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Trab Antropometria, Trabalhos de Engenharia de Produção

Trabalho com definições da ergonomia (antropometrica)

Tipologia: Trabalhos

2012

Compartilhado em 05/12/2012

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alexsander-dos-santos-cunha-3 🇧🇷

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Resumo
Estudos de aspectos relacionados à dimensão, proporção, composição e maturação humanas
evidenciaram estreitas relações entre formas e proporções com o movimento humano. Estudos têm
demonstrado haver uma relação de algumas medidas antropométricas humanas com risco de
doenças metabólicas (assim como o IMC (índice de massa corporal) com o desenvolvimento do
diabetes em homens e também em mulheres. Medidas de distribuição da gordura corporal, somadas
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Resumo Estudos de aspectos relacionados à dimensão, proporção, composição e maturação humanas evidenciaram estreitas relações entre formas e proporções com o movimento humano. Estudos têm demonstrado haver uma relação de algumas medidas antropométricas humanas com risco de doenças metabólicas (assim como o IMC (índice de massa corporal) com o desenvolvimento do diabetes em homens e também em mulheres. Medidas de distribuição da gordura corporal, somadas

dobras cutâneas, IMC e RCQ foram alguns dos parâmetros utilizados para se prescrever dietas e treinamentos específicos. Foram detectadas várias alterações nesses itens em vários grupos de atletas. A partir dos dados coletados poder-se-á criar um banco de dados com os parâmetros antropométricos de cada grupo de atletas para futuras comparações.

A antropometria trata de medidas físicas do corpo humano. Aparentemente, medir as pessoas seria uma tarefa fácil, bastando para isso ter uma régua, trena e balança. Entretanto, isso não é assim tão simples, quando se deseja obter medidas confiáveis de uma população que contém indivíduos dos mais variados tipos. Além disso, as condições em que essas medidas são realizadas (com roupa ou sem roupa, com ou sem calçado, ereto ou na postura relaxada) influem consideravelmente nos resultados.

A partir da década de 40 começou a haver necessidade de medidas antropométricas cada vez mais detalhadas e confiáveis.

Assim, até a década de 40, as medidas antropométricas visavam determinar apenas as grandezas médias da população como pesos e estaturas médias. Depois passou-se a determinar as variações e os alcances dos movimentos. Hoje, o interesse maior se concentra no estudo das diferenças entre grupos e a influência de certas variáveis como etnias, regiões e culturas. Com o crescente volume do comércio internacional, pensa-se hoje em determinar os padrões mundiais de medidas antropométricas.

METODOLOGIA A antropometria foi dividida em nove grandes grupos de medidas, que visavam descrever o perfil morfológico de cada atleta. Foram utilizados os seguintes instrumentos para medição: antropômetro para as medidas de largura, altura, comprimento e profundidade; compasso de Lange, para medição de dobras cutâneas; balança digital para a medida da massa corporal; uma prancha de madeira com balança, para localização do centro de gravidade corporal (CG); fita métrica antropométrica com precisão de 0,1cm, para as medidas de circunferência; compasso de pontas rombudas para medir medidas de profundidade e de largura; e finalmente o estadiômetro, para a medida de estatura. Dessa forma, as medidas foram assim conduzidas: Medida da massa corporal – tomada em balança digital com precisão de 50gr; Medidas de alturas

  • feitas com o antropômetro em posição ortostática com unidade em centímetro.
  • Altura do centro de gravidade corporal; Altura sentada; Altura dos ombros direito e esquerdo; Altura dos quadris direito e esquerdo; Altura dos joelhos direito e esquerdo. Medidas de profundidade – foram conduzidas no plano sagital com precisão de milímetros, com o compasso de pontas rombas e pontas retas.
  • Profundidade da cintura; Profundidade das nádegas; Profundidade do tronco; Largura máxima sagital do tronco. Medidas de largura – foram conduzidas no plano frontal com o compasso antropométrico de pontas retas com precisão de milímetros, mantido paralelamente ao solo.
  • Largura do tronco; Largura dos quadris; Envergadura. Medida de comprimento – medida com paquímetro antropométrico com precisão de milímetros.
  • Comprimento dos pés. Medidas de circunferência – foram feitas com uma fita antropométrica com precisão de milímetros.
  • Circunferência do peito; Circunferência da cintura; Circunferência do abdome; Circunferência do quadril; Circunferência braço; Circunferência coxa; Circunferência panturrilha. Dobras cutâneas – medida com o compasso de Lange segundo protocolos padronizados.
  • Dobra bicipital; Dobra axilar; Dobra tricipital; Dobra subescapular; Dobra abdominal; Dobra supra ilíaca; Dobra da coxa; Dobra da panturrilha.

