobre o fator Rh positivo ou negativo. Quem é Rh positivo possui uma
proteína chamada antígeno D na superfície dos glóbulos vermelhos. Quem não tem esse
antígeno é Rh negativo.
Após a II guerra mundial surgem no BRASIL os primeiros bancos de sangue privados.
1970 - Implantação dos HEMOCENTROS, iniciando uma política do sangue.
Legislação
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UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

FACULDADE DE ENFERMAGEM

SAÚDE DO ADULTO

HEMOTRANSFUSÃO

Professor: Davi Lúcio de Almeida, Rafaelle Quevedo, Graciela Salomão.

Definição: A hemotransfusão é a transferência de sangue ou de um hemocomponente (componente do sangue) de um tipo (doador) a outro (receptor).

FINALIDADES; As transfusões são realizadas para aumentar a capacidade do sangue de transportar oxigênio, para restaurar o volume sangüíneo do organização, para melhorar a isenção ou para emendar distúrbios da coagulação. A administração de sangue e componentes sangüíneos requer o conhecimento de técnicas de administração corretas e das possíveis complicações. È muito importante estar familiarizado com as políticas e procedimentos da instituição para terapia transfusional. (Smeltzer e Bare, 2005)

História da Hemotransfusão

  • 1818 - James Blundell transfundiu sangue humano em mulheres com hemorragia pós parto,(primeira transfusão)
  • (^) 1901 - Karl Landstainer descobre os grupos sanguíneos ABO, foram descobertos no início do século XX (cerca de 1900 - 1901), dedicou a comprovar que havia diferenças no sangue de diversos indivíduos. Ele colheu amostras de sangue de diversas pessoas, isolou os glóbulos vermelhos (hemácias) e fez diferentes combinações entre plasma e hemácias, tendo como resultado a presença de aglutinação dos glóbulos em alguns casos, e sua ausência em outros. Landsteiner explicou então por que algumas pessoas morriam depois de transfusões de sangue e outras não. Em 1930 ele ganhou o Prêmio Nobel por esse trabalho
  • 1936 - Em Barcelona surgiu o primeiro banco de sangue, durante a guerra civil espanhola. Enfrentavam problemas relacionados a coagulação do sangue.
  • 1940 - Levine descobre o fator Rh positivo ou negativo. Quem é Rh positivo possui uma proteína chamada antígeno D na superfície dos glóbulos vermelhos. Quem não tem esse antígeno é Rh negativo.
  • Após a II guerra mundial surgem no BRASIL os primeiros bancos de sangue privados.
  • 1970 - Implantação dos HEMOCENTROS, iniciando uma política do sangue.

Legislação

RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) Nº 153 de 14 de julho de 2004 da ANVISA( Agência Nacional da( Vigilância Sanitária ): Determina o regulamento técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo coleta, processamento, testagem , armazenamento, transporte, controle de qualidade, transfusão de sangue e componentes obtidos de cordão umbilical e medula óssea.

Legislação

Resolução do COFEN – ( Conselho Federal de Enfermagem)200 /97. Dispõe sobre a atuação dos profissionais de enfermagem em hemoterapia e transplante de medula óssea.

A Hemoterapia moderna se desenvolveu baseada no preceito racional de transfundir-se somente o componente que o paciente necessita, baseado em avaliação clínica e/ou laboratorial, não havendo indicações de sangue total. A maioria das indicações básicas para transfusões são restaurar ou manter a capacidade de transporte de oxigênio, o volume sangüíneo e a hemostasia ( Brasil, 2008). Sabemos também que apesar de todos os cuidados, o procedimento transfusional ainda apresenta riscos (doença infecciosa, imunossupressão, aloimunização).

Como o procedimento apresenta risco potencial, a decisão deve ser compartilhada pela equipe médica com o paciente ou seus familiares, se este não tiver condição de entendimento, os riscos devem ser discutidos e todas as dúvidas devem ser esclarecidas. Em situações relacionadas com crenças religiosas existem orientações específicas que devem ser discutidas com a equipe médica do serviço.

