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Tipos de Transporte (Modais), Esquemas de Logística

25), entende-se que um sistema de transportes é constituído pelo modo ou modal (via de transporte), forma (relacionamento entre os vários modos de transporte), ...

Tipologia: Esquemas

2023

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Jandiara62
Jandiara62 🇵🇹

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Tipos de Transporte (Modais)
Ana Rosa Cavalcanti da Silva
Curso Técnico em Logística
Educação a Distância
2018
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Tipos de Transporte (Modais)

Ana Rosa Cavalcanti da Silva

Curso Técnico em Logística

Educação a Distância

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISDB S586t Silva, Ana Rosa Cavalcanti da. Tipos de Transporte (Modais): Curso Técnico em Logística: Educação a distância / Ana Rosa Cavalcanti da Silva. – Recife: Secretaria Executiva de Educação Profissional de Pernambuco, 2018. 78 p.: il. Inclui referências bibliográficas. Inclui glossário. Material produzido em outubro de 2016 em convênio com o Ministério da Educação (Rede e-Tec Brasil) e Secretaria de Educação de Pernambuco.

  1. Logística. 2. Logística de transporte. 3. Transporte de mercadorias. I. Silva, Ana Rosa Cavalcanti da. II. Título. CDU – 382. Elaborado por Hugo Carlos Cavalcanti | CRB-4 2129 Índice para catálogo sistemático:
  2. Logística de transportes 388
  3. Transportes: Logística 388

Sumário

a 0 1

Introdução

Seja bem-vindo à disciplina Modais de Transporte, parte fundamental da sua grande de matérias do curso técnico em Logística. A partir de agora, construiremos juntos, a base do seu aprendizado ou reforço nos conhecimentos que, eventualmente, você já possua em Logística. Buscaremos fazer isso de forma dinâmica e participativa, através dos recursos que o Ensino a Distância nos permitem. Figura 01 – Brasil e os Modais Fonte :. Acesso em 20.02.2012. Descrição: mapa colorido do Brasil contendo em seu interior uma série de tipos de transportes usados no país Para que você compreenda melhor como trabalharemos o conteúdo pertinente à cadeira de Modais de Transporte, saiba que vivenciaremos quatro grandes momentos, ao longo do desenrolar deste caderno. Na primeira etapa, equivalente à primeira semana de aulas, vamos conhecer os aspectos básicos da logística. Trata-se de uma parte fundamental, pois nos deixará a par dos principais conceitos que envolvem o tema maior de nossa disciplina. Na fase seguinte, partiremos rumo a compreender a dinâmica e a importância dos modais de transporte rodoviário e aéreo. Em nosso terceiro momento, dedicaremos total atenção a compreender a dinâmica e a importância dos modais de transporte ferroviário e aquaviário. E, encerrando o primeiro ciclo de estudos em Logística, voltaremos nossos esforços para conhecer os custos impactantes no transporte de materiais. Como você deve ter percebido, os assuntos são vastos, mas também bastante instigantes! Então, não desperdice nem mais um momento e, comece, desde já, a aproveitar a viagem!

a 0 1 Competência 0 1

1. Competência 1 | Conhecer a Importância e as Aplicações dos Modais de

Transporte

Por conta de sua importância na cadeia de abastecimento, a logística tem recebido grande atenção nos últimos anos. Você, como aluno atento, deve estar imaginando que, se bem feito e administrado, esse segmento pode contribuir para reduzir os custos com estocagem, valores de frete, preço final ao consumidor, etc. De acordo com o Conselho Nacional de Administração de Distribuição Física dos Estados Unidos da América, logística se relaciona com transportes, distribuição física, suprimento, administração de materiais e operações. Com tantos assuntos interligados assim, é melhor fazermos uma pausa para conceituarmos o que vem a ser logística. Então, vejamos o que aponta Ballou (2011, p. 24): A logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes com um custo razoável. Assim, não podemos esquecer-nos que logística tem o propósito maior de atender às exigências dos clientes (DAVID; STEWART, 2010). Se ampliarmos nosso olhar e formos observar mais de perto o que fazem os profissionais de logística, com um foco internacional, vermos que os mesmos cuidam, em linhas gerais, de (DAVID; STEWART, 2010, p.1):