Influência do sexo - Homens e mulheres apresentam diferenças antropométricas significativas, não apenas em dimensões absolutas, mas também nas proporções dos diversos segmentos corporais. Os homens costumam ser mais altos, mas as mulheres com a mesma estatura do homem costumam ser mais gordas. Os homens têm braços mais compridos, devido principalmente ao maior comprimento do antebraço.

As mulheres possuem mais tecido gorduroso em todas as idades, enquanto os homens possuem mais músculos esqueléticos. Muitas medidas antropométricas de mulheres foram realizadas para trabalhos domésticos a podem ser inadequadas para o trabalho industrial.

Infuência da idade - Durante as diversas fases da vida, o corpo das pessoas sofre mudanças de forma e proporções. Essas mudanças são mais visíveis durante o crescimento na infância a adolescência. Elas, resultam dos três aspectos seguintes: (a) cada parte do corpo tem uma velocidade diferente de crescimento, sendo que as extremidades crescem mais rapidamente. A cabeça por exemplo, já atinge 80% de seu tamanho adulto, com a idade de 4 a 5 anos; (b) essas diferentes velocidades fazem com que as proporções entre as diversas partes do corpo sejam diferentes em cada idade. Por exemplo, ao nascer, o comprimento dos braços é quase igual ao comprimento do tronco, mas cresce relativamente mais que o tronco chegando a ser até 50% mais comprido que o mesmo na idade adulta; (c) há diferenças individuais pronunciadas nas taxas anuais de crescimento, o que equivale a dizer que algumas pessoas crescem mais rapidamente que as outras. Nem sempre as pessoas que crescem mais rapidamente atingem uma estatura final maior, em relação aquelas de crescimento mais lento. O processo de envelhecimento inicia-se de forma pronunciada após 30 anos, quando o organismo vai perdendo gradativamente a sua capacidade funcional, e a estatura começa a declinar. Da mesma forma que há uma grande variação individual no processo de crescimento, o processo de envelhecimento também se diferencia bastante de uma pessoa para outra. Esse processo de envelhecimento orgânico será melhor analisado no item 14.5.

Variações externas - Dentro de uma mesma população de adultos, as diferenças de estaturas entre os homens mais altos (97,5 % da população) e as mulheres mais baixas (2,5% da população) oscilam, respectivamente, entre 188,0 e 149,1 cm, ou seja, estatisticamente, o homem é 25% mais alto que a mulher. Evidentemente, isso não representa diferença entre o homem mais alto, individualmente, e da mulher mais baixa, mesmo porque essas pessoas extremas seriam excluídas estatisticamente dentro da margem de 2,5%, que foi considerada. Os comprimentos dos braços são de, respectivamente, 78,2cm a 62,7cm, dando a mesma diferença de 25% (ver Fig. 1.2).

Em relação à dimensão lateral ( largura do abdome) essa diferença é mais pronunciada, variando de 43,4 cm a 14,0 cm, ou seja, há uma diferença de 210% da maior em relação à menor. As mulheres grávidas aumentam essa dimensão de 80% (de 16,5 cm para 29,7cm) no último mês de gravidez.

1.2 - ETNIAS E EVOLUÇÃO

Diversos estudos antropométricos realizados durante várias décadas comprovaram a influência da etnia nas medidas antropométricas.

Em termos de diferenças étnicas, as variações extremas são encontradas na África. Os menores são os pigmeus da África Central, que medem, em média, 143,8 cm para homens e 137,2 cm para mulheres. O menor homem pigmeu mede cerca de 130 cm. Os povos de maior estatura no mundo também estão na África. São os negros nilóticos que habitam a região sul do Sudão. Os homens medem 182,9em em média, com desvio-padrão de 6,l cm e as mulheres, 168,9 cm com desvio- padrão de 5,8 cm. Os homens mais altos do Sudão medem cerca de 210 cm. Isso significa que a diferença entre o homem mais alto (sudanês) e o mais baixo (pigmeu) é de 62% em relação ao mais baixo.

1.3 Influência da etnia nas proporções corporais

Com o intenso movimento migratório que ocorreu durante o século passado e no início do século atual, diversos povos foram viver em locais com clima, hábitos alimentares e culturas diferentes dos seus locais de origem. Isso possibilitou a realização de estudos sobre a influência desses fatores sobre as medidas antropométricas e verificar até que ponto as etnias são determinantes dessas medidas. Por exemplo, um estudo realizado com filhos de imigrantes japoneses nos EUA constatou um crescimento médio de 11cm a mais, em estatura, em relação à geração de seus pais. Entretanto, mesmo naqueles imigrantes que já viviam há várias gerações nos EUA, constatou-se que as proporções corporais não haviam se modificado significativamente. Isso faz supor que há uma forte correlação da carga genética com as proporções corporais, mas não com a dimensão do corpo em si (ver Fig. 1.3). Essa teoria foi comprovada com o estudo das proporções corporais dos negros norte- americanos que, mesmo tendo vivido durante vários séculos nos EUA, conservavam as proporções

corporais semelhantes aos dos africanos, que são diferentes dos povos brancos. Os mestiços, coerentemente, têm proporções corporais intermediárias entre os negros e os brancos.