O que é sangue?

O sangue é um tecido vivo que circula pelo corpo, levando oxigênio e nutrientes a todos os órgãos. Ele é composto por: plasma, hemácias, leucócitos e plaquetas.

O plasma é a parte líquida do sangue, de coloração amarela palha, composto por água (90%), proteínas e sais. Através dele circulam por todo o organismo as substâncias nutritivas necessárias à vida das células. Essas substâncias são: proteínas, enzimas, hormônios, fatores de coagulação, imunoglobina e albumina. O plasma representa aproximadamente 55% do volume de sangue circulante.

As hemácias são conhecidas como glóbulos vermelhos por causa do seu alto teor de hemoglobina, uma proteína avermelhada que contém ferro. A hemoglobina capacita as hemácias a transportar o oxigênio a todas as células do organismo. Elas também levam dióxido de carbono, produzido pelo organismo, até os pulmões, onde ele é eliminado. Existem entre 4, milhões a 5 milhões de hemácias por milímetro cúbico de sangue.

Os leucócitos , também chamados de glóbulos brancos, fazem parte da linha de defesa do organismo e são acionados em casos de infecções, para que cheguem aos tecidos na tentativa de destruírem os agressores, tais como vírus e bactérias. Existem entre 5 mil a 10 mil leucócitos por milímetro cúbico de sangue.

As plaquetas são pequenas células que tomam parte no processo de coagulação sanguínea, agindo nos sangramentos (hemorragias). Existem entre 200.000 a 400.000 plaquetas por milímetro cúbico de sangue. O sangue é produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno. Nas crianças, também os ossos longos como o fêmur produz sangue.

Quanto de sangue possuimos?

Papel do enfermeiro

CONSIDERANDO a Resolução 358 de 29 de abril de 2005 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, que determina Normas Técnicas para o Ato Transfusional; RESOLVE: Artigo 1º - Fixar as competências e atribuições do Enfermeiro na área de Hemoterapia, a saber: Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos de Hemoterapia nas Unidades de Saúde, visando a assegurar a qualidade do sangue, hemocomponentes e hemoderivados, Assistir de maneira integral aos doadores, receptores e suas famílias, tendo como base o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e as normas vigentes.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA HEMOTRANSFUSÃO

  • (^) Pré-procedimento:
  • Confirmar que a transfusão foi prescrita.
  • Verificar se o sangue do paciente foi tipado e fez prova cruzada
  • Verificar se o paciente assinou um consentimento por escrito de acordo com a política da instituição.
  • Verificar a temperatura, pulso, respiração e pressão arterial do paciente estabelecendo uma referencia para comparar os sinais vitais durante a transfusão.
  • Usar a higiene manual e usar luvas de acordo com as Precauções Padronizadas.
  • Puncionar uma veia calibrosa.
  • Usar equipo especial que contenha um filtro sangüíneo pra retirar os coágulos de fibrina e outras substâncias particuladas.
  • Não ventilar a bolsa de sangue
  • Intra-procedimento:
  • Monitorar os primeiros 10 minutos da infusão, para detectar alterações.
  • Nenhum medicamento pode ser adicionado à bolsa do hemocomponente e nem ser infundido paralelo.
  • Observar o paciente durante o transcurso do ato transfusional, para detectar precocemente as reações tranfusionais.
  • (^) Após o término do processo retirar a etiqueta da bolsa e afixá-la no prontuário.
  • Verificar duas vezes o rotulo da bolsa do sangue ou hemoderivado para assegurar-se de que o grupo ABO e tipo Rh concordam com o registro de compatibilidade.
  • Verificar se o numero e tipo no rotulo do sangue ou hemoderivado no prontuário do paciente estão corretos e a identificação do paciente perguntando o nome completo.
  • Verificar o sangue ou hemoderivado quanto a bolhas de ar e qualquer cor incomum ou turvação ( As bolhas de ar podem indicar crescimento bacteriano; a coloração anormal ou turvação podem ser um sinal de hemólise).
  • Assegurar-se que a transfusão seja iniciada dentro de 30 minutos depois da remoção da bolsa do refrigerador do banco de sangue.
  • Durante os primeiros 15 minutos, infundir lentamente a transfusão- não ultrapassar 5 ml/ min. Observar rigorosamente o paciente quanto aos efeitos adversos. Quando nenhum efeito adverso ocorrer durante os primeiros 15 minutos, aumentar a velocidade do fluxo, a menos que o paciente esteja em risco de sobrecarga circulatoria.
  • Monitorar sinais vitais a intervalos regulares e comparar os resultados com a medições de referencias.
  • Observar frequentemente o paciente durante a transfusão, quanto a quaisquer sinais de reação adversa, inclusive inquietação, urticária, náuseas, vômitos, dor nas costas ou no tronco,