  1. Providenciar o transporte das mercadorias por longas distâncias;
  2. Conhecer as vantagens e desvantagens das diferentes modalidades de transporte disponíveis e fazer a escolha correta;
  3. Garantir que as mercadorias sejam embaladas adequadamente para o transporte;
  4. Providenciar seguro apropriado das mercadorias em trânsito e estar cientes dos riscos a que estão sujeitas;
  5. Minimizar os riscos associados a pagamentos internacionais selecionando a moeda correta para pagamento ou a melhor estratégia de proteção cambial (hedging);

a 0 1 Competência 0 1 vendidos, sendo, pois, um fator a ser considerado nos planos de marketing internacional, uma vez que seus custos podem, em muitos casos, inviabilizar operações no comércio exterior. Vieira (2002, p. 13) calcula que, no Brasil, enquanto a logística equivale a cerca de 60% do custo total de um produto, a distribuição física (transporte) é responsável por 51%, sendo os 9% restantes os custos com gestão de estoques e administração do fluxo de informações. Figura 02 – Armazenagem Fonte: . Acesso em 20.02.2012. Descrição: imagem de um galpão demonstrando a organização das embalagens separadas por prateleiras

1.1.1 Transportes

Em logística, o transporte representa, em média, de um a dois terços dos custos logísticos (Ballou, 2011, p.24), podendo chegar, até mesmo, a significar duas a três vezes o lucro de uma companhia, como é o caso do setor de distribuição de combustíveis (NAZÁRIO, 2010, p. 126). Sua administração, geralmente, envolve decidir quanto ao método de transporte, aos roteiros e à utilização da capacidade dos veículos. Mesmo com o avanço das tecnologias, das facilidades de comunicação geradas pela internet, o transporte continua tendo importância inquestionável, porque é o que mais influencia o objetivo central da logística, que é “o produto certo, na quantidade certa, na hora certa, no lugar certo ao menor custo possível” (NAZÁRIO, 2010, p. 125). Os transportes doméstico e internacional são itens decisivos de logística, na formação do custo final da mercadoria, bem como no atendimento de prazos e condições de entrega pactuados entre vendedor e comprador. Quando da escolha do transporte mais adequado, é necessário analisar alguns aspectos importantes, que possam favorecer as pretensões do vendedor nacional ou internacional, tais como:

a 0 1 Competência 0 1  Pontos estratégicos de embarque e desembarque;  Custos de movimentação de carga;  Custos dos fretes interno e internacional;  Rapidez e segurança, de acordo com a natureza da mercadoria e dos prazos a serem cumpridos;  Confiabilidade no transportador, com relação a cumprimento de prazos e não ocorrência de perdas e danos. Em logística, segundo Rodrigues (2007, p.25), entende-se que um sistema de transportes é constituído pelo modo ou modal (via de transporte), forma (relacionamento entre os vários modos de transporte), meio (elemento transportador) e instalações complementares (terminais de carga). Figura 03 – Exemplos de Modais de Transporte Fonte: . Acesso em 20.02.2012. Descrição: a imagem, colorida, apresenta em seu interior um avião, uma rodovia e um caminhão demonstrando as possibilidades de tipos de transportes existentes. De acordo com os seus modais, os transportes podem ser divididos basicamente em: transporte aquaviário, rodoviário, ferroviário, aéreo e dutoviário. Conheçamos um pouco mais sobre cada um deles:  Aquaviário : abrange os modais marítimo, fluvial e lacustre. O aquaviário é um dos mais antigos modos de transporte existentes no mundo. Ao se lançar ao mar, em busca novas terras e mercados, os grandes navegadores europeus descobriram, há séculos, países como o Brasil. Lembra-se de suas aulas de história na escola, quando você aprendeu que foi graças a essa atividade comercial que o mundo mudou radicalmente? Pois é! Boa parte da vantagem desse tipo de transporte vem de sua enorme capacidade de movimentar cargas, desde os tempos de Pedro Álvares Cabral! O modal aquaviário é subdividido em marítimo, fluvial e lacustre. Talvez,