Esse tipo de problema é enfrentado pela indústria de confecções que produz roupas para exportação, pois não basta alterar as dimensões mas deve-se mudar também as proporções das peças, conforme o mercado a que se destina. Os árabes, por exemplo, têm os membros (braços e pernas) relativamente mais longos que os europeus enquanto que os orientais têm os membros mais curtos.

A diferença nas proporções corporais existe até na medida dos pés como constatou Lacerda (1984). Os pés dos brasileiros são relativamente mais curtos e mais "gordos" em relação aos pés dos europeus (ver Fig. 1.4), que são mais finos e mais longos. Como muitos moldes para a fabricação de calçados brasileiros são baseados em formas européias, isso explicaria casos de "aperto" nos pés dos brasileiros.

Influência da época - As medidas antropométricas de um povo podem modificar-se com a época, pois as alterações nos hábitos alimentares, saúde e a prática de esportes podem fazer as pessoas crescer. Esse crescimento é mais pronunciado quando povos sub-alimentados passam a consumir maior quantidade de proteínas. Já se observou, por exemplo, crescimento de até 8cm na estatura

Como a maior parte dessas medidas foi realizada nas décadas de 60 e 70, é possível que elas tenham evoluído, principalmente naqueles países que se desenvolveram economicamente a partir daquelas datas, proporcionando melhores condições de vida aos seus cidadãos.

HOMENS PAÍS ESTATURA ( cm ) PESO ( kg ) MÉDIA D. P. MÉDIA D. P. REPÚBLICA DO VIETNAME 160.5 5,5 51,1 6,

TAILÂNDIA 163,4 5,3 56,3 5, REPÚBLICA DA CORÉIA 164,0 5,9 60,3 5, AMÉRICA LATINA (18 PAÍSES) 166,4 6,1 63,4 7, IRÃ 166.8 5,8 61,6 7,

JAPÃO 166.9 4.8 61,1 5, ÍNDIA 167.5 6,0 57,2 5, TURQUIA 169.3 5,7 64,6 8, GRÉCIA 170,5 5,9 67,0 7,

ITÁLIA 170,6 6,2 70,3 8, FRANÇA 171,3 5,8 65,8 7, AUSTRÁLIA 173,0 6,0 68,5 8, EUA 174,5 6,6 68,5 10,

ALEMANHA 174.9 6,1 72,2 8, CANADÁ 177.4 6,1 76,4 9, NORUEGA 177.5 6,0 70,1 7, BÉLGICA 179.9 5,8 68,6 7,

1.5 -REALIZAÇÃO DE MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS

Sempre que for possível e economicamente justificável, as medidas antropométricas devem ser realizadas diretamente, tomando-se uma amostra significativa de sujeitos que serão usuários ou consumidores do objeto a ser projetado. Por exemplo, para re-dimensionar cabinas de ônibus, deve- se medir os motoristas de ônibus, que serão os seus usuários.

A execução dessas medidas compreende as etapas de definição de objetivos, definição das medidas, escolha dos métodos de medida, seleção da amostra, as medições e as análises estatísticas.

1.6 Definição de objetivos

A primeira providência é definir onde ou para quê serão utilizadas as medidas antropométricas. Dessa definição decorre a aplicação da antropometria estática ou dinâmica, as variáveis a serem medidas e os detalhamentos ou precisões com que essas medidas devam ser realizadas.

Por exemplo, para o projeto de um posto de trabalho para digitadores, devem ser tomadas pelo menos cinco medidas críticas (ver figura 1.6) do operador sentado: a) altura lombar (encosto da cadeiral) b) altura poplítea (altura do assento )

c) altura do cotovelo (altura da mesa) d) altura da coxa (espaço entre assento a mesa) e) altura dos olhos (posicionamento do monitor)

Essas medidas já podem ser insuficientes para um outro tipo de posto de trabalho, como de um desenhista, que pode trabalhar sentado ou de pé e inclinar a prancheta de diversos graus.

Antropometria estática, dinâmica e funcional - A antropometria estática é aquela em que as medidas se referem ao corpo parado ou com poucos movimentos.

Ela deve ser aplicada ao projeto de objetos sem partes móveis ou com pouca mobilidade, como no caso do mobiliário em geral. A maior parte das tabelas existentes, são de antropometria estática. O seu uso não é recomendado para projetos de máquinas, ou postos de trabalho com partes que se movimentam. Nesse caso, deve-se recorrer à antropometria dinâmica.