falta de ar, hematuria, febre ou calafrios. Se ocorrer qualquer alteração, interromper imediatamente a infusão e notificar o médico.

  • Observar que o horario de administração não exceda a 4 horas por causa do risco aumentado de proliferação bacteriana.
  • Trocar o equipo de sangue depois de cada 2 unidades transfundida, visando diminuir a possibilidade de contaminação bacteriana.
  • Pós- procedimento:
  • Obter os sinais vitais e comparar com as medições de referencias.
  • Descartar adequadamente os materiais utilizados.
  • Documentar o procedimento no prontuário do paciente, incluindo os achados da avaliação do paciente e a tolerância ao procedimento
  • Monitorar o paciente para resposta e a eficácia do procedimento
  • Assinar e carimbar no término da evolução transfusional.

REAÇÕES TRANSFUSIONAIS

  • Aproximadamente 10% dos receptores apresentam reações transfusionais.
  • Toda a reação transfusional deve ser registrada e notificada.

Classificação:

  • Agudas ou imediatas
  • Tardias

A conduta recomendada aos enfermeiros frente a uma reação transfusional é:

  • Interromper imediatamente a transfusão,
  • Verificar os sinais vitais e a condição clínica do paciente,
  • Atentar para possível choque anafilático,
  • Avaliar minuciosamente a permeabilidade das (VAS) e estar preparado para possível intubação orotraqueal
  • Admnistração de anti- histamínicos prescritos, corticosteróides e oxigênio prescritos
  • Suplementar em catéter Manuntenção do acesso venoso com solução fisiológica,
  • Reverificação dos dados de identificação da etiqueta do hemocomponente, confrontando com os dados do paciente,
  • Comunicar imediatamente o Serviço de Hemoterapia do hospital em caso de reação,
  • Anotar o número da bolsa de hemoderivados que ocasionou o evento,
  • Registrar o evento em prontuário (Evolução de Enfermagem).

NA PRÁTICA CLÍNICA DIÁRIA, O ENFERMEIRO AO REALIZAR SEU PLANO DE CUIDADOS

AO PACIENTE QUE ESTÁ RECEBENDO HEMODERIVADOS DEVE DAR ÊNFASE À

ALGUMAS SITUAÇÕES INCLUINDO EM SUA PRESCRIÇÃO, ITENS COMO :

*Estar atento a sinais de reação hemolítica aguda ( febre, calafrios, hipotensão arterial, dor lombar, oligúria, hemoglobinúria, icterícia. *Estar atento a sinais de reação alérgica e anafilática ( prurido, rush cutâneo, urticária, eritema, ansiedade, broncoespasmo, tosse, edema laríngeo, sons de cornagem, insuficiência respiratória e hipotensão arterial). *Estar atento a sinais de sobrecarga circulatória ( dispnéia, ortopnéia, heoptise, taquicardia, hipetensão arterial, cefaléia) *Estar atento a reações hemolíticas de causa mecãnicas ( hemoglobinúria e icterícia, provocados pela transfusão de bolsas contento hemocomponentes destruídos por hiperaquecimento da bolsa, congelamento inadequado, adição de medicamentos, material vencido 6 meses atrás.