a 0 1 Competência 0 1 por um modal de frete mais caro. Outro item com peso é a sofisticação dos serviços envolvidos, como o uso de sistemas de posicionamento geográfico instantâneo, via satélite. Com isso, caro aluno, é fundamental que você perceba que não há como estabelecer, de forma genérica, o melhor modal de transporte. O que é preciso ter sempre muito claro são todos os fatores críticos para a escolha do modal e como eles se relacionam em cada caso específico. O transporte de mercadorias pode ser efetuado em uma das formas relacionadas abaixo:  Transporte Modal : ocorre quando a unidade de carga é transportada diretamente, num único veículo, numa só modalidade de transporte, com apenas um contrato. De maneira resumida, consiste na utilização de apenas um meio de transporte.  Transporte Segmentado : Utilização de veículos diferentes de uma ou mais modalidades de transporte, com contratos distintos. Isso quer dizer que diferentes transportadores terão a seu cargo a condução de uma unidade de carga do ponto de expedição até o destino final. Outro ponto importante é que “qualquer atraso, pode significar a perda do transporte nos demais modais, gerando frete morto (pagar por ter reservado o espaço, mesmo sem realizar o transporte)”. (RODRIGUES, 2007, p.28).  Transporte Sucessivo : Num único contrato, há transbordo para prosseguimento do transporte da mercadoria, em veículo da mesma modalidade. Em outras palavras, usa-se mais de um veículo da mesma modalidade, abrangendo para isso mais de um contrato de transporte.  Transporte Combinado : Juntam-se elementos de diferentes modos^14 de transporte, em uma única operação. Por exemplo: reboque de caminhão em plataformas ferroviárias.  Transporte Intermodal ou Multimodal : Transporte por duas ou mais modalidades em uma mesma operação. Nazário (2010, p.142) explica a intermodalidade como a “integração total da cadeia de transporte, de modo a permitir um gerenciamento integrado de todos os modais utilizados, bem como das operações de transferência, caracterizando uma movimentação porta a porta, com a aplicação de um único documento”. Prevê a utilização de mais de uma modalidade de transporte, desde a origem até o destino da carga, regida por um único contrato de transporte. É feito por um único Operador de Transporte Multimodal (OTM).

a 0 1 Competência 0 1 Do ponto de vista técnico, a integração entre os modais pode ocorrer através de várias combinações: ferroviário-rodoviário, aéreo-rodoviário, aquaviário-ferroviário, aquaviário-rodoviário, etc. ou, com mais de dois modais. Vejamos este interessante exemplo formulado por Nazário (2010, p. 149): A soja produzida em Goiás segue, de caminhão, da lavoura para o porto de São Simão, em Goiás. De lá, segue até Pederneiras, interior de São Paulo, pela hidrovia Tietê-Paraná. Chega finalmente ao porto de Santos através da ferrovia Ferroban, totalizado cerca de 1.340 km. Nessa operação, um comboio de 2.200 toneladas de soja transportado pela hidrovia representa a ausência de 70 caminhões das estradas. Nesse caso, embora o tempo seja maior do que o modal rodoviário, o custo do frete é consideravelmente menor, passando de $ 34,5 a 46 (modal rodoviário) para $ 25 (multimodal). Neste estágio de nossos estudos, é fundamental que você se conscientize de que “qualquer estratégia comercial deve, obrigatoriamente, contemplar o fator economicidade. Comprovadamente, um dos fatores de ganhos em competitividade é selecionar o modal de transporte que agregue menos custo ao produto durante o seu percurso”. (RODRIGUES, 2007, p. 18).

1.1.2 Manutenção de estoques

Conforme Bertaglia (2009), o gerenciamento de estoque é um segmento da administração de empresas que está relacionado ao planejamento a ao controle de estoques de materiais ou produtos que serão usados na produção ou na comercialização de mercadorias e serviços. A parte de manutenção de estoques analisa como posicioná-los próximos aos consumidores ou aos pontos de manufatura. Segundo Ballou (2011, p.25): O número, normalmente grande, desses pontos de estoque e os altos custos associados para manterem estes produtos armazenados, em geral entre 25 e 30% do valor do produto por ano, requerem administração cuidadosa. A administração de estoques envolve manter seus níveis tão baixos quanto possível, ao mesmo tempo em que provê a disponibilidade desejada pelos clientes. Martins e Alt (2000) comentam que o estoque exerce o papel de regulador, de amortecedor, sendo dimensionado conforme as velocidades de entrada e saída de mercadorias.