A antropometria dinâmica mede os alcances dos movimentos. Os movimentos de cada parte do corpo são medidos mantendo-se o resto do corpo estático.

Contudo, na prática, observa-se que cada parte do corpo não se move isoladamente, mas há uma conjugação de diversos movimentos para se realizar uma função. O alcance das mãos, por exemplo, não é limitado pelo comprimento dos braços. Ele envolve também o movimento dos ombros, rotação do tronco, inclinação das costas e o tipo de função que será exercido pelas mãos (as mãos podem exercer 17 funções diferentes, como agarrar, posicionar a montar - ver Barnes, 1977). Essas medidas antropométricas, relacionadas com a execução de tarefas específicas, são chamadas de antropometria funcional (ver item 2.1).

1.7 Definição das medidas

A definição das medidas envolve a descrição dos dois pontos entre os quais serão tomadas as medidas. Uma descrição mais detalhada indica a postura do corpo, os instrumentos antropométricos a serem utilizados e a técnica de medida a ser utilizada, além de outras condições. Por exemplo, a estatura que pode ser medida com ou sem calçado e o peso, com ou sem roupa.

Em geral, cada medida a ser efetuada deve especificar claramente a sua localização, direção e postura. A localização indica o ponto do corpo que é medido a partir de uma outra referência (piso, assento, superfície vertical ou outro ponto do corpo); a direção indica, por exemplo, se o comprimento do braço é medido na horizontal, vertical ou outra posição; e a postura indica a posição do corpo (sentado, de pé ereto, relaxado). Exemplo: Comprimento ombro-cotovelo. - Medir a distância vertical entre o ombro, acima da articulação do úmero com a escápula, até a parte inferior do cotovelo direito, usando um antropômetro, com a pessoa sentada com o braço pendendo ao lado do corpo e o antebraço estendendo-se horizontalmente (ver Fig. 1.7).

1.8 Escolha dos métodos de medida

Os métodos antropométricos se classificam basicamente em diretos e indiretos.

Os métodos diretos envolvem leituras de instrumentos que entram em contato físico com o organismo. Usam-se réguas, trenas, fitas métricas, esquadros, paquímetros, transferidores, balanças, dinamômetros e outros instrumentos semelhantes São tomadas medidas lineares, angulares, de superfícies tridimensionais, de pesos e forças. Na bibliografia (ver Roebuck, Kroemer e Thomson, 1975), pode-se observar dezenas de aparelhos especialmente construídos para determinadas

procedimentos continuavam corretos e se os resultados obtidos correspondiam aos do "padrão" adotado. Em casos de divergências em relação ao padrão, acima de certo limite de tolerância, o medidor respectivo deveria ser submetido a um novo treinamento. Esse procedimento é aconselhável para medidas antropométricas de grandes amostras (milhares de sujeitos), onde muitos medidores são envolvidos durante alguns meses de trabalho.

Análises estatísticas

As medidas antropométricas geralmente seguem uma distribuição normal ou de Gauss. Esta distribuição é representada por dois parâmetros: a média e o desvio-padrão (ver fórmula para cálculo em livros de estatística, como o de Costa Neto, 1977). Tendo-se o desvio-padrão da distribuição pode-se calcular o intervalo de confiança para os percentuais desejados, multiplicando- o pelos seguintes coeficientes: PERCENTIS COEFICIENTE 10,0-90,0 1, 5,0-95,11 1, 2,5-97,5 1, 1,0-99,0 2, 0,5-99,5 2, Exemplo: numa amostra em que a estatura média é de 169,7cm e o desvio-padrão é de 7,5cm, para os percentuais de 5% a 95% (coeficiente = 1,645), temos os seguintes intervalos. para 5% á :169,7 - 7,5 x 1,645 =157,4cm para 95% :169,7 + 7,5 x 1,645 = 182,0cm

Isso significa que, no universo do qual a amostra foi retirada, há uma possibilidade de 5 % da população ter estatura abaixo de 157,4 cm e 5% acima de 182,0 cm. Portanto, os restantes 90 % estarão entre 157,4cm e 182,0cm.

Se quisermos aumentar esse intervalo de confiança para 1 % e 99%, o coeficiente a ser usado seria 2,326 e o respectivo intervalo calculado, de 152,3cm a 187,1 cm, ou seja, a faixa de variação, que era de 24,6cm no caso anterior, será ampliado para 34,8cm.

