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Conhecimento Popular, Filosófico, Religioso e Científico: Uma Análise Comparativa, Resumos de Pedagogia

Tipos de conhecimento, resumo

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 03/12/2021

taty-morais
taty-morais 🇧🇷

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CONHECIMENTO POPULAR:
O conhecimento popular é valorativo por excelência, pois se fundamenta numa seleção
operada com base em estados de ânimo e emoções: como o conhecimento implica uma
dualidade de realidades, isto é, de um lado o sujeito cognoscente e, de outro, o objeto
conhecido, e este é possuído, de certa forma, pelo cognoscente, os valores do sujeito
impregnam o objeto conhecido. E também reflexivo, mas, estando limitado pela
familiaridade com o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral. A característica de
assistemático baseia-se na “organização”particular das experiências próprias do sujeito
cognoscente,e não em uma sistematização das ideias, na procura de uma formulação geral
que explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta a transmissão,de pessoa a
pessoa, desse modo de conhecer.E verificável, visto que está limitado ao âmbito da vida
diária e diz respeito ao que se pode perceber no dia-a-dia. Finalmente, é falível e inexato, pois
se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto.Em outras
palavras, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência de fenômenos situados
além das percepções objetivas.
CONHECIMENTO FILOSÓFICO:
O conhecimento filosófico é valorativo,pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que
não poderão ser submetidas à observação: “as hipóteses filosóficas baseiam-se na
experiência, portanto, este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação”,
por este motivo, o conhecimento filosófico é não verificável, já que os enunciados das
hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre no campo da ciência, não podem ser
confirmados nem refutados. É racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados
logicamente correlacionados. Tem a característica de sistemático, pois suas hipóteses e
enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de
apreendê-la em sua totalidade.Por último,é infalível e exato, já que, quer na busca da
realidade capaz de abranger todas as outras, que na definição do instrumento capaz de
apreender a realidade, seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao
decisivo teste da observação (experimentação). Portanto, o conhecimento filosófico é
caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder
discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão
humana. Assim, se o conhecimento científico abrange fatos concretos, positivos, e
fenômenos perceptíveis pelos sentidos, pelo emprego de instrumentos,técnicas e recursos
de observação, o objeto de análise da filosofia são ideias, relações conceptuais, exigências
lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de
observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pela
ciência experimental. O método por excelência da ciência é o experimental: ela caminha
apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo que é autorizado pela
experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega “o método racional, no qual prevalece o
processo dedutivo, que antecede a experiência, e não exige confirmação experimental, mas
somente coerência lógica” O procedimento científico leva a circunscrever, delimitar,
fragmentar e analisar o que se constitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da
realidade, ao passo que a filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral,
interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo.
Para tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano e, até, busca as
leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência.
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CONHECIMENTO POPULAR:

O conhecimento popular é valorativo por excelência, pois se fundamenta numa seleção operada com base em estados de ânimo e emoções: como o conhecimento implica uma dualidade de realidades, isto é, de um lado o sujeito cognoscente e, de outro, o objeto conhecido, e este é possuído, de certa forma, pelo cognoscente, os valores do sujeito impregnam o objeto conhecido. E também reflexivo, mas, estando limitado pela familiaridade com o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral. A característica de assistemático baseia-se na “organização”particular das experiências próprias do sujeito cognoscente,e não em uma sistematização das ideias, na procura de uma formulação geral que explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta a transmissão,de pessoa a pessoa, desse modo de conhecer.E verificável, visto que está limitado ao âmbito da vida diária e diz respeito ao que se pode perceber no dia-a-dia. Finalmente, é falível e inexato, pois se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto.Em outras palavras, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência de fenômenos situados além das percepções objetivas.

CONHECIMENTO FILOSÓFICO:

O conhecimento filosófico é valorativo,pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação: “as hipóteses filosóficas baseiam-se na experiência, portanto, este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação”, por este motivo, o conhecimento filosófico é não verificável, já que os enunciados das hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre no campo da ciência, não podem ser confirmados nem refutados. É racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. Tem a característica de sistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade.Por último,é infalível e exato, já que, quer na busca da realidade capaz de abranger todas as outras, que na definição do instrumento capaz de apreender a realidade, seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Portanto, o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento científico abrange fatos concretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, pelo emprego de instrumentos,técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da filosofia são ideias, relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pela ciência experimental. O método por excelência da ciência é o experimental: ela caminha apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo que é autorizado pela experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega “o método racional, no qual prevalece o processo dedutivo, que antecede a experiência, e não exige confirmação experimental, mas somente coerência lógica” O procedimento científico leva a circunscrever, delimitar, fragmentar e analisar o que se constitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da realidade, ao passo que a filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano e, até, busca as leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência.

CONHECIMENTO RELIGIOSO

O conhecimento religioso, isto é, teológico, apoia -se em doutrinas que contêm proposições sagradas (valorativas), por terem sido reveladas pelo sobrenatural (inspiracional) e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis, é um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado,fin alidade e destino) como obra de um criador divino; suas evidências não são verificadas: está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. Assim, o conhecimento religioso ou teológico parte do princípio de que as “verdades” tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistirem em “revelações” da di vindade (sobrenatural). A adesão das pessoas passa a ser um ato de fé, pois a visão sistemática do mundo é interpretada como decorrente do ato de um criador divino, cujas evidências não são postas em dúvida nem s equer verificáveis. A postura dos teólogos e cientistas diante da teoria da evolução das espécies, particularmente do Homem, demonstra as abordagens diversas: de um lado, as posições dos teólogos fundamentam-se nos ensinamentos de textos sagrados; de outro, os cientistas buscam, em suas pesquisas, fatos concretos capazes de comprovar (ou refutar) suas hipóteses. Na realidade, vai-se mais longe. Se o fundamento do conhecimento científico consiste na evidência dos fatos observados e experimentalmente controlados, e o do conhecimento filosófico e de seus enunciados, na evidência lógica, fazendo com que em ambos os modos de conhecer deve a evidência resultar da pesquisa dos fatos, ou da análise dos conteúdos dos enunciados,no caso do conhecimento teológico o fiel não se detém nelas à procura de evidência, mas da causa primeira, ou seja, da revelação divina. CONHECIMENTO CIENTÍFICO O conhecimento científico é real (factual) porque lida com ocorrências ou fatos, isto é, com toda “forma de existência que se manifesta de algum modo”.Constitui um conhecimento contingente, pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida por meio da experimentação e não apenas pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico. É sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema de ideias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos. Possui a característica da verifícabilidade, a tal ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. Constitui-se em conhecimento falível, em virtude de não ser definitivo, absoluto ou final, por este motivo, é aproximadamente exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente. Apesar da separação “metodológica” entre os tipos de conhecimento popular, filosófico, religioso e científico, no processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente pode penetrar nas diversas áreas: ao estudar o homem, por exemplo, pode -se tirar uma série de conclusões sobre sua atuação na sociedade, baseada no senso comum ou na experiência cotidiana; pode-se analisá-lo como um ser biológico, verificando, com base na investigação experimental, as relações existentes entre determinados órgãos e suas funções; pode -se questioná-los quanto a sua origem e destino, assim como quanto a sua liberdade; finalmente, pode-se observá-lo como ser criado pela divindade, a sua imagem e semelhança, e meditar sobre o que dele dizem os textos sagrados. Por sua vez, essas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um cientista, voltado, por exemplo, ao estudo da física, pode ser crente praticante de determinada religião, estar filiado a um si

stema filosófico e, em muitos aspectos de sua vida cotidiana, agir segundo conhecimentos

provenientes do senso comum.