a 0 1 Competência 0 1 transporte se dá por intermédio de embalagens, arranjos ou agrupamentos. Uma subdivisão desse grupo prevê três formas de movimentação: carga geral solta, neograneis e contêineres. Achou complicado? Vamos esclarecer, então!  Carga Geral Solta (ou B reak-Bulk ): sacos, caixas, fardos, tambores, engradados, paletes, carga refrigeradas. Trata-se de mercadorias manuseadas de forma primitiva, como nossos antepassados faziam, ou seja, dividindo a carga em vários agrupamentos, para tornar possível o transporte ou por equipamentos que a leve de um ponto a outro ou por pessoas. Recorda-se dos livros de história do Brasil, onde constavam fotos de pinturas de escravos carregando fardos de açúcar? Muito bem! As coisas evoluíram, após o decorrer dos séculos, mas a base do processo é parecida, até os dias de hoje.  Neograneis : celulose, bobinas, automóveis e animais vivos. Tecnicamente, nessa categoria se encaixam o “carregamento formado por aglomerados homogêneos de mercadorias, por vezes, sem acondicionamento específico, cujo volume ou quantidade possibilita o transporte em lotes ou em um único embarque” (MAGALHÃES, 2010, p.19). Olhe só que curioso! Mercadorias que por suas próprias características podem “ajudar” no seu transporte, como automóveis e caminhões, são movimentadas num processo conhecido como ro ro ou roll on/roll off. Nessa forma, os veículos são embarcados e desembarcados com o auxílio de rampas de acesso junto à proa ou na popa do navio. E os navios, exclusivos para transporte de veículos, constituem uma categoria especial, a chamada PCC ( Pure Car Carrier ) e PCTC ( Pure Car and Truck Carrier ).  Contêineres: unidades de 20 pés (20’, ou seja, o número seguindo do apóstrofo) e de 40’, dry, reefer (refrigerados), tanque, high cube, open top (de teto aberto), com porta lateral, etc. Pés é uma unidade anglo-saxônica usada para indicar as dimensões de um contêiner. Assim, um contêiner de 20’ tem capacidade de 33,6 m³ ou 1. pés cúbicos ou 19.046 kg. Quando se acrescenta a tara de 2.181 kg, o peso total máximo de uma unidade desse tipo é de 21.227 kg. A unidade de 40’ tem capacidade de 66,4 m³ ou 2.348 pés cúbicos ou 27.170 kg. Ao somarmos a tara de 3.311 kg, o

a 0 1 Competência 0 1 peso total máximo de uma unidade desse tipo é de 30.481 kg. Repare que, ao contrário do que poderíamos imaginar, o de 40 pés não equivale a dois de 20 pés. (MAGALHÃES, 2010, p.19). Além do grande grupo de cargas gerais, temos os granéis, que são cargas transportadas sem embalagem ou acondicionamento ou, ainda, mercadorias comercializadas fora da embalagem, em frações. Nesse caso, também, há uma subdivisão:  Líquidos: petróleo e seus derivados, produtos químicos, GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), óleos vegetais e até sucos concentrados de frutas cítricas.  Sólidos: minérios e carvão, grãos, fertilizantes, cimento, coque de carvão, etc. A movimentação de cargas assim, cuja característica maior é ser usualmente homogênea, se dá por gravidade, por meio de carregadores mecânicos (shiploaders), que as lança direto nos porões dos navios, sem embalagem, contagem ou mesmo marcação. Para pesagem, recorre-se às balanças instaladas nos transportes ou pela verificação da variação do calado do navio, a chamada “arqueação”. Para desembarcar, usam-se descarregadores (shipunloaders) que fazem a sucção e, por isso, são conhecidos como “sugadores” ou meios mecânicos, como os “elevadores de canecos”. Outro ponto que precisa ficar claro, neste momento, é que uma mesma mercadoria pode ser transportada por processos alternativos ou, como cargas de diferentes tipos. Um exemplo bem simples é o açúcar. Esse produto pode ser comercializado a granel (na forma de demerara) ou ensacado, ou seja, como uma carga geral. Ele também poderá seguir seu destino de forma solta (nos porões dos navios) ou ser colocado em contêineres. Interessante, não é? O advento dos contêineres acelerou o processo de transporte marítimo. Em vez de carregar e descarregar as mercadorias várias vezes, os contêineres eram carregados uma vez nas instalações do fretador e descarregados uma vez nas instalações do cliente (DAVID; STWART, 2010, p. 20).