Um artifício muito usado em antropometria é a elaboração de fórmulas matemáticas para calcular certas medidas ( desconhecidas ) em função de outras medidas conhecidas. Essas fórmulas só podem ser estabelecidas quando as correlações estatísticas entre as variáveis envolvidas forem elevadas (acima de 80%). Além disso, sempre apresentam um certo erro, podendo ser estabelecidas apenas como uma primeira aproximação da medida desejada. Por exemplo, Siqueira (1976) chegou à fórmula y = 53,95 + 0,57 x, sendo x, o peso de trabalhadores em kg e y, o diâmetro do tórax em cm. A correlação encontrada entre essas duas variáveis foi de 85%. Estudos semelhantes demonstram uma fraca correlação (cerca de 40%) entre a estatura e o peso. Contini e Drillis (1966) apresentam fórmulas para calcular 21 medidas lineares do corpo em pé a partir de uma única medida, a da estatura H (ver Fig. 6.9). De forma semelhante, Roozbazar (1977) apresenta fórmulas para calcular 14 medidas lineares do corpo sentado (Fig. 6.10).

Existem ainda fórmulas mais complexas (ver Roozbazar, Bosker e Richerson, 1979) que permitem calcular a superfície e a densidade do corpo a partir de sua estatura e peso.

Superfície : S = 0,02350 H 0,42216^ p0, onde: S = superfície do corpo em m2; H = estatura em cm; P = peso do corpo em kg. Densidade : D = 0,6905 + 0,00898 H.P -1/ onde: D = densidade do corpo em g/cm'; H = estatura em cm³; P = peso do corpo em kg.

Todas essas fórmulas devem ser usadas com certa restrição, pois, como demonstrou Siqueira (1976), em 13 medidas antropométricas tomadas de uma amostra de 249 trabalhadores de uma indústria automobilística em São Paulo, em apenas 58% dos casos foram obtidas correlações acima de 50% entre essas medidas, e apenas 15% das medidas obtidas apresentavam correlações acima de 80%, entre si. Esse resultado, de certa forma é esperado, devido à grande variedade de tipos físicos existentes no Brasil, resultantes da miscigenação de diversas etnias, além das diferenças acentuadas das condições de nutrição e saúde que se observa na população brasileira.

1.11 Construção de modelos humanos

Os modelos bi e tridimensionais, também chamados manequins, reproduzindo as dimensões humanas e seus principais movimentos, podem ser construídos em escala natural. Os modelos bidimensionais (ver Fig. 1-11), mais simples, são feitos de papelão ou madeira compensada, representando homens ou mulheres com percentuais de 5%, 50% e 95%. Esses modelos são usados para ajudar o projetista de produtos de postos de trabalho e também para testar o dimensionamento de espaços.

Para estudos mais completos podem ser construídos modelos tridimensionais, não apenas para testar o dimensionamento de espaços mas também para medir outros parâmetros, como a distribuição de pesos, momento de inércia, resistência ao impacto, a assim por diante. Esse tipo de modelo é usado, por exemplo, em acidentes simulados, onde se instalam instrumentos para medir o impacto sofrido pelas diversas partes do corpo.

Existem manequins mais sofisticados que reproduzem, por completo, todo o contorno do corpo e apresentam pesos, durezas e resistências semelhantes ao do organismo vivo. Sensores instalados nesses manequins conseguem detectar, por exemplo, os movimentos do sangue, de tecidos e órgãos internos, quando submetidos a uma aceleração brusca em aeronaves ou paradas violentas, em acidentes.

Outros tipos de modelos são aqueles que reproduzem apenas uma determinada parte do corpo, para testar equipamentos de proteção individual como capacetes ou óculos de segurança (cabeça), botas (pés) e luvas de segurança (mãos).

1.2 ALTURA DOS OLHOS, EM PÁ, ERETO 140,2 150,2 159,6 150,9 161,3 172,

1.3 ALTURA DOS OMBROS, EM PÉ, ERETO 123,4 133,9 143,6 134,9 144,5 154, 1.4 ALTURA DO COTOVELO, EM PÉ, ERETO 95,7 103,0 110,0 102,1 109,6 117, 1.5 ALTURA DO CENTRO DA MÃO, BRAÇO PENDIDO, EM PÉ 66,4 73,8 80,3 72,8 76,7 82, 1.6 ALTURA DO CENTRO DA MÃO, BRAÇO ERGUIDO, EM PÉ 174,8 187,0 200,0 191,0 205,1 221,

1.7 COMPRIMENTO DO BRAÇO, NA HORIZONTAL, ATÉ O CENTRO DA MÃO

61,6 69,0 76,2 66,2 72.2 78,

1.8 PROFUNDIDADE DO CORPO, NA ALTURA DO TÓRAX 23,8 28,5 35,7 23,3 27,6 31, 1.9 LARGURA DOS OMBROS, EM PÉ 32,3 35,5 38,8 36,7 39,8 42,

1.10 LARGURA DOS QUADRIS, EM PÉ 31,4 35,8 40,5 31,0 34,4 36,

2. CORPO SENTADO 2.1 ALTURA DA CABEÇA, A PARTIR DO ASSENTO, CORPO ERETO

80,5 85,7 91,4 84,9 90,7 96,

2.2 ALTURA DOS OLHOS, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO 68,0 73,5 78,5 73,9 79,0 84,

2.3 ALTURA DOS OMBROS, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO 53,8 58,5 63,1 56,1 61,0 65, 2.4 ALTURA DO COTOVELO, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO 19,1 23,3 27,8 19,3 23,0 28, 2.5 ALTURA DO JOELHO, SENTADO 46,2 50,2 54,2 49,3 53,5 57, 2.6 ALTURA POLÍTEA (PARTE INFERIOR DA COXA ) 35,1 39,5 43,4 39,9 44,2 48,

2.7 COMPRIMENTO DO ANTEBRAÇO, NA HORIZONTAL ATÉ O CENTRO DA MÃO

29,2 32,2 36,4 32,7 36,2 38,

2.8 COMPRIMENTO NÁDEGA-POPLÍTEA 42,6 48,4 53,2 45,2 50,0 55, 2.9 COMPRIMENTO NÁDEGA-JOELHO 53,0 58,7 63,1 55,4 59,9 64,

2.10 COMPRIMENTO NÁDEGA-PÉ, PERNA ESTIRADA NA HORIZONTAL

95,5 104,4 112,6 96,4 103,5 112,

2.11 ALTURA DA PARTE SUPERIOR DAS COXAS 11,8 14,4 17,3 11,7 13,6 15, 2.12 LARGURA ENTRE COTOVELOS 37,0 45,6 54,4 39,9 45,1 51,

2.13 LARGURA DOS QUADRIS, SENTADO 34,0 38,7 45,1 32,5 36,2 39,

3. CABEÇA 3.1 COMPRIMENTO VERTICAL DA CABEÇA 19,5 21,9 24,0 21,3 22,8 24, 3.2 LARGURA DA CABEÇA, DE FRENTE 13,8 14,9 15,9 14,6 15,6 16,

3.3 LARGURA DA CABEÇA, DE PERFIL 16,5 18,0 19,4 18,2 19,3 20, 3.4 DISTÂNCIA ENTRE OS OLHOS 5,0 5,7 6,5 5,7 6,3 6, 3.5 CIRCUNFERÊNCIA DA CABEÇA 52,0 54,4 57,2 54,8 57,3 59,

4. MÃOS

4.1 COMPRIMENTO DA MÃO 15,9 17,4 19,0 17,0 18,6 20, 4.2 LARGURA DA MÃO 8,2 9,2 10,1 9,8 10,7 11, 4.3 COMPRIMENTO DA PALMA DA MÃO 9,1 10,0 10.8 10,1 10.9 11. 4.4 LARGURA DA PALMA DA MÃO 7,2 8,0 8,5 7,8 8,5 9,

4.5 CIRCUNFERÊNCIA DA PALMA 17,6 19,2 20,7 19,5 21,0 22, 4.6 CIRCUNFERÊNCIA DO PULSO 14,6 16,0 17,7 16,1 17,6 18, 4.7 CILINDRO DE PEGA MÁXIMA ( DIÂMETRO ) 10,8 13,0 15,7 11,9 13,8 15,

5. PÉS

5.1 COMPRIMENTO DO PÉ 22,1 24,2 26,4 24,0 26,0 28, 5.2 LARGURA DO PÉ 9,0 9,7 10,7 9.3 10,0 10, 5.3 LARGURA DO CALCANHAR 5,6 6,2 7,2 6,0 6,5 7,

Nos EUA, as medidas mais utilizadas para fins civis são apresentadas pela publicação: Weight, Hight and Selected Dimensions of Adults (U.S. Dept. of Health, Education and Welfare, junho de 1965). Ela se baseou em medidas de 6.672 adultos representativos da população norte-americana.

Fornece medidas para a estatura e mais 10 variáveis na posição sentada, além do peso. As medidas são apresentadas em percentuais de 1,5,10,20,30,40,11,60,70,50,90,95 e 99%, para 7 faixas etárias (18-24, 25-3-1, 35-44, 45-54, 55-64, 65-74 e 75-79 anos), além das médias para adultos de 18 a 79 anos. Um resumo dessas medidas é apresentado na Tab. 1.3.

Devido à grande importância, principalmente para os projetistas, menciona-se ainda o excelente trabalho Hurnan Scale (Diffrient, Tilley e Bardagjy, 1974), baseado em medidas norte-arnericanas. Os autores coletaram medidas antropométricas para os três tipos físicos, (ectomorfo, mesomofro e endomorfo) e diversas medidas detalhadas de partes do corpo, cabeça, mãos e pés, organizados em cartões, para facilitar o uso dessas medidas no projeto.