a 0 1 Competência 0 1 Figura 07 – Contêiner Tanque Fonte: . Acesso em 31.08.2011. Descrição: exemplo de um contêiner tanque nas cores azul e branca

1.3. Ambientes virtuais e logística

Podemos chamar de comércio eletrônico aquele que se dá por intermédio de equipamentos eletrônicos que facilitam a venda e a compra de mercadorias e serviços. Para tanto, precisa-se bem mais do que os computadores, as pessoas e o que popularizou esse tipo de transação, que foi a internet. Precisa-se da logística, uma vez que ela, nesse caso, assume o papel de ser mais do que um mero canal de distribuição! Afinal, com o chamado e-commerce , a logística também contribui com o fluxo de informações no ambiente virtual, bem como com os fluxos financeiro e físico. O surgimento do novo segmento logístico atrelado ao e-commerce , conhecido como e- logistic , tende a suprir a deficiência e contribuir para uma reestruturação dos sistemas tradicionais. É inegável que isso está cada vez mais presente nos negócios empresariais e essa nova realidade proporcionou uma maior integração da cadeia de suprimentos como um todo. Veja esta notícia: Pesquisa Logística no E-Commerce Brasileiro Um dos fatores mais importantes a ser levado em conta pelos lojistas virtuais é sem dúvida a questão da logística e do frete. Uma pesquisa recente da ABComm apontou que 93% dos varejistas online utilizam os Correios como transportadora e apenas 13% fazem a entrega por conta própria. O estudo entrevistou mais de 250 e-commerces e teve apoio da Brazil Panels e Ecommerce School. Três fatores foram levados em conta: a armazenagem, o frete e o manuseio.

a 0 1 Competência 0 1 Armazenagem 82% das lojas virtuais possuem armazenagem própria, enquanto 10% trabalham com um misto própria e terceirizada, e apenas 7% usa exclusivamente um ambiente de terceiros para estocar os produtos. Transporte Na questão do tipo de frota utilizado, 93% dos varejistas on-line utilizam os Correios e 35% utilizam outras transportadoras privadas. Apenas 13% contam com sistema próprio de entrega. Alguns fatores como a entrega no mesmo dia e a entrega de produtos especiais/perecíveis (joias, flores, alimentos) estão relacionados ao uso de frota própria. O estudo ainda mostrou que 23% das lojas virtuais contratam transportadoras de acordo com a região da entrega. Além disso, o sistema rodoviário é o mais escolhido pelos e-commerces com 64%, seguido de longe pelo aéreo com 26% e o courier, com 10%. Custos e Frete Com relação à distribuição dos custos nas operações logísticas, o frete representa a maior parte, com 58%. Os gastos com armazenagem representam 23% e com manuseio 19%. No intuito de solucionar essa questão, 55% das lojas virtuais entrevistadas repassam o valor do frete para os clientes e 30% adotam um modelo híbrido, repassando apenas parte deste valor. Apenas 15% assumem totalmente o custo do frete. Outro ponto importante é que 69% das lojas virtuais entrevistadas já oferecem frete grátis. Quando bem organizada e planejada é um motivador de compras e fator decisivo para o consumidor, pelo menos na visão de 66% dos varejistas que propõe o bônus em busca de aumento de vendas; outros 34%, no entanto, ofertam o frete grátis somente porque os concorrentes também o fazem. Entregas Quando falamos em dificuldades na entrega, 61% das lojas virtuais disseram que o principal problema enfrentado é o atraso nas entregas. A falta de segurança é um problema nacional e não deixa de impactar também o comércio eletrônico. Extravios, furtos e roubos são os principais problemas para 39% dos entrevistados. (Fonte: SALVADOR, Maurício. Pesquisa Logística no E-commerce Brasileiro. Disponível em . Acesso em 22 fev. 2015).