Medidas brasileiras

No Brasil, ainda não existem medidas antropométricas normalizadas da população. (A Associação Brasileira de Normas Técnicas tem projeto para normalizá-las, mas são baseadas em medidas norte- americanas, já apresentadas na Tab. 1.3). Isso significa que não existem, ainda medidas abrangentes e confiáveis da população brasileira. Apenas para efeito ilustrativo, apresentamos resultados de 3 levantamentos parciais efetuados:

MEDIDAS DE ANTROPOMETRIA ESTÁTICA (cm) MULHERES HOMENS 5% 50% 95% 5% 50% 95% 1.0 PESO 47 62 90 57 75 98

1.1 ESTATURA, CORPO ERETO 149,9 159,8 170,4 161,5 173,5 184, 2.1 ALTURA DACABEÇA, SENTADO, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO

78,5 84,8 90,7 84,3 90,7 96,

2.1 ALTURA DA CABEÇA, SENTADO, A PARTIR DO ASSENTO, NATURAL

75,2 82,0 88,1 84,3 86,6 93,

2.4 ALTURA DO COTOVELO, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO

18,0 23,4 27,9 18,8 24,1 29,

2.5 ALTURA DO JOELHO, SENTADO 45,5 49,8 54,6 43,0 54,4 59, 2.6 ALTURA POPLÍTEA ( PARTE INFERIOR DA COXA )

35,6 39,9 44,5 39,4 43,9 40,

2.8 COMPRIMENTO NÁDEGA-POPLÍTEA 43,2 48,0 53,3 43,9 49,5 54, 2.8 COMPRIMENTO NÁDEGA-JOELHO 51,8 56,9 63,5 54,1 59,2 64, 2.11 LARGURA DAS COXAS 10,4 13,7 17,5 10,9 14,9 17,

2.12 LARGURA ENTRE COTOVELOS 31,2 38,4 49,0 43,8 41,9 50, 2.13 LARGURA DOS QUADRIS, SENTADO 31,2 36,3 43,4 31,0 35,6 40,

a) No Estudo Nacional de Despesa Familiar realizado pela FIBGE em 1977, foram tomadas medidas de peso, estatura e perímetro braquial (pulso) esquerdo para duas regiões:

  • Rio de Janeiro
  • Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul Os resultados são apresentados em percentís de 5,10,25,50,75,90 e 95%o para 9 faixas etárias, entre os extremos de 18 a 70 anos de idade. Um resumo desses resultados, apenas a título de exemplo, é apresentado na Tabela 1.4.

MEDIDAS DE ANTROPOMETRIA ESTÁTICA (cm) HOMENS 5% 50% 95% 1.CORPO EM PÉ 52,3 66,0 85, 1.0 PESO (kg ) 159,5 170,0 181, 1.1 ESTATURA, CORPO ERETO 149,0 159,5 170, 1.2 ALTURA DOS OLHOS, EM PÉ, ERETO 131,50 141,0 151,

1.3 ALTURA DOS OMBROS EM PÉ, ERETO 96.5 104,5 112, 1.4 ALTURA DO COTOVELO EM PÉ, ERETO 1.7 COMPRIMENTO DO BRAÇO NA HORIZONTAL , ATÉ A PONTA DOS DEDOS 79,5 85,5 92, 1.8 PROFUNDIDADE DO TÓRAX ( SENTADO ) 20.5 23,0 27,

1.9 LARGURA DOS OMBROS ( SENTADO ) 49,2 44,3 49, 1.10 LARGURA DOS QUADRIS, EM PÉ 29,5 22,4 35,

2. CORPO SENTADO 2.1 ALTURA DA CABEÇA, A PARTIR DO ASSENTO, CORPO ERETO 82,5 88,0 94,

2.2 ALTURA DOS OLHOS, A PARTIR DO ASSENTO, CORPO ERETO 72,0 77,5 83, 2.3 ALTURA DOS OMBROS, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO 55,0 59,5 64, 2.4 ALTURA DO COTOVELO, A PARTIR DO ASSENTO 18,5 23,0 27, 2.5 ALTURA DO JOELHO, SENTADO 49,0 53,0 57,

2.6. ALTURA POPÍTEA, SENTADO 39,0 42,5 46, 2.8 COMPRIMENTO NÁDEGA-POPLÍTEA 43,5 48,0 53, 2.9 COMPRIMENTO NÁDEGA-JOELHO 55,0 60,0 65, 2.12 LARGURA ENTRE COTOVELOS 39,7 45,8 53,

2.13 LARGURA DOS QUADRIS ( EM PÉ ) 29,5 32,4 35,

5. PÉS 5.1 COMPRIMENTO DO PÉ 23,9 25,9 28, 5.2 LARGURA DO PÉ 9,3 10,2 11,

Comparação com medidas estrangeiras. - A comparação das medidas brasileiras com aquelas estrangeiras não é fácil, porque a disponibilidade das primeiras ainda é limitada. Por outro lado, nem sempre as variáveis utilizadas e as condições em que foram realizadas as medidas são idênticas, dificultando essa comparação.

Em primeiro lugar, observa-se uma grande semelhança entre os três levantamentos apresentados para as medidas brasileiras (Tab. 1.4, 1,5 a 1.6). Apenas para exemplificar, vamos comparar as estaturas médias dos homens.

Levantamentos Estatura média para homens (cm) FIBGE(RJ) 169, FIBGE (PR, SC e RS) 170, Iida e Wierzbicki (SP) 169, Ferreira (RJ) 170,

Observa-se que a diferença máxima entre essas medidas é de 0,4% em relação à menor delas. Estatisticamente, essa diferença pode ser considerada insignificante.

Em relação a medidas estrangeiras, examinando-se as tabelas 1.2 e 1.5, podemos constatar a coincidência de cinco variáveis. A Tabela 1.7 apresenta as diferenças percentuais entre as médias alemãs e brasileiras para essas variáveis. Observa-se que os brasileiros são ligeiramente menores em algumas medidas e maiores em outras. De qualquer modo, as diferenças nesse caso situam-se sempre abaixo de 3,8%.

MEDIDAS DE ANTROPOMETRIA ESTÁTICA (cm)

MULHERES ( 50% ) HOMENS ( 50% ) DIN ( cm ) BRASIL (cm )

Dif. % DIN ( cm ) BRASIL (cm )

Dif. %

1.1 ESTATURA, ERETO 161,9 157,3 2,8 173,3 169,7 2, 2.1 ALTURA DA CABEÇA, SENTADO 85,7 83,0 3,2 90,7 87,3 3, 2.5 ALTURA DO JOELHO 50,0 50,1 (-0,2 ) 53,5 55,0 (-2,8) 2.9 COMPRIMENTO, NÁDEGA JOELHO 58,7 58,1 1,0 59,9 60,2 ( -0,5 )

2.10 COMPRIMENTO NÁDEGA PÉ-PERNA ESTENDIDA

104,4 100,4 3,8 103,5 107,4 ( -3,8 )

No caso do levantamento realizado por Iida e Wierzbicki (1973), foram feitas ainda comparações com medidas semelhantes de holandeses que trabalhavam na matriz da mesma empresa e constatou- se que as diferenças, em relação aos brasileiros, situavam-se na faixa máxima de 3%.

Comparações realizadas com medidas de povos estrangeiros demonstraram que os brasileiros apresentam muita semelhança com os europeus mediterrâneos (portugueses, espanhóis, franceses, italianos e gregos), são menores que os nórdicos (suecos; noruegueses, dinamarqueses) e maiores que os povos asiáticos em geral.

Dessas comparações pode-se concluir que, em geral, as medidas antropométricas disponíveis de brasileiros não apresentam grandes discrepâncias em relação a tabelas estrangeiras. Como, em geral, os projetos de antropometria aplicada consideram toleráveis os erros de até 5%, pode-se concluir que as tabelas estrangeiras geralmente são aplicáveis no caso brasileiro, pelo menos em primeira abordagem do problema.

Dessa forma, na ausência de medidas antropométricas confiáveis da população brasileira, pode-se recomendar o use de tabelas estrangeiras, principalmente aquelas baseadas em medidas de povos mediterrâneos. Eventuais ajustes do projeto para a população brasileira podem ser realizados durante a fase de teste desse projeto, com uma amostra de possíveis usuários do produto ou sistema em desenvolvimento.

1.5- ANTROPOMETRIA DINÂMICA E FUNCIONAL

Os dados de antropometria estática servem como uma primeira aproximação para o dimensionamento de produtos e locais de trabalho ou para os casos em que os movimentos corporais são pequenos. Porém, na maioria dos casos, as pessoas nunca ficam completamente paradas. Quase sempre estão manipulando, operando ou transportando algum objeto.

Se o produto ou local de trabalho for dimensionado com dados da antropometria estática, será necessário, posteriormente, promover alguns ajustes para acomodar os principais movimentos corporais. Ou, quando esses movimentos já são previamente definidos, pode-se usar os dados da antropometria dinâmica, fazendo com que o projeto se aproxime mais das suas condições reais de operação.

Um ajuste mais preciso pode ser realizado pela antropometria funcional, quando os movimentos corporais não são isolados entre si, mas diversos movimentos são realizados simultaneamente. Esses movimentos interagem entre si, modificando os alcances, em relação aos valores da antropometria dinâmica (ver item 6.3).

Registro de movimentos

A Fig. 6.16 apresenta valores médios dos movimentos voluntários, ou seja, aqueles que podem ser feitos pelo próprio indivíduo, Existem ainda valores para os movimentos passivos, ligeiramente superiores a esses, que correspondem aos valores de movimentos feitos com ajuda de uma